Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Fado como eu gosto

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Chega de Saudade... 30 anos depois

(João Gilberto e Tom Jobim - Chega de Saudade)

Imbatíveis. Insuperáveis. Inesquecíveis. Inimitáveis. E tudo o que quisermos chamar-lhes mais, que todos os superlativos são poucos para classificar esta canção e esta dupla, que voltou a juntar-se para este concerto ao vivo, porque... 30 anos depois, já chegava de saudade.

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Parabéns, Roberta Flack

Roberta Flack faz hoje 69 anos. Parabéns! Encheu os meus dias longínquos de canções lindas. Não nego a beleza da celebérrima Killing me softly, mas tem sido tocada e repetida à exaustão e, como acontece nestes casos, fiquei saturada dela. Aqui fica a minha preferida. E continuo na onda da nostalgia, não há dúvida...

(Roberta Flack - The first time ever I saw your face)

Nota: Ofereço esta música ao meu querido cunhadinho Diogo, que faz hoje anos também e está sozinho, desterrado, sem a sua Saidinha. Não me esqueci, vês? E ninguém me lembrou, juro!

publicado por Ana Vidal às 13:05
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Mais do mesmo

(Comfortably Numb (live) - Dave Gilmour)

When I was a child I caught a fleeting glimpse,

out of the corner of my eye.

I turned to look but it was gone.

I cannot put my finger on it now.

The child is grown, the dream is gone.

I have become comfortably numb.

Nota: Por sugestão e em honra da Margarida - uma velha amiga que tem andado desaparecida - aqui fica esta preciosidade (fora a pastilha elástica em palco, que se dispensava). Espero que gostem tanto como eu.

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Wish you were here

(Pink Floyd - Wish you were here)

So... so you think you can tell Heaven from Hell, blue skies from pain.

Can you tell a green field from a cold steel rail? A smile from a veil?

Do you think you can tell?

How I wish, how I wish you were here.

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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Grande Rita

(Mania de você - Rita Lee e Milton Nascimento)

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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Keep it simple

Para hoje, um clássico eterno: Love, de John Lennon.

Para quê complicar o que é simples?

Love is real, real is love

Love is feeling, feeling love

Love is wanting to be loved

Love is touch, touch is love

Love is reaching, reaching love

Love is asking to be loved

Love is you, you and me

Love is knowing we can be

Love is free, free is love

Love is living, living love

Love is needing to be loved

(Nota: Uma sugestão musical encontrada nesta especialista em Beatles.)

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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

La niña Concha

(Concha Buika - Mi niña Lola)
Concha Buika, uma voz que descobri há pouco tempo e que me deslumbrou como poucas, ultimamente. É guineense (!) de origem, e canta num surpreendente registo de "flamenco", com uma alma gitana que não sei de onde lhe vem. Joaquín Sabina, sempre atento, trouxe-a para os palcos espanhóis. Depois disso, tem sido a glória. Merecidíssima, não acham?
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Sul


E porque a minha bússola aponta sempre o Sul, aqui fica uma belíssima canção de alguém que percebe muito bem o que eu quero dizer. Bom Domingo.

(O Extremo Sul - José Miguel Wisnik)


O extremo Sul
lá na fronteira onde beira o firmamento
o céu azul
que te escondeu atrás do véu do pensamento
onde eu e tu
sabemos bem que vai e vem o esquecimento
que leva tudo
e nos mantém vivos, suspendidos no tempo

Protege bem
o lume aceso do desejo assim tão vário
guarda e contem
o mundo inteiro num luzeiro solitário
que tu completas
com teu jeito e teu exemplo originário
de quem contempla
o firmamento como um tempo planetário

Até amanhã
se Deus quiser
eu deixo tudo o que eu tenho
e vou aí te ver
te amo tanto
te chamo tanto
e será sempre mais ao Sul
ou mais azul
felicidade
o sonho de viver

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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Have you... really?

Eric Clapton - Have you ever loved a woman?

Bryan Adams - Have you ever really loved a woman?

publicado por Ana Vidal às 01:29
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Só para dizer

Na minha geração o verbo amar não se conjuga em voz alta, porque as pessoas da minha geração não sabem dizer o amor. Sabem senti-lo, sabem fazê-lo e sabem sentir-lhe a falta. Sabem dá-lo e recebê-lo sem reservas, sabem viver com ele e até morrer por ele. Mas não sabem dizê-lo.

Não falo, evidentemente, dos poetas, prosadores e letristas. Esses tratam as palavras por tu, afagam-nas e brincam com elas como se fossem brinquedos. Refiro-me aos cidadãos comuns, reféns de um estranho atavismo geracional que aboliu, sem apelo nem agravo, a confissão expressa do mais belo sentimento que existe.

Quando começámos a ter idade para os primeiros namoros, o léxico de que dispúnhamos era limitadíssimo: era francamente "piroso" ir além do tímido gosto de ti. Gosto muito de ti ainda era admissível, mas ficava reservado para os momentos mais empolgados. E tudo tinha que ficar dito assim, de uma forma acanhada e pobre, entregue à imaginação e interpretação de quem recebia a mensagem. Depois, saltava-se do gosto de ti para a enorme desproporção do adoro-te. Pelo meio, irremediavelmente proscrito, ficava o tal amo-te que era absolutamente impensável, caso mesmo para a total desclassificação social.

