Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

Como se resiste a uma «mulher-mulher»?

 

Bell, numa cedência ao consumo

 

 Ainda sem papéis de relevo, Lake Bell é, na minha opinião,

uma das actrizes mais giras da actualidade.

Porquê? Talvez por ser de carne e osso e não de celulóide,

ser graficamente dotada, ter charme – que não se compra nem se opera - 

e uma voz irresistível.

Além disso, é feliz, espontânea e luminosa como uma miúda

e diabolicamente tentadora como toda a fêmea. 

A beleza corrompe?

A leveza pode ser um afrodisíaco?

O desejo ensina o que o homem ainda é?

Não, não vamos discutir isso,

mas responder com a isenção possível

a esta pergunta tão ociosa quanto gasta, irritante, pequeno-burguesa:

 

Haverá hipótese de alguma mulher,

 mesmo de qualidade,

estar sossegada com um exemplar destes

 rondando o seu homem?

 

1. Bell, entrando no Letterman

 

2. Bell, naturalmente em entrevista


 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 07:30
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191 comentários:
De Luis Filipe Pinheiro a 22 de Julho de 2009 às 15:28
Rita, mais devagar!
A mim esta Bell fala-me muito ao galante! Gostos não se discutem, é o que vale!

Desculpem lá, mas aquela dimensão física, a maneira como corta o espaço quando anda ou se mexe, o sorriso, a expressão espontânea quando se exprime, as suas pernas, etc., etc., fazem dela um estupendo exemplar do género feminino!
Quanto à discussão, ela é entre mulheres e está a divertir-me imenso!

Quanto à hipótese de eu claudicar, perante a hipotética situação altamente improvável “de ter um exemplar destes a rondar-me” a porta, acho que dependeria de muita coisa: Química, etc. Mas essencialmente da qualidade e da fase da relação que tivesse na altura
Um beijo
De rita ferro a 22 de Julho de 2009 às 18:01
Olá, Luís Filipe! Independentemente dos gostos de cada um, detenho-me na secção final da sua resposta, percebendo que a sua resistência perante a tentação de uma mulher destas, digamos que fabulosa, dependeria «essencialmente da qualidade e da fase da relação» que estivesse a ter com outra. Uma questão inquietante para toda a mulher - e para todo o homem, uma vez que é invertivel - é se, mesmo em abundância e em qualidade afectiva, o par pode arriscar a sua felicidade numa proposta ilusória, por questões de fantasia de ego ou obediência a instintos primários. É claro que intuímos a resposta, mas o objectivo talvez seja apenas o de polemizar uma matéria velha, à luz de novas perspectivas...
De Luis Filipe Pinheiro a 22 de Julho de 2009 às 19:27
Rita,
Sim, de facto tens razão! A realidade é muitas vezes inquietante…
Mas referia-me a uma hipotética situação em que houvesse à partida química e desejo mutuo de se envolverem, o que é muito diferente de avançar por “questões de fantasia de ego ou obediência a instintos primários”. Se a situação do par é de “ abundância e qualidade afectiva”,
então a relação deverá estar numa situação em que a ninguém compensa arriscar, e era a isso que me referia.
Muitas mulheres têm uma ideia estereotipada dos homens: Uns alarves garanhões cujo cérebro
paralisa à primeira visão de umas ancas bem torneadas! Mas a verdade é que muitos não são assim!
O que seria se todos os homens estivessem sempre dispostos a envolver-se com todas as mulheres que os atraíssem? Não, um homem também sabe escolher, pesar e saber se lhe compensa. Decidir envolver-se é uma coisa de outro patamar e é preciso mais requisitos, nomeadamente no campo afectivo, no que toca tanto à candidata como à sua companheira (a não ser que se tenha vinte anos claro!).
Claro que fraquejar fraquejamos todos, mas isso é ainda outra questão! E também te digo que quanto a fraquejos eu conto quase tantas mulheres como homens!
Um beijo
De rita ferro a 23 de Julho de 2009 às 07:48
Será, Luís Filipe? Que as mulheres estão já tão volúveis e voláteis como os homens? Honestamente, comparando homens e mulheres de bom nível - chamemos-lhe assim - não me parece. Pode haver mil motivos sociais e sociológicos a segurar as mulheres ainda, mas faltará ainda muito para o panorama se equilibrar. Enfim: espero que nunca venha a equilibrar-se nesse patamar, pois então o equilíbrio significará total desequilíbrio :-))

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