Domingo, 13 de Janeiro de 2008

A eterna inocência


Quem ama nunca sabe o que ama,
nem sabe porque ama,
nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência,
e a única inocência é não pensar.
Alberto Caeiro
(Imagem: "Os Amantes" de René Magritte)
Etiquetas: ,
publicado por Ana Vidal às 23:45
link do post
15 comentários:
De av a 19 de Janeiro de 2008 às 18:09
Caeiro sempre, Júlia!
E volte sempre, claro.
De JuliaML a 18 de Janeiro de 2008 às 10:23
Caeiro, o da alma limpa!

Ah, tenho que a visitar mais vezes,sim!
De av a 16 de Janeiro de 2008 às 11:31
Obrigada, Samuel. Esse é talvez o maior elogio que já fizeram a este blog: fazer bem, seja ao que for. Também tenho andado afastada do Cantigueiro, mas hei-de voltar. Ainda hoje lá passo.

JP, o post nº 200 é fantástico como todos os outros, ou ainda mais. Estás como o vinho do Porto, por isso deixa-te de crises de identidade!
De samuel a 16 de Janeiro de 2008 às 00:50
Cara AV

Venho a ver e ler o blog desde "lá de baixo" e realmente tenho que passar aqui mais vezes... até se tornar um hábito.
Este blog faz bem!

Abraço.
De JP a 15 de Janeiro de 2008 às 18:59
Belo Poema do Tio Alberto Caeiro aka Álvaro de Campos aka Fernando Pessoa aka Ricardo Reis aka Bernardo Soares.

Bem a propósito de heterónimos, o "Eldorado" chega ao post nº200 em plena crise de identidade.

Ler para crer.

Beijos.
De miguel a 15 de Janeiro de 2008 às 14:07
boa resposta À "barb", Ana! eheheh
De av a 15 de Janeiro de 2008 às 14:05
Caro "barb",

já conheço esse seu paleio de outros blogs, sempre a caminho do aeroporto. Não nos conhecemos de lado nenhum nem trocámos nunca uma palavra, sequer. Não sou de censuras nem de apagar comentários, mas não quero publicidade encapotada aqui. Por isso, apanhe lá o avião de uma vez por todas e não volte. A não ser que tenha alguma coisa de mais interessante para dizer.
De barb michelen a 15 de Janeiro de 2008 às 09:48
Hello I just entered before I have to leave to the airport, it's been very nice to meet you, if you want here is the site I told you about where I type some stuff and make good money (I work from home): here it is (http://www.yourtypingbiz.info/billion-dollar-market.php)
De av a 14 de Janeiro de 2008 às 21:37
E eu gosto de tê-lo por cá, Fernando (não é o próprio Pessoa, não?...). Obrigada pela correcção oportuníssima, que será já atendida. Tem razão, Caeiro e Pessoa (o ortónimo) não são o mesmo. Neste caso dou razão ao Caeiro, porque acho, como ele, que o amor não é para ser pensado. É para ser sentido. Mas nem sempre nos podemos dar a esse luxo(porque é um luxo não pensar), não é?


Jayme, que bom ver vc por cá outra vez! A sua glosa ao "poeta fingidor" é inesquecível. Um dia destes ponho-a aqui outra vez. Volte sempre.
De Anónimo a 14 de Janeiro de 2008 às 21:15
Permita-me uma correcção. O poema que apresenta não é de Fernando Pessoa, o ortónimo, mas sim de Alberto Caeiro, o heterónimo.

Parece que não tem importância, mas tem. Enquanto Caeiro é um apologista da recusa do pensamento porque, para ele, o homem não é mais que uma flor ou um rio, e se estes não pensam, por que motivo deverá o homem pensar? Aliás, a recusa do pensamento é afinal a inocência. Caeiro é um heterónimo contraditório, mas isso é outro assunto.
Pessoa, o ortónimo, é aquele que pensa. Ele sabe que o pensamento faz sofrer, mas o que é que ele pode fazer? Podemos encontrar a tentativa de resolução no seguinte:
(...)
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso!
(...)
E o problema fica por resolver, porque tal é impossível.

Provavelmente, Caeiro será uma "possível" solução.
(...)
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
(...)

Gosto de visitar o seu blogue.
Fernando

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

favoritos

O triunfo dos porcos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil


ver perfil

. 16 seguidores

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds