Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Destaques

 

- Para o Walter-Ego, o blog da minha querida e talentosa amiga Rita Vasconcellos, que, com pouco mais de um mês de vida, é também o Blog da semana do Pedro Rolo Duarte. O traço é forte e personalizado, o tom é quase sempre de bom humor.

 


- Para o Quo Vadis, Salazar?, um Caderno de Viagens de outro amigo talentoso, o globetrotter Tiago Salazar. É uma visita que aconselho a todos, mas ainda mais a quem, como eu, gosta de viajar. Deliciosas crónicas sobre locais inesperados e uma visão muito própria do mundo. A seguir com atenção.

 

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publicado por Ana Vidal às 15:00
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Disparates do Statcounter...

 

ventos famosos

os que levantaram a saia da Marilyn!  


livor o'que seta a com tecendo conmigo

não sei, mas é alguma coisa de muuuuuito grave.

 

posso tomar o victan com a pilula

pode, claro, mas os resultados são duvidosos. um dos dois não vai fazer-lhe grande falta...

 

eu quero um jogo que raspa o desenho e depois imita nas maesmas cores para pintar

e eu quero um castelo no Loire, mas também não mo dão. a vida é injusta. 

 

vendo ilha 

ah, sim? eu, vendo as horas a passar...

 

anedota orgasmo do homem 

vá lá, amiga, não seja vingativa… nem sempre são uma anedota!

 

venda de pintos e galináceos

há ali um amigo que vende ilhas... que tal montarem uma barraquinha juntos? 

 

homens em tragicos de praia

ficam cómicos? 

 

analise so sei que nada sei  

analise você, amigo… eu sobre isso nada sei. 

 

poesias pré socráticas

prefiro esperar pelas pós socráticas, e fazer figas.

 

1,2,3,4,5,6,7 viva!   

pronto, pronto… já passou. agora vá dormir, vá… 

 

houvir musica portuguesa de graça 

é quase tão bom como saber escrever sem erros!

 

eu não soube como existir na frente de um homem  

experimente pôr-se atrás dele, quem sabe...

 

como apimentar a vidal de casal

ponha malaguetas, pó de caril, tabasco, sei lá… onde? ora, onde a vida de casal lhe parecer mais sensaborona.

 

mamoplastia no Vale do Aço?

não me parece… deve ser em Silicon Valley.

 

23 horas de sol na Suécia

prefiro uma só de sol em Portugal.

 

perfil deusa grega estilo cometa

não estará a confundir mitologia com astronomia?

 

perante a justiça estou solteira outra vez

e perante o espelho, como está isso?

 

o'que dar de presente para uma senhora do amigo da onça

ora bem, deixe-me ver se entendi... não, não entendi. desisto.

 

bipolar pode ser normal?

pode até ser binormal.

 

traduzir presunto a milanesa

traduza-o com umas azeitonas e um copo de tinto, vai ver a tradução catita que sai daí.

 

como fazer bordado ruço 

é fácil, mas tem de ser com uma agulha muito agussada.

 

adivinha muitas meninas numa casa qualquer todas a chorar para a mesma banda

o big brother?

 

salsicha ou vidente

hoje pode ser salsicha. os videntes não me têm parecido muito frescos, ultimamente.

 

está artindo ara a eternidad

az à ua alm. 

 

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publicado por Ana Vidal às 23:45
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Alice no país das maravilhas

 

A poeta e letrista brasileira - e minha querida amiga -  Alice Ruiz, rendeu-se finalmente ao mundo dos blogues. É este o novíssimo endereço de Alice, para "visitas, sugestões, comentários, palpites e críticas", como ela própria anuncia. Não se admirem da lentidão das entradas e comentários, Alice ainda está a "engatinhar" neste universo. Mas, se bem a conheço, bem depressa passará de caracol a gazela.

 

Bem-vinda à blogosfera, amiga.

 

Deixo aqui dois aperitivos da sua arte poética, na forma de um poema (que está na minha antologia A Poesia é para Comer) e de um delicioso haikai, modalidade em que é mestra consagrada:

 

I.

 

SEM RECEITA*

 

Primeiro, lenta e precisamente,

arranca-se a pele

esse limite com a matéria.

Mas a das asas melhor deixar

pois se agarra à carne

como se ainda fossem voar.

As coxas, soltas e firmes,

devem ser abertas

e abertas vão estar

e o peito nu

com sua carne branca

nem deve lembrar

a proximidade do coração.

Esse não.

Quem pode saber

como se tempera um coração?

 

Limpa-se as vísceras,

reserva-se os miúdos

para acompanhar.

Escolhe-se as ervas,

espalha-se o sal,

acende-se o fogo,

marca-se o tempo

e, por fim, de recheio,

a inocente maçã,

que tão doce, úmida e eleita

nos tirou do paraíso

e nos fez assim:

sem receita

 

II.

 

Lembra aquele beijo
Corpo alma e mente?
Pois eu esqueci completamente
 

 

 

* Nunca me canso de ouvir este belíssimo poema da Alice, sumptuosamente musicado por José Miguel Wisnick. Ouçam aqui.

 

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Domingo, 1 de Março de 2009

Desafios à linha

 

E com este post ficam saldadas as minhas dívidas de correntes e desafios. Também este vem da Luísa, mas tenho uma vaga ideia de que já passou por esta porta, há coisa de um ano. Seja como for, o prometido é devido. Aqui vai a sexta frase (juntei-lhe mais algumas, para dar sentido à coisa) da página 161 do livro que tenho mais à mão: A Paixão (Almeida Faria). E o meu comentário ao parágrafo transcrito.


"mas talvez que a vida seja sempre só essa luta inútil e a devamos contudo olhar como se fora outra, descobrir em cada coisa a face oculta, a face que está na sombra, nas origens, na fonte, e de súbito nos surge como se antes não fora"

 

Gosto das camadas ocultas das coisas: da parte do iceberg que não se vê e é a sua principal massa; de seguir as pegadas em sentido contrário, até ao lugar de onde partiram; do jogo de espelhos que simultaneamente multiplica, esconde e revela; da sombra chinesa, que preserva os contornos e apaga o que é acessório; dos significados menos óbvios de cada palavra, de cada gesto, de cada olhar. Gosto do que tem de ser adivinhado, intuído, interpretado. O que é palpável é muitas vezes estéril. Valha-nos a utopia, para podermos viver a realidade e encontrar-lhe encantos.

 

(Imagem: Livro-Espelho, fotografia de Chema Madoz)

 

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Dias não são dias

 

Aos destaques do dia de hoje, salientados pelo notável Eternas Saudades do Futuro, do João Marchante, acrescento mais dois aniversários das minhas preferências:

 

. Sandro Botticelli - um pintor da minha paixão - em 1510.

. Javier Bardem - um actor de mão cheia - em 1969.

 

 

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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

A verdade da mentira

 

Pedem-me a Luísa e a SSV que conte nove situações insólitas da minha vida, das quais três terão de ser falsas, pelo menos parcialmente. Aqui estão elas, como prometido:

 

1. Em criança, fazia toda a espécie de acrobacias sobre cavalos e bicicletas, e o meu sonho era ir para o circo, quando crescesse.

 

Verdade. E acabei mesmo no circo, como todos os outros portugueses...

 

2. Fui pedida em casamento por um taxista, numa viagem de táxi entre o Rossio e Algés. E não era uma brincadeira. Não aceitei porque tenho uma reputação a manter: quem quiser conquistar-me tem de esforçar-se mais do que dez minutos...

 

Verdade. O taxista tinha enviuvado há pouco tempo e contou-me a sua história, choroso.  Consolei-o com algumas palavras que lhe devem ter caído bem e no fim disse-me, ainda a  fungar: "A senhora é que podia casar comigo. Não quer? Um homem não pode viver sem mulher." Não me ofendi nem me zanguei, o homem estava a ser genuíno e achava, talvez, que estava a fazer-me um elogio ao "escolher-me" para substituir uma mulher de quem ele tinha gostado muito. Achei uma ternura... mas recusei.

 

3. Ando sempre na lua. Já me aconteceu cruzar-me na rua com uma cara "vagamente conhecida" a quem não falei, e, enquanto pensava em quem seria, levei dois gritos pela minha "ausência". Era uma das minhas irmãs.

 

Verdade. Foi um dos momentos mais surreais da minha vida...

 

4. Sou fanática por telemóveis e tenho sempre de ter o último modelo. O mesmo para todos os gadgets que são novidade, sem os quais não passo.

