Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Da minha língua vê-se o mar *


 

Língua

 

Gosto de sentir a minha língua roçar

A língua de Luís de Camões

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar

A criar confusões de prosódia

E uma profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa

da rosa no Rosa

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixa os portugais morrerem à míngua

“Minha pátria é minha língua”

Fala, Mangueira!

Flor do Lácio, Sambódromo

Lusamérica, latim em pó

O que quer

O que pode

Esta língua?

 

(Caetano Veloso)

 

 

Nota: Sou frontalmente contra o acordo ortográfico que nos está a ser imposto. Se há assunto que mereça e faça sentido ser referendado, é este. Porque nos diz respeito a todos como nenhum outro e porque se trata do nosso património mais precioso. Escolhi propositadamente um poema brasileiro, e não português, porque não quero que o meu protesto se confunda com nacionalismos bacocos, que não defendo. E também porque, apesar da proposta (já aprovada) ter partido do Brasil, há muitos brasileiros - entre os quais se encontra uma quantidade significativa de intelectuais - que não concordam com ela. O que o acordo exige é uma insanidade: que se submeta a grafia à fonética e que se acabe de vez com a riqueza da nossa língua, cujas variantes nunca impediram um bom entendimento entre os povos que a falam. Quero que da minha língua continue a ver-se o mar, TODO o mar, na sua infinita diversidade.

 

Gostava de ter a vossa opinião.

 

(* Título roubado a Vergílio Ferreira)

 

publicado por Ana Vidal às 12:05
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Da arte do pleonasmo quotidiano

Para começar bem o dia, a rir, e (já agora*) também a aprender alguma coisa. Ou só a relembrar...

 

 

*Nota 1: A expressão "já agora", a propósito, é também um belo pleonasmo...

 

Nota 2: Roubado daqui.

 

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publicado por Ana Vidal às 09:30
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Véri British


When Charles deGaulle decided to retire from public life, the British ambassador and his wife threw a gala dinner party in his honor.  At the dinner table, the Ambassador's wife was talking with Madame de Gaulle:

 - "Your husband has been such a prominent public figure, such a  presence on the French and international scene for so many years!  How quiet retirement will seem in comparison. What are you most  looking forward to in these retirement years?"

 - "A penis," replied Madame deGaulle.

 A huge hush fell over the table. Everyone heard her answer... and no one knew what to say next.

 Le Grand Charles leaned over to his wife and said:

 "Ma cherie, I believe ze English pronounce zat word, 'appiness!'" 

 

 

(For me, Formidable - Charles Aznavour)

 

Nota: O comentário da Luísa lembrou-me esta canção, que adoro e vem a propósito.

 

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publicado por Ana Vidal às 01:20
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

À última (da) hora

 

 

Sempre me fez urticária aquele riso escarninho, trocista, de quem julga ter o mundo aos pés. Não exagero: as pretensões políticas dele já foram de uma megalomania tal que roçava o ridículo, e sem que alguma vez se tenha apercebido disso (é egótico de mais para sequer imaginá-lo), era gozado por toda a gente por causa disso. Enfim, fraquezas perdoáveis a quem tenha qualidades que as suplantem. Mas não é o caso. Foi toda a vida um marido e um pai déspota, intratável, que humilhava em público os filhos com exigências e exibições de autoridade absolutamente descabidas, e expunha a mulher (que era muito bonita, por sinal) como um troféu de sua exclusiva propriedade, merecidamente ganho numa qualquer mesa de jogo. Porque ele é um jogador inveterado, também. E dos que têm mau perder, ainda por cima. Lembro-me bem de assistir, há muitos anos, a exibições deploráveis do seu proverbial mau feitio, sempre que o jogo não lhe corria de feição.

 

A vida não o poupou, é verdade: primeiro, a revolução de Abril atirou-o para uma insustentável prateleira na empresa em que trabalhava, onde contava chegar longe devido ao nome que lhe coroava o cartão de visita. Não por mérito próprio, que nunca o teve. Mas nunca se recompôs dessa "injustiça", nem tanto orgulho ferido alguma vez o levou a tentar provar o seu valor, de outra qualquer maneira. Ficou enclausurado num ódio primário, irracional, que remói para o resto da vida numa espécie de vingança cega, aplicada a eito em todos os que lhe estão mais próximos. Depois, muito mais grave do que a humilhação profissional, a sua vida familiar foi cruelmente atravessada por duas tragédias arrasadoras. Nessa altura toda a gente teve pena dele. Mas nem assim se tornou mais humilde ou aprendeu alguma coisa de útil com esses terríveis acontecimentos. Pelo contrário, dir-se-ia que o desgosto refinou tudo o que ele tinha de pior, e o azedume tem vindo a corroê-lo por dentro, por inteiro, como um ácido letal.

