Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Uma causa que merece o nosso apoio

Publico, na íntegra, a informação que recebi sobre a APSA, porque é uma causa que precisa e merece o apoio de todos nós:
 
 
A Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) é uma IPSS que tem por missão promover a integração social, escolar e profissional, dos portadores de Síndrome de Asperger (SA), favorecendo as condições para uma vida mais digna.
 
No passado dia 16 de Janeiro de 2009 foi celebrado, entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a APSA, um Protocolo de Cooperação que tornará possível a cedência de um edifício, património municipal, situado na Quinta da Granja, em Lisboa, por um período de 20 anos, renováveis.
Pretende-se oferecer um espaço de formação e de emprego temporário, favorecendo a integração social e a construção de um projecto de vida futuro, com maior autonomia, para um número significativo de jovens portadores de SA que deixam a escola a partir dos 16 anos e que não encontram respostas sociais de inserção na vida activa.
O edifício está em muito mau estado de conservação e é responsabilidade da APSA garantir, até Maio de 2009, a quantia de € 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil euros) para financiamento da reconstrução e adaptação das infra-estruturas.
 
Identifica-se com a nossa causa?
Quer ajudar-nos a construir a Casa Grande?
 
Faça então o seu donativo através de
- transferência bancária para o NIB 0033 0000 4537 1707 0300 5 ou
- cheque dirigido à APSA para a morada abaixo indicada.
Caso pretenda recibo, envie-nos os seus dados (nome, morada e n.º de contribuinte) juntamente com o cheque ou por e-mail
geral@apsa.org.pt indicando o valor do seu donativo e a data em que o mesmo foi efectuado.
 
Obrigado!
 
Contactos APSA
Sede
Largo do Amor Perfeito 9A lj 1
Adroana
2645-630 Alcabideche
E-mail geral@apsa.org.pt
Site: www.apsa.org.pt
Tlm 961041214
Tel/Fax 214605237
 
Delegação Norte
Urbanização Ponte de Carro, 1251 B
Guifões
4460-091 Matosinhos
E-mail apsanorte@iol.pt
Tlm 967252242
 
 
Outra forma - bem agradável! - de ajudar a APSA:
 
 
 
 

O Teatro Politeama solidarizou-se com o projecto da APSA : “CASA GRANDE”.

Através de mais um grandioso espectáculo com a assinatura de Filipe La Féria, faça a diferença num momento de cultura e lazer e seja também solidário com a “Casa Grande”.

 

Vamos assistir ao musical “West Side Story – Amor sem Barreiras”, no dia 4 de Abril pelas 21:30.

 

O Teatro Politeama, generosamente, doará 25% da receita deste espectáculo para o projecto “Casa Grande” que a pouco e pouco se vai tornado uma realidade.

 

Apareça e divulgue junto de todos os seus familiares e amigos… Vamos encher o Teatro Politeama!

 

Bilhetes à venda nas bilheteiras ou reservas através dos telefones: 21 324 55 00 / 96 440 90 36 ou por fax: 21 324 55 08

Para mais informações consulte o site: www.teatropoliteama.pt

 

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publicado por Ana Vidal às 11:16
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Terra dos Sonhos

 

Encontrei aqui, pela mão da jornalista Sónia Morais Santos, esta notável iniciativa que não conhecia.

 

Aí está uma contribuição ao alcance de todos nós (sob várias formas possíveis), um presente de Natal digno desse nome: fazer uma criança feliz, antes que seja tarde de mais.

 

Não deixem de visitar a Associação Terra dos Sonhos.

 

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Bom fim-de-semana

 

 


(Woman - John Lennon)

 

Nota: Vídeo referente ao projecto da Liga Portuguesa Contra o Cancro 2008. O objectivo da campanha é chamar a atenção das mulheres portuguesas para o problema do tumor do colo do útero.