E assim crescemos e amámos, impedidos de exprimir com inteira liberdade o que sentíamos, privados de um verbo essencial. Aprendemos a socorrer-nos de truques - a tradução para outras línguas - je t'aime ou I love you eram não só expressões permitidas como muito apreciadas. As canções românticas falavam por nós, livres do preconceito linguístico. Eram a nossa vingança. Também os cantores brasileiros eram, muitas vezes, os nossos preciosos Cyranos, acrescentando o mel da pronúncia ao proibidíssimo eu te amo.

Hoje em dia tudo isso mudou radicalmente, a ponto de termos caído no extremo oposto. Antes assim, apesar de tudo. Mas, quando vejo os concorrentes de um qualquer reality show, de lágrima ao canto do olho, esbanjarem pungentes "amo-te muito" com total displicência, atirando-os através do ecrã aos avós, pais, namoradas e animais de estimação (praticamente em igualdade de circunstâncias), lembro-me da falta que me fizeram esses mimos quando queria pronunciá-los e não podia. Porque não me ficava bem dizê-los. Porque arranhavam o ouvido e se enrolavam na língua, não tanto por culpa de uma fonética arrevesada como de um preconceito idiota.

(Clã - Problema de expressão)

publicado por Ana Vidal às 23:54
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Música

Continuo com música. Sempre que tenho que me concentrar, pensar seriamente em alguma coisa ou tomar decisões importantes, é a música que me proporciona o pano de fundo ideal para tudo isso. É uma aliada indispensável, que nunca me falhou.
Não tenho um género específico: a escolha depende do momento, da minha intuição, do assunto que pede reflexão. Toda a música me pode inspirar ou ajudar a encontrar-me. Hoje, não sei porquê, é Puccini que me apetece ouvir. Aqui está o mestre em todo o seu esplendor, ampliado pela belíssima voz de Angela Gheorghiu.

(O mio babbino caro - Madama Butterfly / G. Puccini)

O mio babbino caro, mi piace è bello, bello;

vo'andare in Porta Rossa a comperar l'anello!

Sì, sì, ci voglio andare! E se l'amassi indarno,

andrei sul Ponte Vecchio, ma per buttarmi in Arno!

Adenda: E pronto, cá está ela: a maravilhosa Dame Kiri Te Kanawa, em honra de um novo comentador deste blog. E, assim, já são duas as senhoras que ameaçam atirar-se ao Arno do alto da Ponte Vecchio, se o seu amor não for correspondido. Em Florença, até um suicídio tem outro estilo.

Adenda 2: E vão três. A bela Anna Netrebko junta-se à festa, e de repente descobrimos que Puccini também pode ser muito sensual. Eu não digo que trato muito bem os meus comentadores? Melhor é impossível!

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Into the light

Já tinha saudades de ouvir isto:



(Gerry Rafferty - Right Down The Line )
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Under my skin


(M.C. Escher)



(I've got you under my skin - Michael Bublé)
Don't you know, you fool,
you never can win?
Use your mentality,
wake up to reality.
B
ut each time I do,
just a thought of you
makes me stop, before I begin.
'Cause I've got you under my skin...

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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

A compasso

(Astor Piazzolla)

A vida, às vezes, é um tango de passos marcados. Só nos resta dançá-lo, acertando o compasso. Movendo-nos ao ritmo do balanço das águas, em harmonia com os ventos que as agitam. Como fazem os barcos no cais, porque são sábios.

Nota: Esta música não é especialmente natalícia, mas foi o que me apeteceu hoje. Porque não? O Natal não é quando um homem quiser? Então... com a música é a mesma coisa.

Video encontrado aqui.
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publicado por Ana Vidal às 11:23
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Uma linha de Mozart...

... para quem, como eu, é viciado neste génio da música. Uma longa linha, aliás (quase 7 minutos). Se fosse de coca, matava.

(Animação - La Linea)

Nota: roubado daqui.
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Bicicletas IX


(Greta - Pedro Guerra)

http://www.goear.com/listen.php?v=3b4d0a5
Mais uma canção do Pedro Guerra. Óptima, como sempre.

Se llamaba Greta como la famosa actriz ni tan rubia ni tan suelta ni tan frágil ni tan falta de complejos ni tan ágil de reflejos ni tan llena de carmín

Se llamaba Greta y era joven y feliz esperando la llegada de algún tren en la parada confundida sin saber que las heridas son el precio de vivir

Y llegaste tú con tu bicicleta y tu estrecha camiseta a volarle el corazón y llegaste tú pura dinamita con disfraz de agua bendita a volarle el corazón

Se llamaba Greta y aprendió como la actriz a llorar por las esquinas y después como si nada a decir agua pasada estoy curada la estrategia de mentir

Se marchó el ladrón con su bicicleta y sin flores para Greta que esperaba en el balcón pero ya no hay más ya no siente nada ya olvidó aquella jugada ya pasó lo que pasó

Se llamaba Greta y era joven y aprendiz le quedaron cicatrices de los días infelices engreído malnacido consentido ya no piensa más en tí

Ahora espera el tren o quizá la bicicleta o los ojos de otro atleta como no se encuentran dos y vendrá talvez y será un especialista y sabrá como un artista consolarle el corazón

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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Par gourmandise

Je t'aime aussi par gourmandise...
Estamos no Natal, tempo de mil guloseimas. E há algumas que não fazem desequilibrar a balança. Como esta deliciosa letra cantada, com a maior graça, por quem sabe dizer estas coisas melhor do que ninguém: Aznavour, claro. Quem mais? Ofereço-a a todos os que gostam destas e de outras guloseimas.

