Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Tratamento psi


A nova empregada de uma amiga minha era uma ucraniana robusta e de ar simpático, dessas que vieram parar ao nosso país em busca de uma vida mais parecida com a de um Ocidente romantizado pelo velho "mundo vermelho". Psicóloga. Pelo menos era o que ela dizia ser, que a minha amiga não tinha maneira de confirmar-lhe o curriculum nem estava muito interessada nisso: aparentemente, gostava dos miúdos e parecia entender-se bem com eles (são quatro, dos 4 aos 12 anos) e isso era tudo o que lhe parecia importante saber. Mas um dia, ao chegar a casa mais cedo do que o habitual, encontrou o Miguel (7 anos) a chorar copiosamente. Não era costume. Sem conseguir arrancar-lhe uma explicação para aquele pranto, perguntou aos outros o que se tinha passado. A resposta da Maria (4 anos) foi a única imediata: "Foi a Lluba que lhe deu um estaladão, mãe. E o Miguel agora está com um traumatismo ucraniano".

publicado por Ana Vidal às 23:50
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8 comentários:
De av a 5 de Fevereiro de 2008 às 01:29
Que raio é isso, JG?
De JG a 5 de Fevereiro de 2008 às 01:22
É sempre uma "faca de dois legumes" saber quem se mete em casa.
Neste caso foi um "traumatismo ucraniano". E se fosse um "enjoo de capixaba"? Onde é que se ia arranjar cura para isso?
De av a 4 de Fevereiro de 2008 às 23:41
Também não sei se é assim que se escreve, parece-me que sim.

Bom, digamos que a aparência dos nossos imigrantes tem vindo a melhorar substancialmente, nos últimos anos...
;)
De Teresa a 4 de Fevereiro de 2008 às 23:34
(sonora gargalhada)

Ai do que tu te foste lembrar! Max du Veuzit!!! (será assim que se escreve? Acho que sim...)
De av a 4 de Fevereiro de 2008 às 23:30
E encheram as nossas cabecinhas de fantasias... como o "John, Chauffeur russo", lembras-te?
De Teresa a 4 de Fevereiro de 2008 às 23:18
A resposta da Maria foi hilariante!

Só de raspão a passar pelo post: uma coisa que me espanta - para não dizer que me deixa um bocadinho céptica - é a profusão de licenciados que há entre os nossos imigrantes de Leste. Faz-me pensar nos russos brancos que fugiram a seguir à revolução: eram todos príncipes ou grão-duques.
Ná...

Beijo.
De av a 4 de Fevereiro de 2008 às 17:02
A história é verdadeira, Carlota. São os irmãos que puxam pelos mais novos, é verdade, mas acho que é também a televisão. Os miúdos aprendem palavras que não entendem e repetem-nas noutros contextos, às vezes com graça, como foi este caso.
De Carlota a 4 de Fevereiro de 2008 às 13:40
Não restam dúvidas de que a existência de irmãos mais velhos acelera o desenvolvimento dos miúdos. Eu, que até acho que o meu se expressa com à vontade, acho que não lhe teria arrancado esse discurso aos quatro anos...

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