Ao todo 17 cantoras portuguesas participaram do projecto, cujas receitas da venda do CD "Mulher Passa a Palavra" revertem a favor da Liga, para apoiar o combate a este tipo de tumor e desenvolver acções de prevenção e sensibilização.

Cantoras que participaram do projecto: Adelaide Ferreira, Ana Moura, Dulce Pontes, Claud, Jacinta, Joana Pessoa, Katia Guerreiro, Lúcia Moniz, Susana Félix, Manuela Azevedo, Nancy Vieira, Rita Guerra, Teresa Salgueiro e Xana.


publicado por Ana Vidal às 12:46
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Rik

 

Há algum tempo, divulguei aqui um pedido de ajuda encabeçado pela Caritas de Setúbal - o Apadrinhamento à Distância -  destinado a melhorar a vida das crianças pobres de S. Tomé e Príncipe. A iniciativa está muito bem organizada, estabelecendo um laço personalizado entre quem ajuda e quem é ajudado, o que faz toda a diferença no que toca a empenhamento: apela à responsabilidade pessoal, dá uma cara (e as caras são mesmo irresistíveis...) à nossa vontade de ajudar. Digo "nossa" porque já tenho um afilhado em S. Tomé. Chegou ontem, à minha caixa de correio, a carta com a ficha da criança que me foi atribuída.

 

Dá pelo pomposo nome de Henrikson e tem 5 anos. Tem uns olhos imensos, interrogativos, e a expressão ligeiramente zangada de quem não percebe muito bem porque lhe calhou sofrer assim, logo desde o primeiro momento em que pôs um pé no mundo. É impossível não querer protegê-lo, é enorme o impulso de tentar substituir aquele pai que já morreu, a mãe e os irmãos (4, todos mais velhos) que não se interessam por ele. Não os crucifico: não faço a menor ideia do que é viver como eles, naquele grau de miséria extrema em que só a sobrevivência pessoal importa e tudo o resto se apaga... mesmo os mais básicos instintos, como o maternal. Parece-nos, a nós que vivemos com todo o conforto da civilização (mesmo os que têm dificuldades), muito criticável este abandono de um filho. Mas o que faríamos nós em semelhantes condições? Não sei. Não julgo, portanto. Não é esse o meu papel, nem isso adiantaria nada ao meu afilhado.

 

Tenho um afilhado em S. Tomé e vou chamar-lhe Rik, porque o seu nome completo me parece muito pesado para aquela carinha de quem quer descobrir o mundo inteiro num bater de asas, aquele olhar esperto e matreiro de sobrevivente, aquele desafio na expressão que, apesar de tudo, é muito doce. Vou escrever-lhe sempre, mesmo sabendo que não terei resposta muitas vezes. As pessoas que olham por estas crianças têm muito mais que fazer, não têm muito tempo para as cartas. Apesar disso, prometem mandar notícias das vitórias de cada uma delas, sempre que lhes sobre um bocadinho para isso. É um trabalho admirável, que respeito como poucos outros.

 

Vá, entusiasmem-se também. Custa-nos tão pouco... e para estas crianças faz toda a diferença. É a distância que vai entre a total impossibilidade e o milagre de uma educação condigna, que lhes seja útil mais tarde e lhes dê uma Vida. Porque o que têm pela frente é pouco mais do que morte...

 

Aqui fica o contacto, para quem quiser candidatar-se ou saber mais informações: caritas.setubal@mail.telepac.pt

 

(Nota: Fico muito feliz por saber que contagiei outras pessoas com este apelo, quando o postei aqui. Ontem também o Pedro Silveira Botelho, meu amigo e "sócio" neste blogue, me disse que recebeu uma carta com a atribuição de um afilhado. No caso dele, a criança tem 2 anos e chama-se Helder. O Pedro já lhe escreveu a primeira carta e pediu-me que a publicasse aqui - retomando com ela os seus Observatórios - com a intenção de divulgar esta iniciativa. É o que farei.)