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publicado por Ana Vidal às 12:22
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Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Fado do encontro


Há encontros que valem a pena. Este, sem dúvida, é um deles.
(Fado do encontro - Mariza e Tim)

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publicado por Ana Vidal às 03:20
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Yesterday


Em homenagem a um tempo em que tudo era tão saboroso como uma maçã acabada de colher.


(Eva Cassidy - Yesterday)


publicado por Ana Vidal às 00:47
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Matilde



Em "arrumações e limpeza" de ficheiros de música no computador, encontrei hoje esta canção do meu velho amigo Pedro Guerra (há muito tempo que não o punha aqui, não se podem queixar...) "Matilde (el marido de la peluquera)" e lembrei-me de uma encomenda que tive para traduzi-la, o que me divertiu imenso.
Acabei por não fazer uma tradução nem sequer uma adaptação - achei que o absurdo e as ironias castelhanas perderiam todo o sentido em português - e propus fazer, em vez disso, uma letra completamente nova, mantendo só o tema e o título. Aceitaram, felizmente. Não tenho a versão portuguesa digitalizada mas aqui deixo a letra que fiz e a versão original, uma delícia do surrealismo saída do desconcertante talento do Pedro Guerra.

Matilde (o marido da cabeleireira)

Acordo ensonado
(sete da manhã),
já ela se enfeita,
se pinta, se ajeita,
rói uma maçã.
Atira-me um beijo
e sai apressada,
deixando o feitiço
do corpo roliço
na licra apertada.

Entra no transporte,
empurra e refila.
Como uma guerreira
conquista a cadeira
da primeira fila.
Tão longe a cidade,
tão grande a ambição…
Sai cara a demora,
está quase na hora
de abrir o salão.

Matilde, pequena
princesa de folhetim,
que tortura, que poema,
esses gestos de cinema
à Marylin!

Dá cor e beleza
ao mundo real:
Ninguém, como ela,
faz da Cinderela
uma história banal.
Domina, com graça,
conversas ligeiras,
segredos de alcova
que enrola na escova,
com as cabeleiras.

Regressa à noitinha,
provocante e bela,
e diz-me, ao ouvido,
coisas sem sentido
que ouviu na novela.
Fico atordoado
de orgulho e ciúme,
com medo que, um dia,
tanta fantasia
leve o seu perfume…

Matilde, pequena
princesa de folhetim,
que tortura, que poema,
esses gestos de cinema
à Marylin!
(Nota: A canção tem 2 títulos: "Matilde (...)" e "Nunca Mas". O imeem escolheu o segundo)

publicado por Ana Vidal às 23:08
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Amor # Paixão (5)

O amor embala.
A paixão sacode.


(Elton John - We all fall in love sometimes)

publicado por Ana Vidal às 23:05
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Something in the way they sing

Curiosidade de Domingo (já quase segunda-feira...): o videoclip de SOMETHING, uma das músicas dos Beatles de que eu mais gosto. Encontrado nesta fã incondicional dos 4 magníficos.
Boa semana!

publicado por Ana Vidal às 23:45
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In the wind

(Katie Melua - Blowin' in the wind)

How many roads must a man walk down, before you call him a man?

How many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand?

How many times must the cannon balls fly, before they're forever banned?

How many times must a man look up, before he can see the sky?

How many ears must one man have, before he can hear people cry?

How many deaths will it take till he knows that too many people have died?

How many years can a mountain exist, before it's washed to the sea?

How many years can some people exist, before they're allowed to be free?

How many times can a man turn his head, pretending he just doesn't see?

The answer, my friend, is blowin' in the wind.

(Bob Dylan)

publicado por Ana Vidal às 02:38
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Amor # Paixão (4)


O amor sabe.
A paixão inventa.

(Jacques Brel - Quand on n'a que l'amour)

publicado por Ana Vidal às 23:30
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Amor # Paixão (3)

O amor é tacto, em sentido figurado.
A paixão é tacto, em sentido literal.

(O meu amor - Ópera do Malandro)

publicado por Ana Vidal às 10:45
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Heavy Chávez Remix

Para acabar de vez com este assunto, aqui está uma boa ideia: em vez de falar nele... dançá-lo! Chávez presta-se, convenhamos: é heavy em vários sentidos. E o remix assenta-lhe como uma luva.

publicado por Ana Vidal às 10:09
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Alice no país dos hai-kais



Alice Ruiz: querida amiga, poeta, letrista e mestra de hai-kai, essa subtilíssima arte da palavra fotográfica. Chamo-lhe assim porque um hai-kai é o registo de um momento, imobilizado e fixado para sempre, como numa fotografia (não sei se a definição será muito ortodoxa, mas é assim que eu vejo esta forma de poesia).
O disco Paralelas é o belo resultado de uma parceria bem sucedida: Alice e Alzira Espíndola, letra e música, respectivamente. Além das vozes de ambas (falada a primeira, cantada a segunda), também as de Zelia Duncan e Arnaldo Antunes, a fazer deste trabalho um registo memorável.
Aqui ficam alguns exemplos do talento de Alice (escolhi-os do livro Desorientais, uma recolha exaustiva dos hai-kais da poeta) :







lembra aquele beijo
corpo alma e mente?
pois eu esqueci completamente
*
dançamos em pensamento
a dança dos anos
que nos devemos
*
roubaram a casa
as moscas ficaram
às moscas
*
o menino me ensina
como um velho sábio
o quanto sou menina
*
à beira do insuportável
essa qualidade rara
ser insubordinável
(Alice Ruiz, in Desorientais)


(Alzira Espíndola e Zelia Duncan, cantando uma letra de Alice - É só começar - do Paralelas)

