Domingo, 23 de Novembro de 2008

Porta agradecida

 

A Leonor Barros, na minha opinião uma das personalidades mais marcantes e originais da escrita bloguística (e não só, que ela é uma estrela da rádio, da televisão e da cassette pirata!), teve o gesto carinhoso de eleger o Porta do Vento  "blogue convidado" do Geração Rasca, um dos óptimos blogues em que escreve. E escolheu uma imagem linda para ilustrar esta porta, que faço questão de manter aberta.

 

A amizade não se agradece? Ora essa... não vejo por que não, se as suas manifestações nos comovem. Obrigada, Leonor.

 

publicado por Ana Vidal às 23:53
link do post
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Destaque no Sapal


 

Agradeço ao simpático Sapo o destaque que dá esta semana ao Porta do Vento.

Sobretudo por tê-lo feito exactamente agora, dando maior visibilidade à Causa da Casa: a petição contra a muralha de contentores em Alcântara.

 

publicado por Ana Vidal às 22:38
link do post
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Minúsculas distâncias

 

Faço o maior gosto nos meus amigos do outro lado do Atlântico. Não tenho tido o tempo que gostaria para visitá-los mas estão no meu coração, todos eles. Recebo desses amigos longínquos um carinho  que sempre me comove, e gostava de poder retribuir-lhes como merecem.  Um dia, estou certa, "aquele abraço" será bem real. Até lá continuaremos a  trocar livros, mails, ideias, e a fortalecer a nossa amizade, mesmo que à "minúscula" distância de um oceano.

 

Hoje o correio trouxe-me mais uma prova desse carinho, uma prova de luxo, aliás: o último livro da querida Fal Azevedo, com uma dedicatória da autora, cheia de ternura.

 

O título é inteligente e sugestivo - "Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite", a capa é linda e, o que é mais importante, a escrita é fluida e de grande qualidade. Estou viciada nesta narrativa a dois tempos, em dois registos, cheia de emoções contraditórias e de uma intensidade dramática que não esconde um subtil sentido de humor. Tudo o que eu gosto numa história e na maneira de contá-la. Resumindo, estou a adorar o seu livro, Fal. Parabéns!

 

Agradeço este presente à autora, naturalmente, mas também à incansável abelhinha mestra que faz a ponte entre todos estes amigos dispersos: a queridíssima Meg (foi ela quem me deu a conhecer muitos deles, e a Fal está incluída neste número). A tua vocação de matriarca blogosférica é inestimável, minha amiga!

 

Beijos para ambas, e o meu obrigada comovido.

 

(Nota: A imagem acima é do convite para o lançamento do livro da Fal, onde eu gostaria muito de ter estado para dar-lhe um beijo de parabéns. Fica para a próxima...)

 

publicado por Ana Vidal às 21:34
link do post
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Um ano de blogosfera



À mesa de um blog

 

«Bem observado, o post de Eduardo Pitta no "Da Literatura", que estabelece o paralelismo entre as tertúlias que havia nos Cafés e a actividade bloguística. Concordo: os blogs, hoje em dia, cumprem a mesma função dos Cafés de antigamente. E, tal como antes, cada um só convida para a sua mesa quem quiser que lá esteja.


Porque há mesas para todos os gostos: desde as elitistas dos cafés "chiques", onde o grupo está formado, de pedra e cal, e ninguém mais pode perorar (são os blogs que não admitem comentários) até às mais saloias dos cafés de bairro, em que cabe sempre mais uma cadeira, por isso qualquer desbocado pode entrar na tertúlia e dizer alarvidades de sua justiça. Entre estes dois extremos, há variações possíveis e interessantes. Por exemplo, a de pôr na rua, sem contemplações, os convivas que não saibam comportar-se à mesa, sorvam o café com ruído, palitem os dentes ou agarrem na xícara de dedinho empinado, enquanto dizem baboseiras. O Porta do Vento tende para esta opção, mas, como começou agora a andar nesta vida de cafés, por enquanto bebe uma bica aqui, um galão acolá. E assim, de mesa em mesa, há-de encontrar os seus pares e fazer um dia a sua.