 

publicado por Ana Vidal às 13:40
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Contamíname

Quem me conhece sabe da minha paixão pelas músicas e letras do Pedro Guerra. Sobretudo pelos primeiros discos, que continuo a considerar os melhores deste cantautor das Canarias, que já conquistou o mundo e compôs para grandes nomes da música internacional.

 

Mas talvez não saibam que esta canção "Contamíname" deu origem (e deu o nome) a uma fundação criada pelo próprio Pedro Guerra, cujo principal objectivo é a partilha de culturas e a luta contra o racismo e a xenofobia. A Fundación Contamíname nasceu, assim, de uma canção cheia de alegria e "boa onda". A música é contagiante, a letra é preciosa. Escolhi a versão de Ana Belén (para mim, uma das melhores vozes de nuestros hermanos) e Victor Manuel por ser, exactamente, uma homenagem à Fundação.

 

Espero que se deixem contaminar, meus amigos.

 

 


Contamíname

Cuéntame el cuento del árbol dáctil de los desiertos
de las mezquitas de tus abuelos
dame los ritmos de las darbucas y los secretos
que hay en los libros que yo no leo

Contamíname
pero no con el humo que asfixia el aire
ven
pero sí con tus ojos y con tus bailes
ven
pero no con la rabia y los malos sueños
ven
pero sí con los labios que anuncian besos

contamíname,
mézclate conmigo
que bajo mi rama
tendrás abrigo

cuéntame el cuento de las cadenas que te trajeron
de los tratados y los viajeros
dame los ritmos de los tambores y los voceros
del barrio antiguo y del barrio nuevo

contamíname,
mézclate conmigo
que bajo mi rama
tendrás abrigo

cuéntame el cuento de los que nunca se descubrieron
del río verde y de los boleros
dame los ritmos de los buzukis los ojos negros
la danza inquieta del hechicero

contamíname,
mézclate conmigo
que bajo mi rama
tendrás abrigo

publicado por Ana Vidal às 23:52
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Domingo, 1 de Junho de 2008

Dia da Criança?

Hoje, em vez de dizermos em posts como as crianças são bonitinhas e engraçadas, em vez de lamentarmos as que sofrem e passam fome, as que não têm acesso ao mais básico conforto, as que vivem em cenários de guerra ou são vítimas de todo o género de abusos, façamos alguma coisa de concreto. Se não podemos acudir a todas elas, tratemos de ajudar UMA.

 

Hoje, parece-me um bom dia para divulgar esta notável campanha da Diocese de São Tomé e Príncipe: dando a uma criança uma oportunidade de desenvolver-se mais harmoniosamente, estaremos a melhorar também todas as vidas que ela vier a tocar, no futuro, com os instrumentos que lhe demos.

 

Faça de conta que tem (mais) um filho - distante, é certo, mas presente pelas notícias que lhe irá mandando, dos seus sucessos escolares e pessoais. O contributo que nos é pedido é mínimo, quase ridículo no nosso orçamento (mesmo que apertado, como infelizmente está o de quase todos nós) - não mais do que uma jantarada fora, uma peça de roupa de marca ou uma ida ao futebol.  Aliás, o que se nos pede é uma participação à medida das nossas possibilidades, não mais do que isso. Por isso esqueça o preconceito, esqueça as conotações religiosas desta iniciativa, mesmo que não se identifique com elas: quem a toma é quem está no terreno, logo, quem pode intervir com mais eficácia e conhecimento de causa. E o que está em jogo é infinitamente superior a esses pormenores.

 

Eu já decidi: vou ter um afilhado em São Tomé.

