Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Mentiras Piadosas


 

Recorro ao fabuloso e corrosivo Joaquin Sabina, um dos meus  músicos de estimação, para responder a estas perguntas sem pés nem cabeça. O Sabina tem letras e títulos geniais, ninguém melhor do que ele para fornecer nonsense a pedido. Peço desculpa a quem inventou isto, mas perguntas do calibre de "Descreve o estado actual da tua relação" ou "Como descreves o teu último relacionamento", para já não falar da pérola "Escreve uma frase sábia", não me merecem respostas a sério...

 

 

1) És homem ou mulher?

Adivina, Adivinanza


2) Descreve-te: 

Eclipse De Mar
 

3) O que as pessoas acham de ti? 

Carguen, Apunten, Fuego

4) Como descreves o teu último relacionamento: 

Corre, Dijo La Tortuga

5) Descreve o estado actual da tua relação: 

Y sin embargo

6) Onde querias estar agora? 

Pongamos Que Hablo De Madrid


7) O que pensas a respeito do amor? 

El Rocanrol De Los Idiotas

8) Como é a tua vida? 

Eva tomando el Sol

9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? 

Yo Quiero Ser Una Chica Almodovar

10) Escreve uma frase sábia: 

Llueve sobre Mojado

 

 

 

E pronto, está feito. Quem achar piada, que leve e espalhe a corrente.

 

(Nota: O título do post - Mentiras Piadosas - é também o título de uma canção de Joaquin Sabina)

 

publicado por Ana Vidal às 23:28
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Novidades do sitemeter

 

Há muito tempo que não passava pelo sitemeter a saber das novidades. Encontrei dúvidas existenciais lancinantes, questões estéticas, gramaticais e culinárias, e até uma informação prática. Já que me procuraram, tentei responder a todos.  Espero ter ajudado...

 

 

Filho com namorado pais nao gostam?

Normalmente não adoram, não... são esquisitices, sabe?

 

Eu conto ou não que gosto dele?

Isso é lá consigo, amiga, mas decida-se. Ou será... amigo?

 

O que fazer os pais quando não gostam do namorado da filha?

Deserdá-la. E se ela teimar, mandá-la para um convento. Resulta sempre, é limpinho.

 

Quais os animais que não precisam respirar?

Os de peluche. (também há os que não mereciam respirar, mas isso é outra história).

 

Amigos perdoam aniversário?

Se os convidar para a festa, não vejo por que não hão-de perdoar. 

 

Quando pintamos che guevara, como chama a pintura?

Óleo, acrílico, aguarela, gouache... é conforme.

 

Porta salgada para ver

Ainda bem que é para ver, se fosse para comer não aconselhava.

 

La la laia,oh delicia/letra

Largue a droga, amigo...

 

Cronica sobre a chuva de granizo em perdões

Em "paredões" faz mais barulho, mas não é tão poética.


Dimenção de uma trave de futbol

Uma data de sentímetros, mas não cei quantos... 

 

Poemas de converção

Primeiro dedique-se ao português, que está fraquinho. Depois pense na matemática poética.

 

Como se faz o plural da palavra úlcera duodenal?

Das duas, uma: ou existe aí um sério problema com os plurais, ou você precisa de óculos... "úlcera duodenal" parece-lhe só uma palavra?

 

Menopalsa

É uma chatilce, pois é.

 

Ponto de fulga

Qualquer um serve para fulgir da menopalsa.

 

Estado civil no plural?

Divórcio, claro... quando os dois, que eram um só, passam a ser dois outra vez.

 

Tradução ne me quitte pas

Não me deixes, pá. Serve?

 

Beijo com chocolate

Sabe melhor ainda, acredite.

 

O cheiro do vento em áfrica

... depende da hora a que passa a manada de elefantes.

 

Precisa-se flautista autista

Para tocar para dentro?

 

Alugo quarto lisboa discreto hora

Ora aí está uma informação útil. Já agora... com ou sem brasileiras lá dentro?

 

 

publicado por Ana Vidal às 23:06
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Um almoço especial

 

São várias e facilmente perceptíveis as vantagens de ser-se convidada para um almoço em que se é a única mulher entre sete garbosos cavalheiros. Se isso acontecer consigo, amiga leitora, não se amedronte e não ceda nunca à tentação de declinar tão simpático (embora insólito) convite.

 

Para começar, certifique-se de que eles são, de facto, cavalheiros. Nada mais desagradável do que surpresas nesse capítulo, e partilhar uma mesa com trogloditas deve ser uma experiência traumática que não se aconselha a ninguém.  Deixar que isso lhe aconteça só pode ser fruto de muita imaturidade ou de uma estratégia suicida. Não caia nessa. Garantida essa precaução básica, pode avançar para o covil deles com absoluta confiança. Convém, no entanto, que conheça pelo menos um dos convivas. As razões são meramente sociais: assim não terá de chegar sozinha (pode chegar ligeiramente atrasada, para maximizar o efeito) e terá quem faça as apresentações da praxe.