É só começar
ninguém precisa
ter talento
p'ra transformar
caso em descaso
já o contrário
é que é o caso
se você não tem, lamento
é preciso ser forte
é preciso ser fraco
é preciso ganhar
e perder o juízo
sai dessa pose
pára de pensar no prejuízo
e segue em frente
tem hora p'ra chegar
tem hora p'ra se afastar
não sabe como?
é só começar
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publicado por Ana Vidal às 01:07
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Bicicletas VI


Yves Montand - La bicyclette
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publicado por Ana Vidal às 00:21
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Madrid


O fim de semana alargado (de 4 dias) em Madrid, que tínhamos planeado, acabou afinal por resumir-se a dois dias bem medidos, porque uma das pessoas que ia connosco teve que voltar a Lisboa mais cedo por razões profissionais urgentes. Foi pena. Mas esses dois dias, apesar das alterações, foram muito bem aproveitados e valeram cada segundo. Madrid vale bem, sempre, cada segundo de estadia.

Na última vez que eu tinha estado em Madrid, tinham passado cerca de 15 dias do pavoroso atentado da Estação de Atocha, e ainda tenho na memória a esmagadora tristeza de uma cidade que sempre me habituei a conhecer fervilhante de vida: nesses dias havia velas acesas e ramos de flores em todas as esquinas, espalhados pelo chão, e uma estranha apatia estupefacta tinha tomado conta das pessoas. À excepção de alguns grupos de oração, não se via praticamente ninguém na rua. Vim de lá impressionada, sem vontade de voltar tão depressa àquela Madrid fantasmagórica, tão diferente do habitual. E desta vez, confesso, ia numa certa expectativa pelo ambiente em que iria encontrar a cidade, sabendo que o tema do momento, como não podia deixar de ser, era a recém-pronunciada sentença do 11-M (designação que os espanhóis adoptaram para a "sua tragédia" de terrorismo islâmico, à semelhança dos novaiorquinos, com a abreviatura 9-11). Felizmente, o meu medo dissipou-se logo à chegada. Madrid renasceu das cinzas, com aquela força anímica de que os espanhóis - calejados pela memória de uma sangrenta guerra civil e pelos imprevisíveis e igualmente sangrentos atentados da ETA - se habituaram a socorrer-se, não permitindo que o Mal os impeça de festejar a Vida. Grande povo!

É claro que, apesar de Madrid estar cheia de forasteiros nestes dias - muitos madrilenos aproveitaram as mini-férias para sair da cidade - as conversas de café e as notícias de jornal dão conta das várias indignações populares, que resultam da clareza inequívoca da sentença jurídica: a confirmação da manipulação mediática do acontecimento por parte do PP, à época no poder (desastrosa jogada política que custou ao partido as eleições que se seguiram, e sobre a qual terá que voltar a prestar contas agora); a absolvição de vários réus, nomeadamente o odiado Rabei Osman "El Egipcio", e também Hassan "El Haski" e Youssef Belhadj, por manifesta falta de provas.
Compreensivelmente, o povo quer ver feita justiça: os 191 mortos e os mais de 1.800 feridos dos atentados de Atocha, não podem nem devem ser esquecidos. Mas o tribunal provou saber julgar com isenção e distanciamento emocional: fixou em 900.000 € a indemnização que receberá cada um dos familiares das vítimas mortais, e condenou a 42.922 anos de prisão Jamal Zougam e Otman "El Ghanoui", ambos como autores materiais dos atentados. Além destes, vários outros réus foram condenados por crimes de associação criminosa e armada, cumplicidade, etc. Dez desses islamitas condenados já estão a fazer uma greve de fome, como protesto pela sentença. Nunca se pode contentar toda a gente, mas creio que a impressão geral que fica deste dificílimo julgamento, é a sua isenção.
Entretanto, Ayman Al-Zawahiri, número dois da hierarquia da Al Qaeda, já apelou à mobilização dos seus seguidores para novos ataques aos interesses dos países ocidentais - EUA, França e Espanha - nos países do Magreb: Argélia, Tunísia, Líbia e Marrocos, por considerar estes países "escravos do Ocidente". A guerra santa, infelizmente, não tem um fim à vista.

Bom, chega de política e de tristezas: Madrid tem sempre uma oferta de Arte invejável, e foi sobretudo por isso que lá fomos desta vez. Com um objectivo específico, antes de qualquer outro: ver a exposição de pintura de Paula Rego no Centro de Artes Reina Sofia. E, neste capítulo, tudo o que eu possa aqui dizer ficará a anos-luz da realidade. Integrada na V Mostra de Cultura Portuguesa, a que Madrid dedica uma série de iniciativas representativas das várias artes em Portugal - música, pintura, fotografia, azulejaria, etc. - a exposição comemorativa de toda a carreira de Paula Rego é a mais completa que foi feita até hoje e é, positivamente, de cortar a respiração. Ocupa toda uma ala do 1º andar do Rainha Sofia, e abrange desde as primeiras experiências académicas da pintora (já geniais, aliás) até aos´trabalhos executados no passado ano de 2006. Quase todos os quadros-ícones da sua obra lá estão: "a mulher-cão", "a família", "o baile", toda a série das "avestruzes-bailarinas", a série sobre o aborto clandestino, etc. São, na sua maioria, quadros de enormes dimensões, que têm um impacto completamente diferente (como é natural) daquele que exerce sobre nós uma reprodução vinte vezes menor, por muito boa que seja.