 

 

******************************************

 

Diocese de São Tomé 

 

Apadrinhamento à distância

 

 

A sua ajuda poderá ter um grande impacto na vida de uma destas crianÇas

 

 

 

 

A sua participação ou pedido de informações deve ser

dirigida ao Bispo D. Manuel Santos, CMF

 

Via email para: manuelsantoscmf@hotmail.com

 

D. Manuel Santos CMF
Diocese de São Tomé
São Tomé e Principe
Tel +23 992 9505

 

 

Uma escolha de paz para o desenvolvimento

 

- No mundo, e em particular em São Tomé e Príncipe, muitas crianças são vítimas diariamente da marginalização, da fome, das doenças, da violência e da pobreza.

 

- Neste país falta o acesso à alimentação, à água potável, à assistência médica, à educação de base, faltam os direitos fundamentais do homem.

 

- A Diocese de São Tomé e Príncipe, com esta campanha de apadrinhamento à distância, tem-se empenhado em representar os mais necessitados do mundo.

 

- O apadrinhamento à distância é um grande esforço de solidariedade humana e de participação no desenvolvimento dos povos.

 

- O apadrinhamento à distância aproxima-o de uma criança, da sua família e da sua comunidade, torna-o um elemento activo e participante no desenvolvimento e no crescimento das comunidades em vias de desenvolvimento e permite-lhe colaborar para a sensibilização de muitas outras pessoas como você.

 

A sua participação é essencial

 

- Receberá um postal informativo e descritivo dos programas que implementamos, bem como uma fotografia da criança que adoptará à distância.

 

- Durante o ano receberá também duas mensagens da criança, por ocasião das épocas do Natal e da Páscoa, e um relatório anual sobre o trabalho desenvolvido no terreno.

 

Apadrinhamento à distância significa desenvolvimento

 

- Não pretendemos unicamente distribuir fundos destinados à aplicação em situações de emergência. Visamos o planeamento de um projecto que construa, no decorrer do tempo, um instrumento moral e humano sólido e uma estrutura para o desenvolvimento no interior da comunidade local, da criança à família.

 

- Uma vez individualizada uma área de intervenção seleccionada pelos nossos contactos locais, laicos ou missionários, planificamos em conjunto com as famílias, operadores e autoridades locais, as intervenções de emergência que se impõem, que fazem parte de um programa para combater a longo prazo as causas que estão na base da pobreza.

 

- Através do contacto com a criança sustentada à distância, o seu apadrinhamento contribuirá para proporcionar à criança a escolha de um futuro, apoiará a sua família e contribuirá para o desenvolvimento e para o bem-estar da comunidade em que se insere.

 

- Por estes motivos, os nosso programas não se limitam a fornecer bens materiais e estruturais, mas alargam-se à participação e envolvimento das comunidades locais no fomento do desenvolvimento, por forma a torná-las autónomo para agirem como interlocutores directos dos seus direitos combatendo as causas da pobreza.

 

Uma longa amizade à distância

 

- Porque combatemos a pobreza juntos, o seu papel será tão importante como o nosso,


- Ajudando uma criança e a sua comunidade, num dos países mais pobres do mundo

 

- Dando vida a projectos a longo prazo que garantam melhores condições de vida e o respeito pelos Direitos do Homem;

 

- Aproximando-se de uma realidade distante através da fotografia de 1 criança, das suas mensagens e de informações sobre o seu percurso escolar.

 

 

Adenda (às 16.00h): Com uma prontidão impressionante, o Bispo de São Tomé e Príncipe já respondeu ao meu pedido de informações. Aqui fica o texto da resposta que recebi por mail, que poderá ajudar quem queira entrar nesta aventura:

 

"Agradeço a comunicação. Acho que é de facto uma iniciativa cheia de sentido, sobretudo no Dia da Criança. Para melhor organizarmos estes apadrinhamentos, decidimos que a CARITAS de Setúbal assumisse esta organização. Assim, agardecia que contactassem com essa Instituição que eles darão andamento à vossa vontade de apadrinhar uma criança em São Tomé. É um país cheio de crianças, mas com muita pobreza. Oxalá esta iniciativa nos permita colaborarmos para darmos um pouco mais de perspectivas de futuro a algumas delas.
O e-mail da CARITAS de Setúbal é:

caritas.setubal@mail.telepac.pt


Se houver alguma dificuldade, contactem-me de novo. Aqui estarei.
 
