Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

A grande farra

 

Descobri há dias, no Facebook, uma proposta de diversão que me deixou de boca à banda... literalmente. O jogo - de seu lindo nome Punch the Face (murro na cara), promete um gozo que me transcende por completo, porque é baseado na premissa de que é muito divertido bater num amigo. O slogan é apelativo:

 

Rebenta a tromba do teu amigo!

 

Depois de sentirmos esse apelo irresistível, o que temos de fazer? Fácil:

 

Rouba uma foto do perfil dos teus amigos

e diverte-te a dar-lhes um enxerto de pancada!

 

Giro, não acham? Mas não é tudo... no caso de um bom murro não nos deixar satisfeitos, temos à disposição uma panóplia de armas para podermos escolher a tortura preferida, que poderá acabar numa morte bem sangrenta como convém: pistolas, botas cardadas para um pontapé bem dado e até... um berbequim! Tudo isto deixará a cara do nosso amigo digna de um episódio do CSI, para puro gáudio dos nossos instintos mais básicos. Enfim, uma farra das antigas. Divirtam-se!

 

(Como não estou habituada a bater em amigos, experimentei com a minha própria fotografia para ver o efeito. Garanto-vos que fiquei uma beleza.)

 

 

 

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Maus costumes?

(clicar para ler)

 

Um amigo mandou-me esta pérola por mail: uma lista de preços das multas aplicadas pela Polícia de Costumes em Lisboa, no ano de 1953. Achei tanta graça à linguagem cifrada (sobretudo à designação de "aquilo"), que me esqueci por momentos de quão insuportavelmente invasivo das liberdades individuais era o antigo regime.

 

Mas o absurdo do papelinho trouxe-me à memória uma vez em que, mais ou menos vinte anos depois (!!), fui abordada por essa mesma Polícia de Costumes à porta de casa, com um namoradinho da altura, (não, não estávamos em zona de frondosa vegetação...). Apanhámos um susto de morte, claro. Não me perguntem por onde andavam as nossas mãos, que já não me lembro, mas juraria que a multa não teria sido muito alta. Mesmo assim, escapámos só com uma reprimenda.

 

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Memórias tristes

 

Leio por aí que o inefável George W. Bush (já não tem direito ao prefixo presidencial, finalmente) está a reunir uma equipa de antigos colaboradores, que irá compilar e coordenar uma "recuperação da memória histórica" dos seus oito anos à frente dos destinos da mais poderosa nação do planeta.

 

E pergunto-me como é possível que este homem ainda não tenha percebido que a melhor coisa que poderia acontecer-lhe seria uma amnésia colectiva, à escala mundial...

 

 

 

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Comboio fantasma (1)

"(...) na vertical dos sentidos", cantava esta criaturinha desafinada, em 1983. Mas mentia. Primeiro, porque não era uma ave do paraíso. E depois porque, nela, pelo menos o sentido da audição estava bastante na horizontal. Quero dizer... morto. E os outros não deviam estar em melhor estado, aposto.

 

(Encontrado no Chove)

 

 

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Presente de Natal

Recebi hoje, por mail, esta inacreditável proposta para um presente de Natal. O meu primeiro impulso foi fazer um post a brincar com o assunto. Seria fácil, o tema presta-se a trocadilhos divertidos. Mas um segundo pensamento impediu-me de fazê-lo: a verdade é que não me apetece brincar com esta aberração.

 

Numa época em que tudo é possível, tudo é relativo e tudo é perdoável, o "espírito de Natal" está definitivamente adulterado e prostituído, confundindo-se com estas estranhas investidas comerciais. Reduzi-lo a uma prática puramente mercantilista, neste caso associada a um país onde nem sequer o Natal tem qualquer significado, parece-me de um mau gosto atroz.

 

"Com a XXX o Natal é agora"???  Por favor!!! Até como mensagem publicitária, vou ali e já venho... porque "sem a XXX " o Natal também é agora... ou não? Miséria criativa, ainda por cima.

 

Nem vale a pena pronunciar-me sobre os perigos óbvios que envolve a aventura cirúrgica, estão bem patentes no cuidado com que o assunto é abordado...

 

Proponho que pensemos um bocadinho no tenebroso alcance de tudo isto. 

 

A cirurgia dura aproximadamente 1 hora. Faz-se uma pequena incisão na localização escolhida; introduz-se a prótese através da incisão, que será depois suturada e dá origem a uma cicatriz. Com a XXXXX o natal é AGORA!

Reserve até 31 de Dezembro 2008 e faça a

sua mamoplastia por um preço imbatível.

Este preço inclui:

- Viagem Lisboa/Tunis/Lisboa em voo regular Tunisair

- Alojamento em hotel 4* em regime de meia pensão

- Cirurgia de Mamoplastia de Aumento

- Próteses

- Consultas

- Internamento (2 noites)

 

Com a XXXXX o natal é AGORA!


Existem vários tipos de próteses. A prótese ideal é escolhida com o cirurgião durante a consulta médica.

As próteses usadas pelos cirurgiões parceiros da XXXXXX são de gel de silicone, e são produzidas pela Eurosilicone.

 

CIRURGIA

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INTERNAMENTO

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VOOS

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HOTEL 4*

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+

ACOMPANHAMENTO

=

€ 3.000

 


(Nota: retirei propositadamente o nome da empresa promotora porque me recuso a dar-lhe publicidade gratuita.)

 

publicado por Ana Vidal às 11:30
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Novidades do sitemeter

 

Há muito tempo que não passava pelo sitemeter a saber das novidades. Encontrei dúvidas existenciais lancinantes, questões estéticas, gramaticais e culinárias, e até uma informação prática. Já que me procuraram, tentei responder a todos.  Espero ter ajudado...

 

 

Filho com namorado pais nao gostam?

Normalmente não adoram, não... são esquisitices, sabe?

 

Eu conto ou não que gosto dele?

Isso é lá consigo, amiga, mas decida-se. Ou será... amigo?

 

O que fazer os pais quando não gostam do namorado da filha?

Deserdá-la. E se ela teimar, mandá-la para um convento. Resulta sempre, é limpinho.

 

Quais os animais que não precisam respirar?

Os de peluche. (também há os que não mereciam respirar, mas isso é outra história).

 

Amigos perdoam aniversário?

Se os convidar para a festa, não vejo por que não hão-de perdoar. 

 

Quando pintamos che guevara, como chama a pintura?

Óleo, acrílico, aguarela, gouache... é conforme.

 

Porta salgada para ver

Ainda bem que é para ver, se fosse para comer não aconselhava.

 

La la laia,oh delicia/letra

Largue a droga, amigo...

 

Cronica sobre a chuva de granizo em perdões

Em "paredões" faz mais barulho, mas não é tão poética.


Dimenção de uma trave de futbol

Uma data de sentímetros, mas não cei quantos... 

 

Poemas de converção

Primeiro dedique-se ao português, que está fraquinho. Depois pense na matemática poética.

 

Como se faz o plural da palavra úlcera duodenal?

Das duas, uma: ou existe aí um sério problema com os plurais, ou você precisa de óculos... "úlcera duodenal" parece-lhe só uma palavra?

 

Menopalsa

É uma chatilce, pois é.

 

Ponto de fulga

Qualquer um serve para fulgir da menopalsa.

 

Estado civil no plural?

Divórcio, claro... quando os dois, que eram um só, passam a ser dois outra vez.

 

Tradução ne me quitte pas

Não me deixes, pá. Serve?

 

Beijo com chocolate

Sabe melhor ainda, acredite.

 

O cheiro do vento em áfrica

... depende da hora a que passa a manada de elefantes.

 

Precisa-se flautista autista

Para tocar para dentro?

 

Alugo quarto lisboa discreto hora

Ora aí está uma informação útil. Já agora... com ou sem brasileiras lá dentro?