 

Mentira. Como diz a Luísa, sou avessa a todos os fanatismos (o Bush é mais uma embirração de estimação), e muito menos por gadgets. Uso telemóvel porque não posso dispensá-lo, mas demorei a aderir até ao limite possível.

 

5. No regresso de uma viagem de carro com uma amiga, de Madrid para Lisboa, pusemo-nos à conversa e, quando demos por isso, estávamos quase a chegar a... Málaga. Acabámos por seguir em frente até Marbella, onde ficámos mais dois dias.

 

Verdade. Outro momento surreal das minhas distracções, partilhado com uma amiga que não é muito melhor do que eu.

 

6. Gosto de estar à mesa. O meu record foi um almoço (em tête-a-tête) num restaurante, que durou sete horas. Sentámo-nos à mesa à uma hora e fomos delicadamente convidados a sair quase às oito, porque era preciso preparar a mesa para o jantar.

 

Verdade. O criado veio perguntar-nos se queríamos jantar, e, como dissemos que não, pediu-nos delicadamente para sair, para arrumar a mesa.

 

7. Tive um namorado poeta que me mandou um soneto e uma rosa todos os dias, durante um mês. Quando acabámos, publicou tudo num livro notável e dedicou-o a outra.

 

Só não dedicou o livro a outra pessoa, tudo o resto é verdade. E o livro é mesmo notável.

 

8. Já conversei com o actor John Cleese, no hall de um hotel em Nova Iorque onde ambos estávamos hospedados.

 

Meia-verdade. Em vez de John Cleese, com quem eu gostaria muito de ter conversado, quem lá estava era o canastrão do Alec Baldwin. Trocámos meia dúzia de palavras sem história, porque ele se interessou pela minha mala desaparecida.

 

9. Durante meses recebi ameaças de morte pelo telefone, num casarão isolado e meio em ruínas em que vivia na altura, e aprendi a usar uma arma por causa disso. Felizmente, nunca tive de usá-la, mas andava sempre comigo.

 

A única coisa que não é verdade aqui é o facto de eu andar com uma arma. Recusei sempre fazê-lo, por achar que seria ainda mais perigoso. Era a época (pós reforma agrária) das devoluções das propriedades no Alentejo, não muito diferente do ambiente do far west. Quem passou por isso sabe do que falo. As ameaças de morte eram praticamente diárias, mas eu nunca tive medo (a inconsciência dos 20 anos...) a não ser quando nasceu o meu primeiro filho. Passei a sentir medo por ele, pela prisão de movimentos que um bebé significava, se eu precisasse de me defender ou fugir. Felizmente, nunca foi preciso nada disso.

 

E agora quero ver quem adivinha onde estão as mentiras...

Passo o desafio aos meus parceiros de blogue: Rita, Marie, Pedro, Manecas e João Paulo (a Luísa já respondeu). Se quiserem responder, claro. Se não... amigos como sempre.

 

* Adendas  em 1/03

 

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Gosto destes

 

Para quem dizia que não alinhava em correntes nem lhes dava seguimento, vou com uma boa média... duas, em quinze dias! Mas, uma vez mais, a amizade sobrepõe-se às regras (elas existem para ser quebradas, afinal de contas). Desapontar a Leonor, de quem eu gosto tanto e que me nomeou? Era o que faltava.

 

Ora vamos lá então a isto. Pedem-me uma lista de 15 blogues de que eu "goste mesmo", daqueles que leio todos os dias. Já foram muitos mais, hoje em dia leio poucos regularmente. Mas aqui estão alguns dos que vou lendo sempre que posso:

 

Delito de opinião

Desconversa

Don Vivo

Abencerragem

A origem das espécies

Eldorado

Da literatura

Azeite e Azia

Lord Broken-Pottery

We'll Always have Paris

Codornizes

A a Z

Espumadamente

Arrastão

Dito assim parece à toa

 

A ordem é completamente aleatória. O critério de escolha, para além de gostar destes? São todos blogues masculinos, para compensar a corrente anterior (excepção para o Delito de Opinião, onde escrevem também algumas meninas, entre as quais a Leonor). E pronto, esta lebre está corrida. Siga a dança. 

 

Adenda: Ao Nelson Reprezas, que também já tinha nomeado a Porta do Vento no seu Espumadamente (mea culpa, que não dei por isso), um obrigada especial.

 

 

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publicado por Ana Vidal às 00:12
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Porta agradecida

 

A Leonor Barros, na minha opinião uma das personalidades mais marcantes e originais da escrita bloguística (e não só, que ela é uma estrela da rádio, da televisão e da cassette pirata!), teve o gesto carinhoso de eleger o Porta do Vento  "blogue convidado" do Geração Rasca, um dos óptimos blogues em que escreve. E escolheu uma imagem linda para ilustrar esta porta, que faço questão de manter aberta.

 

A amizade não se agradece? Ora essa... não vejo por que não, se as suas manifestações nos comovem. Obrigada, Leonor.

 

publicado por Ana Vidal às 23:53
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Mentiras Piadosas


 

Recorro ao fabuloso e corrosivo Joaquin Sabina, um dos meus  músicos de estimação, para responder a estas perguntas sem pés nem cabeça. O Sabina tem letras e títulos geniais, ninguém melhor do que ele para fornecer nonsense a pedido. Peço desculpa a quem inventou isto, mas perguntas do calibre de "Descreve o estado actual da tua relação" ou "Como descreves o teu último relacionamento", para já não falar da pérola "Escreve uma frase sábia", não me merecem respostas a sério...

 

 

1) És homem ou mulher?

Adivina, Adivinanza


2) Descreve-te: 

Eclipse De Mar
 

3) O que as pessoas acham de ti? 

Carguen, Apunten, Fuego

4) Como descreves o teu último relacionamento: 

Corre, Dijo La Tortuga

5) Descreve o estado actual da tua relação: 

Y sin embargo

6) Onde querias estar agora? 

Pongamos Que Hablo De Madrid


7) O que pensas a respeito do amor? 

El Rocanrol De Los Idiotas

8) Como é a tua vida? 

Eva tomando el Sol

9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? 

Yo Quiero Ser Una Chica Almodovar

10) Escreve uma frase sábia: 

Llueve sobre Mojado

 

 

 

E pronto, está feito. Quem achar piada, que leve e espalhe a corrente.

 

(Nota: O título do post - Mentiras Piadosas - é também o título de uma canção de Joaquin Sabina)

 

publicado por Ana Vidal às 23:28
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Novidades do sitemeter

 

Há muito tempo que não passava pelo sitemeter a saber das novidades. Encontrei dúvidas existenciais lancinantes, questões estéticas, gramaticais e culinárias, e até uma informação prática. Já que me procuraram, tentei responder a todos.  Espero ter ajudado...

 

 

Filho com namorado pais nao gostam?

Normalmente não adoram, não... são esquisitices, sabe?

 

Eu conto ou não que gosto dele?

Isso é lá consigo, amiga, mas decida-se. Ou será... amigo?

 

O que fazer os pais quando não gostam do namorado da filha?

Deserdá-la. E se ela teimar, mandá-la para um convento. Resulta sempre, é limpinho.

 

Quais os animais que não precisam respirar?

Os de peluche. (também há os que não mereciam respirar, mas isso é outra história).

 

Amigos perdoam aniversário?

Se os convidar para a festa, não vejo por que não hão-de perdoar. 

 

Quando pintamos che guevara, como chama a pintura?

Óleo, acrílico, aguarela, gouache... é conforme.

 

Porta salgada para ver

Ainda bem que é para ver, se fosse para comer não aconselhava.

 

La la laia,oh delicia/letra

Largue a droga, amigo...

 

Cronica sobre a chuva de granizo em perdões

Em "paredões" faz mais barulho, mas não é tão poética.


Dimenção de uma trave de futbol

Uma data de sentímetros, mas não cei quantos... 

 

Poemas de converção

Primeiro dedique-se ao português, que está fraquinho. Depois pense na matemática poética.

 

Como se faz o plural da palavra úlcera duodenal?

Das duas, uma: ou existe aí um sério problema com os plurais, ou você precisa de óculos... "úlcera duodenal" parece-lhe só uma palavra?

 

Menopalsa

É uma chatilce, pois é.

 

Ponto de fulga

Qualquer um serve para fulgir da menopalsa.

 

Estado civil no plural?

Divórcio, claro... quando os dois, que eram um só, passam a ser dois outra vez.

 

Tradução ne me quitte pas

Não me deixes, pá. Serve?

 

Beijo com chocolate

Sabe melhor ainda, acredite.

 

O cheiro do vento em áfrica

... depende da hora a que passa a manada de elefantes.