Que Deus vos abençoe!
 
+ Manuel António Santos CMF"

 

 

publicado por Ana Vidal às 12:29
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Divulgação

Tenho contribuído como posso para a campanha de solidariedade com a mãe do Rui Pedro, uma criança portuguesa que desapareceu há anos. Aqui fica mais uma achega, para quem possa ajudá-la melhor do que eu:  

 

www.ruipedro.net

 

É este o site recentemente criado para melhor divulgação desta campanha. Vão lá visitá-lo e passem palavra. Isso, pelo menos, podemos fazer. E não custa nada.

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publicado por Ana Vidal às 18:22
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Sábado, 3 de Maio de 2008

Rui Pedro, o parente pobre

Sempre que o "caso Maddie" me invade a casa, numa esquizofrenia mediática que roça a loucura colectiva, tenho vontade de relembrar este outro caso, o do Rui Pedro. Passado igualmente por cá, debaixo do nosso nariz português, mas com gente que, infelizmente, não tem o mesmo poder de captar a atenção do mundo nem as verbas milionárias que são precisas para se manter na ribalta das notícias.

Não há um casal fotogénico nem uns bonecos gémeos loirinhos, para a fotografia. Não há aberturas de telejornais. Não há audiência com o Papa, ou nas Nações Unidas. Não há tablóides ingleses a obrigar a nossa Judiciária a puxar pelos galões. Não há uma Fundação. Não há um encarte no último Harry Potter, de tiragens que se multiplicam até ao infinito. Não há missas, nem nannies, nem advogados a porem-se em bicos de pés para ficar com o caso. Não há nada, praticamente. Pelo menos, que se veja.

Há só uma mãe desesperada, que não desiste. E a consciência dessa desigualdade obriga-me a este acto de mera justiça e solidariedade - colaborar nesta campanha.
 
 
Tenho assistido, como todos os que quiserem reparar nisso, à incessante batalha desta mãe, impotente mas nunca vencida. Sem recursos, sem divulgação mediática internacional (mesmo a nacional tem sido quase inexistente), sem apoios de nenhuma espécie, a mãe do Rui Pedro não permite - sempre que lho permitem a ela - que nos esqueçamos do seu filho desaparecido. Uma mulher bonita que envelheceu à nossa vista, corajosamente exposta e inconformada.

Sei que este não é o único caso de crianças portuguesas desaparecidas, longe disso. Mas a imagem desta mãe, devastada pelo desgosto e pela expectativa interminável, atira-me à cara a sorte que tive em ter acompanhado o crescimento dos meus filhos e tê-los tido sempre por perto. A mãe do Rui Pedro apenas pode imaginar, auxiliada por um retrato robot feito por um computador, como será (ou seria?) o seu filho agora. E esse simples pensamento já é insuportável.


Aqui fica, por isso, o meu humilde contributo.


publicado por Ana Vidal às 11:25
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Vergonha

Que país é este, que ao fim de sete anos ainda não fez um público e inequívoco mea culpa quanto às vítimas de Entre-os-Rios?
Que ao fim de sete anos ainda não indemnizou (e seria sempre apenas simbólico) as famílias, como se estas estivessem a pedir alguma coisa a que não têm direito, depois de uma tragédia de que não tiveram a menor culpa e lhes alterou a vida para sempre?
Que ao fim de sete anos se sujeita, sem vergonha à vista, a esta bofetada de luva branca, dada com toda a categoria por essa gente desiludida por tanta injustiça e tanta falta de dignidade?
Parece que só Camões os entende e justifica:
...
Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se não a tivera merecida,
Começa de servir outros sete anos,
dizendo: Mais servira, se não fora
pera tão longo amor tão curta a vida!
Nota: Junto-me, assim, ao protesto do RAA, no Abencerragem.
publicado por Ana Vidal às 19:32
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Diz-me quem te reforma, dir-te-ei quem és