 

 

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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Números

 

Na manifestação anterior tinham sido 100.000. Desta vez, o número aumentou para 120.000.

 

Cento e vinte mil professores. Cento e vinte mil cidadãos que levantaram o rabo do sofá e, contra todos os hábitos conformistas e comodistas deste país de demissionários, vieram de toda a parte até à capital, a um sábado, para manifestar a sua indignação e o seu descontentamento com as políticas de Educação que  eles afirmam tornar-lhes impossível a prática da sua profissão.

 

Cento e vinte mil. CENTO E VINTE MIL. CENTO E VINTE MIL.

 

De quantos mais precisará a ministra da Educação para parar este braço-de-ferro sem sentido? De quantos mais precisará para, ao menos, admitir a hipótese de que talvez - apenas talvez - eles possam ter alguma razão?

 

  (Fotografia encontrada aqui)

 

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Loucura colectiva

 

No rescaldo das eleições americanas e ainda sob os vapores do sortilégio que aconteceu por lá, a euforia alastrou dos americanos aos jornalistas portugueses em reportagem. Acabo de assistir na televisão a duas cenas extraordinárias: uma rapariga americana, emocionada, a beijar a mão a Mário Crespo, e Luís Costa Ribas a dizer que Washington lhe parece o Marquês de Pombal.

 

Alguém que os mande voltar para casa depressa, antes que enlouqueçam de vez...

 

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Os deuses devem estar loucos

 

O mundo ocidental vive um estranhíssimo momento histórico. Não sei o que pensar disto...

 

Um brilhante homem de marketing, a vender o seu produto com uma imaginação delirante?

Um lunático, à procura de protagonismo mundial através de uma paranóica teoria da conspiração?

Um iluminado que diz a verdade, uma verdade gravíssima e demolidora?

 

Os deuses devem estar loucos, disso não tenho grandes dúvidas. É ao "fim do mundo" que teremos de ir buscar a nossa garrafa de coca cola, qualquer dia...

 

(Nota: o video foi-me enviado por uma amiga que vive no Canadá)

 

publicado por Ana Vidal às 10:41
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Tragicomédia


 

A moda da stand-up comedy tomou conta deste país, decididamente. De repente, tornámo-nos um povo de cómicos, debitando piadas em qualquer palco, com qualquer público que se preste a ouvir-nos. Já não bastava as mini-estrelas da canção que todos os pais portugueses julgam ter em casa, e que promovem com a convicção inabalável de chegar a ver lançadas no estrelato internacional as suas pequenas Madonnas, agora descobrimos a nossa veia de comediantes. Sobram-nos os motivos e os temas, é certo, mas falta-nos quase sempre aquela dose mínima de sofisticação, de ironia e de subtileza que faz dos ingleses os reis da graça inteligente. Há excepções, evidentemente, mas essas são conhecidas e reconhecidas. A maioria é um desastre.

 

Na impossibilidade genética de imitar os britânicos, acabamos por cultivar um cruzamento entre a piada revisteira e ordinarota (registo em que éramos bons, pelo menos) com uma confrangedora colagem ao humor que aprendemos - mas não apreendemos - com a infindável repetição de séries americanas. Que também as há óptimas, não duvido. Mas que não nos basta passar a beber café por uma caneca, comer hamburgers com ketchup e andar em casa de meias de lã com sola de borracha, para nos transformarmos em genuínos Seinfeld's, disso também não tenho a menor dúvida. Chega a ser deprimente o desfile de mediocridade de hordas de aspirantes a "cómicos" nos concursos televisivos, absolutamente seguros do seu talento, como se a comédia não fosse a mais difícil e ingrata das artes de palco.

 

Mas o fenómeno é irreversível, e já ultrapassou há muito as fronteiras do razoável. Relato-vos um caso que presenciei esta semana, numa missa de sétimo dia. Sim, é verdade: a "piadomania" também já chegou à igreja, e manifesta-se nas alturas mais inconvenientes. Perante uma assembleia consternada por uma morte prematura, duríssima, o padre resolveu fazer-se engraçado. Disse, entre outras inacreditáveis patetices, que rezava o terço a caminho de casa, a guiar: "Uma ave-maria e uma aceleradela, uma santa-maria e um pé no travão", acompanhando esta descrição edificante com um gesto de braços e um estalar de dedos que lembrava o vira do Minho. Ainda estávamos mal refeitos da surpresa e já outra graçola vinha a caminho, no elogio fúnebre: "O ... era um artista. Fez muito do que se pede a um homem para que deixe memória na sua passagem por esta vida. A mim, por exemplo, falta-me tudo: nunca escrevi um livro, nunca plantei uma árvore e nunca tive um filho. Pelo menos até agora... ainda!" E sublinhava o "ainda!" com um sorriso malandreco, como a sugerir que tencionava tratar nessa mesma noite de colmatar essa lacuna. E toda a homilia que se seguiu foi no mesmo tom de stand-up comedy, perante uma plateia contrita pela total ausência de tacto numa ocasião daquelas.

 

Devo acrescentar que nada tenho contra o casamento e a sequente procriação dos padres católicos. Pelo contrário, penso que uma conjugalidade autorizada poderia talvez contribuir para contrariar as estatísticas da desertificação das vocações. Mas esta declaração em tom de piada fácil, completamente deslocada naquele contexto, deu-me vontade de vaiar o padre-humorista ali mesmo, como se faz aos maus actores que mais valia fossem aprender o muito honrado ofício de pedreiro.

 

publicado por Ana Vidal às 01:42
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Pergunta inocente II

 

Se os partidos impõem a disciplina de voto à sua bancada parlamentar, por que carga de água é preciso haver mais do que um deputado por partido?

 

(bastaria que o voto do representante de cada partido valesse na proporção dos votos do seu partido... e pouparíamos todos nós, contribuintes, muito dinheiro em salários, reformas e regalias várias.)

 

Adenda: Tiro o chapéu a Manuel Alegre, que mais uma vez demonstrou ter carácter e não se deixar enrolar numa obediência cega em questões de consciência. Felizmente, ainda é verdade que "há sempre alguém que diz não"...

 

 

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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Pergunta inocente

 

 

Estou baralhada: quando um país declara falência, o que é que podemos esperar a seguir?  Que uma empresa decida se quer uma república ou uma monarquia no conselho de administração?

 

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Sábado, 27 de Setembro de 2008

A importância de se chamar Ernesto

 

Inebriado (ou enciumado?) pelo gesto magnânimo de Sócrates em relação às escolas portuguesas, o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, reclama agora a necessidade de uma distribuição de computadores Magalhães pelos efectivos da polícia. Tento seguir-lhe o raciocínio para ver se percebo a lógica do pedido, mas confesso que não a encontro. Que a Polícia precise de  modernizar-se informaticamente, parece-me perfeitamente compreensível. Mas porque carga de água  há-de ser através de portáteis (ainda por cima criados para crianças), se toda a burocracia se desenrola nas esquadras? Será que o argumento de que os portáteis são "uma arma ultra-leve" sugere que Magalhães tenciona usá-los para... atirar à cabeça dos ladrões, numa perseguição policial?

 

Nah, não me parece... estamos todos a enlouquecer, mas Magalhães não pode ser tão lunático. Mas então... esta obsessão de Magalhães pelos Magalhães só pode ter uma razão: a oportunidade única de ver o seu nome perpetuado na História como o homem que fez a Polícia transpor a modernidade informática... nem que seja gravado na tampa de um laptop!

 

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Sábado, 13 de Setembro de 2008

Can-can de fim-de-semana

1. Alguém me explica o que pode levar uma mulher que tem uma cara bonita, interessante e cheia de personalidade, a querer transformá-la numa cara vulgaríssima, de feições iguais a tantas outras? É que eu, francamente, não chego lá...

