
Durante anos a fio ele julgou-se um imponente porta-aviões. Poderoso, exibia a sua força pelos mares em que navegava, e eram muitos. Disparava a eito os seus tiros de canhão, e mil vezes a atirou para um naufrágio triste, de que só ela acreditava poder salvar-se. Ela era tímida, suave, ingénua. Queria tocá-lo, mas, por mais que tentasse, o seu alvo era sempre e só a água. Não lhe arranhava sequer o convés.
Um dia, vá lá saber-se porquê, afinou a pontaria. E quando tudo acabou ouviu-se a si própria dizer, com uma frieza que desconhecia ter: Submarino ao fundo.
De baterdeasas a 28 de Agosto de 2008 às 09:57
adorei
De JuliaML a 28 de Agosto de 2008 às 21:17
eheheh
gostei! principalmente porque é diferente do tipo de texto a que nos habituaste! e está perfeito!
É um erro escrever-se textos longos em blogs, ninguem lê, pelo menos como deve ser.
deliciousa ironia que me embalou até ao fim!
É, esta é uma historiazinha que vinga muitos "rebocadores", como diz a Luísa. ;)
De
fugidia a 28 de Agosto de 2008 às 11:11
Posso dizer "Pois"?

Beijinho 
Pode dizer tudo o que quiser, Fugi!
(tresleituras incluídas... lol)
Beijinho
De
fugidia a 28 de Agosto de 2008 às 12:21
lol lol lol
Ah sim? (sorriso cândido)

Beijinho
De
Meloes a 28 de Agosto de 2008 às 11:14
Muito, muito bom!
beijos
De Luísa a 28 de Agosto de 2008 às 19:20
Belo jogo, Ana! Não há como acertar «mortalmente» nesses soberbos e imponentes «porta-aviões», que contam, lamentavelmente - e por tempo demasiado - com a complacência de muitos tímidos, suaves e ingénuos «rebocadores».
"Rebocadores"? Disse a palavra certa, Luísa, como sempre. Na mouche. ;)
Adorei!
De
Meloes a 29 de Agosto de 2008 às 18:45
So parto dia 5.
Beijos
Comentar post