"Paulo Teixeira Pinto, ex-CEO do Millennium BCP, afirma não ter recebido uma «indemnização de 10 milhões de euros» pela renúncia ao referido cargo, nem sequer pela rescisão do contrato de trabalho enquanto quadro do banco, apenas lhe tendo sido paga «a remuneração total referente ao exercício de 2007». Mais informa que passou à situação de reforma «em função de relatório de junta médica»."
Pouco mais há a dizer sobre este assunto. Todos os comentários já foram feitos, todas as indignações já foram gritadas aos sete ventos. E todos eles sem qualquer efeito, como se sabia que iria ser, desde o princípio.
Não venho aqui acrescentar protestos, clamar por justiça social nem invocar vergonhas que não existem onde deviam existir. Apenas me lembrei de uma amiga minha que espera, há mais de dois anos, a caridade de uma sentença favorável de junta médica para o seu pedido de reforma por doença. E está doente, sim. MUITO doente: tem uma doença rara, incurável, incapacitante e de evolução rápida, que lhe dá dores permanentes e uma deformação progressiva das articulações. A profissão, que exerce com paixão há mais de 20 anos? Educadora de infância...
Já juntou infindáveis relatórios de especialistas, todos eles absolutamente conclusivos, e já se apresentou com eles em, pelo menos, 3 juntas médicas. Perde e recorre, perde e volta a recorrer. E não, não lhe dão a reforma. Porquê? Não faço ideia. Talvez porque é viúva e não tem dinheiro para pagar a um bom advogado, que a defenda desta gritante injustiça. Talvez porque é discreta e tem pudor de levar o seu caso para as televisões, onde se resolveria em três tempos para calá-la depressa. Talvez só por não se chamar Paulo Teixeira Pinto, e não ter sido CEO do Millennium BCP.

publicado por Ana Vidal às 00:38
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Dia de...


Lá se passou mais um dia de...
Parece que hoje foi o do não-fumador. Eu já deixei de fumar há 8 anos, mas jurei a mim própria que não me tornaria num desses fundamentalistas insuportáveis prontos a matar, a rajadas de metralhadora, se puderem, quem ainda não se libertou do vício.
Claro que os ambientes despoluídos são mais saudáveis, claro que fumar não é bom para ninguém, claro que os fumadores passivos são injustiçados. Mas não consigo deixar de ver, em alguns desses irredutíveis ex-fumadores, a frustração de ter perdido um prazer e, até, uma certa inveja dos que consideram suicidas e inconscientes. Pior ainda: uma certa pose farisaica, de quem se acha superior por ter substituído o vidro dos seus telhados por uma resistente chapa de zinco, e está pronto a atirar pedras aos cristais alheios, por se saber a salvo de represálias.
Enfim, não defendo o tabaco. Sei que é francamente prejudicial à saúde, que pode matar a longo (e às vezes a curtíssimo) prazo. Mas reconheço aos outros o direito a um vício que - ainda me lembro muito bem - dá um enorme prazer. Se querem viver ou matar-se assim, quem sou eu para dizer-lhes que não o podem fazer? Sejamos justos: o tabaco não é um serial killer solitário, na cruzada contra os humanos: o stress, a solidão, a falta de dinheiro, o excesso de trabalho, a poluição e, sobretudo, a ausência de perspectivas de um futuro mais risonho, formam um gang letal. E estamos (quase) todos nas mãos deles.
Por isso, em mais um estúpido "dia de" que alguém inventou, só tenho a dizer: parabéns aos que não fumam, nunca fumaram ou já deixaram de fumar, e... boas baforadas aos restantes, e que dêm uma ou duas por mim. E remato com uma sábia frase de Agustina Bessa Luis, que diz quase tudo:

Não há império maior do que o que se tem sobre os vícios dos outros.