 

 

2. Tive ontem uma experiência traumática, ligada à estética. Um dilema lancinante, a que decidi dar o nome de "síndrome Lili Caneças": como chegar ao olho que se quer pintar com um belo risco de lápis, repetindo a maquilhagem de toda uma vida... não tirando os óculos de ver ao perto, sem os quais o risco será um ziguezague inapresentável? Ou vejo e não pinto, ou pinto e não vejo. Alguém me explica como ultrapassar esta angustiante dúvida existencial? Agradecia.

 

 

 

Adenda: Aleluia!!! Aqui está a resposta às minhas preces, que acabei agora mesmo de descobrir na net: os óculos de maquilhagem. Fantásticos!

 

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Tenho um amigo milionário no Burkina Faso, mas é um bocadinho distraído

 

 Vous êtes invité ::

  DEAR FRIEND,
Par votre hôte:   Zalata Soso
 
Message:   DEAR FRIEND,

I AM MR.IBRAHIM ZALATA. I WORK IN THE FOREIGN REMITTANCE DEPARTMENT, BANK OF AFRICA(BOA) OUAGADOUGOU BURKINA FASO.

I HAVE A BUSINESS WHICH WILL BE BENEFICIAL TO BOTH OF US. THE AMOUNT OF MONEY INVOLVED IS ($8.2 MILLION US DOLLARS) WHICH I WANT TO TRANSFER FROM AN ABANDONED ACCOUNT TO YOUR BANK ACCOUNT, ALL TO MY FINANCIAL

BENEFIT AND YOURS TOO ALSO 100% FREE RISK.
FOR MORE INFORMATION CONTACT ME ON EMAIL: (mr_zalatasoso2@yahoo.fr)

BEST REGARDS,
MR.IBRAHIM ZALATA
 
Date:   jeudi 28 août 2008
Heure:   22h 00 - 23h 00  (GMT+00:00)
 
Viendrez-vous   Répondre à cette invitation?

 

 

 

Ó meu caro amigo Zalata, então você só me aparece 45 minutos depois da hora limite, e logo com uma proposta destas? Não se faz...

 

(Nota: recebido por e-mail, às 23.45h de hoje. Ainda não me recuperei do desgosto)

 

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Embustes olímpicos

 

Vou começando a dar razão a quem diz que estes Jogos Olímpicos chineses são uma caixinha de surpresas, quase sempre pouco simpáticas. Já nem falo das questões políticas e do aproveitamento que se tem feito de um ideal olímpico que deveria ser sagrado. Esse é outro campeonato, bem triste por sinal. Refiro-me a pormenores à margem do desporto, mas muito significativos e reveladores: primeiro, foram os fogos de artifício sobre Pequim, que nos deixaram maravilhados e afinal eram puramente virtuais, simulados em computador com quase um ano de antecedência; agora, descobre-se que a boneca de voz maviosa que comoveu o mundo era também um embuste.

 

A China não brinca em serviço, nem poupa esforços para nos atirar aos olhos o pó dourado da perfeição absoluta. Nem que seja à custa de batotas, ou da humilhação de uma criança. Mas... porquê estranhar isto, se é a anulação de um povo inteiro que está por detrás de todo este esplendor?

 

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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Sobre... galináceos

 

Há muito tempo que não ia espreitar o StatCounter e as suas extraordinárias informações, que me dizem, por exemplo, o que procuram as pessoas quando vêm parar aqui ao Porta do Vento. Hoje lembrei-me de fazê-lo, sabendo que alguma coisa me iria divertir. Não me enganei: entre outras estranhas palavras e expressões digitadas nos motores de busca, houve uma criatura que veio a esta casa à procura de - imaginem! - Curiosidades sobre galináceos!!!

 

Confesso que não é um tema da minha especialidade, o que lamento profundamente. Mas como não gosto de desiludir ninguém, fui informar-me para ser-lhe útil, caro leitor. Espero que fique satisfeito com a curiosidade que encontrei... eu, pelo menos, acho-lhe graça.

 

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Ainda sobre o "dia de" hoje...

 

 

Tudo se inventa, hoje em dia. Qualquer teoria é defensável desde que não tenha de ser provada. E no que toca a teorias de auto-ajuda, a oferta é quase infinita. Há até um maduro que defende qualquer coisa de tão extraordinário como o "parto orgásmico". Isso mesmo, leram bem. Um orgasmo durante o parto... querem coisa mais aliciante, tão "a calhar" naquele momento? Uma amiga grávida* mandou-me a notícia por mail e eu não queria acreditar no que lia...

 

Vale a pena ouvir o que diz o iluminado Ricardo Herbert Jones (deixo aqui estes dois excertos para quem não tiver paciência para ler todo o artigo, o que eu, aliás, entendo perfeitamente):

 

"O orgasmo durante o nascimento só pode ocorrer quando todas as variáveis de segurança, afeto, tranqüilidade e equilíbrio emocional estiverem garantidas. Desta forma, o orgasmo será a conseqüência deste ambiente de positividade, e não sua busca objectiva."  

 

"Parto orgásmico é um mergulho profundo no ser feminino. É a descoberta do prazer de parir; o segredo mais bem guardado, no dizer da parteira americana Ina May Gaskin. É uma possibilidade para qualquer mulher desde que possa despir-se das capas de medo criadas pela cultura patriarcal que tenta dominar a força criativa da mulher, culpabilizando-lhe o prazer e domesticando o feminino."

 

O blá blá blá continua aqui, para quem ainda não estiver devidamente esclarecido.

 

Tenho só a dizer-lhe, caro Ricardo Herbert Jones, que só um homem se lembraria de uma destas. Porquê? Porque só um homem pode dizer todas as asneiras que lhe vierem à cabeça sobre um assunto que desconhece em absoluto, sabendo que jamais terá de vivenciá-lo para provar a sua teoria... 

 

Tenha primeiro um filho, meu amigo - e de parto natural! - e depois venha falar-me de orgasmos durante essa experiência light...

 

(*querida Sofia, lamento desenganar-te... a maternidade é a experiência mais extraordinária do mundo, mas não tem nem um pingo de erotismo!)

 

publicado por Ana Vidal às 22:24
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Ora bolas!

 

O Rato Roeu a Rolha da garrafa do Rei da Rússia.

 

O discurso foi este, mais coisa menos coisa.

 

Que Rato? Esse mesmo, o que a montanha pariu.

Que Montanha? Talvez o Pico, nos Açores...

 

 

(Nota: espero que a montanha se conserve quietinha no mesmo sítio, já que vou estar lá dentro de duas semanas...) 

 

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publicado por Ana Vidal às 20:11
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É hoje!

 

Já tenho ouvido de tudo um pouco, mas por esta, confesso, não esperava: hoje, dia 31 de Julho, é o dia mundial do... Orgasmo!!!

 

Não percebo muito bem o que se pretende com a celebração: se um "parabéns a você" para quem o trata por tu, se um "temos pena" para quem nunca o conheceu. Os dias de servem supostamente para lembrar qualquer coisa de uma maneira especial, e talvez este nos queira fazer reviver mentalmente os melhores orgasmos da nossa vida. Será isso?

Dado o ridículo da questão, não tenho grandes comentários a fazer, a não ser que foi inevitável ter-me lembrado daquela velha anedota do homem de meia-idade que conta ao seu médico, com um sorriso rasgado, que só faz amor uma vez por ano.  O médico estranha a anacrónica alegria por aquilo que deveria ser uma enorme frustração, e pergunta ao paciente o porquê de tal felicidade. O homem responde, radiante: Ó doutor, é que... é hoje!!

Quem sabe se quem teve a estapafúrdia ideia de um dia mundial para o orgasmo não é o tal homem da anedota, e... é hoje???

Divirta-se, amigo!  

 

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publicado por Ana Vidal às 01:24
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Ooooops!

