Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

As artes e os varões assinalados...

E quem disser que isto não é Arte, é porque mente!

 


Adenda, em resposta à provocação da RF sobre a prática desta arte em autocarros:

 

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publicado por Ana Vidal às 17:37
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Sábado, 28 de Março de 2009

Belongings

 

 

"Where Should You Be Living?"

 

Mandaram-me um quiz por email.

Não sou grande adepta da "quizmania",

mas este arrancou-me um sorriso

com esta bela conclusão:

 

Rome. You belong in Italy!

 

You bet, pal.

 

 

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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Da arte do pleonasmo quotidiano

Para começar bem o dia, a rir, e (já agora*) também a aprender alguma coisa. Ou só a relembrar...

 

 

*Nota 1: A expressão "já agora", a propósito, é também um belo pleonasmo...

 

Nota 2: Roubado daqui.

 

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Uma ideia original

    

 

    Chef por um dia

 

Sente-se capaz de preparar um refeição surpreendente?

Então venha cozinhar connosco!!

A Esplanada do Príncipe Real vai ter, às 5as feiras, um cozinheiro convidado (Amador ou Profissional, tanto faz).

Qualquer pretexto serve, desde não querer sujar a sua cozinha para fazer um jantar para os seus convidados, a querer deliciar os seus amigos com um menu diferente no seu dia de anos...

Se tem alguma habilidade culinária  e a coragem de corresponder a este desafio, inscreva-se já! 

 

Para mais informações, contacte-nos através

do e-mail: esplanadadoprincipereal@gmail.com 

ou dos números: 213431000 / 962524513

 

(Não costumo dar espaço aqui a publicidade, mas esta é de uma originalidade que merece destaque)

 

 

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Boas Correntes


 

Imagine um grande festival de música pop/rock com estrelas de craveira internacional, numa pequena cidade da costa norte portuguesa, durante um fim-de-semana de tempo magnífico, depois de um longo período de frio e chuva. Agora, substitua as bandas, os vocalistas, os  músicos, os técnicos de som, os coros, etc, por escritores, editores, tradutores, jornalistas,  designers, ilustradores, enfim, todos os que fazem parte do universo dos livros. Num ambiente de festa totalmente informal, sem sombra de vedetismo ou pose, por mais importantes que sejam os nomes em que se tropeça durante todo o dia (e são-no, muitos deles), cerca de duzentas pessoas vindas de todos os países de expressão ibérica (Portugal, Espanha, África, América Latina, etc), dedicam quatro dias/noites a um extraordinário convívio e troca de ideias. Por uns dias, a Póvoa enche-se de uma população estranhamente ambulante e heterogénea, como se se tratasse realmente de um festival de música.

 

É isto o encontro anual Correntes d'Escritas, na Póvoa do Varzim, uma notável iniciativa do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da cidade. Este ano "as Correntes" (nome pelo qual o encontro é  já carinhosamente conhecido) comemoraram dez anos de existência e por isso foram mais concorridas do que nunca. É uma alegre azáfama: todos os dias há lançamentos de livros, projecção de filmes ou peças de teatro, conferências, palestras, debates e entregas de prémios, enchendo sempre até às portas os vários espaços que a CMPV disponibiliza para o efeito. Nunca o Grande Auditório - local onde se passam os principais acontecimentos - tem uma cadeira vazia, seja a que horas for.

 

O centro vital da animação é o Novotel Vermar, que aloja os convidados e fica exclusivamente dedicado às Correntes durante estes dias: o bar do hotel é um permanente entra-e-sai de gente, de conversas,  de gargalhadas, de histórias e anedotas, de combinações, de projectos, de negócios, tudo isto em tonalidades várias de português e castelhano. Todos os dias a organização oferece um excelente jantar volante, onde muitas das conversas que animam a "bicha" para os pratos quentes ou as sobremesas, são antológicas. No último dia há um jantar de encerramento com música ao vivo e bailarico, onde a boa disposição atinge o auge. É engraçado observar sorumbáticas figuras das letras, que associamos habitualmente ao isolamento e até à depressão, felizes e descontraídas, por umas horas, a dançar a macarena ou uma qualquer melada canção nordestina.

 

Da organização - cuja alma e coração são a Manuela Ribeiro e o Francisco Guedes, da CMPV - não pode dizer-se menos do que "5 estrelas". Mas muitos outros funcionários superiores da Câmara (psicólogos, assistentes sociais, juristas, etc.) colaboram voluntariamente nesta iniciativa, fazendo de tudo um pouco com um sorriso nos lábios e apenas pelo prazer de ajudar. Tudo corre sobre rodas, sem stress nem  atropelos, e não faltam mimos para todos: além de dois autocarros de turismo, que fazem continuamente os percursos e deslocações dos grupos entre os locais onde decorrem as actividades, há uma frota de carros topo de gama (patrocínio da BMW da Póvoa), com chauffeur, postos à inteira disposição de cada um para deslocações individuais, a qualquer hora.

 

Enfim, foi um fim-de-semana bem passado, original, divertido e produtivo. As Correntes d'Escritas já se tornaram uma referência nas letras de expressão ibérica, e estão para ficar. Para o ano há mais, e eu espero voltar.

 

publicado por Ana Vidal às 09:30
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Lição de música

(Bobby McFerrin - My Favorite Things)

 

 

 

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Se cá nevasse...

 

Escandinávia? Áustria? Rússia? Canadá?

 

Nada disso: Castro d'Aire, Portugal. Este fim-de-semana.

 

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Sábado, 8 de Novembro de 2008

A imperatriz dos Andes

 

Morreu esta semana a cantora peruana Yma Sumac, uma verdadeira lenda de que as novas gerações provavelmente nunca ouviram falar.

 

Deram-lhe muitos nomes - desde "Rouxinol Andino" a "Imperatriz de Matchu Pitchu" - não só pelo seu extraordinário aparelho vocal como pelos filmes que protogonizou, quase sempre histórias da fascinante mitologia do seu país natal que tinham como cenário a inigualável paisagem dos Andes. Mas nem precisava de ter escolhido um nome artístico (Yma Sumac ou Ymma Sumack, no princípio da carreira em Hollywood), já que nenhum poderia competir em exotismo e "peso" com aquele com que foi baptizada: Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo.

 

Mas concentremo-nos na voz, aquilo que lhe deu um lugar único na História. Tanto quanto se sabe, nunca uma voz humana chegou tão longe em extensão e timbre como a de Yma Sumac. Era um "contralto virago", uma anomalia vocal muito rara que, no caso dela, atingiu o máximo de alcance conhecido até hoje: cinco oitavas (!),  uma proeza inimaginável para qualquer cantora (uma boa voz lírica feminina atinge em média duas oitavas e meia; Maria Callas, por exemplo, orgulhava-se das suas três oitavas limpas).