 

Eu já não o via há alguns anos, felizmente. Encontrei-o há poucos dias, por acaso, numa livraria do Chiado. Ainda tentei disfarçar, mas foi inútil: ele tinha qualquer coisa para ensinar-me, como sempre, porque veio lá do fundo para me falar, num gesto magnânimo sublinhado pelo insuportável sorriso de superioridade. Estava com um amigo mais novo que, percebi logo, o bajulava. Enorme erro, pensei. Apresentou-nos e trocámos algumas palavras de circunstância. Quis ver o que eu estava a comprar e preparava-se para dissertar sobre a minha escolha quando eu lhe disse que estava cheia de pressa, porque estava de partida para férias e tinha passado por ali, à última da hora, para comprar aquele livro que me fazia falta para as minhas pesquisas.

 

E pronto, eu acabara de dar-lhe o mote para uma aula de português correcto. O tal amigo tinha-se afastado para o fundo da livraria e não nos ouvia, mas havia por ali clientes suficientes para compor uma plateia que lhe parecesse valer a pena. Rasgou um sorriso sardónico e disparou, bem alto para conseguir o máximo efeito: “Não sabes que não se diz à última da hora, mas sim à última hora? E julgas-te tu uma escritora?! Francamente, menina!!”.

 

Tenho de abrir aqui um parêntesis, para explicar que teria aceite a correcção de bom grado, se ela tivesse partido de qualquer outra pessoa. Não tenho nenhuma pretensão de escrever ou falar um português sem falhas, e todos os dias aprendo alguma coisa sobre a minha língua que não sabia antes. Além disso, estou muito longe de considerar-me uma escritora. Mas aquilo irritou-me. Aquela criatura tem sempre que dar lições a toda a gente, sobre todos os temas. Apanhou-me numa falta, não tão grave que justificasse todo aquele chinfrim, e aproveitou logo para fazer o seu brilharete. Subiu-me a mostarda ao nariz, confesso. Também tenho mau feitio. Olhei-o nos olhos e fiz o meu sorriso mais cândido, para ganhar tempo. E depois, quase sem pensar saiu-me isto, enquanto compunha um ar blasé: “Engana-se. Diz-se à última da hora e a expressão significa à última badalada da hora. Vem do tempo dos antigos relógios de sala, que cantavam as badaladas, e quer dizer que o tempo está a esgotar-se. Olhe, é o meu caso, peço desculpa mas tenho mesmo que me ir embora.”

 

Deixei-o plantado, sem lhe dar oportunidade de resposta. Às vezes sou mazinha: aquilo fez-me ganhar o dia. Ainda vi, por cima do ombro, o amigo aproximar-se dele e fazer-me um adeus com a mão. E seria capaz de jurar que foi aquele desgraçado quem pagou as favas pelo meu atrevimento. Pelo menos não deve ter-se livrado de ouvir uma lição acabadinha de aprender e totalmente falsa: “Sabes qual é a origem da expressão À última da hora?”... 

 

publicado por Ana Vidal às 23:20
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Sábado, 26 de Julho de 2008

Lobo Antunes - um discurso

 

Muito bom, o discurso de ontem de António Lobo Antunes ao agradecer a atribuição do Prémio Camões, nos claustros dos Jerónimos. Gostei muito de ouvi-lo. De improviso e perante uma plateia recheada de Chefes de Estado, falou de uma forma fluida e totalmente à vontade sobre a Língua Portuguesa e a importância que esta tem no mundo, sobre a sua experiência de escritor e de cidadão português, sobre as suas preferências literárias e sobre as suas emoções e memórias. Citou inúmeros nomes das letras lusófonas, mas sem aquele academismo que torna os discursos chatos, e conteve-se no auto-elogio e no pedantismo fácil.