 

Afinal, o Hermitage já não terá o anunciadíssimo pólo fixo em Portugal. Os russos acham que nós "não temos dinheiro nem condições" para albergar uma parte da colecção do famosíssimo museu de S. Petersburgo... não percebo bem se acham que o país não tem dinheiro para manter as peças em segurança ou, simplesmente, que os portugueses não têm dinheiro para pagar a entrada. Coisa um tanto estranha, já que a breve exposição temporária no Palácio da Ajuda registou um índice de mais de 100.000 visitantes, cimentando a nova moda lisboeta de acorrermos todos em força a cada nova oferta museológica, criando filas intermináveis e dando a ilusão de que somos um povo preocupado com a cultura. Não me queixo disso, pelo contrário. Pode ser que a moda pegue de vez, e passemos a interessar-nos mesmo por estas coisas...

 

Mas, voltando ao Hermitage (ou deve escrever-se Ermitage?), é pena que, entretanto, tenhamos gasto um milhão e meio de euros (!) nos preparativos para a instalação do tal pólo fixo, pelos vistos dado como coisa garantida, por Moscovo, ao governo português. De outro modo, como se justificaria este excesso de confiança e os gastos avultados com um "projecto" não confirmado? E, já agora, o que fazer com o espaço já destinado a tão frustrado desejo?

 

Será pedir de mais que alguém nos explique tudo isto, por favor?

 

(Como se vê, hoje estou em maré de ler notícias...)

 

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publicado por Ana Vidal às 16:08
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Domingo, 22 de Junho de 2008

Vovô Bin Laden? Era eu...

A propósito da teoria da reencarnação, o Paulo Cunha Porto  foi saber neste site (de seriedade inatacável, evidentemente...) quem teria sido, numa vida passada. Saiu-lhe na rifa um sacerdote pré-colombiano, empoleirado numa pirâmide de Teotihuacán a pedir chuva aos deuses. Meti-me com ele por causa disso e fui duramente castigada (por esses deuses, com toda a certeza...): na minha rifa veio, nada mais nada menos do que... um avô do Bin Laden!!

 

 

Diagnóstico de su vida pasada:


No sé si le parecerá bien o no, pero usted era males en su última encarnación terrena. usted nació en algún lugar del territorio que hoy es Arabia Saudita en torno al año 1250. Su profesión era pastor, jinete o guardabosques.


Un breve perfil psicológico de su vida pasada: :


Tipo revolucionario. Inspira cambios en todas las esferas – política, negocios, religión, cuidado del hogar. Podría haber sido un líder


La lección que su vida pasada le ha dado para la encarnación actual :


Lo suyo es la resolución de problemas de contaminación ambiental, reciclaje, malos usos de materias primas, eliminación de radiactividad por todos los medios, incluidos los métodos psicológicos..


¿Recuerda ahora?

 

E ainda têm dúvidas, se a ideia me parecerá bem ou não...

Yo no me acuerdo de nada, lo juro por Dios!! 

 

Mas, pelo sim pelo não, já estou a treinar algumas técnicas de tortura psicológica para eliminar resíduos radioactivos, caso os outros métodos falhem.

 

publicado por Ana Vidal às 01:26
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Para quem achou...

... que eu estava a brincar...

 

sexta, 13 junho

CASE-SE NO MAXIME!

 

  

«No dia de Sto António – o casamenteiro – todos os que falharam a célebre cerimónia diurna do casório na Sé, ainda podem dar o nó! Basta para isso dirigirem-se à Pr. Da Alegria e contrair matrimónio ali mesmo, em pleno Maxime! Toda a gente se pode inscrever para este casamento nocturno sem igual. Tragam os amigos e a família, e brilhem no evento mais mediático do século, ao som dos flashs e disparos das cameras fotográficas! 

 

Não pensem que é só de brincadeira! Uns são a sério com registo e tudo aquilo a que se tem direito, outros faz de conta! Tudo bem animado, pois no que toca à brinacadeira, será o Padre Vieira (não o António, mas sim o Manuel João), que celebrará as sagradas uniões! A festa é abrilhantada pelo conjunto musical “Os Irmãos Catita” e ainda por Mitsuhirato, o DJ mais casamenteiro desde Frei Tuck!x

 

Inscrições para todo o tipo de casamentos. E casar à noite tem outro charme! Para além do mais, esta “igreja” tem bar, palco, sala de convívio, instalação sonora, toiletes e muito mais! Se quer um Sto. António sublime, case-se-no Maxime. Oferta de bolo de noivos, certificados de casamento Maxime e fotografias para mais tarde recordar!!! Noivos que ainda pretendem inscrever-se e que tragam pelo menos 10 convidados, não pagam os bilhetes de entrada. Compareça e enubeça!»


Pela minha parte, aqui fica uma sugestão para a decoração do bolo:

 

 

publicado por Ana Vidal às 20:31
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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Romantismo ao rubro

Estou a ponderar seriamente esta proposta. É difícil imaginar um local mais adequado para um casamento romântico, por isso a tentação é grande. Tem, além disso, a vantagem de poupar no vestido de noiva (estão pela hora da morte...): neste caso, a tradicional liga será o suficiente.

 

Mas tenho que me despachar porque as inscrições são limitadas, e imagino que haverá uma corrida a esta catedral para um casório inesquecível. Afinal, o nosso Santo António nunca foi tão longe na sua vocação. A lua de mel, presumo, será em Amsterdam ou em Pigalle.

 

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publicado por Ana Vidal às 12:46
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Sábado, 17 de Maio de 2008

Hipocondria


 

DOENTE SEM FRONTEIRAS

 

Acordo na ressaca do Castilium, apalermado de dores de cabeça e extenuado das cólicas nocturnas do Gutalax. Tropeço, meio zonzo, até à casa de banho. Bombardeio a retrete numa escatologia devastadora que, finalmente, me liberta dos despojos da véspera. Engulo duas Aspirinas em jejum e desço cambaleante para o pequeno-almoço, ansioso por um choque vitamínico de Centrum que engulo com sofreguidão, juntamente com um Goronsan. No pé, uma coceira imensa irrompe de supetão, impedindo-me de raciocinar. Os dermatófitos massacram-me os entrestícios à beira da telangiectasia. Corro a encharcar-me em creme Pevisione. Pelo caminho descubro que a afta da véspera continua em ebulição. Dou-lhe com Bocagel. Já mais acordado, meto uma de Zarator para o colestrol e tenho a sensação fantástica da absorção calma dos lípidos pela acção da atorvastatina. Está na hora do Relmus e do Voltaren na descontracção do torcicolo que me arrasa vai para três dias. Nesta altura começo a sentir uma ligeira claustrofobia que, por sistema, me ataca pelas 11h da manhã. Corro para a rua, onde de imediato entro em agarofobia. Mesmo assim prefiro do que a apeirofobia da véspera, safa! Regresso a casa cozido com as paredes e sento-me para meio Victan, só para acalmar o pânico. Não dá para exagerar por causa do Prozac que ando a devorar. A úlcera duodenal manifesta-se na abstinência de Omeprazol. Enfio dois, pelo sim, pelo não. Chega o almoço e vem a dose do costume: Asacol e Dicetel, acompanhados a mousse de chocolate. A meio da tarde vai um Cialis para dar mais potência à intenção. A cabeça entra a latejar impenitente. É dia de enxaqueca. O apelo ao Migraleve é irresistível. Jantar normal apenas com suplemento mineral à base de fósforo, ferro e magnésio. Meia-noite. Deito-me com o sabor amargo do Castilium. Ainda bem que sou saudável!

 

Um texto fantástico de Jorge Pinheiro

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publicado por Ana Vidal às 16:01
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Patinhês



Ouvido há pouco, na SIC Notícias: "A minha verdade é a força da sintonia com as novas elites do PSD, no seio das bases" .

Esta pérola de clareza e profundidade é a divisa do Programa de Campanha de Patinha Antão, que foi logo declarando apoiar Alberto João Jardim se a sua própria candidatura não vencer.

Com "elites" deste calibre, não me parece que as bases vão longe...