(ABL, in Prazer e Glória)

publicado por Ana Vidal às 21:18
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Assim, sim


Nem de propósito, acabo de receber esta mensagem por mail:
Os LD - Leigos para o Desenvolvimento - vão dar início a mais uma ano de formação. Ccomo já vem sendo hábito, vão realizar-se as sessões de apresentação nos diversos núcleos:
Porto - 2 de Novembro
Coimbra - 6 de Novembro
Lisboa - 8 de Novembro
Para mais informações ligue: 217 574 278
ou envie um E-mail para: ongd.leigos@gmail.com
Nota: A organização (católica) LEIGOS PARA O DESENVOLVIMENTO forma voluntários para o apoio de populações em países desfavorecidos, in loco. Este movimento propõe-se dar a estas populações mais que uma simples ajuda - oferecer-lhes um futuro. Para isso, coloca jovens licenciados a trabalhar nas áreas da educação, da saúde e da promoção social, em comunidades carentes de África e Timor. Mas há outras formas de contribuir, e todas são bem aceites, já que toda a ajuda é preciosa. Espreitem o site: www.leigos.org
Leigos para o Desenvolvimento
Estrada da Torre, nº 261769-014 Lisboa
Telefones: 21 757 43 57 ou 21 757 42 78
Fax.: 21 757 91 88

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publicado por Ana Vidal às 10:04
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Demasiado fácil


O site do cancro da mama está com problemas pois não têm o nº de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer 1 mamografia gratuita diariamente a mulheres desprivilegiadas. Demora menos de um segundo para ir ao site e clicar na tecla cor de rosa que diz: "Free Fund Mammograms".É só lá ir e espalhar a notícia. Demasiado fácil.
Nota: Copiado do Daniel Oliveira, no Arrastão.
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publicado por Ana Vidal às 19:32
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Sábado, 8 de Setembro de 2007

Rui Pedro, o parente pobre (III)


Cada vez com mais razões para isso, pela 3a vez aqui repito este post. E não será ainda esta a última vez que o farei. Ofereço à mãe do Rui Pedro, com muito gosto, esta possível tribuna para divulgar o seu apelo. Que o meu insignificante contributo possa servir-lhe para alguma coisa.
Aqui está o texto inicial:
«Não posso deixar de colaborar nesta campanha pelo Rui Pedro. O caso da menina inglesa, com a gigantesca mediatização que envolveu e com os apoios que mobilizou um pouco por todo o mundo, obriga-me a esse acto de mera justiça e solidariedade.
Tenho assistido, como todos os portugueses que vêm televisão, à incessante batalha desta mãe, impotente mas nunca vencida. Sem recursos, sem divulgação mediática internacional (mesmo a nacional tem sido quase inexistente), sem audiências com o Papa e sem apoios de nenhuma espécie, a mãe do Rui Pedro não permite - sempre que lho permitem a ela - que nos esqueçamos do seu filho desaparecido.
Uma mulher bonita que envelheceu à nossa vista, corajosamente exposta e inconformada. Sei que este não é o único caso de crianças portuguesas desaparecidas, longe disso. Mas a imagem desta mãe, devastada pelo desgosto e pela expectativa interminável, atira-me à cara a sorte que tive em ter acompanhado o crescimento dos meus filhos e tê-los tido sempre por perto. A mãe do Rui Pedro apenas pode imaginar, auxiliada por um retrato robot feito por um computador, como será (ou seria?) o seu filho agora. E esse simples pensamento já é insuportável.
Aqui fica, por isso, o meu humilde contributo. »
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Domingo, 2 de Setembro de 2007