 

A voz de Yma movia-se entre o barítono e o soprano ligeiro com uma facilidade espantosa. Gastou-a quase exclusivamente em mambos e outros sons do folclore andino, género em que podia exibi-la "de A a Z" como se de um número de circo se tratasse. Mas fez também brilharetes na ópera, dos quais o episódio mais conhecido é aquele em que arrasou com a Flauta Mágica de Mozart numa tournée por Itália, nos anos 50, época de ouro da sua carreira. Porque cantou bem? Claro, mas sobretudo porque não foi Pamina que escolheu interpretar. A sua voz foi emprestada... à própria flauta! Tudo isto por ter subido ao palco furiosa, depois de uma provocação de um crítico musical que a avisou, em tom jocoso, de que ela estava "no berço da ópera" e ali cantaria para connaisseurs, não para os leigos que a adulavam lá nas Américas...

 

Yma Sumac desapareceu de cena muito antes da sua morte. O mundo engole os seus ídolos a uma velocidade estonteante, e ainda mais quando são estranhos e pouco ortodoxos. O reinado de Yma não foi longo, nem como actriz nem como cantora. Mas foi intenso e raro, e por isso merece ser recordada. Ainda não houve quem suplantasse as proezas vocais de que a Imperatriz dos Andes era capaz.

 

 

(Yma Sumac - Pachamama)

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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Escultura

 

Quem disse que só Rodin esculpiu mãos

de maneira sublime?

 

(Fotografia de Rodrigues, em Serpa)

 

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

O avesso do avesso

 

O Sr. Trindade, mecânico bonacheirão e atencioso que a minha Mãe tratou, há muitos anos, de uma pneumonia grave, já descobriu quem eu sou. Desde que vivo em Sintra, acontece-me muitas vezes ser interpelada na rua por gente que a conheceu bem e a adorava.

 

Vê-me passar (de phones nos ouvidos e de ténis, apressada na minha caminhada matinal) e chama-me da porta do Café Ideal: "A menina não se lembra de mim, era muito pequenina... mas eu gostava muito da sua mãezinha. Foi ela que me salvou a vida. Olhe, gostava de lhe apresentar a minha esposa. Anda cá, Carmo."

 

Recebo dois beijos repenicados da cara mais simpática que tenho visto nos últimos tempos, dou-lhes dois dedos de conversa e despeço-me, recusando, com dificuldade, o bolinho tentador que me querem oferecer à viva força. Afasto-me sorrindo, e de repente dou-me conta do nonsense: acabei de conhecer o "negativo" da velha referência: A Carmo e O Trindade.

 

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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Ópera à sobremesa

(Verdi - La Traviata - Choeur des Bohémiens)

publicado por Ana Vidal às 22:23
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Sem palavras

Esta é a história de um fotógrafo fotografando outro fotógrafo. As imagens que se seguem foram feitas pelo holandês Hans van der Vorst, no Grand Canyon, Arizona. As palavras são do próprio. A identidade do segundo fotógrafo é desconhecida.

 

 

«Assim que o vi, não consegui tirar mais os olhos dele: estava completamente hipnotizado com aquele tipo, de pé sobre aquela rocha solitária no Grand Canyon.

O Grand Canyon, naquele sítio, tem 900 metros de profundidade. A rocha à direita está ligada ao Canyon e é "terra firme". Olhando extasiado para ele e para os seus chinelos, a sua máquina fotográfica e o seu tripé, eu fazia a mim próprio estas três perguntas:

1. Como raio é que ele trepou para ali?
2. Porque não fotografar o pôr-do-sol da rocha à sua direita, que é perfeitamente segura?
3. Como é que ele vai sair dali?

Quando o sol finalmente desapareceu no horizonte, ele arrumou calmamente o equipamento e, com uma única mão livre, preparou-se para o salto. Tudo isto durou cerca de 2 minutos. Neste ponto, o homem já tinha a total atenção da pequena multidão que ali estava, suspensa dos seus gestos.

 


 

Esse foi o "point of no return". Depois disso, saltou... 

 


 

Aqui vemos como a rocha adjacente é mais alta, pelo que ele tentou aterrar no degrau abaixo, claramente curto e inclinado, tentando usar a mão livre para agarrar-se à rocha. 

 


 

Chegámos ao fim da história.

Olhem com atenção para o homem: tem uma máquina fotográfica, um tripé e ainda um saco de plástico, tudo isto ao ombro e na mão esquerda.  Só a mão direita está livre para agarrar a rocha, e o peso do equipamento é um problema adicional.

Esta última fotografia foi tirada no preciso momento em que a mão e o pé direitos chegam à rocha, quase por milagre. Entre as duas rochas há um fosso de 900 metros!

Perante os nossos olhos incrédulos, o homem equilibrou-se, atirou o equipamento para cima, depois trepou para o degrau de cima e foi-se embora. Provavelmente para uma casa de banho, para trocar de calças... eu, pelo menos, tive que fazê-lo, e só estava a ver!»


(Nota: recebido por mail em inglês, e traduzido por mim)

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Expresso do Oriente

 

 

Tive ontem o privilégio de percorrer as salas do novíssimo Museu do Oriente ainda vazias de visitantes, com toda a calma, detendo-me naquilo que queria ver com mais atenção, sem preocupações de tempo. A grande azáfama de última hora, que antecede sempre o primeiro abrir de portas, não me incomodou. Horas depois seria a inauguração oficial, com toda a pompa e circunstância.

 

Dos tesouros que vi não falo aqui, porque seria fastidioso e inútil: o magnífico espólio da Fundação Oriente – à espera, há 20 anos, de instalações condignas para a sua exposição ao público – merece ser visitado e é para ser visto, não descrito.