(Imagem: Cartoon de Millôr Fernandes)

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publicado por Ana Vidal às 15:54
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Até que enfim

Miguel Vieira (um conceituado estilista português, para quem não conhece o nome) afirmou há tempos, numa entrevista, que "na moda portuguesa não existe anorexia". Eu já tinha ouvido dizer o mesmo a Fátima Lopes (a estilista, não a apresentadora). E a afirmação que ambos sustentam, obviamente falsa, é ainda mais grave porque vem de pessoas que são co-responsáveis por uma realidade dramática que só elas parecem não ver.
Revolta-me a indiferença, ou, o que é pior, a lúcida cumplicidade no crime. Os distúrbios alimentares são um dos grandes flagelos com que se debatem as sociedades ocidentais, hoje em dia. A nossa também, como é evidente. Talvez menos do que outras, comparativamente, mas não é por isso menos preocupante. Não existe anorexia??? Por favor! E, mesmo que não existisse "no interior" do mundo da moda (o que é falso), o que dizer do mundo "cá fora", a quem a moda se destina? Ou será que a influência daquelas figurinhas cadavéricas (que dão pelo nome de manequins) nos adolescentes, também é inexistente? É só ter a coragem de ir até ao Hospital de Santa Maria, por exemplo, e ver... com olhos de quem quer ver. Mais: não é apenas um problema feminino. Cada vez mais está a afectar os rapazes também.

Se pensarmos que é exactamente do mundo da moda que pode vir a solução para resolver uma boa parte deste terrível problema, não me parece exagerado falar em atitude criminosa. A Organização Mundial de Saúde anda, há anos, a apelar repetidamente aos grandes costureiros e opinion leaders da moda internacional - que ditam como devemos ser por fora - que promovam uma imagem feminina mais saudável, o que passa naturalmente por um peso equilibrado. Só Espanha, inteligentemente, lhe deu ouvidos (A Moda Madrid, com a exigência de um peso mínimo para as manequins, conseguiu a atenção do mundo inteiro e muita publicidade de borla para os desfiles, além da simpatia geral). É incompreensível que todos os países não lhe tenham seguido o exemplo. Seria tão fácil! Os gurus da moda têm um poder tal, que bastaria a sugestão de uma mulher mais "cheia" como ideal de beleza, para que todas as mulheres do ocidente quisessem parecer-se com ela.
Isto para não falar de outra aberração: a de utilizar esquálidas rapariguinhas de 13 e 14 anos (autênticas Lolitas autorizadas), produzidas como se fossem adultas, desfilando roupas que se destinam a gente muito mais madura, que é a que tem poder de compra. Esse é outro escândalo, que deveria também ser visto com atenção. Até porque ambos estão intimamente ligados: numa idade em que os corpos não estão ainda completamente formados, as carências alimentares - e também as drogas e o álcool que elas usam para iludir a fome - impedem o normal desenvolvimento e causam outras doenças graves. É irónico, sobretudo se pensarmos na ilusória duração destas carreiras, mesmo as (poucas) bem sucedidas.

É por isso que é inadmissível que se continue a tapar o sol com a peneira, fingindo que está tudo bem. Em Portugal ou em qualquer lado, ainda por cima em nome de inutilidades. E é por isso também que me alegrou agora esta boa notícia. Finalmente, parece que algum bom senso iluminou os grandes do mundo da Moda. França, a capital desse mundo, a dar o exemplo, depois de Espanha ter aberto o caminho. O meu aplauso. Até que enfim.
publicado por Ana Vidal às 11:40
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Disparates do Statecounter


quando posso entrar com acção de uso capião? - Desde que não seja contra o Porta do Vento, avance quando quiser, amigo. E depois pague um copo, se ganhar.

existe a enzima no coração? - Existe, claro. Fica entre os ventrículos e nunca está quieta.

amor antigo não esquecido - Pois... esse problema toca a muitos. Experimente umas pílulas de Alzheimer, talvez resulte.

mulheres loiras na praia - Outra vez, caramba? Ainda não as encontrou???

constipal - Ou Ben-u-ron, também serve. Atenção, não confundir com Ben-Hur, que não cura ninguém. Pelo contrário, pode levá-lo à boca de um leão esfomeado.

elizabeth taylor e burton ateu - Problema deles, não acha?

taylor fome - Fome? Não me parece, amigo. O problema dela sempre foi mais o contrário...

love hurts - Ah, pois é... o que é que julgava? Claro que tem sempre a alternativa do futebol...

como fica em inglês a palavra te gosto - Fica bem, obrigada. Mas qual delas: "te" ou "gosto"?

ventos de cor - Aqui não somos racistas, gostamos muito de ventos coloridos.

a vida e a obra: frida collo - Essa pintora não conheço, lamento. Será prima da outra?

eu sou uma porta - É triste, admito, mas veja a coisa pelo lado positivo: assim passam-lhe ao lado imensos problemas que afligem os inteligentes!

declarações de amor para julianne - Deixe-se de palavreado e dê-lhe um beijo, vai ver que ela gosta!
10 billiontrillion trillion carats - É o valor deste blog, não sabia? Mas não está à venda.

espero que aqui jaza - Não espere, não vale a pena. Enganou-se na porta, o cemitério não é aqui.
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publicado por Ana Vidal às 22:56
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Jamé dito


Estive a ouvir, deliciada, as justificações do ministro Mário Lino para as "frases infelizes" (palavras do próprio) que disse, num passado próximo de que todos nos lembramos, sobre a polémica localização do novo aeroporto.
Em entrevista à SIC Notícias, perante uma Ana Lourenço a lutar para conter o riso, Mário Lino voltou a meter os pés pelas mãos ao dizer que "jamé disse jamé", quem o disse foram os autores dos estudos apresentados. Tudo uma confusão dos media, portanto. Quanto à classificação da margem Sul como "um deserto", lá admitiu ter usado a expressão. Mas afirmou ter ficado genuinamente espantado com a repercussão que tais palavras tiveram nos autarcas atingidos e nos habitantes da margem Sul a quem tinha chamado beduínos (esta é minha, não foi ML que disse, claro), já que, no almoço onde a brilhante metáfora fora proferida, ninguém se tinha mostrado minimamente incomodado com ela.
Ora, daqui concluo que Mário Lino conhece mal os portugueses. Em primeiro lugar, a esses almoços e jantares dos políticos vai-se para comer à borla, e nunca para ouvir o que quer que seja. Depois, uma refeição é uma coisa sagrada. Desde que seja farta e bem regada, a benevolência é garantida. Mais depressa os convivas se amotinariam por um bacalhau sem sal ou uma mousse deslaçada do que por uma ofensa, mesmo que fosse às senhoras suas mães.
A seguir, garantiu vir a respeitar religiosamente o período de nojo imposto pela lei antes de aceitar um cargo de administrador numa grande empresa pública ou privada, quando sair do governo. Ou seja, ficamos a saber que já está a preparar a reforma.
Por fim, quando eu já estava a desesperar de encontrar algum interesse no desastrado ministro, algumas características pessoais suas, lidas pela jornalista no teleponto, salvaram-no do abismo sem remissão. Pelo menos aos meus olhos. Parece que Mário Lino é um fervoroso amante de ópera, tem assinatura nos concertos da Gulbenkian e é fumador de cachimbo. Por estas, confesso humildemente que não esperava.
Mas também fiquei a saber que exercita os neurónios nas tabelas do Sudoku, e isso é que me deixou desconfiada: ou treina pouco ou faz batota, porque os resultados dessa intensa actividade intelectual não se viram até agora, jamé...
publicado por Ana Vidal às 23:49
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Que las hay, las hay...

