Manuel Fragoso de Almeida
A música que vos proponho hoje faz parte do baú das recordações daqueles que nasceram nos anos cinquenta… Os que têm mais de cinquenta… pronto!
O vídeo que acompanha esta memória faz-nos rir se o compararmos com os actuais vídeo-clips, mas é talvez dos melhores da época…
É quase como os filmes que os nossos pais nos faziam, carregando as inevitáveis super-8 da época, e que, por regra, passavam por pôr os meninos e meninas a correr aparecendo de surpresa (?) da esquina do quintal ou, quando eram filmagens mesmo no exterior, de trás de alguma árvore do jardim do Casino do Estoril, ou do Jardim da Estrela…
Bom, mas a música dos Procol Harum tem o condão de nos transportar às garagens das festinhas de Verão, preparadas a preceito com o gira-discos portátil último modelo, os LPs, os inúmeros Singles, emprestados por uns e outros, e os magníficos e científicos jogos de luzes que mais não eram do que uma vestimenta a celofane das precárias luzes das ditas garagens…
Já nessa altura tínhamos preocupações ambientalistas e de poupança de energia, desligando alguma lâmpada ou abusando dos papeis encarnados e azuis com que as vestíamos.
O “A Whiter Shade Of Pale” cumpriu o seu papel a preceito nas férias de Verão (e nas outras festinhas dos anos sessenta e setenta…), e dele nasceram seguramente os primeiros namoros de alguns de nós, ou pelo menos a melosa e aconchegada dança com um par escolhido no momento ou já fisgado nos dias anteriores.
Este post tem dedicatória assumida à Isabelinha aqui da casa, que ainda hoje recorda, deleitada, uma das festinhas da Costa da Caparica em que ,embalada pelos Procol Harum, selou o seu primeiro sim com o arrojado namorado.
Mas ouçam e vejam… e voltem uns anos atrás, àquela festinha de despedida de mais um Verão, com a ternura, o improviso, a aventura, os pedidos de namoro, e as promessas de amor misturadas nas lágrimas de mais um adeus…