No meu caso, confesso, foi a total rendição à pintora: além da prodigiosa mestria técnica (unanimemente reconhecida pelos maiores críticos de arte mundiais), está patente, na obra desta mulher, um profundo e impressionante conhecimento da natureza humana, nas suas facetas mais sórdidas mas também nas mais redentoras. A série de pequenos desenhos denominada genericamente "misericórdia", fez-me saltar lágrimas dos olhos, de tão comovente. São cenas de entre-ajuda humana, nas situações mais difíceis da vida de todos nós: aquele conceito a que os cristãos chamam vulgarmente "caridade" e que tão desvirtuado e mal interpretado tem sido ao longo dos tempos. O que mais impressiona nelas é o próprio tema, raramente abordado em pintura. Mas, se há adjectivo que possa aplicar-se à obra de Paula Rego, é mesmo "incómoda". Não só pela violência de algumas imagens, retratadas sem fantasias nem romantismos de qualquer espécie, mas sobretudo pela coragem de abordar temas que não são considerados "estéticos". Paula Rego pinta a realidade nua e crua, pungente e grandiosa na sua complexidade: as figuras femininas são robustas e quase rudes (gente de trabalho, comum, e não modelos de perfeição), mas tão expressivas quanto um ser humano pode ser. A ténue linha de divisão entre seres racionais e irracionais está bem expressa na utilização de animais em poses e situações humanas, a mostrar-nos como estamos todos tão próximos da bestialidade e, por outro lado, como alguns animais se aproximam ou até ultrapassam as nossas so called "melhores qualidades".

Magnífica experiência, é o que tenho a dizer. E de tal maneira forte que, ao subir para ver Picasso (que está no andar logo por cima em toda a sua pujança, inclusivamente com o impressionante Guernica), ficamos perdidos, sem conseguir fazer a mudança de registo e sem conseguir, sequer, aderir ao mestre (e até a Dali, que lá está representado também e que é um pintor que eu adoro). Não nos é possível desligar logo do impacto poderoso de Paula Rego, e esse facto já diz muito sobre a qualidade da sua obra. Volto a dizer: rendi-me incondicionalmente à pintora, embora mantenha que não aguentaria olhar todos os dias para a maioria dos seus quadros e que, só por essa razão, não os queria ter na minha sala. São espelhos incómodos, que nos deixam sem pele. Mas que demonstram bem o poder da arte, quando é boa.

Enfim, a exposição não só vale a pena como é absolutamente obrigatória, na minha opinião. Se lá puderem ir, não deixem de fazê-lo. Ainda estará por lá até ao fim do ano. E se não puderem mesmo, então não percam a esperança: o Museu Paula Rego será uma realidade a curto prazo, em Cascais.

Um pormenor importante: aconselho vivamente o uso do audio-guia (embora não exista em português!!!), que explica criteriosamente as histórias que estão por detrás dos quadros principais, as mudanças de fase e de motivações, e que inclui até explicações da própria pintora. É completamente diferente ter este apoio, sobretudo nas figurações menos óbvias.

Mas nem só de arte vive o homem: embora não tenha dado tempo para o flamenco - estava programada uma visita ao famoso Café de Chinitas, decorado pelo português Duarte Pinto Coelho - a gastronomia é sempre um must em Madrid: não deixámos de cenar perdiz no antiquíssimo Sobrino de Botín (o restaurante mais antigo do mundo, segundo o Guiness), onde continua a comer-se maravilhosamente e onde os preços, curiosamente, não aumentaram muito. O ambiente é fantástico, os empregados são eternos, a comida insuperável. Está sempre completamente cheio, é uma sorte conseguir uma mesa sem reserva. Tivemos sorte.

O mesmo não se pode dizer das esplanadas da Plaza Mayor, onde almoçámos mal e por um preço astronómico. Os turistas tomaram posse dos velhos restaurantes e inflaccionaram os preços, a um ponto ridículo para a qualidade actual. Salvou-nos o Jose Luis, na Castellana, cujos solomillos e o revuelto de gambas e asparragos verdes, ao jantar, nos fizeram esquecer completamente o desaire do almoço.

Resta-me dizer que o belo sol de Madrid nos permitiu passear e andar por las tiendas (não resisto aos sapatos, em Espanha...), e por isso fizemos quilómetros a pé. Tudo está bem quando acaba bem, e só foi pena que tivesse acabado tão depressa. Mas hei-de voltar, quantas vezes possa, a Madrid. Essa é uma das poucas certezas que tenho.

(Paco de Lucia - Entre dos Aguas)

Nota 1: Aqui fica o fabuloso som de Paco de Lucia, que um dia ouvi ao vivo (precisamente no Café de Chinitas), há muitos anos.

Nota 2: Duas notícias curiosas, ouvidas na TVE: a primeira é a de que o "Toro de Osborne" - autêntico símbolo nacional - acaba de fazer 50 anos. Uma centena de exemplares está espalhada por todo o território, lembrando-nos de que estamos em Espanha; a segunda diz respeito a um crime passional, ocorrido recentemente e relatado da seguinte maneira (impensável ainda há poucos anos) - "1o años de carcere para el chico que mató a su novio".
Nota 3: Infelizmente, e embora nos tenhamos falado por telefone mais do que uma vez, não nos foi possível tomar "una copa" com os bloguistas amigos do Codornizes e d'O Meu Cais. Eles estiveram por lá mais dois dias, por isso aconselho a lê-los: são viajantes curiosos e muito mais novos (aguentam bem mais do que eu, que já não tenho o ritmo deles), conhecem Madrid a palmo e sabem aproveitar tudo o que há para ver. Por exemplo, as filas intermináveis (davam a volta ao quarteirão) para o Prado e para o Thyssen desmoralizaram-nos, além de termos tido pouco tempo. Eles, tenho a certeza, não desistiram e conseguiram lá ir.
publicado por Ana Vidal às 12:10
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Fim de semana cultural





Tanto para ver em Madrid: Paula Rego no Reina Sofia, a ampliação do Prado, Dali... estes dias serão para a cultura (que inclui, por supuesto, a gastronomia e o flamenco!).
Deixo-vos com um belo dueto madrileño - A la sombra de un León (Ana Belén e Joaquin Sabina). E prometo contar tudo quando chegar.
Me marcho a Madrid, amigos... Hasta domingo!