Não vou comentar a história em si, já que tem tido nos media cobertura mais do que suficiente e até excessiva, quanto a mim. É um caso triste de espalhafato mediático sobre um homicídio doméstico, alegadamente cometido por uma figura do jet set nacional (se é que isso existe por cá...), como lhe têm chamado as "revistas do coração". Erradamente, ainda por cima, porque esta pessoa era absolutamente desconhecida nesses meios não fosse o envolvimento, mais ou menos escandaloso, com outra figura dos mentideros portugueses: o inenarrável José Castelo Branco.
Apenas chamo a atenção para uma espantosa coincidência (ou será gralha do jornal?) que encontrei ao ler a notícia do Sol: o advogado de acusação - Paulo Cruz - tem exactamente o mesmo nome que a vítima, marido da acusada!! A ser verdade, é um caso invulgar daquilo a que costumamos chamar "ironia do destino"...
Adenda: Parece que era mesmo gralha, afinal.
publicado por Ana Vidal às 14:34
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Sábado, 5 de Abril de 2008

Avec...quoi?


Demoiselles... dêem largas á imaginação... abram portas e janelas de par em par... ás zero... em ponto... Maldoror depositará uma flor... em vossos corações... eleitas entre biliões...
"J'ai fait un pacte avec la prosttution afin de semer le désordre dans les familles"

Chat Noir avec

À minha caixa postal têm vindo parar, ultimamente, mensagens surreais de um tal Chat Noir Avec (???), escritas num francês macarrónico ou num português arrevezado, que se supõem misteriosas mas não passam de cómicas. Imediatamente antes da assinatura, a invariável frase ameaçadora: J'ai fait un pacte avec la prosttution afin de semer le désordre dans les familles.

Ora bem, o que eu quero dizer a este gato preto é que as únicas coisas que tem semeado por aqui são... erros ortográficos de bradar aos céus. A não ser que o Avec esteja ainda por aparecer com novas pragas, mais sedutoras do que uma flor depositada no coração das eleitas escolhidas entre biliões (não conheço as outras demoiselles contempladas mas estou habituada a ser a única eleita, pelo que o plural ainda me parece excessivo), até agora esse pacto de desunir famílias ainda não fez qualquer efeito.

Não perca tempo comigo, bichano. Há-de haver quem se deslumbre com o seu francês de Alcabideche e o seu Maldoror Valentino, semeando flores em noites de lua cheia. A mim, ingrata como sou, só me dá para rir. Já tentou as Mães de Bragança?

Adenda - Não resisto a partilhar a última mensagem que recebi, hoje mesmo, do Chat Noir Avec, que agora se tomou de fervores monárquicos e poéticos e acrescentou mais um idioma à sua vasta cultura linguística: o castelhano. Ora vejam:

..."todas ibamos a ser reinas"...se Leticia...lo iba...porque no tu...noche de sueño...

...esta noche... petite demoiselle ...te daré el...cielo...deste amor...que és de Pedro...por...Inês...

Estou quase a ceder. Quem é que resiste a isto, digam lá??

(07/04/2008)


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publicado por Ana Vidal às 12:04
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

O pior de nós

Recebi este texto de um amigo, por e-mail, com o pedido de divulgá-lo pelos meus contactos. Melhor do que isso é pô-lo aqui, o que faço com muito gosto. Fiz alguma pesquisa para confirmar a veracidade desta história inacreditável, e parece que é mesmo verdadeira. Por incrível que pareça, um espírito doente lembrou-se de chamar Arte a esta cruel aberração. E, pior do que isso, alguém (com responsabilidades neste sector) lhe deu cobertura. Pela segunda vez, ainda por cima.
«Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, acolheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte, presenciaram impassíveis a agonia do pobre animal. Até que ele finalmente morreu, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário.

Parece-lhe forte? Pois ainda não é tudo: a prestigiada Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era Arte, e deste modo tão absurdo Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2008. Facto que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura nesta petição:
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
(não tem que pagar nem registar-se para assinar a petição) para que este homem não seja felicitado nem chamado de 'artista' por tão cruel acto, por semelhante insensibilidade e desfrute com a dor alheia.»

Nota minha: Por outras fotografias que encontrei na net pode ver-se a indiferença com que os visitantes da galeria reagiram a esta "experiência". Ninguém se lembrou, ao que parece, de tirar dali o cão, de levar-lhe comida ou, pelo menos, de perguntar qual seria o seu destino. Por cima do animal, na parede, há frases escritas... com ração! A natureza humana não pára nunca de me surpreender.
Eu já assinei a petição, claro.
publicado por Ana Vidal às 23:21
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

De volta ao mundo real

Mais de 30 advogados começam, esta terça-feira, a colaborar com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para evitar a prescrição de milhares de multas de trânsito. Por cada proposta de decisão, cada advogado vai receber 1,67 euros.

(ler o resto da notícia aqui)

O estado de graça da minha primavera poética não durou muito. As notícias que nos entram pela casa dentro constantemente, triste realidade de um país à beira de um ataque de nervos (muito aguentamos nós, brandos cidadãos!) são de um absurdo pernicioso e inquietante. Estamos a viver num estado policial, muitos o sentem e todos os dias esta sensação aumenta. A pressão impõe-se, sem apelo nem agravo, e só muito raramente há uma compensação que alivie o garrote das medidas titânicas deste governo.
Sobre Justiça, acho que todos concordamos: temos, desde sempre, uma "justiça injusta" e demasiadamente lenta, em que casos de gritante e elementar reparação prescrevem por carência de efectivos e excesso de processos sobre as secretárias dos advogados que o Estado paga (leia-se: que nós, todos nós, pagamos com as nossas contribuições e impostos). Direitos básicos são ignorados, reclamações mais do que justificadas são liminarmente eliminadas pelo implacável cilindro do Tempo, sem que ninguém faça nada para alterar este estado de coisas.
A medida agora anunciada - as multas de trânsito prestes a prescrever, "salvas" do esquecimento por advogados privados pagos "à peça" pelo Estado (leia-se de novo: por todos nós) - prova bem, uma vez mais, o que é prioritário para os nossos governantes: arrecadar receitas, a todo o preço. A criatividade das medidas é toda canalizada para este objectivo único, que se sobrepõe a todas as outras necessidades nacionais. Uma solução deste tipo - a contratação pontual de advogados desempregados ou mal pagos - pagando-lhes da mesma forma, poderia acelerar a resolução de muitos desses casos que se eternizam nos tribunais. Mas não: ganhou a caça à multa e aos trocos dos portugueses. Isso, sim, é importante. Estamos entendidos.

publicado por Ana Vidal às 11:11
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Feira de Velharias (2)

A vitória do sr. Costa

Vieram de Freixo-de-Espada-à-Cinta, de Cabeceiras-de-Baixo e de Alguidares-de-Cima, todos eles interessadíssimos no resultado das eleições na capital. Chegaram nas carrêras apinhadas, cantando a plenos pulmões, pelo caminho: "1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... viva a nossa caminete!" e "Senhor chófer, por favor, ponha o pé no acelarador!".
Trouxeram os fatos de-ver-a-Deus, as arrecadas e cordões de ouro e os sapatos bem engraxados, porque não é todos os dias que se aparece na televisão. Sorriram para as câmaras com as dentaduras dançantes, sonoras como castanholas, de olhos arregalados pelo tamanho do hall do hotel Altis (maior do que a Casa do Povo inteirinha, benza-o Deus!). Receberam bonés e bandeirinhas para agitar no ar, que puderam levar para casa para exibir depois, orgulhosamente, no vidro de trás do carro. Tiveram direito a ração melhorada e a fotografia de grupo da excursão, para mais tarde recordar.
Mas... recordar o quê? Que foi preciso chegar-se ao ridículo de recrutar gente por esse país fora para fazer número, para gritar vivas ao candidato vencedor de Lisboa (aquele senhor que aparecia dantes lá na terra, a prometer muitas coisas quando toda a serra já tinha ardido...), porque os lisboetas se estão marimbando para a palhaçada da política, foram todos a banhos e já descobriram, há muito tempo, que não há almoços grátis?
Era vê-los, felizes mas um bocadinho apardalados, sem saber muito bem ao que vinham. Por Mafra passaram a correr, viram o convento de longe, "é grande, o manganão", e desaguaram em Lisboa sem saber como. Mas, que importa lá isso? Valeu o cumbíbio. E os comes e os bebes.
O resto?... o resto é paisagem!
(Publicado a primeira vez em 17-07-2007)
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Sábado, 8 de Março de 2008

Dia de... quem??