 

Finalmente chegou a hora H, e foi o mega sucesso que se esperava: o “tout le monde” da política, da finança, da aristocracia, da cultura, da diplomacia, das artes… enfim, 700 pessoas engalanadas, acotovelando-se pelos corredores (sem um único banco onde pudessem sentar-se, sequer) e cumprindo penosamente o rigoroso protocolo a que as obrigava a presença de todos os altos dignitários da nação. Fugi, logo que pude, dessa provação. Mas ainda registei, de relance, alguns pormenores que o meu olhar captou no meio da feira de vaidades que é sempre um grande acontecimento social:

 

  1. O azar de uma senhora muito colunável da nossa praça, irrepreensivelmente vestida e penteada, mas com uma mola de cabeleireiro esquecida no alto da cabeça.
  2. A insólita presença de uma criança de pouco mais de um ano, ao colo da mãe, num mar de adultos vestidos a rigor.
  3. A omnipresença de mil cabeleiras loiras em movimento constante, saltitando por entre os grupos em todo o espaço disponível.
  4. A tremenda constipação de D. Duarte de Bragança, que se assoou ruidosamente durante todo o discurso do Presidente da República.
  5. As gargalhadas alvares de Joe Berardo (desta vez de fato escuro e camisa branca, mas sem gravata), que se ouviam de norte a sul e de oriente a ocidente, atravessando o sólido betão armado que é o orgulho da arquitectura do edifício dos anos 40.
  6. Os malabarismos que certo casal fez para chegar ao pé do comendador, a bajulação descarada em sorrisos e beijos lambidos, o ar de desprezo do reverenciado e o imediato corte de casaca, mal ele se afastou.
  7. Os inenarráveis sapatos de Maria de Belém Roseira, quase mais altos do que as suas pernas, mas que mesmo assim não conseguiam elevá-la acima da cintura dos outros convidados. O destino colocou-a, por ironia, ao lado de uma senhora com o problema inverso – Maria José Ritta – acentuando ainda mais as dificuldades de ambas. O mundo é injusto.
  8. O invejável “bronze” do casal presidencial.
  9. A extrema elegância e prumo de duas senhoras indianas, nos seus saris de gala, de seda bordada.
  10. O entra e sai nas grandes portas de vidro, para um cigarrinho desesperado, dos proscritos que ainda não conseguiram largar o vício.
  11. Os sorrisos cúmplices e conspirativos dos muitos banqueiros presentes, num entendimento sem palavras.
  12. Os inúmeros toques de telemóvel durante os discursos, numa sinfonia estranha e inconveniente. 
  13. Esta só soube hoje ao almoço, mas não resisto a acrescentá-la aqui porque é, verdadeiramente, a cereja no topo do bolo: o Presidente da Fundação Oriente e do Museu, Carlos Monjardino, ficou fechado num elevador durante 20 minutos, em plena festa...

Cheguei a casa morta de cansaço, mas ainda assim divertida com o espectáculo.

 

(A imagem foi tirada por mim, à revelia, durante a visita à exposição temporária de máscaras que está no piso térreo. Acho que tem tudo a ver com este texto…)

 

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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Happy Birthday



O Papa Bento XVI faz hoje anos, e comemorou-os nos Estados Unidos, onde está de visita.

Numa recepção pública e perante uma vasta plateia, uma maviosa voz feminina entoou o Happy Birthday to You (...dear Pope?) ao aniversariante, num gesto de boas-vindas inédito. E eu, mente perversa que irá direitinha para o inferno, não consegui deixar de lembrar-me de uma situação idêntica, em que a sugestiva e doce voz de Marilyn Monroe cantou os parabéns ao seu (dearest friend) President Kennedy...

Fui só eu, ou mais alguém reparou nisso? É que não quero ir sozinha...
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

O mundo a seus pés




Aqui fica o meu contributo para um tema que é caro a todos estes bloggers amigos, e também a mim. E afinal a quase todas nós, mulheres. Porque será que os sapatos são tão importantes para as mulheres? Muitas de nós somos Imeldas Marcos em potência, e só não lhe chegamos aos calcanhares (literalmente, no caso) por falta de verba adequada e de espaço nos armários. Problemas que ela, manifestamente, não tinha. Escolhi estas imagens pelo contraste entre si. Mas têm todas um denominador comum: a criatividade, aplicada a esses objectos míticos que trazemos nos pés e nos encantam como nenhuma outra peça de roupa. Gostava de saber se há razões históricas ou sociológicas para este fenómeno. Alguém quer dar uma achega?
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Good news!



Eu já simpatizava com a candidatura de Barak Obama, mas agora fico mesmo a torcer para que ele ganhe, ao saber desta notícia!
Depois da tragicomédia que têm sido os discursos de Bush durante os seus mandatos, acho que ninguém mais se habituará a palavras cinzentas na Casa Branca. E já agora, para variar, que passem a ter a qualidade inquestionável dos Monty Python...
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Aí vem mais um Código

«Londres, 20 Mar (Lusa) - Quase 700 anos depois da sua dissolução no Concílio de Vienne (França) em 1312, a lendária Ordem dos Cavaleiros Templários ressurgiu das trevas da História de uma forma insólita, com um enigmático anúncio num diário britânico.
Desde aquele concílio, os Templários pareciam ter-se esfumado da face da Terra até terça-feira, quando o diário The Daily Telegraph publicou um grande anúncio com um título chamativo: "A ANTIGA E NOBRE ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS".
O aviso, divulgado precisamente quando se cumpriam 694 anos da morte de Jacques de Molay, celebra a decisão que o Vaticano tomou no ano passado de divulgar o denominado "Folio de Chinon", um pergaminho descoberto em 2001 nos Arquivos Secretos do Vaticano.» (...)

(Ler o resto da notícia aqui)

Palpita-me que quem vai tirar partido de tudo isto é o Dan Brown. E também o nosso Rodrigues dos Santos, que já deve estar de malas feitas para os lados de Tomar, à cata de uma versão portuguesa com muito sexo, pelos corredores do Convento de Cristo e do Castelo de Almourol...
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Descubra as diferenças



É impressão minha ou o novo ministro da cultura é igualzinho ao marido da princesa Carolina do Mónaco? Experimentem vê-lo com um ar mais blasé e um copo na mão (sempre um copo na mão...) e digam-me lá se não tenho razão.
Espero é que as semelhanças se fiquem pelo físico...
(Dizem-me que eu tenho a mania das parecenças, e deve ser verdade)

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Ah, Tigre!!

Hoje de manhã, divertiu-me uma notícia insólita na televisão, a desviar atenções da novidade pardacenta da remodelação ministerial.
Na Azambuja, imagine-se, andaram tigres à solta! Acompanhei com a maior curiosidade - afinal de contas, sempre é a santa terrinha - a reportagem da SIC Notícias, em que uma jornalista ia descrevendo os acontecimentos in loco, com uma ansiedade compreensível, já que estava no próprio sítio onde se encontrava o último dos dois tigres fugidos do circo Chen, ainda à solta. Às tantas, a nervosíssima repórter - entre mirones, veterinários com tranquilizantes e domadores de circo - dizia esta estranha frase: "O animal encontra-se efectivamente naquilo que aparenta ser de facto uma quinta" (sic).
Humm... aquilo deixou-me intrigada. O que será um sítio que "efectivamente aparenta de facto" ser uma quinta, e não o é? Vi-me, de repente, transportada para uma inquietante twilight zone ribatejana. Depois de instalada a dúvida, todo o cenário se altera. Quem sabe, até, o animal à solta também "efectivamente aparentasse ser de facto um tigre", e não o fosse? Talvez fosse um gato, afinal. Na Azambuja, é bicho que não falta.
De circo, portanto, continuamos a estar bem servidos. O pão é que continua a faltar...

publicado por Ana Vidal às 10:53
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Sabes o que é um estereograma?


