Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Porto Sentido



Encontrei o milhafre grave e sério, como diz a canção. Todo o dia tiritou à chuva, abandonado pela primavera. Todo o dia entristeceu num cinzento de chumbo, quem sabe o mesmo chumbo que lhe feriu a asa. Mas o rosto de cantaria recebe-me sempre tão bem, mesmo que seja pardacento o timbre e fechado o jeito, que me apetece, em cada regresso a casa, aliviar-lhe o luto e oferecer-lhe um bocadinho da luz da minha gaivota moura.

publicado por Ana Vidal às 01:31
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21 comentários:
De O Réprobo a 23 de Abril de 2008 às 20:59
Mas, Querida Ana, está visto que o mau tempo do Porto (do outro, do da cidade) pode ser inspirador! Provas? A fotografia e o Texto, ambos extraordinários.
Correndo o risco de ser apedrejado por Mil e Uma Senhoras, venham intempéries destas!
Beijinho
De Ana Vidal a 23 de Abril de 2008 às 21:15
O Porto (o outro) estava uma verdadeira Avalon, Paulo, e não há nada mais inspirador do que as brumas. Mas eu não queria viver num sítio assim sempre, mesmo que fosse bom para a inspiração...
Beijinho

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