Já o disse várias vezes aqui - embirro solenemente com esta moda dos "dias de". Mas com o de hoje, confesso, embirro mais ainda.
Não me interessa se se aproveita a data para chamar a atenção para os problemas do universo feminino, que continuam a ser muitos e graves, infelizmente. Lamento é que as mulheres se agarrem a esta migalha patética para fazer valer os seus direitos e ouvir a sua voz, não percebendo que o seu "dia de" as remete para o eterno guetto do costume: o de uma estranha população incómoda, barulhenta e histérica, que no passado perdeu muitas vezes a razão pelos excessos e que se agiganta agora em todas as frentes, ameaçadora. É ridículo que haja um "dia da mulher", pela simples razão de que essa inocente (?) intenção converte todos os outros em "dias do homem". Ou não será assim?
Todos os dias são, afinal, das mulheres e dos homens, construindo pontes e derrubando barreiras sem espavento mediático, talvez, mas com muito mais eficácia. Dando uso às emoções mas também à inteligência, que é para isso que serve o cérebro que todos temos, homens ou mulheres. Por isso, este dia especial não faz o menor sentido para mim. Mais: é um insulto.
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Vergonha

Que país é este, que ao fim de sete anos ainda não fez um público e inequívoco mea culpa quanto às vítimas de Entre-os-Rios?
Que ao fim de sete anos ainda não indemnizou (e seria sempre apenas simbólico) as famílias, como se estas estivessem a pedir alguma coisa a que não têm direito, depois de uma tragédia de que não tiveram a menor culpa e lhes alterou a vida para sempre?
Que ao fim de sete anos se sujeita, sem vergonha à vista, a esta bofetada de luva branca, dada com toda a categoria por essa gente desiludida por tanta injustiça e tanta falta de dignidade?
Parece que só Camões os entende e justifica:
...
Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se não a tivera merecida,
Começa de servir outros sete anos,
dizendo: Mais servira, se não fora
pera tão longo amor tão curta a vida!
Nota: Junto-me, assim, ao protesto do RAA, no Abencerragem.
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Suicídio?????


Ainda me hão-de explicar como é que alguém se suicida assim, com três facadas no peito...
Ou será que a contabilidade dos suicídios portugueses (nas estatísticas para UE ver) ainda aguenta alguns mais, ao contrário da dos homicídios, que nos últimos tempos vem descompondo perigosamente o idílico quadro dos brandos costumes?
Adenda: Não resisto a incluir aqui uma definição deste caso que diz tudo, encontrada no blog Hole Horror: "Suicida suicida-se e depois de suicidado continua a suicidar-se".
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Negar a evidência



O desemprego vai diminuir.
Não se sabe quando, mas vai.
Um dia. Talvez ainda neste século...


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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Domingo


Por muito blue que me ponham os domingos, o surpreendente StatCounter salva-me sempre da neura. Hoje, diz-me que houve gente que veio aqui à procura de respostas para dúvidas existenciais profundas, eu diria mesmo lancinantes. Como não gosto de deixar ninguém angustiado, vou tentar ajudar. Mas não prometo grandes revelações. Ora bem:
Para quem procura "mulheres loiras na praia", lamento informar que não é a minha especialidade. Não aconselho a Suécia, por duas razões: fica um bocadinho longe e as praias são frias. Enfim, ligeiramente. Mas acho que, sem ter que procurar muito e se não for muito exigente na qualidade das tintas, há-de encontrar muitas loiras nas praias portuguesas.
A quem está desesperado por "chapéus femininos matinais para casamento", seja para um casamento mesmo ou só por fétiche, lembro a sempre airosa e tão útil touca de banho, que de manhã fica sempre bem.
Finalmente, vá-se lá saber porquê, há quem espere de mim "ideias de como fazer um arrastão no São João". Por muito boa vontade que eu tenha, meu caro, isso é que eu não sei mesmo. O São João, para mim, é mais sardinhas e manjericos. Mas não corte já os pulsos. Posso falar-lhe da experiência de Carcavelos, que parece ter corrido muito bem: junte muitos amigos (de preferência dos que morem nas Marianas, Cova da Moura, Chelas e outros bairros chiques como estes), organize com eles um passeio à praia, em hora de enchente, marque o dia 24 de Junho para o evento, e... divirtam-se! Com sorte, até vai encontrar o amigo que anda à procura de loiras na praia e, quem sabe, ficam amigos para sempre e fazem juntos muitos outros arrastões...
E é tudo por hoje. Espero ter sido útil, não quero que vos falte nada.
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publicado por Ana Vidal às 18:16
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Tiro ao alvo

Acabei de ouvir, na televisão, uma notícia espantosa: os elementos da PSP vão ser submetidos a um exame de tiro para apurar da sua perícia no uso de armas de fogo. Os que não provarem ter uma boa pontaria ficarão reprovados no dito exame, e consequentemente proibidos de usar armas daí em diante, no seu trabalho do dia a dia. Fiquei perplexa. Conhecida como é a penúria de equipamento destribuída aos guardas - que têm que adquirir, pelos seus próprios meios, fardas, coletes à prova de bala e até as próprias balas - imagina-se o vasto treino que estes homens terão de carreiras de tiro...
Sendo assim, presume-se que grande parte destes efectivos chumbará no exame e ficará sem poder usar uma arma em patrulhas, controle de bairros problemáticos, espaços nocturnos, etc. Some-se a isto a total desautorização de que têm sido vítimas nos últimos anos, mais o galopante número de armas de fogo ilegais em mãos desconhecidas, e o resultado desta medida é fácil de prever. Falta só um novo design de fardas para a PSP, com um alvo desenhado no peito.
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publicado por Ana Vidal às 23:54
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Paz podre

Não é de agora a minha decepção com os critérios que, nos últimos anos, têm presidido à atribuição do Nobel da Paz. Do inicialmente alto grau de exigência que reconhecia feitos de personalidades extraordinárias (no sentido de "invulgares") ao serviço de causas inequivocamente dedicadas ao bem da Humanidade, de uma forma altruísta, passou-se a uma moeda de troca política, conveniente e adaptada às circunstâncias.
Eu sei que figuras como Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Gandhi (que nunca o recebeu, apesar das sucessivas nomeações...), Martin Luther King ou Muhammad Yunus, para citar alguns nomes, não aparecem todos os dias. Mas era preferível que o prémio não fosse atribuído sempre que não houvesse, para recebê-lo, alguém deste nível. Juntar no mesmo saco, a estes nomes, os de políticos que se limitam a fazer o trabalho para que são (bem) pagos, movidos quase sempre por uma legítima (mas não premiável) ambição pessoal, é, quanto a mim, desvirtuar o próprio espírito do Nobel e fazê-lo descer ao nível da mediania reinante. Por isso o Nobel da Paz deixou de merecer o meu respeito, de há uns tempos para cá.
Os políticos que continuem a medalhar-se alegremente uns aos outros, e que tirem disso os dividendos esperados. Para mim, não valem por isso nem mais um cêntimo. Muito pelo contrário.

publicado por Ana Vidal às 14:45
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Diz-me quem te reforma, dir-te-ei quem és