 

Precisa-se flautista autista

Para tocar para dentro?

 

Alugo quarto lisboa discreto hora

Ora aí está uma informação útil. Já agora... com ou sem brasileiras lá dentro?

 

 

publicado por Ana Vidal às 23:06
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Cata-Ventos

 

Pocket Classic (3)

Marie Tourvel, no As Letras da Sopa

 

Da despedida

Pedro, no We'll always have Paris

 

Demeritocracia

Teresa Ribeiro, no Corta-Fitas

 

Prece

Ricardo António Alves, no Sublime Porta


Maria gosta da pinga

Dalhegas, no Adeus, até ao meu regresso

 

Rápidas melhoras

Patti, no Ares da minha graça

 

O que há em Havana?

Mike, no Desconversa

 

Não ama verdadeiramente quem não ama sempre

Adriana F. Nogueira, no A Senhora Sócrates

 

Os olhos postos em si, Mr. President

SSV, no Sem se Ver

 

Chavez, a Madeira está contigo!

Carlos Barbosa de Oliveira, no Crónicas do Rochedo

 

Porque há tantas outras coisas que se podem fazer à chuva

Ângela, no Com a luz acesa

 

E foi assim

Azia, no Azeite & Azia

 

Logística  e  O Nord Kivu, a ajuda humanitária e o desperdício

Luís Serpa, no Don Vivo

 

As pessoas felizes

Laura Abreu Cravo, no Mel com Cicuta


Driving away

Ricardo RF, no Lord Broken-Pottery

 

O processo de avaliação docente avança como um tanque iraquiano

João Paulo Sousa, no Da Literatura

 

Mania de blog

Adelaide Amorim, no O Bem, O Mal e a Coluna do meio

 

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Destaque no Sapal


 

Agradeço ao simpático Sapo o destaque que dá esta semana ao Porta do Vento.

Sobretudo por tê-lo feito exactamente agora, dando maior visibilidade à Causa da Casa: a petição contra a muralha de contentores em Alcântara.

 

publicado por Ana Vidal às 22:38
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Prémios

 

Decidi há muito tempo não atribuir ou exibir prémios entre bloggers, talvez porque na altura em que tomei essa decisão a prática ameaçava transformar-se numa paranóia generalizada, diária e incomodativa. Tudo servia de pretexto para a frase "and the winner is...", eternizada num selo (quase sempre de gosto duvidoso) a exibir, como um troféu de caça, na coluna lateral do blogue. Os critérios eram os mais disparatados: porque o blogue era "fofo", porque "não era mau", porque "tinha músculos", porque... sei lá, o que sei é que raramente fazia algum sentido ou parecia ter alguma consistência, para além de um afagar de egos entre amigos que se visitavam regularmente. Felizmente, a esquizofrenia nobelística acabou por ir desaparecendo, mas entretanto eu já tinha definido as minhas regras.

 

Nem sempre pensei assim, e no início das minhas lides bloguísticas - enquanto tudo era ainda novidade - cheguei até a criar os meus próprios prémios "Rosa dos Ventos" e a distribuí-los alegremente pelos blogues que frequentava. E não me arrependo. Eram prémios personalizados, que distinguiam a principal qualidade que eu valorizava em cada um.

 

Não tenho nada contra carinhos em forma de prémios, note-se. A amizade - mesmo a virtual - deve ser cultivada e reconhecida, e cada um de nós a exprime como entende.  No meu caso, apanhar a boleia de uma "corrente" para dizer aos amigos como gosto deles ou os admiro, com palavras e regras que não são minhas, é que não é muito o meu estilo. Só isso.

 

Tudo isto para tentar justificar uma atitude que pode parecer pedante ou mesmo arrogante, a propósito de uma saraivada de dardos que atingiu este blogue recentemente. O Prémio Dardos é muito diferente dos que refiro acima como exemplos, mais profundo e por isso mesmo mais significativo. Quero deixar aqui bem claro, a todos os que me nomearam , que fiquei realmente sensibilizada com o prémio e muito honrada por fazer parte das suas escolhas. É muito bom sabermos que somos queridos, sobretudo por aqueles a quem também queremos bem. Os vossos dardos foram direitinhos ao meu coração.

 

Aos amigos:

 

Leonor Barros (A curva da estrada)

Júlia Moura Lopes* (O Privilégio dos Caminhos) 

Adriana Freire Nogueira (A Senhora Sócrates)

Sum** (Coisas da Vida)

Marília (Ainda podia ser pior)

Pedro Cordeiro (Codornizes)

Samuel de Paiva Pires (Estado Sentido)

Carlos Barbosa de Oliveira (Crónicas do Rochedo)

 

o meu comovido e sincero OBRIGADA.

 

Espero não estar a esquecer-me de ninguém (essa é outra das perversões deste sistema de "corrente", a possibilidade de uma gaffe por desconhecimento ou por distracção...).

 

Perdoar-me-ão, mas não vou nomear 15 blogues. Os meus dardos vão para todos os blogues que me enriquecem nos meus passeios pela blogosfera, uns em que sou mais assídua do que noutros, mas todos ensinando-me alguma coisa.

 

 *   Nota 1: Só para não ficares "grilada", Júlia... ;-)

**Nota 2: À Sum agradeço em duplicado, já que fui duplamente premiada (o segundo dardo atingiu em cheio o Violinos no Telhado...)

 

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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Força maior

 

 

Interrompo hoje, pela segunda vez, uma pausa que decidira gozar por alguns dias. Não me arrependo de fazê-lo, porque ambos os motivos são de força maior e me merecem mais respeito e atenção do que o meu descanso. Ambos se prendem com questões de amizade, e a amizade é uma coisa que considero sagrada.

 

O primeiro foi o nascimento de um bebé que tem um significado muito especial para mim, filho de dois queridos amigos. Uma notícia feliz, portanto.

 

O segundo, pelo contrário, é uma notícia inesperada e triste: o "bater de porta" de um amigo que muito respeito - o Paulo Cunha Porto - num blogue que constituiu uma referência para mim desde o primeiro momento em que aterrei neste mundo - o Corta-Fitas. A razão da brusca saída, tão pouco tempo depois da entrada em cena? Não a sei claramente, mas, ao que percebo, prende-se com questões ideológicas ou diferendos de opinião. E é isso o que mais me incomoda em tudo isto: tive sempre o Corta-Fitas e os seus redactores  na conta de livres e isentos, o que me fazia admirá-los, e este episódio faz com que essa admiração fique agora seriamente comprometida. Um blogue com o perfil do Corta-Fitas é tanto mais rico quanto mais plural. E o Paulo é uma evidente mais-valia, para qualquer blogue que não tema a polémica. Ainda há bem pouco tempo me pronunciei sobre a disciplina de voto partidária, que considero uma aberração em democracia. Num blogue, por definição um espaço de liberdade, essa disciplina ainda me parece mais incompreensível.

 

O Paulo Cunha Porto nunca escondeu as suas opiniões políticas nem o seu prazer em abordar temas polémicos, clara e repetidamente expressos nos vários blogues em que escreveu. Não estou de acordo com ele em muitos assuntos (em alguns deles situamo-nos mesmo nos antípodas) e batemo-nos frequentemente por  opiniões contrárias, mas nunca o vi discutir ou defender os seus pontos de vista de uma forma que, de algum modo, fosse incómoda para mim. Pelo contrário: além de uma enorme erudição, que apoia e fundamenta solidamente as suas incomuns teorias, o Paulo é de uma elegância irrepreensível numa discussão. Admito que não "encaixa" no tal mainstream, seja lá isso o que for. Mas então, conhecendo já as suas posições diferentes, por que foi que o convidaram a integrar a equipa do Corta-Fitas? E porquê esta censura repentina?

 

Não percebo. Fico à espera de respostas satisfatórias e de atitudes claras. Nesta casa, meu amigo Paulo, não preciso de dizer-te que és sempre bem-vindo.

 

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publicado por Ana Vidal às 23:50
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

A outra metade

 

Hoje à tarde, no lançamento do livro da Filipa Martins (na Biblioteca Nacional), conheci finalmente uma boa parte da outra metade da intelligenzia corta-fiteira: a ala feminina (Teresa, Filipa, Maria Inês e Cristina).

 

Confirmam-se os boatos: todas são bonitas, simpáticas e inteligentes.

 

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publicado por Ana Vidal às 00:25
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Cata-Ventos

 

Obrigado, Zé!

Carlota, no Lote 5 - 1º Dto

 

Observações e interrogações

Mike, no Desconversa

 

Lixo televisivo e Honra

JDC, no Hole Horror

 

Cambada de maricas

Pedro Correia, no Corta-Fitas

 

Um lugar mal frequentado?