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Domingo, 28 de Outubro de 2007

Dia do Senhor, dia dos senhores

Domingo, dia do Senhor. E também dia deste senhor - Serge Reggiani, que cantava assim. E que escolhia, como ninguém, as canções que interpretava. Aqui em Sarah, de Georges Moustaki. Outro senhor.

E mais outro: Joaquin Sabina, un señor irreverente e "maldito", que escreve, compõe e canta como muito poucos. (Este, dedico-o à minha homónima Ana L. da Costa, que eu sei que também gosta dele. Aqui está, Ana, com um beijinho especial.)

A pedido, aqui ficam também as letras das duas canções. Ambas são belíssimos poemas.

Sarah (Georges Moustaki)

La femme qui est dans mon lit n'a plus vingt ans depuis longtemps.

Les yeux cernés par les années, par les amours, au jour le jour.

La bouche usée par les baisers, trop souvent mais trop mal donnés.

Le teint blafard, malgré le fard, plus pâle qu'une tache de lune.

La femme qui est dans mon lit n'a plus vingt ans depuis longtemps.

Les seins trop lourds, de trop d'amours, ne portent pas le nom d'appâts.

Le corps lassé, trop caressé, trop souvent mais trop mal aimé.

Le dos voûté, semble porter les souvenirs qu'elle a dû fuir.

La femme qui est dans mon lit n'a plus vingt ans depuis longtemps.

Ne riez pas. N'y touchez pas. Gardez vos larmes et vos sarcasmes.

Lorsque la nuit nous réunit, son corps, ses mains, s'offrent aux miens.

Et c'est son cœur, couvert de pleurs et de blessures, qui me rassure.

Y sin embargo (Joaquin Sabina)

De sobra sabes que eres la primera,

que no miento si juro que daría, por ti, la vida entera.

Y, sin embargo, un rato cada día, ya ves,

te engañaría con cualquiera, te cambiaría por cualquiera.

Ni tan arrependido ni encantado de haberme conocido, lo confieso.

Tú que tanto has besado, tú que me has enseñado,

sabes mejor que yo que, hasta los huesos,

sólo calan los besos que no has dado, los labios del pecado.

Porque una caza sin ti es una emboscada, el pasillo de un tren de madrugada,

un laberinto sin luz ni vino tinto, un velo de alquitrán en la mirada.

Y me envenenan los besos que voy dando,

y, sin embargo, cuando duermo sin ti, contigo sueño.

Y con todas, si duermes a mi lado,

y si te vas, me voy por los tejados como un gato sin dueño,

perdido en el pañuelo de amargura, que empaña, sin mancharla, tu hermosura.

No debería contarlo y, sin embargo, cuando pido la llave de un hotel,

y a media noche encargo un buen champán francés y cena con velitas para dos,

siempre es con otra, amor, nunca contigo, bien sabes lo que digo.

Porque una casa sin ti es una oficina, un teléfono ardiendo en la cabina,

una palmera en el museo de cera, un éxodo de oscuras golondrinas.

Y cuando vuelves, hay fiesta en la cocina

y bailes sin orquesta y ramos de rosas con espinas,

pero dos no es igual que uno más uno,

y el lunes, al café del desayuno, vuelve la guerra fría

y al cielo de tu boca el purgatorio, y al dormitorio el pan de cada día.

E já agora, acabadinha de receber de um amigo que está longe, via mail, esta magnífica versão do Somewere, over the rainbow, de um outro senhor - Eric Clapton .

E assim, este domingo fala várias línguas.

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publicado por Ana Vidal às 11:30
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Sábado, 20 de Outubro de 2007

Só sei que nada sei

Jean Gabin - Je sais.

Uma canção eterna. E sábia.





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publicado por Ana Vidal às 02:04
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Amor e cozinha


O filme No Reservations é uma "aguinha com açucar", perfeito exemplar do género a que as comédias românticas americanas já nos habituaram. Todos os clichés caros aos americanos estão lá: a criança órfã que dá lições aos adultos, o casal aparentemente inconciliável que se apaixona perdidamente, a crítica aos sofisticados hábitos dos "ricos" novaiorquinos e a elegia da felicidade simples da middle class, a indispensabilidade dos shrinks, a vitória da família nuclear. Tudo é muito previsível, a puxar à lágrima fácil (truque perverso a que cedemos sempre, aproveitando para chorar coisinhas nossas que estavam em atraso...) e com o happy end moralista da praxe.
Era de esperar mais uma xaropada. Mas, tendo por cenário uma cozinha de restaurante de luxo e por protagonistas dois grandes chefs, para mim já se salvaria a noite, mesmo que tudo o resto fosse uma lástima. E não é. Salva-se igualmente - para além de dois ou três truques culinários que aprende quem está atento e se interessa pelo tema* - a banda sonora, que é óptima. Apoiada em clássicos (também eles previsíveis, mas que não deixam por isso de ser bons) e introduzindo alguns nomes menos conhecidos do grande público. Como este, que escolhi para mostrar aqui - o italianíssimo Paolo Conte - numa canção fantástica e divertida, chamada Vieni via con me (It's wonderful). Ora ouçam:

Nota: Dedico esta música a um casalinho apaixonado que conheço, que, como eu, também gosta muito de cozinhar. Não preciso de dizer nomes, eles sabem.