Dúvida


"As revelações sobre a longa e profunda crise de fé que, contra todas as aparências, viveu Agnes Gonxha Bojaxhiu, Teresa de Calcutá, não podem deixar-nos indiferentes.
A partir da correspondência mantida ao longo de 66 anos com os seus confessores e superiores, que o livro Mother Teresa: Come Be My Light põe agora à nossa disposição, é todo um percurso de dúvida que o acto de entrega ao tormento dos outros e às missões que lhe foram destinadas pela sua Igreja jamais foram capazes de resolver por inteiro. São ali recorrentes as referências a sentimentos de «secura», de «escuridão», de «solidão» e de «tortura», que, no constante convívio com o Inferno que foi quase sempre a sua vida, a levaram a duvidar da existência do Céu e até do próprio Deus. «O sorriso», o seu sorriso, escreveu Agnes, o sorriso que sempre lhe associamos, «é uma máscara» ou mesmo «um manto que cobre tudo». E este não parece tratar-se de um trajecto de ascensão espiritual rumo ao absoluto da fé, como o de Santo Agostinho (dizia ele, sabemos lá nós), mas exactamente o seu inverso: um olhar permanente, e inevitavelmente amargurado, sobre uma dúvida que não cessa e colide com o próprio sentimento de dever. O que não pode deixar de nos oferecer um olhar bem mais humano sobre a vida difícil desta albanesa pequenina, missionária, e, sabemo-lo agora, sempre sofrida e inquieta. Santidade é isto, é duvidar, é crer e descrer, não a entrega cega, segura e néscia seja a que fé ou a que causa for."
E eu acrescento: Santidade é, sobretudo, não ceder às dúvidas nem usá-las como alibi para a desistência. Seguir sempre em frente, mesmo não crendo sempre. A santidade lúcida deve ser o mais difícil de todos os caminhos. E também o mais admirável.
Foi Madre Teresa quem disse esta frase desarmante: "Não posso dar-me ao luxo da política. Numa ocasião, fiquei cinco minutos a escutar um político e morreu-me um velhinho em Calcutá".
Texto (em cima, a itálico) encontrado n' A Terceira Noite, de Rui Bebiano. As citações são retiradas de um artigo da Time que a revista Visão traduziu e publicou.
publicado por Ana Vidal às 19:21
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Domingo, 19 de Agosto de 2007

Pelo Ambiente

BLOGGERS TO UNITE ON BLOG ACTION DAY

15 de Outubro de 2007 foi o dia escolhido para a divulgação na blogosfera de um assunto cada vez mais importante: O AMBIENTE, a sua vulnerabilidade e as terriveis consequências, se não fizermos nada para o conservar. Junte-se a este movimento, increva-se no site BLOG ACTION DAY (só para estatística) e nesse dia faça um post no seu blog, de acordo com os seus gostos, em texto, imagem, video... alerte a "sua audiência" para uma causa que nos toca a todos. Até lá, divulgue esta iniciativa. Até agora já estão inscritos mais de 500 blogs!


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publicado por Ana Vidal às 19:12
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Ajuda de berço


Já aqui postei, e hei-de repetir um dia destes, a campanha de apoio ao Rui Pedro, uma criança portuguesa desaparecida há anos cuja mãe não teve a sorte de conseguir os recursos que tem tido o casal MacCan para tentar encontrar a filha.

Agora é a vez de divulgar a campanha da Ajuda de Berço - Um colo para cada criança - uma instituição também destinada a crianças, que nos pede apenas um clique no seu site. Com esse simples gesto (que não demora mais do que uns segundos) estaremos todos a ajudar a manutenção do site e, consequentemente, a angariação de receitas para a obra. A Ajuda de Berço acolhe crianças desprotegidas, dos 0 aos 3 anos. O site vive exclusivamente da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta instituição. Só temos que mostrar que o visitámos, clicando no botão "UM COLO PARA CADA CRIANÇA": http://www.arcidadania.org/.
Não custa nada, pois não?
publicado por Ana Vidal às 17:54
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brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

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