Quinta-feira, 6 de Março de 2008

A marquesa saiu às 5 horas


A minha amiga Meg, incansável e excelente blogueira, propõe um desafio irresistível a todos os comentadores do seu badaladíssimo Sub Rosa (com novo visual, a propósito): o de glosar, à semelhança do que fez o escritor Paulo Mendes Campos (brilhantemente, como poderão ler no post da Meg) esta frase: A marquesa saiu às cinco horas. A frase surgiu de uma ideia do poeta Paul Valéry:
“Valéry, com seu horror à vulgaridade literária, dizia-se incapaz de escrever um romance por não possuir a coragem de redigir uma frase como esta: A marquesa saiu às cinco horas."
Pois bem, Paulo Mendes Campos inventou novas versões para descrever um episódio tão banal como esta saída da marquesa, com hora marcada. Algumas delas são hilariantes. O que vos peço - a vós, ilustres e bem humorados comentadores desta Porta do Vento - é que alinhem na brincadeira e sugiram as vossas próprias versões, contribuindo para o disparate colectivo. Podem fazê-lo na caixa de comentários da Meg, que ela depois fará um apanhado dos melhores (ou de todos, não sei) e com eles fará um novo post.
Eu já contribuí. Vá lá, juntem-se ao desafio. É divertido e ginastica os neurónios...

(Nota: Não resisti a ilustrar este post com um retrato da nossa Marquesa de Alorna)
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publicado por Ana Vidal às 15:48
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12 comentários:
De Huckleberry Friend a 13 de Março de 2008 às 16:55
Pegando na marquesa e imaginando que o episódio se passava às cinco da tarde...

'Porra', gritava a marquesa
Batendo com as tetas na mesa
Mas depois, recordando a educação
Esmerada que recebera na Suíça
Trocou o feíssimo 'porra'
Por um delicado 'chiça'
.
De av a 9 de Março de 2008 às 17:56
E deu-te muito bem. Marquesas por estrear sobre marquesas... que estreia!
Beijo
De MariaV a 9 de Março de 2008 às 14:27
Ou melhor:
"A marquesa saiu às 5 horas do consultório, levada por 2 homens que tinham trazido uma nova. Deitada nesta, pouco depois, suspirava a Marquesa, muito velha, imaginando ser estreada..."
Deu-me para aqui, o que é que queres?
De MariaV a 8 de Março de 2008 às 21:40
Pego na versão da frase d'O Republicano - do Réprobo a quem quero mesmo felicitar pelas 3 brilhantes versões - e digo:
"A marquesa saiu às 5 horas do consultório, levada por 2 homens que tinham trazido uma nova. Nesta, pouco depois, suspirava a Marquesa, jovem, imaginando ser estreada..."
Isto é um bocado estúpido, mas foi o que me ocorreu! LOL
De av a 7 de Março de 2008 às 22:50
Muito bem, querido Réprobo! Não esperava menos de si. É um intercâmbio Portugal-Brasil engraçado, este desafio. Um dia destes lanço eu um aqui, alargado ao Brasil também.
Um beijinho e obrigada por ter respondido à chamada.
De O Réprobo a 7 de Março de 2008 às 22:36
Querida Ana,
já fui e ficou assim:

Olá Meg,
vim aqui pela «Porta do Vento».
O meu contributo seria:
"É evidente que a Marquesa não saiu às cinco horas, pois essa é a impreterível altura do seu chá". - O Fornecedor de Alibis.
Ou:
"A Marquesa saiu às cinco horas. Da casca, não da casa, como ficou por gralha tipográfica, sem ser notícia". - A Redacção do Periódico, desculpando-se ante os protestos dos leitores.
Ou ainda:
"A única Marquesa que há hoje é a cama do consultório do médico. Como querem que ela se tenha posto a andar às cinco horas?" - O Republicano.

Beijinho
De av a 7 de Março de 2008 às 09:53
Mas depois, lembrando-se da esmerada educação que tivera na Suiça... retirou "porra" e disse "chiça"!

Era assim, não era? LOL
De PSB a 7 de Março de 2008 às 08:29
- Porra! - disse a Marquesa, dando um murro e batendo com as tetas na mesa.
- São já 5 da matina e tenho que dar corda aos sapatos...
De av a 7 de Março de 2008 às 02:21
Obrigada, Rose. Gosto muito da Meg, como já disse. E os amigos da Meg são sempre bem vindos aqui no Porta do Vento. É bom ver você deste lado do mar.
Volte sempre.
De Anónimo a 7 de Março de 2008 às 01:50
Exulto em saber que estás em Portugal, se é que acerto.

Sim, Meg é um must. Compactuo contigo.

E quanto a ti gostei de sua ginga na escrita.

Rose Marinho Prado

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