Desafiada por um amigo com a pergunta "Sabes o que é um estereograma?" embrenhei-me, intrigada, pelo estranho mundo do trompe l'oeil que reina aqui neste site. Lá estão os ditos estereogramas, para todos os gostos, provocando-nos com a seguinte frase sobre cada imagem: Stare at the picture below. Can you see the hidden image?
Obedientemente, fixei o quadro à minha frente, no écran do computador. Nada, nenhuma revelação. Mas eu tinha sido avisada: "Tens que esperar um bocadinho e ter paciência. Mas vale a pena, porque, quando conseguires ver, é um espectáculo!" Por isso me dispus a esperar, com os olhos presos às difusas manchas coloridas que teimavam em não se transformar em nenhuma espécie de hidden image. Esperei. Nada. Esperei mais, experimentando novas formas de olhar aquilo: de mais longe, de mais perto, fixando os olhos no centro do rectângulo, nos cantos, semicerrando os olhos, etc. Nada. Tentei quase todos os estereogramas (há uma longa lista à escolha, de todas as cores e com vários temas). Nada. Só manchas, às vezes com um ou outro boneco irritante a um dos cantos ou uma fila de figurinhas em baixo ou em cima, e um emaranhado de teias de aranha no meio.
Já exasperada, fui procurar explicações para a minha cegueira funcional quanto a estereogramas. E encontrei-as, para minha frustração: "Pessoas com problemas de convergência ocular não conseguem ver as imagens". Lembrei-me do meu saudoso oftalmologista e amigo da minha mãe, o querido Dr. Sousa e Faro (era igual ao actor David Niven, a ponto de lhe pedirem autógrafos, na rua), que me diagnosticou esse problema desde muito cedo: "A miúda tem um problema de focagem, nada de especial. Isto corrige-se, com paciência e uns óculos apropriados". Ora eu nunca tive paciência para tratamentos nem quis usar os tais óculos, por isso continuo a ter o mesmíssimo problema de convergência, que nunca me atrapalhou a vida e apenas me impede de centrar devidamente figuras e objectos no campo visual (por exemplo em fotografias, quando me sai, na revelação, a pessoa que estava ao lado da que queria fotografar...).
Tudo isto para te dizer, P., que agradeço a dica mas nunca cheguei à sensação fantástica que me descreveste. Os céus ou os meus genes presentearam-me com um ouvido absoluto mas, em compensação, negaram-me os prazeres ópticos dos estereogramas. Paciência. Se eu quiser ver imagens que não estão ao alcance dos meus olhos, tenho uma boa solução: fecho-os e recorro à imaginação e ao sonho, que, felizmente, nunca me faltaram. Costumo dizer que, se fechar os olhos, até o mar vejo.
Mas deixo aqui a dica, para todos os que têm olhos normais. Vão lá espreitar e digam-me o que acharam, está bem? Só para me fazer inveja. Aproveitem...
Nota: O estereograma acima chama-se "Horse". A quem descobrir um cavalo no meio deste caos de minhocas, desejo um belo e orgástico momento.

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publicado por Ana Vidal às 19:29
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

De Madrid

Madrid continua a mesma cidade imparável de sempre.
Cheguei ao hotel há pouco, de um evento onde estavam cerca de 600 pessoas, num belo palacete neoclássico que pertence ao consulado italiano. E muitas dessas pessoas seguiram para mais "unas copas", por aí.
Por lá as "copas" não faltaram, nem o luxo de um cocktail em que ficámos todos mais do que jantados. O núcleo duro da empresa que organizou o evento esteve hoje a trabalhar toda a tarde a uma velocidade alucinante, para assegurar o êxito que todos testemunhámos. Mais: sei que combinaram um pequeno almoço de trabalho para amanhã, às nove e meia da manhã, uma reunião de balanço do dia de hoje e para delinear estratégias futuras. Assim mesmo: um desayuno a um sábado, bem cedo, depois de uma festa de arromba.
Mas, pasme-se: foi esse mesmo grupo, apesar de tudo isto, o principal impulsionador da ideia de partir dali para "la noche". Fantásticos hermanos nuestros, que têm um fôlego de se lhes tirar o chapéu!
Uma amostra da música que me acompanhou na viagem de volta: o velho álbum Fisica y Quimica, de Joaquin Sabina.

(Joaquin Sabina - A La Orilla De La Chimenea)
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

He's back, ladies!


Aí está ele de novo, numa nova série de episódios (a 4ª, para já).
Por enquanto só na Fox, às segundas feiras à noite.
Por mim, já tenho lugar cativo. Na primeira fila, claro.
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Miss Saudade


A revista on-line alemã "KulturAustausch" promoveu um curioso concurso para eleger a palavra mais bonita do mundo. A votação foi entregue aos leitores, mas desconheço os critérios que presidiram à eleição. A fonética? O significado? Não faço ideia. Mas acho a ideia original e por isso a divulgo aqui.
Yakamoz, uma palavra turca (olá, Istambul!) que significa "o reflexo da lua na água", foi a grande vencedora. Em segundo lugar ficou Hu lu, a palavra chinesa para "ressonar" (?!) e em terceiro Volongoto, que quer dizer "caótico". A nossa Saudade (considerada intraduzível, curiosamente), ao que parece ficou em 6º lugar - uma honrosa classificação, sobretudo se tivermos em conta que cerca de 2.500 pessoas, de 58 países, a escolheram antes de milhões de outras.
Gostei deste concurso de beleza, entre palavras. Parabéns à nossa Miss Saudade.
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publicado por Ana Vidal às 20:50
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Chávez em Paris

Tais toi, si tu aimes ta tête!!
(Agressivo, o rei de Espanha? Bah...)
Nota: Fotografia recebida do MT, " fornecedor" habitual deste blog.
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publicado por Ana Vidal às 21:15
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

PPPPPPreciosidades, PPPPPPatetices


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos.

Partindo para Portofino, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pisa. Pernoitando, prosseguiu para Palermo, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para pai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.

Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... - Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém pai Procópio partira para província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para pai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pesaroso, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.

Porém, pai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Plácido pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Pai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!

Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pescaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pescaram peixe pesado. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.

Pisando por pedras pontiagudas, pai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.

Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.

Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...

Permitam-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.