* Há um erro crasso na tradução portuguesa: quail é codorniz e não perdiz, como se lê nas legendas durante todo o filme.
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publicado por Ana Vidal às 16:50
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Parabéns, dos sinceros


Faz hoje 66 anos. Chama-se Paul Simon e não precisa de apresentações.
Tem-nos dado, ao longo de quase toda a sua vida, muitos e inestimáveis presentes: as suas composições, transformadas em maravilhosas canções interpretadas a solo ou em dueto com Art Garfunkle, de quem foi inseparável durante uma boa parte da carreira.
Aqui fica uma das minhas preferidas - Bridge over troubled water - que fala de amigos, e de como eles são fundamentais na nossa vida. Sobretudo quando os tempos são de águas turbulentas. Ofereço-a aos meus, amigos e abrigos preciosos. Com um muito obrigada por fazerem da minha vida uma travessia tão mais fácil e empolgante. Tal como a música, aliás.

Nota: E um obrigada especial a um desses amigos, o CM, pelo lembrete desta data.
publicado por Ana Vidal às 22:18
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

A bright, sunshiny day


A vida continua, sempre.
Celebremo-la, com todo o seu mistério e toda a sua beleza.

publicado por Ana Vidal às 14:11
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

For me, formidable

Falar de traduções e de jogos de palavras lembrou-me esta música de Charles Aznavour, que eu adoro e já não ouvia há séculos. Que saudades...

Desculpem, vou ali dançar e já volto.


You are the one for me, for me, for me, formidable

You are my love very, very, very, véritable

Et je voudrais pouvoir un jour enfin te le dire, te l' écrire, dans la langue de Shakespeare

Je ferais mieux d'aller choisir mon vocabulaire, pour te plaire, dans la langue de Molière

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publicado por Ana Vidal às 23:17
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Um presente

Um presente para a S. e o P., um casalinho muito especial que no sabe porque se quiere, pero... se quiere. A música é um bocadinho pirosa, eu sei, mas o amor também é. Não é?

Um beijo aos dois.

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publicado por Ana Vidal às 02:12
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Vozes Grandes

Hoje - dia mundial da música.

Uma voz quase, quase insubstituível.

(Otis Redding)

E outra voz, que prova que não há insubstituíveis.

(Terence Trent d'Arby)

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publicado por Ana Vidal às 01:23
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Never say never again



Uma pequena provocação aos meus doutos comentadores... porque o James Bond também é cultura. O Sean Connery, pelo menos, é uma obra de arte!

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publicado por Ana Vidal às 20:37
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Van Gogh




Con tus orejas en las manos
voy enseñandole a Van Gogh
como mejora el resultado
quando lo hacen dos.
Siempre los cariñitos
me han parecido una mariconez
e ahora hablo contigo en diminutivo
con nombres de pastel...
(Mecano - Quedate en Madrid)
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publicado por Ana Vidal às 03:43
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Sábado, 22 de Setembro de 2007

Bem vindo, Outono


Com um dia de atraso, uma homenagem à minha estação do ano preferida: o Outono. Aqui, entregue nas mãos virtuosas de Nigel Kennedy.
Vi-o (e ouvi-o!) há cerca de 1o anos, no auditório da Gulbenkian, tocando igualmente Vivaldi e também Brahms, se não me falha a memória. Achei-o genial. Nessa altura era um violinista rebelde e fora do baralho clássico, na maneira de vestir em palco: uns jeans coçados e uma t-shirt desportiva, cultivando um ar blasé que contrastava com o aprumo impecável dos outros músicos. Mas não só: nos seus concertos era colocado um quadrado de feltro grosso e felpudo, para abafar o som dos pés que batiam com força no chão enquanto tocava, às vezes até dando saltos. Era um espectáculo invulgar, mas o som que lhe saía das mãos fazia esquecer completamente o insólito da cavalgada. Nigel estava muito ligado à chamada música ligeira, e já tinha gravado com os grandes nomes da Pop inglesa.
Não sei de quando é esta gravação, mas vejo-o aqui muito compostinho. Da imagem que eu tinha dele já só resta o penteado. E o enorme talento, claro.
Adenda: Parece que afinal não me atrasei. Um atento guardião das datas diz-me que o Outono começa oficialmente no dia 23 de Setembro. Sendo assim, adiantei-me 3 horas. Difícil, mesmo, é acertar no dia certo!
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publicado por Ana Vidal às 21:09
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O tamanho conta

Pelo menos na música, o tamanho conta.

publicado por Ana Vidal às 19:44
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Brisa do coração


Hoje passa pela Porta do Vento uma brisa especial: a Brisa do Coração, uma magnífica música e um belo poema, na voz única da Dulce Pontes. Deixem-se embalar pelo vento e pelo mar, com a cumplicidade das gaivotas. Fechem os olhos e esqueçam tudo o resto.