Espumante, no Espumadamente

 

Um deles anuncia que...

Luísa, no Nocturno

 

Finalmente sei o que me irrita dela

Rita Barata Silvério, no Rititi

 

Vida

Luís Serpa, no Don Vivo


Xadrez USA

João Paulo Cardoso, no Eldorado

 

Os elogios

Pedro Mexia, no Estado Civil

 

 

 

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Parabéns...

 

 

... ao excelente blogue Codornizes, do meu amigo e jornalista Pedro Cordeiro, que cumpre um ano de existência. Vão lá espreitar porque vale a pena, até pela forma originalíssima com que o Pedro comemora o seu primeiro aniversário.

 

... ao igualmente excelente Hole Horror, da Joana Carvalho Dias, que leva já dois anos de resistência blogosférica. Um blogue que visito regularmente, e que recomendo.

 

 

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

A brincar, a brincar...


 

 

... e mesmo sem falar de GAJAS NUAS, de FUTEBOL ou das tatuagens da ANA MALHOA, este blogue chegou às 80.000 visitas!

 

Parece-me irreal, confesso. A todos esses amigos, um por um, me sinto grata. Este ano e meio foi melhor do que alguma vez pensei.  

 

 

publicado por Ana Vidal às 01:29
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Sorrisos

 

 

Este belo post do Paulo Cunha Porto, no Corta-fitas, lembrou-me uma animadora e muito verdadeira frase que todos deveríamos ter sempre presente:

 

"Um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto."

 

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Tempo de cerejas

 

Este delicioso texto da Leonor Barros levou-me a este outro, de António Lobo Antunes, que por sua vez me levou pela mão, directamente à minha infância. Conheço tudo aquilo, igualzinho, sem tirar nem pôr.

 

Nem só as conversas são como as cerejas.  As leituras também podem abrir essa fonte inesgotável, essa encantatória reacção em cadeia que nos leva, numa viagem inesperada e vertiginosa, até aos mais remotos locais da memória.

 

Obrigada, Leonor.

 

publicado por Ana Vidal às 15:47
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Divórcio - A culpa morre solteira?

O assunto interessa-me, como penso que interessa a todos nós. Ainda não cheguei a uma conclusão suficientemente clara sobre ele, já que é de uma extrema complexidade. Concordo com os que defendem a desculpabilização (os argumentos são muitos e parecem-me perfeitamente válidos), mas temo que ela venha a deixar ainda mais desprotegidas algumas das clássicas vítimas de uma sociedade pouco responsável, que sacode obrigações à menor oportunidade. Na proposta, aparentemente justa, impera a hipocrisia e o "politicamente correcto", como sempre. Não sei...

 

Deixo-vos três excelentes reflexões sobre este tema, na esperança de que se faça luz. E de que a culpa não morra solteira, quando existe, só porque já não está casada. Só porque passou a estar divorciada.

 

 

 

«Chegamos ao limite daquilo que o Direito pode fazer: o Direito não restitui o amor, a confiança, o tempo passado. O Direito pode tentar forçar ao sustento económico, mas mesmo com prisão por dívidas de alimentos não consegue assegurar a espontaneidade do gesto. Com muita dificuldade o Direito previne a violência, mas é comum que inadvertidamente incite à violência quando tenta demarcar com critérios de justiça as esferas de liberdade de pessoas que subitamente se tornaram estranhas (e antes disso partilhavam no registo do Amor, não dividiam no registo da Justiça).
Mas mais importante, o divórcio é um foco doloroso, é uma degeneração da vida, especificamente da demanda por felicidade que nos dá alento para aguentarmos tudo. O Direito deve contribuir para a pacificação, mesmo que isso signifique menos justiça: não deve buscar justiça à custa da degradação espectacular, do insulto, da mentira cúmplice, da intimidação, da mobilização de inocentes, do percurso retrospectivo das recriminações, num psicodrama de todas as dores e males de que é capaz a natureza humana, uma espécie de linchamento moral. Se, por isso, for possível diminuir, um pouco que seja, o litígio no divórcio, isso parece-me uma coisa boa.
Permita-se-me um paralelo: um raptor, depois de um confronto com a polícia, chega ferido ao hospital. Deve o Direito, só porque o acto é censurável, indicar aos médicos que devem remoer-lhe as feridas e recusar-lhe a anestesia, perpetrando uma espécie de linchamento no hospital? Não haverá um limite de compaixão, de humanidade, na aplicação da Justiça?»


O Jansenista

 

 

«Dizem-me – estou ainda pouco informada sobre o assunto – que, se quero divorciar-me, já posso fazê-lo unilateralmente. E que, se antes violei o meu dever conjugal de fidelidade, já não tenho que temer, porque não haverá atribuição de culpas. Numa primeira impressão, acho bem. O casamento é um encontro de vontades, que radica, essencialmente, num encontro de amor… ou de amores. Ora é da inelutável natureza das coisas que, secando a raiz, a planta morra. Por outro lado, se há dever construído sobre um pressuposto afectivo, é o da fidelidade. Ora é da inelutável natureza das coisas que, faltando o alicerce, o edifício rua. Facilitem-se, portanto, os processos e aliviem-se as culpas. De resto, não sendo ainda da inelutável natureza das coisas, a supressão da dor, seja do corpo, seja do espírito, é hoje uma prioridade nas rotas da ciência e do pensamento humano. E juntar às angústias de uma ruptura as penas do apuramento de responsabilidades e da lavagem de roupa suja é, consigo imaginá-lo, como esgaravatar numa ferida aberta, um gesto de crueldade gratuita e inominável. O objectivo da vida resume-se, afinal, à felicidade e é imperativo que sejamos felizes. Pressinto, ainda assim, nesta moderna e benfazeja liberalização do divórcio, um ligeiríssimo equívoco. É que o Estado, que, sensível às razões do amor ou da falta dele, recusa imiscuir-se e tecer considerações morais de culpa, é o mesmo Estado que, quando me caso, interfere para me impor deveres «morais» que só ao amor caberia definir; é o mesmo Estado que me força (abusivamente, digo agora) a aderir a um formulário contratual, que é todo um programa de afirmação afectiva e de morigeração de costumes privados, ao qual não posso introduzir desvios, trocando, por exemplo (porque há relações abertas…), a obrigação mútua da fidelidade pela da confiança. Estou, portanto, perante um Estado que «moraliza» quando cai bem que moralize – porque estou apaixonada, contente e tolerante – e que «desmoraliza» quando cai mal que moralize – porque perdi a paixão e a paciência. É, se calhar, um Estado incompetente, sem coerência legislativa; ou um Estado «politicamente correcto», sem coerência de valores. A mim, parece-me, sobretudo, um Estado oportunista e muito sonso!...»

 

Luísa, no Nocturno

 

«Retoques a rebate, doravante, em matéria de casamento, melhor será passar a executar a marcha fúnebre, em lugar da nupcial. Nada que me incomode demasiado, sempre achei que a República Portuguesa conferir-se o poder de dar nós era uma usurpação de funções, já que o poder contemporâneo em Portugal tem muito pouco das aptidões dos escuteiros. Por isso, decretar divórcio é-lhe próprio, uma vez que se o Homem não separará o que Deus uniu, não há nenhum contra a respeito do que outros seres humanos mandam atar. Já estender ao matrimónio religioso a liquidação judicial dele podia apenas justificar-se na modalidade celebrada por Igrejas Cristãs por Jesus apenas o ter admitido em caso de infidelidade, quer dizer, a menos que consentida, com culpabilidade de uma das partes.

O legislador vem agora limpar os cartórios dessas culpas. É a vingança de uma geração marcada pela transformação dos casórios de perpétuos em efémeros. Num primeiro momento a razão aventada para os cortes radicais era a necessidade de libertar de comportamentos reprováveis do outro. Depois, surgiram muitos casos julgados em que a parte a quem se atribuíra culpa vivia com a amargura de uma percepção diversa, murmurando para quem quisesse ouvir: "se eles soubessem como tudo se passou...". Como o progresso não pára, passou-se a encará-lo como a libertação do outro,  continuar unido depois das  primeiras erosões aparecia, geracionalmente, como comportamento reprovável. À idade das desculpas sucede-se a da erradicação das culpas, por decreto.