Pensei. Pronto: Pararei!
(Nota: Recebi este texto por e-mail e achei-lhe piada. Aqui fica, como mera curiosidade linguística)
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publicado por Ana Vidal às 23:46
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

O mundo é composto de mudança




Para satisfazer curiosidades, é para aqui que vou. A casa não é nova (tem mais de um século), mas... não, não é nenhuma das que estão nas fotografias de cima.

publicado por Ana Vidal às 20:30
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Something in the way they sing

Curiosidade de Domingo (já quase segunda-feira...): o videoclip de SOMETHING, uma das músicas dos Beatles de que eu mais gosto. Encontrado nesta fã incondicional dos 4 magníficos.
Boa semana!

publicado por Ana Vidal às 23:45
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Ementa de luxo


Quando Oscar Wilde contou à escritora Ada Leverson que havia um membro da ralé parisiense que andava a persegui-lo com uma faca na mão, ela respondeu-lhe: "Humm, aposto que ele tinha um garfo na outra!".
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publicado por Ana Vidal às 11:34
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Puerta di Wind

Hoje é domingo, dia de ócio por excelência. E também de fazer coisas fúteis para encher o tempo. Talvez por isso, lembrei-me de um exercício que me diverte pelo absurdo: usar o tradutor Google que instalei neste blogue, para saber o que lê aqui quem não fala português. Porque "que los hay, los hay". Já tenho recebido mails de estrangeiros comentando o que lêm, dando sugestões, criticando, etc. E é aí, exactamente, que está o problema: no que eles lêm, auxiliados por esta ferramenta perversa e delirante, que distorce tudo e pensa por mim, alterando o sentido daquilo que escrevo.
Vou mostrar-vos. Pego num parágrafo qualquer (por exemplo, o primeiro do post anterior) e traduzo-o para 4 línguas: francês, espanhol, italiano e inglês. Vejam o resultado. Depois disto, nem me atrevo a adivinhar o que acontece com línguas mais distantes da nossa, como o chinês, o sueco ou o árabe.
Nota: Tomei a liberdade (como dizia o Ambrósio à Mme Ferrero Rocher) de salientar as partes mais cómicas das traduções. Reparem, para começar, na tradução sempre criativa de um título simples - De A a Z)
1. Francês (frenchman, como chama o tradutor à língua de Molière) - De à Z

Si j'avais qu'il apprendra toutes les leçons de vie dans une heure et demie, ainsi que dans une espèce de cours intensif et désespéré, choisirait probablement le film « Ryan's daughter », de David Lean. Il est là tout : le Bien, le Mal et tout ce qui a in between, montrés d'une manière il sublime.

(Apesar do título e dos erros de construção, pas mal. É bastante legível.)

 

2. Espanhol (spaniard, para o Google) - De un Z

 

Si tuviera eso para aprender todos los lições de la vida sobre una hora y media, tan bien como en una especie del curso intensivo y desesperado, elegiría probablemente la película elRyan a la hija”, de la inclinación de David. Es todo allí: el bueno, el mal y todo qué tiene entre, demostrado en una manera de la sublimación.
(A melhor, aqui, é a "inclinación de David". Para que lado se inclinará o David, na terra de nuestros hermanos?)
3. Italiano - Di una Z
Se avessi quello per imparare tutti i lições di vita in un'ora e calza, come pure in una specie di corso intenso e disperato, sceglierei probabilmente la pellicola “il Ryan alla figlia„, della magra di David. È tutto là: il buon, malvagità e tutto che cosa ha fra, indicato in un senso di sublimazione.
(Além da pérola "della magra di David", um verdadeiro mistério de identidade, a deliciosa "un'ora e calza". Como a fotografia que acompanha o texto é de umas botas, talvez o Google se tenha inspirado nela)
4. Inglês (a jóia da coroa, já que é a língua-mãe do Google) - Of a Z
If I had that to learn all the lições of life in one hour and stocking, as well as in a species of intensive and desperate course, I would choose probably the film “Ryan's to daughter”, of David Lean. It is everything there: the Good, the Evil and everything what it has in between, shown in a sublime way.
(Neste caso, acrescento à brincadeira a citação de David Lean, para verem como este tradutor endiabrado não reconhece a sua própria língua e consegue dar-lhe a volta):
"My distinguishing talent is the ability you put people to under the microscope, perhaps you go one or two layers to farther down than adds to other directors. I've just begun you dare you think I perhaps am the bit of an artist. “

(Outra vez as meias. "One hour and stocking" será um espaço de tempo razoável para aprender lições of life? E vejam como é espantoso como o próprio inglês se auto-destrói, no título do filme.)
Por último, só uma gracinha. Pode estar cheia de erros, mas é uma escrita linda:
لكلّ إيمبرر تثتّي إي ليس دي فيتا في أون'ورا و كلزا, يأكل هو صافية داخل يتلاقى سبس دي كرس شديدة وديسبرتو, أنا إرادة سغليري بروببيلمنت هناك بلّيكلا "إيل فيغرن ألّا„, دلّا دي هزيلة دايفيد. تثتّو ل: إيليخيط بوون, ملفجت و تثتّو ش ها فرا, إينديكتو داخل منظّمة الأمم المتّحدة إحساس دي سوبليمزيون

E é assim este mundo misterioso das traduções do Google. Mas não é tudo mau: no fim de cada página traduzida existe, muito humildemente, um mea culpa que lhe fica bem. Diz isto:

 

"This is a computer translation of the original webpage. It is provided for general information only and should not be regarded as complete nor accurate."

Vá lá... Tirando o fétiche das meias, o tradutor até tem a noção das suas limitações.
 
 
publicado por Ana Vidal às 11:06
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

10.000

Em 6 meses, 10.000 visitantes passaram por esta Porta do Vento.
Quem diria?
publicado por Ana Vidal às 20:05
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Galináceos


Uma preocupante escassez de galinhas portuguesas foi notícia no DN, há poucos dias. Parece que, tal como aconteceu com os médicos, vamos ter que ir buscá-las a Espanha.
Francamente, não vejo razão para aflições, e acho mesmo que as estatísticas devem estar erradas: galinhas é coisa que não falta por cá, a avaliar pelos cacarejos imbecis que ouvimos todos os dias. Galos de poleiro também temos bastantes, por isso a produção de frangos e galarotes está assegurada, pelo menos para já.
E viva a "ovolução" da espécie!

publicado por Ana Vidal às 01:51
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Domingo, 28 de Outubro de 2007

Da utilidade dos varões

Nada de ideias no Metro, à noite, minhas senhoras ...

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publicado por Ana Vidal às 19:09
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Famosos imbecis

"É preciso uma boa dose de imbecilidade para querer ser famoso"
Esta frase, de grande efeito dramático, foi dita por Miguel Sousa Tavares ao DN Online, numa entrevista recente a propósito do lançamento do seu segundo romance, Rio das Flores. O qual, by the way, teve uma notável 1ª tiragem de 100.000 exemplares!!
Então, Miguel, que mau feitio é esse? Sejamos honestos: será que tem alguma dúvida de que os seus livros não se venderiam como pãezinhos quentes, se você não fosse... famoso????

