Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

Bem, hoje vou aligeirar um pouco este meu contributo e, apesar de já estarmos no período pós férias, vou andar um bocadinho para trás para vos deixar, passando a publicidade, dois sítios onde recomendo a vossa presença para um agradável jantar.

 

Caso vão ou voltem ao Algarve, entretanto…

 

Bom, antes do mais, eu gosto muito de praia, daqueles dias quentes em que passo o dia na praia, e depois “regresso a terra” para um petisquinho retemperador.

 

Prefiro as praias menos populosas, e portanto dispenso o terrível mês de Agosto, nas mais frequentadas. Se tiver um toque selvagem tanto melhor, se adicionar qualquer outro aspecto típico, acolhedor, humanamente diferente, estamos lá…

 

Pela descrição, facilmente concluirão que sou fã de Cacela-a-Velha. Bom, para não me estender muito na prosa, aqui fica a primeira recomendação: Casa Azul. É uma casa logo na entrada da povoação, do lado direito, que já foi a casa de família da dona e agora é um bar-restaurante excelente. Mantém o ambiente familiar, a decoração é gostosa contribuindo para a proximidade das culturas marroquina e portuguesa, muitas vezes expondo pintura de diversos autores.

 

Em baixo é o barzinho para o petisco, em cima é um moderno pátio algarvio em tons de azul, que é transcendente para um fim de dia quente, sem vento, com um luar luminoso, e com o prazer duma doce companhia e de um tinto a condizer. Enfim…

 

Bom, passemos à minha segunda recomendação: Chá com Água Salgada.

 

Não lembraria a ninguém, não é? Pois, mas neste caso é melhor mesmo fixar. Fica na areia da praia da Manta Rota e tem todas as condições para satisfazer o cliente mais exigente.

 

A ementa é requintada, com base obviamente no bom peixinho, e a simpatia é grande. Ideia tornada realidade por um jovem casal de arquitectos, que se recusou a ter filhos sob o permanente stress da cidade de Lisboa e que nos oferece agora boa cozinha e muita simpatia…

O cozinheiro - amigo do casal - é um mestre, e se acrescentar que ficamos numa varandinha sobre a areia, com uma luz discreta e o fim de tarde no horizonte… bem… 

 

Aqui fica, um fecho de férias com recomendações para qualquer altura do ano. Afinal estamos no Algarve, onde quase sempre há praia. Pelo menos para os indefectíveis da areia…

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

A madrugada de Lisboa acolheu-nos chorando, com lágrimas quentes, gentis, enternecedoras… 

 

Deixámos Montemor impregnada de melodia, de fado, mas sobretudo transbordante de amizade simples, sincera, eterna. 

 

As enormes pedras, agrestes e sós, as oliveiras que lutam por cada nesga de terra para brotarem em troncos viris por entre os brutais pedregulhos, as luzes das velas dispostas ao redor da piscina, que iluminam as nossas almas deixando somente vislumbrar as silhuetas, a casa disposta num enorme abraço acolhedor no meio da noite, serena, silenciosa e meiga, ficaram emudecidas deixando fluir os sentimentos, a melodia, a paz de cada palavra cantada. 

 

A vida faz-se de pequenos nadas, mas constrói-se com a solidez de cada laço, com a força de cada relação, com a saudade de cada momento, o sonho de cada amanhã. 

 

Obrigado João e Madalena, pelos momentos que nos fizeram sonhar, pelas saudades que nos fizeram sentir, por uma noite de ternura imensa. 

 

O acordar é mais suave, o olhar mais ao longe…ainda sonhamos… 

 

É já dia, mas deixámos convosco um pouco de todos nós, com a amizade apertada por tantos laços e enriquecida por tantos sins.

 

Obrigado.  

 

PS – Xica, não pares de cantar. A tua alma desabrocha e floresce a cada nota que nos dás de presente!  

 

Adenda: Para quem não está dentro do assunto - e sei que a maior parte dos leitores da Porta do Vento não está - o Manecas refere-se, neste post, a um jantar em que ambos estivemos ontem, entre outros amigos de longa data. O Alentejo continua lindo, o monte é um primor, a festa foi óptima e eu gostei, sobretudo, de rever gente que não via há muitos anos. Acrescento o meu obrigada à Madalena e ao João, por uma noite excelente. Até sempre. E, Manecas, quanto a vocês não sei, mas nós conseguimos encontrar o caminho de volta à estrada à primeira, sem problemas... e sem gps!