 

Ao contrário do que seria de esperar (eu, pelo menos, confesso que não me admiraria muito se assim fosse) não houve no seu tom o mais leve laivo de amargura ou de cinismo. Enfim, mostrou ser um um homem com uma cultura vasta, sólida e integrada, como se espera de quem já conquistou quase todos os prémios literários que lhe interessariam. Para a glória total, faltou o Nobel. Será que ainda o sente como uma pedra no sapato? Se sim, não pareceu.

 

publicado por Ana Vidal às 12:25
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Há uma música do povo

Hoje é isto que me apetece ouvir: uma homenagem ao Fado e aos fadistas portugueses.

 

Eu, que nem sequer sou fã da Mariza, deixo-me comover quando ouço as belíssimas palavras de Fernando Pessoa, cantadas (e bem) por ela, com todas as vogais e consoantes da minha língua.

 

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publicado por Ana Vidal às 01:16
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Eu veto


É pena, senhor Presidente da República, que ande tão alheado ultimamente do que se passa no país. Agora, por exemplo, teria tido um bom motivo para dar um ar da sua graça e vetar o famigerado Acordo Ortográfico, com o qual quase ninguém ligado às letras concorda. Alguma razão haverá para isso, não lhe parece? Que tal largar esse dolce fare niente e dar um bocadinho mais de atenção a um assunto que nos toca a todos?

 

Olhe, senhor Presidente: eu não estou de férias. Se o senhor não veta o (des)acordo... veto eu. As consoantes mudas vão continuar a marcar presença em tudo o que eu escrever, em sinal de protesto. Mesmo que seja tão mudo como elas. Talvez um protesto mudo chegue melhor a um surdo... 

 

publicado por Ana Vidal às 10:55
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

120º Aniversário

 

 

Aniversário 

 

 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu era feliz e ninguém estava morto. 
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,  
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. 

 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,  
De ser inteligente para entre a família, 
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. 
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. 
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida. 

 

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, 
O que fui de coração e parentesco. 
O que fui de serões de meia-província, 
O que fui de amarem-me e eu ser menino, 
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui... 
A que distância!... 
(Nem o acho... ) 

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos! 

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,  
Pondo grelado nas paredes... 
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas), 
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,  
É terem morrido todos, 
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio... 

 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ... 
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! 
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez, 
Por uma viagem metafísica e carnal, 
Com uma dualidade de eu para mim... 
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes! 

 

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui... 
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, 
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado, 
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,  
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . . 
  
Pára, meu coração! 
Não penses!  Deixa o pensar na cabeça!  
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!   
Hoje já não faço anos. 
Duro. 
Somam-se-me dias. 
Serei velho quando o for. 
Mais nada. 
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ... 

 

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... 

 

(Álvaro de Campos)

 

 

(Nota minha: ... Ainda festejam, amigo!)

 

publicado por Ana Vidal às 11:17
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Minha Pátria é a Língua Portuguesa


MANIFESTO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA

CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

 

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa

Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro

 

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.

Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

 

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.

Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

 

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.

O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

 

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.

É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.

Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.

A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,


Ana Isabel Buescu

António Emiliano

António Lobo Xavier

Eduardo Lourenço

Helena Buescu

Jorge Morais Barbosa

José Pacheco Pereira

José da Silva Peneda

Laura Bulger

Luís Fagundes Duarte

Maria Alzira Seixo

Mário Cláudio

Miguel Veiga

Paulo Teixeira Pinto

Raul Miguel Rosado Fernandes

Vasco Graça Moura

Vítor Manuel Aguiar e Silva

Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho

Zita Seabra

...

 

Espero e acredito sinceramente que esta não será apenas mais uma iniciativa contra o Acordo Ortográfico, mas sim a iniciativa que irá conseguir reunir apoios suficientes para dar uma prova definitiva de como existe um sentimento generalizado contra esta mudança que nos querem impor. Mais do que uma simples contestação, é a defesa da nossa identidade que nos move, e, quando assim é, haverá causa mais nobre?

 

Convido-vos a juntar a vossa voz a esta causa em Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico, pois todos não seremos demais.


Adenda: Não resisto a citar aqui Vergílio Ferreira, tão a propósito:


"Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.


Da minha língua vê-se o mar.”


publicado por Ana Vidal às 00:01
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(Jean Cocteau)

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