Eu, então, acho que basta uma boa dose de desconhecimento daquilo que é a fama, e mais outra boa dose de ambição, para se querer ser famoso.

E não é por aí, afinal, que começam quase todos os famosos?
Nota: Vale a pena ler o resto da entrevista.
publicado por Ana Vidal às 11:45
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Beleza masculina


A propósito das belezas masculinas que têm invadido este e outros blogs, aqui ficam alguns conselhos úteis para os que consideram ter menos atributos. Como vêm, toga e unhas limpas, nariz sem pelos e um cheirinho simpático, e as hipóteses são as mesmas para todos. Mas muita atenção à ferrugem nas fivelas!
"Mas não tenhas gosto em frisar com ferro o teu cabelo, nem rapes, com a aspereza da pedra pomes, as pernas; deixa que façam isso aqueles por quem a mãe Cibeleia é celebrada ao som de cantos ululantes.

Uma beleza desarranjada é o que fica bem aos homens.

A filha de Minos, Teseu a levou, sem ter a cabeça enfeitada com qualquer gancho; Hipólito, Fedra perdeu-se de amores por ele, e ele não era lá muito elegante; paixão de uma deusa foi Adónis, afeiçoado aos bosques.

É a limpeza que deve dar prazer, revele o corpo a pele tisnada no Campo de Marte; esteja a toga apresentável e sem nódoas; não deve usar-se calçado ressequido e não haja ferrugem nas fivelas, nem ande o pé a nadar, desengonçado, em pele largueirona, nem dê mau aspecto a cabelos enrijecidos um corte mal feito; sejam cabelo e barba aparados por mão firme; as unhas não devem dar nas vistas de compridas e devem estar limpas, e no nariz não deve haver qualquer pelo; não saia mau hálito de uma boca malcheirosa, nem atinja o nariz dos outros o fedor do macho e do pai do rebanho.

Quanto ao resto, deixa-o por conta das mulheres dadas ao prazer ou de qualquer homem que tenha o vício de possuir outro homem."
Ovídio, in A arte de amar

publicado por Ana Vidal às 20:01
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Nada na manga, tudo na cave


Autoridades apreendem 2 milhões de dólares na casa de David Copperfield. Agentes do FBI apreenderam quase 2 milhões de dólares em dinheiro vivo num depósito em Los Angeles, pertencentes ao ilusionista David Copperfield. As autoridades já iniciaram as devidas investigações.
Na rusga, os agentes confiscaram ainda o disco rígido de um computador e um chip de memória de camaras digitais. «Fomos informados de que há uma investigação em curso, estamos em contacto com os investigadores e respeitamos o sigilo», afirmou à Reuters o advogado de Copperfield.
Copperfield, 51 anos, cujo nome real é David Kotkin, é famoso por truques como fazer desaparecer a Estátua da Liberdade e atravessar a Grande Muralha da China.
Fonte: SOL/Reuters
É sempre bom saber uns truques.
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publicado por Ana Vidal às 21:44
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Domingo, 14 de Outubro de 2007

Futebol poético


Hoje o meu dia amanheceu com poesia. Futebolística.
O comentador desportivo da televisão debitava estas pérolas de sensibilidade poética, verdadeiras trouvailles dignas de um clássico: "Mas a bola negou-lhe o intento, e preferiu o ferro", ou " Na segunda parte, o dois a zero ainda pairava no ar", ou ainda "Surgiu da bruma do meio-campo, imparável".
Estas foram só algumas, as que consegui fixar. Escrevo-as aqui para memória futura, ou para fazer um brilharete com elas quando quiser escrever um poema. Qual Rimbaud, qual quê!...
publicado por Ana Vidal às 12:37
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Alfredo Keil e a República

«No centenário da sua morte, surgem a lume algumas verdades: que Alfredo Keil nunca foi republicano, que não era um pintor sofrível e antes de grande qualidade, um músico elegante e empenhado e que A Portuguesa foi um acaso, um feliz acaso mas um acaso!»
Notícia da Lusa, que acrescenta:
«Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, cujo centenário da morte se completa quinta-feira, foi um "homem genuíno do século XIX, pela sua formação cultural", afirmou à Lusa a historiadora Ana Xavier, uma estudiosa da sua obra. "Ele fez todo o percurso de uma figura genuína do século XIX, nomeadamente a viagem que encetou pelas principais cidades europeias, além da sua formação", disse a investigadora.
Alfredo Keil foi "um homem programático, que sabia o queria e que, curiosamente, se torna conhecido por algo que não programou, por um impulso, levado pela reacção nacionalista ao Ultimato inglês [1870]", sublinhou Ana Xavier. "A Portuguesa" foi "absorvida pela República, sem Keil nada ter feito por isso, tanto mais que não há um único elemento que nos indique qualquer referência republicana em si". "A Portuguesa", que rapidamente se tornou popular, foi adoptada como hino nacional em 1911.
Além de "A Portuguesa", Keil foi autor de várias polcas, valsas, peças para piano além de óperas, de que "A serrana" é a mais conhecida, havendo outras que nunca foram levadas à cena no século XX como "Irene" e "Dona Branca". (...) Para o maestro João Paulo Santos, que em 2002 levou à cena "A Serrana" no São Carlos, Alfredo Keil é um compositor que "procurou um idioma nacional para a música".
Mas a par da composição, Alfredo Keil "foi um pintor compulsivo e apaixonado" tendo-se inspirado muito nas paisagens da zona de Sintra, onde tinha casa. Estudou pintura em Munique e Nuremberga e mais tarde em Lisboa. Expôs pela primeira vez em 1875, tendo recebido duas medalhas de bronze. Concorreu à Exposição Universal de Paris de 1878, onde obtém uma Menção Honrosa, e no ano seguinte recebe uma medalha de ouro na exposição do Rio de Janeiro. Em 1890 expõe em Madrid, sendo condecorado com a Ordem de Carlos III. Era um pintor bem aceite na sua época e vivia essencialmente da pintura, embora tivesse fortuna familiar. Em 1890 abre uma galeria em sua casa, que se situava no número 77 da Avenida da Liberdade em Lisboa. "Vendeu quase tudo" e o próprio Rei D. Luís comprou algumas telas para a sua galeria no Palácio da Ajuda, segundo João Paulo Santos. O pintor e compositor oferecerá aliás ao monarca o primeiro volume das suas obras musicais, editado pela Neuparth. (...)
Keil, que começou a pintar aos 14 anos, traz uma técnica diferente e isso mesmo lhe nota o crítico de arte António Enes, aquando de uma das suas exposições. A crítica de arte relativamente a Keil foi sempre "exacerbada", diz António Rodrigues, referindo que o Grupo Leão, dominado por Silva Porto, "preferiu antes ignorar Keil, pelas suas origens românticas". "Podendo ter sido um diletante, até porque era originário de uma família abastada que fez empréstimos à Coroa, o pintor foi essencialmente um artista empenhado na sua sociedade, um incansável trabalhador que com afinco tanto se aplicou na música como na pintura", frisa António Rodrigues, sendo esta opinião partilhada por João Paulo Santos e Ana Xavier. (...)
Uma outra faceta desconhecida de Alfredo Keil é a de coleccionador e museólogo em termos profissionais, tendo chegado a organizar um museu de instrumentos musicais que no final da vida foi disperso. Parte deste espólio integra actualmente o Museu da Música, ao Alto dos Moinhos, em Lisboa. "Além de vários instrumentos, alguns fazendo parte da exposição ao público, há no Museu também várias partituras suas", disse à Lusa fonte da instituição. Esse museu, cujo catálogo foi escrito por Keil, reunia 400 objectos da Europa, África e Ásia. »
Lisboa, 02 Out (Lusa) - excerto
publicado por Ana Vidal às 18:14
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Turning point