 

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

Arquitectura em favor dos mais carenciados

 

Seguindo a sugestão de um filho de uma amiga, que cursa neste momento arquitectura em Lisboa, deixo-vos uma sugestão para um filme diferente.

 

Diria talvez mais correctamente que se trata dum documentário de João Dias – As Operações Saal– e que, seguindo a apresentação publicada, será um documento de um período crítico do país e da sua história recente.

 

Em 1974/75, um projecto de habitação envolveu arquitectos e população numa iniciativa revolucionária. Os pobres conquistavam casas, que eles próprios construíam, e a arquitectura portuguesa dava um passo na sua afirmação dentro e fora de portas. Trinta anos depois, as memórias filmadas dos actores destes processos ajudam a entender as repercussões sociais e culturais das Operações Saal, ao mesmo tempo que um inédito e extenso acervo documental ajuda a reflectir sobre os caminhos que a arquitectura e o urbanismo têm percorrido desde então.

 

Juntava a este filme uma experiência notável de um jovem arquitecto português, que se licenciou na Escócia e que trabalha nos USA, e que desenvolve periodicamente projectos para os mais necessitados. Infelizmente, a rapidez com que a notícia foi dada não me permite reter o nome (se fosse sobre fogos, crimes, corrupção ou futebol, bastava ver o próximo bloco de notícias, mas esta seguramente não é para repetir…)

 

Fez primeiro um “arranjo” de um espaço de barracas numa favela no Rio de Janeiro e neste momento partiu para a Índia, com um projecto para melhorar urbanisticamente um bairro de lata naquele país.

 

O comentário dele, quando entrevistado, é tocante e simples: “Se a minha profissão tem por objectivo melhorar os locais e as condições em que as pessoas vivem e habitam, então temos de dedicar-nos aos que mais necessitam, se não, para que servirá ser arquitecto?”

 

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Sábado, 11 de Abril de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida
 
 
As noticias de Itália e do recente terramoto arrepiam-me e dão-me uma grande tristeza, mas esta história é extraordinária. Deve ser por este modo juvenil e optimista de viver que se chega aos 98 anos... pelo menos.
 
 
«Uma mulher de 98 anos foi resgatada, na terça-feira, 30 horas depois do sismo que abalou a região de Abruzzo. 
 
A idosa revelou que esperou deitada, na própria cama, e passou o tempo fazendo croché. 
 
Depois do terramoto, Maria D`Antuono ficou com a entrada de casa bloqueada. Enquanto esperava pelas equipas de resgate, foi-se alimentando com bolachas e bebeu água. Foi retirada sem ferimentos graves e estava de bom humor.
 
Antes de dar entrevistas, pediu: "deixem-me pelo menos pentear os cabelos"».
 
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Sábado, 28 de Março de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

Agora é o Provedor de Justiça…!


Devo dizer que não tenho conhecimentos suficientes para poder opinar consistentemente sobre os assuntos da justiça, e assim sendo, poderei cometer algum erro ao escrever estas linhas, para o que peço antecipadamente as minhas desculpas especialmente aos leitores dedicados às leis.

 

A minha referência de miúdo no que ao mundo da justiça diz respeito, foi o meu avô paterno, que era juiz. Costumava, nas férias no Alentejo, ir visitá-lo a seguir ao almoço, para ler o jornal e para falar um pouco com ele e a minha avó. Raramente, confesso, o assunto versava o mundo das leis, mas ainda hoje guardo a sua postura elevada, a bondade personalizada, a opinião serena, o apego ao equilíbrio.

 

O contraste com o actual estado da justiça, e a quase banalidade profissional e intelectual dos seus intervenientes, causa-me uma perplexidade imensa, e penso ser um espelho triste duma sociedade que se esboroa na sua organização, que se extingue nos seus propósitos e que desaparece progressivamente dum mundo estruturado e organizado.

 

Os juízes de qualquer instância, os magistrados, o Procurador-Geral da Republica, o Provedor de Justiça, os membros do Tribunal Constitucional, são representantes dum dos poderes constitutivos do estado de direito democrático, o poder judicial. São o garante da organização do Estado enquanto dirimindo os eventuais conflitos de interesses, enquanto decisores sobre a constitucionalidade das leis ordinárias, enquanto administradores da justiça. Perante os cidadãos, devem construir uma imagem e transmitir uma postura e atitude de serenidade, de equilíbrio, de alguma distância face aos conflitos quotidianos, de reserva prudente, de nobreza de trato e comportamento.