Sabe-se que a Moral é sempre mais exigente do que o Direito, mas nenhum bem pode advir do aumento exponencial da distância entre uma e outro. Como não será o melhor método fazê-lo ao sabor dos traumas do círculo que se frequenta. A ligação ao Mundo deve traduzir-se, mais do que consagrar a infelicidade que se constata, em tentar evitá-la. Mas claro que aqueles que descriminalizaram a droga por haver muita por aí só poderiam inclinar-se para desculpar radicalmente todos os passíveis de serem inculpados em litígios maritais. Não tive culpa, haverá f(r)ase mais infantil?»

 

Paulo Cunha Porto, no Corta-Fitas

 

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Um almoço especial

 

São várias e facilmente perceptíveis as vantagens de ser-se convidada para um almoço em que se é a única mulher entre sete garbosos cavalheiros. Se isso acontecer consigo, amiga leitora, não se amedronte e não ceda nunca à tentação de declinar tão simpático (embora insólito) convite.

 

Para começar, certifique-se de que eles são, de facto, cavalheiros. Nada mais desagradável do que surpresas nesse capítulo, e partilhar uma mesa com trogloditas deve ser uma experiência traumática que não se aconselha a ninguém.  Deixar que isso lhe aconteça só pode ser fruto de muita imaturidade ou de uma estratégia suicida. Não caia nessa. Garantida essa precaução básica, pode avançar para o covil deles com absoluta confiança. Convém, no entanto, que conheça pelo menos um dos convivas. As razões são meramente sociais: assim não terá de chegar sozinha (pode chegar ligeiramente atrasada, para maximizar o efeito) e terá quem faça as apresentações da praxe.

 

Depois, perca o medo ou as inseguranças que semearam nessa cabecinha aqueles anos de apocalíptica catequese, geralmente ministrada por freiras vagamente suspirantes por razões de que talvez nem suspeitassem. Eles não mordem. E, mesmo que mordam, das duas uma: ou as dentadas lhe sabem bem e não há por que se queixar, ou você pode devolvê-las, uma por uma. Também tem dentes, não tem?

 

Se você for minimamente agradável será, garantidamente, a rainha da mesa (quanto mais não seja, por manifesta falta de concorrência). Não precisa de fazer-se engraçada. Pelo contrário, deixe-os brilhar e não constitua um impedimento ao à vontade que eles teriam se você não estivesse ali. Você é que é a intrusa, lembre-se disso. Faça por integrar-se no grupo, o que não significa necessariamente que se dilua nele e desapareça.

 

Discretamente, olhe à sua volta: todas as mulheres presentes nas outras mesas do restaurante a invejarão. Verá essa inveja de forma explícita ou menos óbvia, conforme os olhares forem, respectivamente, de admiração ou de reprovação. Não se incomode, é inveja de qualquer forma. Aproveite esse momento de glória porque talvez nunca mais venha a ter outro, nem por quinze minutos, na sua vida.

 

Aprecie a ocasião rara de estudar o género masculino no seu habitat natural, e num grupo suficientemente representativo para avaliar todo o universo da espécie. É sempre útil. Porque eles são uma outra espécie, sim. Um outro povo, muito diferente do seu. Não se iluda com as modernices da pseudo-psicologia televisiva. Mais: agradeça ao deus em que acredita (ou ao Darwin, ao Big Bang ou a quem lhe parecer melhor) que assim seja. Um mundo em que os seres inteligentes fossem todos iguais seria de uma monotonia insuportável. Brinde em segredo a essa diferença e sorria intimamente. Depois, deixe que eles a mimem e mime-os também.

 

Se tiver em atenção os pontos chave desta receita, garanto-lhe que o momento será um sucesso. Pelo menos para si.

 


 

Nota: Hoje tive um almoço assim, no Bairro Alto, com seis encantadores corta-fiteiros. Gostei muito de conhecê-los. Com mais um amigo que apareceu para o café, eram verdadeiramente os sete magníficos... e eu. Espero que eles me perdoem a brincadeira acima (sei que o farão, todos eles têm um notável sentido de humor) e que este momento se repita mais vezes, a bem do meu ego...

 

Ficou a faltar-me conhecer as meninas corta-fiteiras, e espero que essa lacuna seja ultrapassada brevemente. Gostava muito de conhecê-las também.

 

A todos - Pedro Correia, João Távora, Francisco Almeida Leite, Luís Naves, Paulo Cunha Porto e João Villalobos - agradeço o mais que simpático almoço em que me senti uma rainha entre verdadeiros reis. Da blogosfera e não só.

 

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Pnet Literatura


 
Acabo de saber, por uma circular do PEN Clube Português, da existência de um novo espaço literário virtual: O site/blogue Pnet Literatura
 
Ainda não tive tempo para explorá-lo como gostaria, mas aplaudo desde já a sua criação. São sempre bem-vindas estas iniciativas.
 
Além disso, esta está muito bem entregue: quem dirige o Pnet Literatura é o Luís Carmelo, cuja competência nestas lides é inquestionável.
 
 
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Cata-Ventos


Da natureza dos homens (bons)

Xantipa, no A Senhora Sócrates

 

O quotidiano milagre

Luis Serpa, no Don Vivo

 

Escreves escreves escreves escreves

RAA, no A Sublime Porta


Pelo cachaço como os gatos

Leonor Barros, no A Curva da Estrada


Porno Silly

Eduardo Pitta, no Da Literatura


His Marilyn is mine: my Marilyn

SSV, no Sem-Se-Ver

 

De regresso às serras do mar!

Musqueteira, no Lapis Exilis

 

A rapariga... valha-me Deus, era pouco mais que nada

Pedro Viegas, no Mil Conversas

 

A última semana

Mad, no Juro Que Tenho Mais Que Fazer

 

Post(ais) de Verão II

Mouro da Linha, no Womenage A Trois

 

Coisas do Expresso

Cristina Ferreira de Almeida, no Corta-Fitas


O poder do Karaoke

JB, no Adeus Até Ao Meu Regresso

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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Cata-Ventos

 

 

China: a volta por cima

RAA, no Abencerragem

 

Papel de presente

Adelaide Amorim, n' O Bem, o Mal e a Coluna do Meio


Maternidade

Sofia K, n' O meu Cais

 

Apesar dos carrascos

José Manuel Pureza, no Palombella Rossa

 

Freud e o Código Da Vinci

José Norton, no Triunfo do Porco

 

O (meu) Verão

Sinapse, no Postais de BXL


Classificados

Espumante, no Espumadamente

 

Beijar-te, eu? Não sejas tolo

Sofia Vieira, no Um Amor Atrevido

 

Entrevista de emprego (um gajo sujeita-se)

Azia, no Azeite & Azia


Soneto da troca

Jayme Serva, no Dito Assim Parece à Toa

 

E para quem quiser seguir de perto as provas portuguesas nos Jogos Olímpicos de Pequim, toda a informação (calendário, notícias, entrevistas com os atletas, dicas úteis, etc.) pode ser encontrada aqui: http://www.pequim2008.com.pt/ 

 

Bom fim de semana.

 

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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Cata-Ventos

 

Ah, vai pro Inferno!

Marília, no Ainda podia ser pior

 

Outros tempos

JB, no Adeus, até ao meu regresso

 

Massagens

FJV, no A Origem das Espécies


O desencontro

João Távora, no Corta-Fitas


Eu hoje acordei assim...

Charlotte, no Bomba Inteligente


Os dias de Oxford

Leonor Barros, no A Curva da Estrada

 

Virgens até o fim chegar

Teresa C., no Sem Pénis nem Inveja

 

Pão

POS, no A Criação do Mundo

 

Narciso

MJM, no Teatro Anatómico

 

Não é o segredo do passado Domingo

SSV, no Sem Se Ver


Noites de memória

Isabel G, no Miss Pearls

 

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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Caminhos privilegiados

 

Querida Júlia,

 

tem sido para mim um verdadeiro Privilégio percorrer os teus Caminhos: de poesia, de brincadeira, de música escolhida. Tudo em amena cavaqueira de amigos, talvez a melhor maneira que conheço de atravessar a vida. E a vida blogosférica não é diferente.

 

O fim de um blogue não é o fim do mundo... muitas vezes não é mais do que a renovação necessária para novas experiências. Sendo assim, fico calmamente à espera da tua próxima inspiração, sabendo que vou gostar de descobri-la e sabendo também que terei lá um lugarzinho à minha espera. O teu, aqui no Porta do Vento, está sempre garantido. Espero que continues a aparecer sempre.

 

E quando regressares, que seja como no teu poema:

 

 

REGRESSO 
 

Quando se regressa
a sombra é luz
onde os barcos deslizam.

(Júlia Moura Lopes)

 

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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Bem feito!