"Paulo Teixeira Pinto, ex-CEO do Millennium BCP, afirma não ter recebido uma «indemnização de 10 milhões de euros» pela renúncia ao referido cargo, nem sequer pela rescisão do contrato de trabalho enquanto quadro do banco, apenas lhe tendo sido paga «a remuneração total referente ao exercício de 2007». Mais informa que passou à situação de reforma «em função de relatório de junta médica»."
Pouco mais há a dizer sobre este assunto. Todos os comentários já foram feitos, todas as indignações já foram gritadas aos sete ventos. E todos eles sem qualquer efeito, como se sabia que iria ser, desde o princípio.
Não venho aqui acrescentar protestos, clamar por justiça social nem invocar vergonhas que não existem onde deviam existir. Apenas me lembrei de uma amiga minha que espera, há mais de dois anos, a caridade de uma sentença favorável de junta médica para o seu pedido de reforma por doença. E está doente, sim. MUITO doente: tem uma doença rara, incurável, incapacitante e de evolução rápida, que lhe dá dores permanentes e uma deformação progressiva das articulações. A profissão, que exerce com paixão há mais de 20 anos? Educadora de infância...
Já juntou infindáveis relatórios de especialistas, todos eles absolutamente conclusivos, e já se apresentou com eles em, pelo menos, 3 juntas médicas. Perde e recorre, perde e volta a recorrer. E não, não lhe dão a reforma. Porquê? Não faço ideia. Talvez porque é viúva e não tem dinheiro para pagar a um bom advogado, que a defenda desta gritante injustiça. Talvez porque é discreta e tem pudor de levar o seu caso para as televisões, onde se resolveria em três tempos para calá-la depressa. Talvez só por não se chamar Paulo Teixeira Pinto, e não ter sido CEO do Millennium BCP.

publicado por Ana Vidal às 00:38
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Nada na manga, respeitável público

(...) Rádios e televisões oficiais estão a transmitir um apelo das autoridades eleitorais para que o povo cubano se dirija "massivamente" às urnas, "com entusiasmo e espírito revolucionário e com a certeza" de que se trata de um processo "transparente e democrático". Estas eleições serão uma nova demonstração da decisão e vontade do povo cubano de defender o presente e o futuro da pátria", acrescenta o apelo.


Ah, mas é claro que sim!... quem é o espírito de má fé que duvida disto???
A democracia em Cuba é uma evidência. Honi soi...
publicado por Ana Vidal às 18:28
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Uma lágrima, um voto

Acabei de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa dizer que Hillary Clinton ganhou em New Hampshire porque chorou em público. Ao que parece, comoveu-se e soltou umas oportuníssimas lágrimas, quando uma velhinha lhe perguntou como reagia ao excesso de pressão desta campanha.
Concluíu Marcelo que a senhora mostrou, desta forma, uma faceta mais humana que lhe rendeu votos preciosos. Talvez tenha razão, não sei. De qualquer maneira, ver alguém chorar por votos, a mim, parece-me hillaryante.
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publicado por Ana Vidal às 21:25
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Porque no te callas?


Que Mário Soares sempre cultivou uma pose majestática, já todos sabemos. O país deixou-o sempre brincar aos reis, porque sempre lhe achou graça e sempre lhe perdoou tudo. Em nome de uma dívida antiga, possivelmente, já que ele nos "salvou" de uma mais do que certa condenação a um comunismo radical altamente preocupante, à época. Mas Soares não pode queixar-se do seu país: Portugal tem demonstrado larga e generosamente a sua gratidão, concedendo-lhe uma espécie de carta branca (que atribui a muito poucos, note-se) e aturando todos os caprichos e excentricidades deste seu longevo enfant gaté. Às vezes, já um bocadinho farto, diz-lhe um "basta!", como aconteceu nas últimas eleições presidenciais. Mas, normalmente, deixa-o passear a sua coroa fictícia sem comentários de maior. Trinta e tal anos depois, a tal dívida já foi, quanto a mim, mais do que saldada.
Mas Soares leva o seu papel de rei muito a sério. Agora, segundo parece, foi o seu "par" espanhol que o inspirou. Na Fundação onde instalou a sua corte, mandou calar sem cerimónias um membro da plateia que interrompeu o discurso de Sócrates com um comentário crítico, dizendo-lhe: "O senhor cale-se, está aqui como convidado mas também pode ser convidado a sair." .
Ora aí está. Para quem sempre fez da liberdade de expressão uma bandeira, não está mal...
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publicado por Ana Vidal às 10:46
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Postal de Londres


Que estranha perversão sociológica pode levar a que um ser humano, adulto e racional, considere uma honra e um orgulho esta auto-condenação a uma não-vida de imobilidade total, tendo como alternativa falar, rir, chorar, saltar, abraçar, enfim, VIVER?

Para mim, a vida dos guardas reais parece-se muito com um infindável ensaio geral para a morte, um papel que qualquer um de nós desempenhará tão bem como eles, afinal, e de improviso.
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publicado por Ana Vidal às 00:57
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Destratado no Tratado


Pela segunda vez em pouco tempo, o pobre ministro Luis Amado (mal-amado, mais propriamente) ficou de mão estendida e ar triste, sem o bacalhau prometido. Agora foi na assinatura do Tratado de Lisboa, à porta do Mosteiro dos Jerónimos, talvez por culpa da confusão gerada pela gaffe protocolar do irrequieto "Sarkô".
É certo que já aprendeu a disfarçar a desfeita que sempre lhe toca, e, desta vez, um ligeiro aperto de... braço, livrou-o de maiores constrangimentos. Mas começo a ter pena dele, porque, se o ditado está certo, não há duas sem três.
Talvez esta pose - de braços firmemente cruzados - o salve da terceira humilhação.

publicado por Ana Vidal às 01:08
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Irresistível

É irresistível espreitar as estatísticas de vez em quando, porque se dá de caras com as misteriosas e hilariantes pistas que trazem as pessoas até ao nosso blog. Aqui ao Porta do Vento, há quem venha parar com estas:


"Você não é nenhum resumo do conto vestido"

(Nem quero... prefiro ser o conto inteiro. Mesmo nu.)


"Casamento matinal?"

(Não, amigo, obrigada. Sou noctívaga.)


"Zé aperta o laço"

(À vontade, desde que não seja no meu pescoço...)


"Devolve-me os laços meu amor"

(Desculpe, não posso. O Zé levou-os todos.)


"Pedalando eu vou"

(Então boa viagem, e veja lá não se arme em camisola amarela.)


"Ementas de luxo"

(Aqui tudo é um luxo, meu caro. O que é que pensava, hein?)


"Estátuas maçónicas"

(Perdão? Disso não temos. Deve ter confundido com o avental das ementas de luxo...)


"Filme chocolate projecto de vida"

(Vê, eu não disse? Quer maior luxo??)

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publicado por Ana Vidal às 00:26
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Humor negro

Como querem que eu respeite a política em Portugal, quando a primeira figura (triste, por sinal...) do maior partido da oposição aproveita a notícia de um crime qualquer para exigir ao primeiro ministro um pedido de desculpas ao povo pela falta de segurança no país???

Será que Menezes acha que faltam motivos SÉRIOS para apontar o dedo ao governo? Será que a demagogia mais básica se aliou de vez ao ridículo? Será que a imaginação e sentido de oportunidade de LFM não chegam a mais do que a esta miséria?

Preocupa-me a prepotência imparável deste governo, mas assusta-me ainda mais a falta de alternativas válidas.

O Bordalo é que os topava bem.
publicado por Ana Vidal às 01:01
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Fecha-te, Sésamo.



Lá chegou ao fim a versão alfacinha do Ali Bábá e os 40 ladrões. Enquanto desarmam a barraca e emalam a trouxa para zarpar (literalmente, no caso da criatura líbia), os nossos ilustres anfitriões esfregam as mãos de contentes, por tanto êxito alcançado com esta brilhante ideia. E por terem feito triunfar a diplomacia sobre a barbárie tradicional. Porque será que não me convencem?
Enfim, acabou a farsa. Na melhor nódoa cai o pano.
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publicado por Ana Vidal às 20:32
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