 

Ao invés, entra nas nossas casas, praticamente todos os dias, através dos meios de comunicação social, a opinião desabrida e impensada dum juiz, a entrevista acusatória dum colega perante outro, a intervenção infeliz do Procurador, a revelação de detalhes de processos que se encontram em segredo de justiça por juízes e magistrados, enfim um sem número de intervenções na praça pública que deitam por terra qualquer respeito, já tímido, que o comum dos cidadãos ainda queira atribuir ao poder judicial.

 

O caso da substituição do Provedor de Justiça, este de carácter político, não vem ajudar em nada o prestígio que se deseja para o cargo.

 

Não chegava o tempo perfeitamente inacreditável que tem demorado a chegada a um consenso político, entre as cúpulas do PSD e PS, sobre o novo Provedor, eis que nos chegam sempre mais achas para a fogueira do desprestígio total das organizações ligadas ao sector da justiça. Por um lado, passou a saber-se que não tinha sido possível, ao longo dos últimos oito meses, chegar a acordo entre os dois partidos citados, por não concordância com os nomes propostos. Ora qualquer um deles – lembro-me de memória do Professor Freitas do Amaral, do Professor Laborinho Lúcio, do Professor Jorge Miranda – parece ao comum dos cidadãos, uma figura com um passado e sobretudo um curriculum de respeito, e assim perfeitamente adequado a tal função.

 

Estávamos ainda sentados na dúvida e na incompreensão dos porquês da não decisão sobre quem designar para novo Provedor da Justiça, quando nos entra pela porta dentro, uma entrevista perfeitamente desadequada e espalhafatosa do actual Provedor, bramindo, em termos espantosos, impropérios a quem não decidiu e avançando com uma ameaça de demissão a curto prazo!

 

Que Estado de Direito é este afinal? Que garantia temos todos, da correcta administração da justiça no nosso país? Como podemos sentir a segurança da aplicação justa, adequada e proporcionada da lei?

 

Avô!, afinal o desgosto de te ter perdido, depois de me teres dado os parabéns pela minha entrada na Universidade, está minorado pelo momento presente.

Não queria, de forma alguma, que presenciasses o estado a que chegou a missão que tanto engrandeceste…!

 

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Sábado, 21 de Março de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

 

JAY LENO SHOW

 

Bem sei que se poderá dizer que a "imagem" também pressupõe a ida a este talk show, mas não será uma maneira diferente de ser Presidente?

 

Ao longo da vida, aprendi que as pessoas de indiscutível valor são, maioritariamente, extremamente simples.

 

Já escrevi que Obama é uma pessoa de convicções, de verbo fácil, e sobretudo uma pessoa simples, que mantém o sonho e a utopia.

 

Sabe bem ouvir o Presidente dos USA, assim… com a sua simplicidade, num talk show.

 

Vale a pena ouvir… 

 


(Começa com um espaço comercial, mas não parem, tenham paciência)

 

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Ideias à Solta

Manuel Fragoso de Almeida

 

 

Manter a Utopia

 

A vitória na corrida à Casa Branca de Barack Obama tem sido enfatizada nos mais variados pontos do universo, mas também, não raro, tem sido endeusada a um nível tal que se torna totalmente impossível que o novo presidente venha a corresponder minimamente a essas exageradas expectativas.

 

Passado algum tempo da referida eleição, e das imagens retidas no dia da sua formal chegada à Casa Branca, embevecidos ainda pela sua capacidade oratória e postura serena mas convicta, talvez fosse bom tentarmos reflectir sobre a ideia duma real mudança e a inauguração de um novo ciclo na vida política, tanto americana como mundial. Evidenciar os traços de esperança que sem dúvida existem, mas não deixando de sublinhar o quão difícil e árduo será o caminho.

 

Sistema de Saúde Público? - A SIC Notícias, no passado fim-de-semana (31/Jan e 1/Fev), chamou à realidade os mais distraídos através dum magnífico documentário (apesar de tudo e como acontece muitas vezes, o documentário também é americano… bendita liberdade de imprensa!) que punha em paralelo as promessas eleitorais de Obama no que se refere ao Sistema de Saúde Pública, inexistente nos Estados Unidos da América, e a acção já em marcha de todos os lobbies ligados, nomeadamente, à indústria farmacêutica, às companhias de seguros e aos multimilionários, detentores de enormes fortunas, exactamente pela detenção do capital nessas empresas.