 

Depois, perca o medo ou as inseguranças que semearam nessa cabecinha aqueles anos de apocalíptica catequese, geralmente ministrada por freiras vagamente suspirantes por razões de que talvez nem suspeitassem. Eles não mordem. E, mesmo que mordam, das duas uma: ou as dentadas lhe sabem bem e não há por que se queixar, ou você pode devolvê-las, uma por uma. Também tem dentes, não tem?

 

Se você for minimamente agradável será, garantidamente, a rainha da mesa (quanto mais não seja, por manifesta falta de concorrência). Não precisa de fazer-se engraçada. Pelo contrário, deixe-os brilhar e não constitua um impedimento ao à vontade que eles teriam se você não estivesse ali. Você é que é a intrusa, lembre-se disso. Faça por integrar-se no grupo, o que não significa necessariamente que se dilua nele e desapareça.

 

Discretamente, olhe à sua volta: todas as mulheres presentes nas outras mesas do restaurante a invejarão. Verá essa inveja de forma explícita ou menos óbvia, conforme os olhares forem, respectivamente, de admiração ou de reprovação. Não se incomode, é inveja de qualquer forma. Aproveite esse momento de glória porque talvez nunca mais venha a ter outro, nem por quinze minutos, na sua vida.

 

Aprecie a ocasião rara de estudar o género masculino no seu habitat natural, e num grupo suficientemente representativo para avaliar todo o universo da espécie. É sempre útil. Porque eles são uma outra espécie, sim. Um outro povo, muito diferente do seu. Não se iluda com as modernices da pseudo-psicologia televisiva. Mais: agradeça ao deus em que acredita (ou ao Darwin, ao Big Bang ou a quem lhe parecer melhor) que assim seja. Um mundo em que os seres inteligentes fossem todos iguais seria de uma monotonia insuportável. Brinde em segredo a essa diferença e sorria intimamente. Depois, deixe que eles a mimem e mime-os também.

 

Se tiver em atenção os pontos chave desta receita, garanto-lhe que o momento será um sucesso. Pelo menos para si.

 


 

Nota: Hoje tive um almoço assim, no Bairro Alto, com seis encantadores corta-fiteiros. Gostei muito de conhecê-los. Com mais um amigo que apareceu para o café, eram verdadeiramente os sete magníficos... e eu. Espero que eles me perdoem a brincadeira acima (sei que o farão, todos eles têm um notável sentido de humor) e que este momento se repita mais vezes, a bem do meu ego...

 

Ficou a faltar-me conhecer as meninas corta-fiteiras, e espero que essa lacuna seja ultrapassada brevemente. Gostava muito de conhecê-las também.

 

A todos - Pedro Correia, João Távora, Francisco Almeida Leite, Luís Naves, Paulo Cunha Porto e João Villalobos - agradeço o mais que simpático almoço em que me senti uma rainha entre verdadeiros reis. Da blogosfera e não só.

 

publicado por Ana Vidal às 17:37
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Private joke

 

Cheguei de viagem há pouco, cansada e cheia de fome. Um dia no Porto, sem um segundo para nada a não ser o trabalho (desculpa, Júlia, fica para a próxima...), com duas únicas excepções: um rápido mas óptimo almoço no D'Oliva e uma passagem, meteórica mas muito proveitosa, pelos sapatos da Haity, na Foz.

 

Mas não posso deixar de saudar o regresso à bloguice de um desaparecido que me é muito querido: o Paulo Cunha Porto, agora fisgado pelos corta-fiteiros para as suas hostes de luxo. Fico contente, amigo. Por voltar a vê-lo por cá e por sabê-lo muito bem acompanhado. Mas não se esqueça dos amigos, ok? É que há afinidades que são efectivas. E afectivas.

 

Aqui tem, caro Diácono, um presente útil para as lides corta-fiteiras: novas vestes, decoradas com os tons da nova casa e com a sua inicial bordada (e santificada). E para não ser tudo "sem sombra de pecado", uma alusão a Baco no bordado das uvas...

 

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publicado por Ana Vidal às 23:08
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Procura-se

 

Cavalheiro:

 

Livre como Agostinho da Silva

Criativo como Garcia Marquez

Aventureiro como Lawrence

Intenso como Hemingway

Fiável como Maugham

Visionário como Verne

Persistente como Steinbeck

Doce como Vinicius

Sonhador como Camões

Divertido como Eça

Cáustico como Wilde

Sensível como Rilke

Romântico como Cervantes

Lúcido como Huxley

Profundo como Marai

Humano como Borges

Prático como Vatel

 

e inteligente como todos eles.

 

Se se revê neste perfil, é favor apresentar-se nesta Porta (de preferência como anónimo, que este blogue tem muitas leitoras e você é um exemplar único...)

 

Atenção: Não se aceitam candidatos que não preencham TODOS os requisitos mencionados.

 

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publicado por Ana Vidal às 22:08
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