 

Deixei escapar o concerto de Leonard Cohen. Vi-o há vinte anos, é certo, mas não foi por isso que desta vez não fui. Este ano tenho andado com pouca paciência para concertos, e reconheço que o meu sentido de oportunidade não é famoso: tem sido um ano em cheio, e nestes últimos dias, então...

 

Nada a fazer, agora, a não ser ouvir as minhas músicas de culto (são quase todas, enfim...) e roer as unhas de pura inveja, ao ler esta magnífica crónica do meu amigo Pedro Cordeiro. É bem feito, para ver se aprendo a estar mais atenta e menos preguiçosa, da próxima vez!

 

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Sábado, 19 de Julho de 2008

Amar Lisboa

 

Mesmo estando a viver noutro sítio agora, Lisboa é uma cidade que eu amo. Sempre que lá vou apetece-me ficar, mesmo sabendo como está insuportável a vida na capital. Diz-me quem lá vive actualmente que a qualidade de vida se tem degradado a olhos vistos, e que a beleza das sete colinas, banhadas por aquela luz única (só encontrei parecida em Istambul) não chega para aliviar a tensão do trânsito caótico, do stress diário, do estaleiro permanente em que a cidade se transformou. Tenho pena de ouvir isto, tanto mais que sei ser uma verdade incontestável.

 

Eu tenho o melhor de Lisboa: vou disfrutando-a em doses moderadas, nos melhores dias e horários e muitas vezes com objectivos puramente lúdicos. Bem sei, bem sei: assim é fácil dizer-se que Lisboa é uma das mais atraentes cidades do mundo. Mas não me canso de contar uma história que aconteceu comigo: há uns anos, em Itália, perguntei a uma florentina qual era a sensação de viver naquela cidade mágica, seguramente uma das mais belas do planeta. Ela respondeu-me simplesmente, com um sorriso espantado: "devias saber, vives em Lisboa"...

 

Tudo isto para dar-vos a conhecer um blog que descobri recentemente e que mostra a outra face de Lisboa: o abandono, a incúria, tudo o que ainda falta fazer para dignificar a cidade como ela merece. Lisboa S.O.S. é um sítio de visita triste para quem a ama como eu, mas pode ser muito útil. Há que agitar consciências. Se não o fizermos nada mudará, nunca.

 

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Cata-Ventos

 

Debater a fome no mundo...

J.M. Coutinho Ribeiro, n' O Anónimo


Zanga de namorados

Teresa Ribeiro, no Corta-Fitas

 

Embrulha-me no escuro

Ãngela, no Com a Luz Acesa

 

Ser puta em ca(u)sa própria 

SMS, no Cocó na Fralda

 

Nos 90 anos do Madiba

Combustões, no Combustões

 

A arte de ler o destino nas linhas dos pés

Rui Manuel Amaral, no Dias Felizes


Estratégias militares

MRP, no Geração Rasca


Gostava de ti como és

Sofia Vieira, no Um Amor Atrevido


Do amor entre os bichos

Legível, no Papel de Fantasia

 

Para não cair

TCL, no Falabarata

 

Revi ontem, pela milionésima vez...

Luísa, no Nocturno

 

Os caracóis não gostam...

SC, no Palavras Consentidas


Manel

Rititi, no Rititi

 

 

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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Bem-vindo, JB!

 

E porque na vida, na verdade, "nada se perde, tudo se transforma", aproveito este regresso antecipado para saudar o novíssimo blog de outro querido Amigo - o Adeus, até ao meu regresso.

 

Recomendo que o sigam com atenção, porque promete: o JB escreve sumptuosamente, e decidiu presentear-nos com a sua especialíssima experiência africana, num país de que muitos fugiriam a sete pés, se pudessem - o Zimbabwe.

 

Para ele, e também para mais um querido Amigo - o nosso (bravo...) embaixador em Harare,  João da Câmara - os meus votos de que tudo corra pelo melhor. Aqui estarei, fiel e ansiosa pelas vossas notícias...

 

Bem-vindo à blogosfera, JB! 

 

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Até sempre, Paulo!

 

Volto mais cedo que o que me tinha imposto, e só por uma razão de peso: a despedida bloguística de um querido Amigo, que decidiu fechar a sua fantástica casa virtual durante as minhas férias...

 

O Paulo Cunha Porto vai fazer-me muita falta. O Afinidades Efectivas é um dos melhores e mais inteligentes blogs que conheço, e o nosso convívio foi diário durante muito tempo. Com ele diverti-me, reflecti e aprendi muito. Mas não dramatizo. Como diz o seu autor, um blog tem como principal função o entretenimento e só nessa qualidade se justifica prolongá.lo.

 

A vida é feita de ciclos e o do Réprobo chegou ao fim. Outros virão para o Paulo, espero que muito bons, e cá estarei para acompanhá-lo com o mesmo prazer e a mesma amizade de sempre. Um beijo e até sempre, meu Amigo. Termino com uma expressão que lhe é particularmente cara: O Rei morreu, viva o Rei!

 

Ou seja: O Réprobo morreu, viva o Paulo!

 

(Na imagem: S. Lourenço, "o diácono do bom humor". Uma private joke que o Réprobo entenderá...)

 

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Domingo, 22 de Junho de 2008

Vovô Bin Laden? Era eu...

A propósito da teoria da reencarnação, o Paulo Cunha Porto  foi saber neste site (de seriedade inatacável, evidentemente...) quem teria sido, numa vida passada. Saiu-lhe na rifa um sacerdote pré-colombiano, empoleirado numa pirâmide de Teotihuacán a pedir chuva aos deuses. Meti-me com ele por causa disso e fui duramente castigada (por esses deuses, com toda a certeza...): na minha rifa veio, nada mais nada menos do que... um avô do Bin Laden!!

 

 

Diagnóstico de su vida pasada:


No sé si le parecerá bien o no, pero usted era males en su última encarnación terrena. usted nació en algún lugar del territorio que hoy es Arabia Saudita en torno al año 1250. Su profesión era pastor, jinete o guardabosques.


Un breve perfil psicológico de su vida pasada: :


Tipo revolucionario. Inspira cambios en todas las esferas – política, negocios, religión, cuidado del hogar. Podría haber sido un líder


La lección que su vida pasada le ha dado para la encarnación actual :


Lo suyo es la resolución de problemas de contaminación ambiental, reciclaje, malos usos de materias primas, eliminación de radiactividad por todos los medios, incluidos los métodos psicológicos..


¿Recuerda ahora?

 

E ainda têm dúvidas, se a ideia me parecerá bem ou não...

Yo no me acuerdo de nada, lo juro por Dios!! 

 

Mas, pelo sim pelo não, já estou a treinar algumas técnicas de tortura psicológica para eliminar resíduos radioactivos, caso os outros métodos falhem.

 

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Domingo, 15 de Junho de 2008

Cata-Ventos

 

Satori in Cascais

O Jansenista, n' O Jansenista

 

Estou farta!

Sofia Galvão, no Geração de 60

 

120 anos

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos

 

Astrologia

João Gaspar, no Last Breath

 

Pacatos e ordeiros

Rui Bebiano, n' A Terceira Noite

 

Era filho...

Alf, no Bom Jardim

 

Criador de extrema direita

Azia, no Azeite & Azia

 

Se tudo quanto existe

Rita Ferro, no Pronome Possessivo

 

Porquê? Por mera intuição

Mike, no Desconversa

 

A minha homenagem...

Júlia Moura Lopes, n' O Privilégio dos Caminhos

 

O lado bom das coisas

Adelaide Amorim, n' O Bem, o Mal e a Coluna do meio

 

Raça

José Manuel Pureza, no Palombella Rossa

 

 

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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Cata-Ventos

 

Hoje, 5 anos de blog

Milton Ribeiro, no Milton Ribeiro

 

Mann, Visconti e o caso Casa Pia

Luis Carmelo, no Crónicas de Luís Carmelo

 

A década em que tudo mudou

Leonor Barros, no Geração Rasca

 

No interior do meu interior

Pedro Viegas, no 1000 Conversas

 

Show off

Henrique Fialho, no Insónia

 

Autógrafo

Ana, no Ana de Amsterdam

 

Louras

MJM, no Teatro Anatómico


Se houvesse cavalheiros assim por cá...

O Desclassificado, no Vendo a Minha Mãe

 

O apego

Pedro Mexia, no Estado Civil

 

 

Actualização (3/Jun):

 

 

Não ser de Modas

O Réprobo, no As Afinidades Efectivas

 

Desencontros

Minucha, no Claras em Castelo


"El idiota?"

