Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

Aroma a ruína 

 


 

O perfume Clive Christian's honrou-se este ano com uma edição limitada a cinco frascos - cinco -  feitos de cristal Baccarat e de gargalos cravejados de diamantes. 

Tão superlativamente chique que até baptizaram a edição: Imperial Majesty. Custa a ninharia de 35 MIL CONTOS. Fizeram-se cinco, venderam-se três. A marca é discreta e não revelou o nome dos compradores. Pudera! Eram executados no dia seguinte pelo Sindicato do Terceiro Mundo. Cheira-me é que o cheiro desta fragância - desculpem, deu jeito o pleonasmo - deve ser uma questão preety irrelevant, mesmo for those who can afford it. Para pindéricos como nós, então, é para nem cheirar.     

 

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publicado por Ana Vidal às 10:00
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23 comentários:
De Luísa a 1 de Outubro de 2009 às 01:09
Também penso que o perfume não é ali o que interessa, Rita. O perfume é o pretexto para a concepção de uma jóia… que só não sei como possa realizar a sua função de jóia e ser usada em público, como todas as jóias. Mas quem a comprou há-de saber. O caso não me parece mais chocante do que o dos que gastam milhares em «Porsches» ou «Ferraris» ou até meras centenas em gadgets, cuja única utilidade é garantir estatuto. As despesas em luxos e coisas supérfluas podem sempre ser vistas como uma ofensa à pobreza.
P.S.1: Mas talvez estejamos a ignorar o reverso da medalha, que é a manutenção das empresas que os(as) fabricam e dos respectivos postos de trabalho.
P.S.2: Então só hoje se anuncia um blogue que já está em laboração há quase uma semana? Estou indignada! ;-D
De mike a 1 de Outubro de 2009 às 01:26
Hom'essa!!... querem ver? A Luísa a comparar Porsches e Ferraris com um frasco que tem dentro aroma sabe-se lá de quê... (risada)
De rita ferro a 1 de Outubro de 2009 às 12:21
Mas há uma ameaça que ainda me choca mais, Luísa, do que este perfume custar o que custa, os políticos de esquerda andarem de bmw, ou as beatas, nas igrejas, essa cortina de ferro que separa os fiéis dos padres, serem frequentemente cruéis para quem procura consolo: é a de perdermos a espontaneidade no auxílio, por sabermos as ONG's, por vezes, infestadas de gente desonesta! Hoje em dia, não sei se já reparou, ou damos esmola por medo de que o pedinte nos espete uma faca, ou a darmos de formas recomendadas, mas sem certeza nenhuma de chegarem ao destino! Que raio de século mais torturado, o nosso! Nunca foi tão difícil ser humano!

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