 

O contraste entre as longas filas de pessoas que esperavam ao frio e à chuva por uma simples consulta médica, porque não têm possibilidades de pagar um seguro de saúde que lhes faculte os cuidados mínimos para si e para os seus filhos (o caso duma rapariga de 27 anos com um cancro e vários filhos, era verdadeiramente lancinante), e a defesa do actual sistema por entrevistados sentados nas suas mansões no Texas, sublinhando a individualidade e originalidade do modo de vida americano, é gritante.

 

Se acrescentarmos a este panorama o facto objectivo de que alguns fármacos chegam a ser postos à venda nos USA a mais de cinco vezes o preço da Europa, percebemos a dimensão do que está em causa, e as razões da sustentação dos lucros colossais que a indústria farmacêutica americana é capaz de gerar, ano após ano.

 

Junto ainda um dado final, perturbador mas real: a esmagadora maioria dos senadores americanos, incluindo Obama, recebe ou recebeu quantias substanciais para o financiamento das suas campanhas, provindas exactamente dos cofres da indústria farmacêutica, que agora se reunirá na cobrança ávida das suas pretensões, e na defesa intransigente dos seus interesses.

 

Factores de Mudança – A eleição de Obama encerra factores que porventura a explicam e que nos aportam, paralelamente, esperança nos alicerces de um novo ciclo para a humanidade. Sublinho alguns pontos que me atraem na pessoa ou no caminho percorrido, e que me parecem determinantes:

 

Convicções e Genuinidade – Para lá dos dotes oratórios (não só a palavra, mas o gesto, a entoação e sobretudo a serenidade com que se expressa), o que me parece novidade são as profundas convicções que Obama transporta e transmite, e o modo genuíno como o faz. Habituámo-nos infelizmente a políticos ou oradores que nos dizem aquilo que previamente estudaram ou lhes disseram que queremos ouvir (os famosos consultores de imagem…), e o modo como devem actuar para nos convencerem. O móbil do discurso provém do exterior.  O processo de construção da mensagem de Obama, é o inverso. Provém do interior das suas convicções e do modo hábil mas genuíno como as invoca e as transmite.

 

Mobilização da Juventude – Este modo de estar, aliado aos chamados valores genuinamente americanos – liberdade, iniciativa individual, igualdade de oportunidades, igualdade de direitos independentemente de raças, credos, religiões – balizados pela assumpção de valores estruturantes da sociedade (primado da justiça, da liberdade de imprensa, da responsabilidade social, da solidariedade para com os mais desfavorecidos e mais pobres), mobilizou a juventude dando significado aos seus ideais, e sobretudo conteúdo à suas utopias. O número de voluntários que se organizou em redor da campanha e da eleição de Obama é o resultado desta nova mensagem.

 

Recursos Financeiros angariados, Organização e utilização massiva da comunicação electrónica – Nunca nenhuma campanha teve a capacidade de reunir os meios financeiros postos à disposição de Obama, mas também talvez nenhuma tivesse a capacidade de organização demonstrada por esta candidatura, e tivesse percebido que no século XXI o meio de comunicação mais eficaz e mais granular na sua capacidade de dispersão da mensagem, é a comunicação electrónica – Internet, e-mail, etc.   

 

Regressamos, com efeito, em termos políticos, à presença dum conceito perdido: a militância. Obama conseguiu que os seus apoiantes, não só o apoiassem, mas sobretudo que o fizessem duma forma voluntária e interiormente militante.

 

O contraponto na vida americana nos tempos que se avizinham, será exactamente ao nível da militância. A militância dos interesses, expressa através dos lobbies que se excederão em campanhas, em contactos, em pressões junto do poder político, senadores e congressistas, para fazerem valer os seus argumentos. Mas também a militância dos valores, das causas, da defesa dos mais desprotegidos, dos mais pobres, da redistribuição dos rendimentos.

 

Obama terá, porventura, sido eleito em razão do renascimento duma militância de causas que se julgava desaparecida.

 

Deixo-vos com uma ilustração musical. A força do Bruce Springsteen, e a multiculturalidade de Pete Seeger, mesmo aos 80 anos…

 

 

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