Há 50 anos, uma esfera metálica rumou em direcção ao cosmos e ao mais ousado sonho da humanidade.

E nunca mais nada foi igual.

Há 50 anos, a net era uma utopia.
publicado por Ana Vidal às 11:02
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Quem quer ser normal, se pode ser genial?


Já percebo porque é que tanta gente hoje em dia gosta de se dizer bipolar, mesmo sem saber muito bem o que isso é: a genialidade é um adereço que fica sempre bem ao tom de pele.
O antigo nome da doença - perturbação maníaco-depressiva - não era tão apelativo, convenhamos. Mas ser bipolar é, para muitos, sinónimo de ser artista.
É claro que não é bem assim: não é verdade que todos os artistas sejam bipolares, e muito menos que todos os bipolares sejam artistas. Ilusões.
Leiam aqui:

Edgar Allan Poe, Lord Byron, Van Gogh e Virgínia Wolf são alguns dos artistas bipolares "marcados pela genialidade e pela loucura" referidos em "Tocados pelo Fogo", um livro da psiquiatra norte-americana Kay Redfield Jamison, hoje apresentado.
"As pessoas com uma vida mais agitada e temperamental, com relações afectivas muito intensas, são mais predispostas para a arte", afirma o psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, que acrescenta que "a arte pode funcionar como uma reparação do equilíbrio perdido em consequência das variações de humor", característica da doença bipolar.

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publicado por Ana Vidal às 22:29
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Espíritos simpáticos

«387. A simpatia tem sempre por motivo um conhecimento anterior?

- Não; dois espíritos que tenham afinidades procuram-se naturalmente, sem que se hajam conhecido como encarnados.
388. Os encontros que se dão algumas vezes entre certas pessoas, e que se atribuem ao acaso, não serão o efeito de uma espécie de relações simpáticas?
- Há, entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis. O magnetismo é a bússola dessa ciência, que um dia compreendereis melhor.
389. De onde vem a atracção instintiva que se experimenta por certas pessoas, à primeira vista?
- Espíritos simpáticos, que se percebem e se reconhecem, muito antes de se falarem.»

(in 'O livro dos Espíritos', Cap.7)


Simpática, esta ideia dos Espíritos Simpáticos.
E talvez explique algumas "coincidências" que todos nós experimentamos às vezes.
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publicado por Ana Vidal às 23:07
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Cafeitona

Quem disse que os alentejanos só gostam de dormir?

No SOL, acabei de ler a mais extraordinária das notícias: nesta era em que a transgenia está na ordem do dia, o Alentejo faz questão de não ficar na cauda da Europa. Sabendo que há que acompanhar os tempos com criatividade e inovação, mas ao mesmo tempo manter a identidade e a cultura que distingue cada região, Campo Maior agigantou-se no ranking mundial e criou uma azeitona com sabor a café (!!!!). Será que vão chamar-lhe Cafeitona?

Não, não é brincadeira. A experiência foi feita e os seus autores vão comercializar o resultado a curto prazo, inundando os mercados com este original produto da região, que acreditam vir a ser um grande sucesso. Por mim, duvido muito. Pergunto-me para que servirá uma azeitona a saber a café: para tomar no fim das refeições? Para juntar ao leite do pequeno-almoço? Mas tenho algumas outras sugestões para estes génios alentejanos, caso me engane:

  1. Salmoriço - chouriço com sabor a salmão.
  2. Lagostigas - migas com sabor a lagosta.
  3. Sushiada - feijoada com sabor a sushi.
  4. Sorbecinho - toucinho com sabor a sorbet.
  5. Sericanga - sericaia com sabor a manga.

Tudo isto, claro, regado com um bom Gintol - um gin tónico com sabor a tintol.

E viva a criatividade à portuguesa!

publicado por Ana Vidal às 18:43
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Nobre linhagem


A Folha Online (Brasil) tem uma interessante colecção que consiste numa série de pequenos livros que abrangem as mais diversas áreas do conhecimento, distribuídas por 73 temas que vão da filosofia à música, da literatura à gastronomia, da moda às novas tecnologias, e por aí fora. Cada um aborda, de forma resumida e em linguagem acessível, o que de mais importante se sabe hoje sobre cada um desses assuntos. A colecção tem o nome de "Folha Explica" e é um útil instrumento de consulta e de pesquisa.
Saliento, a título de exemplo e na secção de Literatura, o volume dedicado ao escritor Graciliano Ramos, sob a responsabilidade de Wander Melo Miranda (professor titular de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais e supervisor do projecto de reedição da obra completa do autor). O primeiro capítulo pode ser lido na página de apresentação do livro, aqui.
Dono de um estilo contundente e directo, Graciliano Ramos é um dos mais importantes autores da literatura brasileira. O escritor reafirma de modo inconfundível em toda a sua obra, cujo interesse estético é inseparável do comprometimento ético, o vínculo entre a literatura e a vida. A leitura dos seus livros recomenda-se a todos os que têm interesse em entender o Brasil e a sua história.
Nota: Para além do seu inquestionável valor, a minha escolha de Graciliano Ramos como exemplo desta colecção não foi completamente inocente. É que o seu neto Ricardo Ramos Filho, o mais recente herdeiro de uma linhagem não interrompida de escritores, é o bloguista Lord Broken-Pottery, meu amigo e habitual comentador da Porta do Vento. Aqui fica a homenagem merecida, milord!
publicado por Ana Vidal às 16:17
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Vende-se uma ilha


Nas Canárias há uma pequena ilha à venda, de seu nome Montaña Clara. Fica perto de Lanzarote, e os seus donos (uma única família, porque a ilha é propriedade privada) pedem, pelos 2,7 milhões de metros quadrados, 9 milhões de euros.
O assunto tem levantado grande polémica, porque o estado espanhol pretende expropriar a ilha e fazer dela um parque natural. Os proprietários não se conformam com a decisão, mesmo sabendo que não será fácil vendê-la por um valor tão alto, uma vez que nenhuma construção é permitida lá.
Entre os comentários que encontrei num forum sobre este tema, destaco estes:
" Seguro que EE.UU la invade con la excusa de que hay armas de destrucción masiva....."