Até lá, todos poderão vir dar uma espreitadela e dizer como gostam da torrada. E, porque hoje é Domingo, a bica é por conta da casa.»


 



Escrevi isto há um ano, pouco depois da Declaração de Princípios. Felizmente, os meus vaticínios cumpriram-se: o Porta do Vento fez a sua própria mesa, e hoje tenho o maior gosto em enchê-la de cadeiras, com muitos lugares cativos e outros que se mantêm disponíveis para novos convivas. Felizmente, também, nunca tive que expulsar da mesa nenhum deles. Por outro lado, orgulho-me de dizer que, durante este primeiro ano, muitas outras mesas me aceitaram no seu convívio. Primeiro timidamente, depois com mais confiança e, por fim, como quem se sente já em casa, fui-me tornando visita habitual e hoje conto com a minha cadeira nessas mesas, onde sou sempre bem recebida. A blogosfera é um meio extraordinário, não há como negá-lo. É um precioso instrumento de auto-análise, uma terapia, uma distracção, uma prodigiosa fonte de aquisição de conhecimentos, tão extensos e aprofundados quanto o queiramos, um estimulante ginásio para os neurónios e, last but not the least, uma curiosa forma de descobrir e explorar afinidades várias.

Há que não perder de vista algumas regras de ouro, se quisermos ter um convívio agradável e civilizado: respeitar o anonimato de quem não quer expôr-se (a não ser que o use para fins menos nobres, e nesse caso o desprezo é a única resposta); não abusar da confiança de quem mostra a cara, nem deduzir dessa atitude um convite a uma intimidade maior do que a que nos é proposta; não interferir com grupos ou indivíduos que não querem ser invadidos, impondo a nossa presença quando ela não é desejada; não ultrapassar barreiras de convivência, a não ser de comum acordo e em casos especiais. Mas todas estas regras são, afinal de contas, aplicáveis ao universo do convívio, dentro e fora da blogosfera. Regras básicas de educação, simplesmente.

Durante este primeiro ano, reencontrei velhos amigos (com quem, de outra forma, talvez não tivesse voltado a cruzar-me), e fiz novos amigos, indubitavelmente. Alguns deles já conheci pessoalmente, entretanto, confirmando assim as afinidades que nos fizeram dar esse passo. Outros, provavelmente, nunca conhecerei ao vivo, por razões várias, o que não faz com que deixe de considerá-los Amigos de pleno direito. E a percepção dessa nova dimensão de amizade, devo-a a este fascinante meio de comunicação.

Por tudo isto e muito mais, este ano foi iniciático. Não me arrependo das horas que o blog me roubou a outras actividades, porque aprendi muito com esta experiência. Falando por números (e tendo em conta que não são mais do que isso mesmo) o Porta do Vento registou quase 30.000 visitantes, 550 posts e 3724 comentários. Muitos mais, todos eles, do que alguma vez me passou pela cabeça. Acho que posso dizer, com algum orgulho, que "a mesa do fundo" está bem recheada e que a bica não é de má qualidade...

A todos os que me dão a honra de sentar-se a esta mesa, muito obrigada. Tem sido uma tertúlia de valor incalculável.

Sai um champanhe, que hoje é dia de festa!

publicado por Ana Vidal às 02:51
link do post
Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Obrigada


Por indicação da Teresa Ribeiro, o Porta do Vento foi eleito blog da semana no Corta-Fitas. É uma distinção que muito me honra.
Obrigada à Teresa e ao Corta-Fitas, um dos blogs que tem a minha incondicional fidelidade desde que navego nesta onda blogosférica.
Etiquetas: ,
publicado por Ana Vidal às 00:15
link do post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Porta agradecida

Destaque no Sapal

Minúsculas distâncias

Um ano de blogosfera

Obrigada

favoritos

Fado literário

O triunfo dos porcos

E tudo o vento levou

Perfil


ver perfil

. 16 seguidores

Subscrever feeds