Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Quem quer ser normal, se pode ser genial?


Já percebo porque é que tanta gente hoje em dia gosta de se dizer bipolar, mesmo sem saber muito bem o que isso é: a genialidade é um adereço que fica sempre bem ao tom de pele.
O antigo nome da doença - perturbação maníaco-depressiva - não era tão apelativo, convenhamos. Mas ser bipolar é, para muitos, sinónimo de ser artista.
É claro que não é bem assim: não é verdade que todos os artistas sejam bipolares, e muito menos que todos os bipolares sejam artistas. Ilusões.
Leiam aqui:

Edgar Allan Poe, Lord Byron, Van Gogh e Virgínia Wolf são alguns dos artistas bipolares "marcados pela genialidade e pela loucura" referidos em "Tocados pelo Fogo", um livro da psiquiatra norte-americana Kay Redfield Jamison, hoje apresentado.
"As pessoas com uma vida mais agitada e temperamental, com relações afectivas muito intensas, são mais predispostas para a arte", afirma o psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, que acrescenta que "a arte pode funcionar como uma reparação do equilíbrio perdido em consequência das variações de humor", característica da doença bipolar.

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publicado por Ana Vidal às 22:29
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1 comentário:
De Kýklos a 6 de Dezembro de 2007 às 18:09
Uma Brisa ou Rajada.
Ao mesmo tempo que muitos se gostam de chamar bipolares, porque pode parecer artistico, mas a sociedade ainda tem um grande estigma relativamente ao disturbio maniaco-depressivo.
Vivo entre uma coisa e outra e ainda não sei que tenho.

Se quiseres, dá uma olhada no meu blog.

http://kyklikos.blogspot.com

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