Espumante, no Espumadamente

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Adeus, Mr. Pollack

Ando preguiçosa para escrever. E quando encontro quem diga, melhor do que eu, o que eu tinha para dizer... aproveito a boleia e instalo-me.

 

É o caso desta homenagem a Sydney Pollack, feita pela Teresa . Está lá tudo, está tudo dito. E depois... acaba com aquela cena do Out of Africa que é um autêntico KO para mim. Fico a olhar e a ouvir aquilo com lágrimas nos olhos, sem fala. É difícil fazer melhor em cinema. Trago-a para aqui para vê-la mais vezes, sempre que me apetecer: 

 

 



PS: Acrescento só à lista da Teresa um dos meus filmes de culto, produzidos por Pollack: O talentoso Mr. Ripley).

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Domingo, 25 de Maio de 2008

Dia de visitas

Hoje estou aqui ao lado. Fui tomar um chá com os amigos Corta-fiteiros.

 

E depois vou também ali agradecer à minha querida Meg as lentes de aumentar com que me vê, embora as amizades não se agradeçam.

 

Até logo.

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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Embirrações

 

A Cristina Ribeiro, do Estado Sentido, pergunta-me pelos meus ódios de estimação. Tenho alguma dificuldade em responder a esta pergunta, já que não odeio nada nem ninguém em particular. Os ódios fazem mal à saúde e a minha é-me preciosa. Claro que poderia dizer que detesto o oportunismo, a insensibilidade, o racismo, a bajulação, a falta de humanidade e de carácter, a inveja, a mentira gratuita, a crueldade, etc.... mas quem não detesta tudo isso?

 

Prefiro revelar, quase em tom de brincadeira, algumas das minhas "embirrações" de estimação, que de imediato me ocorrem: o coco (a não ser no caril); as  tunas (o barulho, a escolha das letras, a invasão); as vozes nasaladas (como as de alguns locutores de rádio, por exemplo); as  mãos suadas (que correspondem, quase sempre, a apertos de mão moles); a overdose de futebol na televisão (embora esteja em vias de me deixar corromper...); a música pimba (o próprio conceito me irrita); as exibições de novo-riquismo; os supostos vips do nosso jet set (que ainda não perceberam que nem ao "jet cinco" chegam).

 

Tenho dito. Passo a pasta a quem quiser pegar-lhe e não tenha ainda sido desafiado.

 

Adenda: Não sei como fui esquecer-me de uma das minhas maiores embirrações, daquelas que me deixam em pele de galinha, me fazem urticária, me arrepiam os cabelos e me dão vontade de morder: o comendador metralha. Isso mesmo, Joe Berardo, o próprio! Felizmente, tenho amigos atentos que me lembram as minhas próprias embirrações...

 

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Sábado, 17 de Maio de 2008

Cata-Ventos

 

Profetas

Isabela, n' O Mundo Perfeito

 

12 de maio

TCL, no Falabarata

 

O padre voador

Jayme Serva, no Dito assim parece à toa

 

Cadernos de Filosofia Política de Adolfo Ernesto (XXVI)

Luís Naves, no Corta-Fitas

 

Há sempre alguém que diz não

Pedro Correia, no Corta-Fitas

 

Crónicas de uma Viagem (VI)

Mike, no Desconversa

 

Herman José no seu melhor (I)

Teresa, n' A Gota de Ran Tan Plan

 

Branco de dente

Miss Pearls, no Miss Pearls

 

Se há vontade...

Luísa, no Nocturno

 

A tal história do "sexo forte"

Fugidia, no Esconderijo


Vergílio Ferreira

Ana, no Ana de Amsterdam

 

Arqueoblogologia

Pedro Olavo Simões, n' A Criação do Mundo

 

Ponto de Fuga

Cristina Nobre Soares, n' O Jardim e a Casa

 

Coisas do Rio

Adelaide Amorim, no O Bem, o Mal e a Coluna do Meio

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Hipocondria


 

DOENTE SEM FRONTEIRAS

 

Acordo na ressaca do Castilium, apalermado de dores de cabeça e extenuado das cólicas nocturnas do Gutalax. Tropeço, meio zonzo, até à casa de banho. Bombardeio a retrete numa escatologia devastadora que, finalmente, me liberta dos despojos da véspera. Engulo duas Aspirinas em jejum e desço cambaleante para o pequeno-almoço, ansioso por um choque vitamínico de Centrum que engulo com sofreguidão, juntamente com um Goronsan. No pé, uma coceira imensa irrompe de supetão, impedindo-me de raciocinar. Os dermatófitos massacram-me os entrestícios à beira da telangiectasia. Corro a encharcar-me em creme Pevisione. Pelo caminho descubro que a afta da véspera continua em ebulição. Dou-lhe com Bocagel. Já mais acordado, meto uma de Zarator para o colestrol e tenho a sensação fantástica da absorção calma dos lípidos pela acção da atorvastatina. Está na hora do Relmus e do Voltaren na descontracção do torcicolo que me arrasa vai para três dias. Nesta altura começo a sentir uma ligeira claustrofobia que, por sistema, me ataca pelas 11h da manhã. Corro para a rua, onde de imediato entro em agarofobia. Mesmo assim prefiro do que a apeirofobia da véspera, safa! Regresso a casa cozido com as paredes e sento-me para meio Victan, só para acalmar o pânico. Não dá para exagerar por causa do Prozac que ando a devorar. A úlcera duodenal manifesta-se na abstinência de Omeprazol. Enfio dois, pelo sim, pelo não. Chega o almoço e vem a dose do costume: Asacol e Dicetel, acompanhados a mousse de chocolate. A meio da tarde vai um Cialis para dar mais potência à intenção. A cabeça entra a latejar impenitente. É dia de enxaqueca. O apelo ao Migraleve é irresistível. Jantar normal apenas com suplemento mineral à base de fósforo, ferro e magnésio. Meia-noite. Deito-me com o sabor amargo do Castilium. Ainda bem que sou saudável!

 

Um texto fantástico de Jorge Pinheiro

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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Sou eu?

 

Pedem-me a Júlia e a Sofia que me defina em seis palavras. Assim, trigo limpo, como se fosse fácil. Junto-lhes mais algumas, porque sou indisciplinada por natureza (outra definição possível). E uso o truque de desdobrá-las em outras tantas, aumentando assim as probabilidades de engano...

  • secreta, ainda que exposta
  • curiosa, ainda que distraída
  • optimista, ainda que (razoavelmente) realista
  • individualista, ainda que solidária
  • apaixonada, ainda que independente
  • entusiasta, ainda que preguiçosa
  • cumpridora, ainda que desorganizada
  • pacífica, ainda que irredutível *
  • sonhadora, ainda que lúcida
  • orgulhosa, ainda que capaz de reconhecer um erro e pedir desculpa

* (em questões que envolvam valores essenciais)

 

Constato que acabei de definir duas personalidades e não uma. E não serão as únicas que tenho, com toda a certeza. Descubro-me contraditória, e por isso me resumo afinal numa única palavra: mutante

 

Das regras faz parte escolher uma imagem que eu ache que me define, ou pelo menos com que me identifique. Escolhi esta (roubada, comme d'habitude, ao fantástico Zoo), que me pareceu adequada. 

 

E das regras faz parte, também, passar o desafio a outros 5 bloggers. Uma vez mais vou subvertê-las e fazer uma coisa diferente: passo-o a 5 bloggers - MariaV, Alf, Miguel, Espumante e TCL- e a 3 dos meus comentadores, que (ainda?) não têm blog próprio: PSB, Manecas e Rita Ferro. Podem deixar as vossas respostas na caixa de comentários, que eu depois publico-as em post.

 

E pronto, esta lebre já está corrida...

 

publicado por Ana Vidal às 19:13
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Domingo, 11 de Maio de 2008

Porta do Vento fora de portas

 

Parece que o jornal Público achou graça ao meu post sobre a inauguração do Museu do Oriente, porque o publicou ontem no P2, na rubrica "Blogs em papel". Agradeço ao Público a distinção, que muito me honra. E agradeço também ao Miguel L., que me avisou do sucedido.

 

E também o Corta-Fitas, na pessoa do Pedro Correia, me estendeu a passadeira vermelha dos bloggers convidados a escrever um texto lá. Mais ainda do que a distinção que esse convite significa, evidentemente muito gratificante, sublinho o saudável convívio bloguístico que representa esta iniciativa. Não é muito vulgar em blogs de referência, como é o caso. Por tudo isto, muito obrigada aos simpáticos corta-fiteiros. Já tinham a minha fidelidade garantida, mas é sempre bom ser assim mimada pelos amigos. 