" Si la comprara un catalan y funda la republica de catalunya?"

" A ver cuando comienzan a expropiar las dentaduras de nuestros antepasados."

" Sabeis que los Estados Unidos compraron Alaska y que habia mucha gente que pensaba que era una locura comprar una gran extension de terreno que solo sirve para que vivan las focas? Hoy es su principal reserva de petroleo."

" 9 millones de euros, y no te dejan siquiera hacer una casa???????????????"
Lembrei-me de que talvez José Saramago, vizinho ilustre, queira comprá-la para fazer dela a capital da Ibéria...
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publicado por Ana Vidal às 20:58
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Lua - 1, Marte - 0


Sinto-me roubada. Estavam prometidas duas luas para hoje e só vejo uma no céu. Linda, redonda e brilhante, mas só uma. Misteriosa, mas só uma. Perturbadora de tão cheia, mas só uma. A sussurrar-me inconfessáveis ousadias, mas só uma.
Há mais de um mês que me chegavam e-mails a recomendar que não perdesse o espectáculo, porque não voltaria a vê-lo, nunca mais, na minha vida (a não ser, claro, que ainda me mude para o Tibete e as autoridades chinesas me autorizem uma reencarnaçãozinha).

Em boa verdade, a segunda lua prometida não era bem uma lua, era Marte. O que tornaria tudo ainda mais interessante: os dois símbolos do feminino e do masculino, reinando nos céus em uníssono e em plena igualdade. Mas nada feito. Os homens não querem nada com mistérios, e por isso Marte não se dignou aparecer. A noite de lua cheia - essa mágica noite que só nós, mulheres, entendemos - continua feminina. Como sempre.
publicado por Ana Vidal às 00:06
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

A bem da decência


Como as coisas mudam!
Esta é uma fotografia de uma cena comum nas praias dos EUA, cerca de 1922. A lei não permitia que a altura das saias dos fatos de banho fosse superior a 15 cm acima do joelho.
Nesta fotografia, um fiscal zela para que a lei seja cumprida. Caso contrário, as sereias seriam multadas por desobediência e teriam que sair da praia.

Nota: "Roubado" hoje no Blog da Sabedoria, do JG.


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publicado por Ana Vidal às 02:03
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Domingo, 19 de Agosto de 2007

Evolução


As revistas Cosmopolitan e Men's Health publicaram recentemente um estudo sobre Amor e Sexo, feito num universo de mais de 40 mil pessoas de todas as idades e dos seguintes países: Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda, E.U.A., Brasil, México, Filipinas, China, Ucrânia e Sérvia.

Uma lista de perguntas visava definir o(a) parceiro(a) ideal, tendo como base que se tratava de parceiros para um relacionamento, e não de parceiros ocasionais e inconsequentes. As principais conclusões são agradavelmente surpreendentes, sobretudo se tivermos em conta a quantidade de latinos envolvidos no estudo:

1. Os homens preferem, claramente, as mulheres inteligentes às bonitas.
2. As mulheres preferem homens com sentido de humor a exemplares bons na cama.
3. Apesar disto, as mulheres querem e precisam mais de sexo do que os homens.
4. Todos os inquiridos (de ambos os sexos), querem sobretudo alguém que os faça sentir únicos.
5. Todos, ainda (de novo em ambos os sexos) procuram parceiros que cuidem da sua imagem, mas sem exageros.

Ou seja, parece que a aparência (aparentemente (!)) deixou mesmo de ser uma questão central, e a sua importância raramente ultrapassa as primeiras impressões. Longe vão os tempos em que as mulheres suspiravam por uma virilidade explícita e incontestável, feita de estereótipos ancestrais que envolviam o poder e as proezas físicas. Mas também depressa se esgotou a novidade dos dúbios conceitos de metrosexualidade, surgidos recentemente. Por outro lado, a absoluta hegemonia da beleza também já passou à história, nas prioridades dos homens.

Resumindo, ninguém quer narcisos fúteis, gente centrada em si própria e alheia ao mundo que a rodeia. Ninguém já quer Barbies ou Kens. A humanidade sempre vai evoluindo, afinal de contas.
Devagar, mas vai.
publicado por Ana Vidal às 15:31
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Sábado, 4 de Agosto de 2007

Quedas

Os jornais trazem-nos a notícia de que Mijail Gorbachov é uma das mais recentes estrelas da campanha publicitária da marca Luis Vuitton. O cenário escolhido (pelo próprio, ao que parece) foi o muro de Berlim, ao longo do qual se passeia numa limusine, tendo ao lado um dos mais desejados e imitados acessórios de viagem de todos os tempos - um clássico saco de viagem Vuitton. Consta que Gorby teve que ser convencido a dar a cara por esta marca, e que elegeu o muro de Berlim como fundo, por se orgulhar de ter sido um dos principais artífices da sua queda.
Depois de Gorbachov, Catherine Deneuve e o casal André Agassi-Steffi Graf, a Vuitton está já a pensar em novas personalidades para a sua bem sucedida campanha, e pensa endereçar um convite a Bill Clinton. Não se sabe qual será o cenário escolhido por este, mas tenho uma sugestão: o vestido azul de Mónica Lewinsky, que ele também fez cair com tanto estrondo.
publicado por Ana Vidal às 15:25
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Diamonds are a girl's best friends

A fazer fé nos astrónomos Travis Metcalfe, Christine Pulliam e Ruth Bazinet, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, foi encontrado um diamante com uma classificação intraduzível (pelo menos por mim): "10 billiontrillion trillion carats"!!!!! A cósmica preciosidade é, nada mais nada menos, do que o núcleo, de carbono puro, de uma estrela anã branca.
Depois desta descoberta, mesmo sabendo que vai pesar-me um bocadinho no dedo, não aceito nada menos do que isto. Lamento, sou exigente.
Aposto que quem já deve estar a pensar comprar o diamantezinho é a nossa amiga Liz Taylor...

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(Marilyn Monroe - Diamonds are a girl's best friends)
publicado por Ana Vidal às 23:55
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brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
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palavras ao vento


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“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

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