(Música: Ennio Morricone / Letra: Francesco de Melis, Emma Scoles / Fotografia: Mário Cordeiro)

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publicado por Ana Vidal às 13:16
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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Um presente

Olhem só que presente lindo eu tive:

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publicado por Ana Vidal às 13:44
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Sábado, 15 de Setembro de 2007

My Sweet Lord


Irresistível, este post/quase poema do Lord Broken-Pottery. A mostrar todo o talento que ele tem, até a chorar. Tive que roubá-lo para aqui. Mas ele perdoa-me. Não perdoa, my sweet Lord?
Aqui está:
«Gently Weeping
Hoje acordei querendo ser a guitarra do George Harrison. Gentilmente derramaria lágrimas como há muito não faço.
O primeiro pranto seria por saudades acumuladas, feridas abertas não cicatrizadas. Depois choraria o que não consegui fazer, tempo perdido, desperdiçado, jogado fora, menino preguiçoso desde sempre. Lamentaria então, baixinho, os momentos mal vividos onde, enredado em antecipações, todo expectativa, fui mais uma vez criança. Lastimaria o sono que não dormi, sonhos esbanjados em preocupações tolas. E com cuidado, para que não ouvissem esse carpir silente, derramaria algumas lágrimas de ódio e estaria, finalmente, bem mais feliz.
I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps
(While My Guitar Gently Weeps - George Harrison)»
Já agora junto-lhe este contributo, em jeito de brincadeira. Espero que as lágrimas já tenham secado.
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publicado por Ana Vidal às 01:10
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Bicicletas III

"(..) quero-te de bicicleta
quero-te outra vez de bicicleta sobre as folhas
quero-te ouvir chegar de bicicleta
quero o som macio que fazia na mata a tua bicicleta"
(Fernando Assis Pacheco)

A Bicycle built for two
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publicado por Ana Vidal às 17:17
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Sábado, 8 de Setembro de 2007

E.un.genio Salvador Dali

Dali se desdibuja

tirita su burbuja al descontar latidos

Dali se decolora

porque esta lavadora no distingue tejidos

el se da cuenta y asustado se lamenta

los genios no deben morir

son mas de ochenta los que curvan tu osamenta

"Eungenio" Salvador Dali.

Bigote rocococo

de donde acaba el genio a donde empieza el loco

mirada deslumbrada

de donde acaba el loco a donde empieza el nada

en tu cabeza se comprime la belleza

como si fuese una olla expres

y es el vapor que va saliendo por la testa

magica luz en Cadaqués.

Si te reencarnas en cosa

hazlo en lapiz o en pincel

y Gala de piel sedosa

que lo haga en lienzo o en papel

si te reencarnas en carne

vuelve a reencarnarte en ti

que andamos justos de genios

"Eungenio" Salvador Dali.

Realista y surrealista

con luz de impresionista y trazo impresionante

delirio colorista

colirio y oculista de ojos delirantes

en tu paleta mezclas misticos ascetas

con baionetas y con tetas

y en tu cerebro Gala Dios y las pesetas

buen catalan anacoreta.

Si te reencarnas en cosa

hazlo en lapiz o en pincel

Y Gala de piel sedosa

que lo haga en lienzo o en papel

si te reencarnas en carne

vuelve a reencarnarte en ti

que andamos justos de genios

queremos que estes aqui

"Eungenio" Salvador Dali.

Nota: Esta canção - E.un.genio Salvador Dali - do grupo espanhol Mecano, é uma bonita homenagem a um pintor que é uma das minhas paixões. Reparem na letra, um poema belo e certeiro. Os Mecano têm outras músicas dedicadas a pintores célebres, que hei-de trazer também a este espaço.

publicado por Ana Vidal às 16:28
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

O crepúsculo de um deus


Luciano Pavarotti está entre a vida e a morte.
Lembro-de bem da profunda impressão que me causou quando o vi (e sobretudo ouvi) cantar ao vivo, a menos de dez metros de mim, ainda em pleno esplendor da sua poderosíssima voz.
Gostei sempre mais da doçura e maleabilidade da voz de Plácido Domingo, por contraponto à imensa força da natureza que era a de Pavarotti. Muito abaixo dos dois, na minha opinião, ficou sempre José Carreras (não fosse a tocante e exemplar história de saúde, uma lição de preserverança e de estoicismo, e não lhe reconheceria o direito a um lugar entre "os três tenores"). Mas tenho que admitir que Pavarotti, não sendo o meu preferido, era absolutamente arrasador em palco. Abria a boca e saía - aparentemente sem o menor esforço - um vozeirão magnífico, seguro e cheio, que enchia cada recanto da sala e fazia arrepiar de espanto quem o ouvia.
Teve ainda um outro enorme mérito: o de ter sido o primeiro a abrir as portas do canto lírico, habitualmente reservado a um público reduzido e exigente, às chamadas "massas". Por causa das suas parcerias com variadíssimos músicos de outros géneros musicais - pop e rock, sobretudo - o universo operático deixou de ser um "papão" inacessível para muita gente. Ficam para a história os concertos Pavarotti and Friends, a favor de causas humanitárias para as quais arrecadou muito dinheiro e chamou as atenções do mundo.
Por tudo isto assisto com tristeza, nestes dias, ao crepúsculo de um deus.

Adenda: O desfecho era previsível. Pavarotti morreu hoje de manhã (6 de Setembro), aos 71 anos. A música perde uma das suas grandes figuras, em todos os sentidos.

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publicado por Ana Vidal às 02:15
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

String Fever

Em tempos de crise, um instrumento para 4 músicos já não é nada mau. Veja-se como eles o fazem render...

Nota: Encontrado no Cão com Pulgas, do Pedro Aniceto.

publicado por Ana Vidal às 23:54
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