 

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publicado por Ana Vidal às 16:27
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Minha Pátria é a Língua Portuguesa


MANIFESTO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA

CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

 

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa

Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro

 

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.

Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

 

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.

Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

 

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.

O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

 

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.

É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.

Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.

A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,


Ana Isabel Buescu

António Emiliano

António Lobo Xavier

Eduardo Lourenço

Helena Buescu

Jorge Morais Barbosa

José Pacheco Pereira

José da Silva Peneda

Laura Bulger

Luís Fagundes Duarte

Maria Alzira Seixo

Mário Cláudio

Miguel Veiga

Paulo Teixeira Pinto

Raul Miguel Rosado Fernandes

Vasco Graça Moura

Vítor Manuel Aguiar e Silva

Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho

Zita Seabra

...

 

Espero e acredito sinceramente que esta não será apenas mais uma iniciativa contra o Acordo Ortográfico, mas sim a iniciativa que irá conseguir reunir apoios suficientes para dar uma prova definitiva de como existe um sentimento generalizado contra esta mudança que nos querem impor. Mais do que uma simples contestação, é a defesa da nossa identidade que nos move, e, quando assim é, haverá causa mais nobre?

 

Convido-vos a juntar a vossa voz a esta causa em Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico, pois todos não seremos demais.


Adenda: Não resisto a citar aqui Vergílio Ferreira, tão a propósito:


"Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.


Da minha língua vê-se o mar.”


publicado por Ana Vidal às 00:01
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Horror



Já comecei - e abandonei - vários posts sobre a notícia de Elizabeth Fritzl e a sua horripilante história de vida. Este assunto tem-me arrepiado de tal maneira que ainda não consegui escrever nada sobre ele. Preciso de digerir primeiro todo o horror, toda a repulsa, toda a alienação que envolve esta monstruosidade, para depois ser capaz de reflectir sobre ela. Até lá, faço minhas as palavras da Cristina Ferreira de Almeida, nesta análise que espelha tão bem a fragilidade destas situações limite e a sua dependência daquilo a que chamamos "sorte". Ou "azar", dependendo do prisma. Em qualquer dos casos, haverá uma insondável moral a tirar desta aparente ironia?

publicado por Ana Vidal às 23:22
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Sábado, 3 de Maio de 2008

Cata-Ventos

 

Por fim, dormimos em casas...
A, no Um amor atrevido

E assim se dá mau nome a uma cidade
Daniel Oliveira, no Arrastão

 

Confeitaria Nacional

Ana, no Ana de Amsterdam

A doce pinderiquice
Combustões, no Combustões

Ismos e Istas (...)
JCD, no Hole Horror

Aos senhores que assaltaram (...)
SC, no Palavras Consentidas

(Des)Acordo com Sotaque
Legível, no Papel de Fantasia


Breve exercício de metalinguagem

JG, no Zoo

 

Zoque

MJM, no Teatro Anatómico

Ne me quittes pas
Pedro, no We'll allways have Paris

(não costumo comentar as minhas escolhas, mas abro aqui uma excepção: este levantamento de versões desta canção eterna (que eu adoro) é muito interessante, e vale a pena procurar as outras no blog do Pedro. Escolhi esta, de Estrella Morente, porque a achei invulgaríssima e extraordinária. E já agora, Pedro, aproveito para pedir-lhe que continue a mostrar-nos mais versões...)


 

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publicado por Ana Vidal às 19:11
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Mundo de Aventuras

Uma pequena aldeia na planície arménia,

nevoeiro matinal no porto de Dieppe.

O silvar agudo nos cimos dos Cárpatos,

um castelo solitário num lago escocês.

Um junco chinês no mar do Japão,

um trilho de camelos na Rota da Seda.

Um catre vazio no mosteiro da Arrábida,

uma via romana na serra do Gerês.

Uma mesa de cozinha e odores de Outono,

um eucaliptal onde brinco com o Avô.

O último número da revista tão esperada,

despojos da infância que se me acabou.

 

Ricardo António Alves (Sintra, 21 de Março de 2001)


(Nota à margem - A fotografia aérea é espantosa, e vale a pena reparar bem nela: os camelos são as pequenas manchas claras, o que se vê - a negro - são as suas sombras)

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publicado por Ana Vidal às 21:03
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Cata-Ventos



Bibelots?
Espumante, no Espumadamente

Tuning
Bic Laranja, no Bic Laranja

Fragmento XLX
Estrelicia Esse, no Arcádia Lusitana

O voo da codorniz (XXII)
Huckleberry Friend, no Codornizes

Um post pouco sério
Filipa Martins, no Corta-Fitas

Esquecer
Pedro Mexia, no Estado Civil

Relembrar Orwell (5)
Samuel de Paiva Pires, no Estado Sentido

Computer says no
Leonor Barros, n' A Curva da Estrada

Sem acordos ortográficos
Pitucha, no No Cinzento de Bruxelas

Pesos e medidas
O Réprobo, no As Afinidades Efectivas

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publicado por Ana Vidal às 12:18
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Cata-Ventos


Divórcio
AMN, n' A Arte da Fuga
Cesse tudo o que a musa antiga canta
POS, n' A Criação do Mundo
Mulher escrevendo
Adelaide Amorim, n' O Bem, o Mal e a Coluna do Meio
The beat goes on
Teresa, no Beatles Forever
Adágio e Os grandes livros
RAA, n' A Sublime Porta
Corruptólogos
FJV, n' A Origem das Espécies
A atracção pelo lixo
Daniel Oliveira, no Arrastão
Feliz aniversário
Mike, no Desconversa
Águas de Abril
TCL, no Falabarata
No news whatsoever
OIAW, no Once in a While
Acordar, mas sem acordo
PRD, no Pedro Rolo Duarte
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publicado por Ana Vidal às 02:11
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Disparates do Statecounter


quando posso entrar com acção de uso capião? - Desde que não seja contra o Porta do Vento, avance quando quiser, amigo. E depois pague um copo, se ganhar.

existe a enzima no coração? - Existe, claro. Fica entre os ventrículos e nunca está quieta.

amor antigo não esquecido - Pois... esse problema toca a muitos. Experimente umas pílulas de Alzheimer, talvez resulte.

mulheres loiras na praia - Outra vez, caramba? Ainda não as encontrou???

constipal - Ou Ben-u-ron, também serve. Atenção, não confundir com Ben-Hur, que não cura ninguém. Pelo contrário, pode levá-lo à boca de um leão esfomeado.

elizabeth taylor e burton ateu - Problema deles, não acha?

taylor fome - Fome? Não me parece, amigo. O problema dela sempre foi mais o contrário...

love hurts - Ah, pois é... o que é que julgava? Claro que tem sempre a alternativa do futebol...

como fica em inglês a palavra te gosto - Fica bem, obrigada. Mas qual delas: "te" ou "gosto"?

ventos de cor - Aqui não somos racistas, gostamos muito de ventos coloridos.

a vida e a obra: frida collo - Essa pintora não conheço, lamento. Será prima da outra?

eu sou uma porta - É triste, admito, mas veja a coisa pelo lado positivo: assim passam-lhe ao lado imensos problemas que afligem os inteligentes!

declarações de amor para julianne - Deixe-se de palavreado e dê-lhe um beijo, vai ver que ela gosta!
10 billiontrillion trillion carats - É o valor deste blog, não sabia? Mas não está à venda.

espero que aqui jaza - Não espere, não vale a pena. Enganou-se na porta, o cemitério não é aqui.
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publicado por Ana Vidal às 22:56
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Leva tempo


Leva tempo entender que a vida é curta.
Às vezes, leva quase toda a vida.
O vivo, quando entende, agora surta,
busca agarrar a vida já vivida

e perde o pouco tempo que lhe resta
cavando o tempo em busca de si mesmo.
Gastasse as poucas horas numa festa,
evitaria esse final a esmo.

A vida é curta além do que entendemos
porque nenhum de nós foi avisado
do tempo que anda além do que o que vemos.

Se o fôssemos, quem não teria dado
mais tempo ao "meu amor" do que ao "oremus",
mais glórias ao virá do que ao passado?

Jayme Serva, no seu melhor.
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publicado por Ana Vidal às 16:25
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brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Destaques

Disparates do Statcounter...

Alice no país das maravil...

Desafios à linha

Dias não são dias

A verdade da mentira

Gosto destes

Porta agradecida

Mentiras Piadosas

Novidades do sitemeter

Cata-Ventos

Destaque no Sapal

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A outra metade

Rosa dos Ventos

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Seda e Aço


A Poesia é para comer


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