Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Ora aí está!

«Por um Tibete livre
Percebe-se o melindre que provoca a visita do Dalai Lama a Portugal, mas o país deveria enviar um sinal muito mais forte aos tibetanos e aos chineses. Em especial este país, que tanto pugnou nos areópagos internacionais pela autodeterminação de Timor-Leste. Uma audiência com a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros é claramente insuficiente, e, por isso, não ficamos lá muito bem na fotografia. »
Encontrado no Abencerragem, do Ricardo António Alves. Subscrevo, e acrescento: A bandeira da independência sempre foi especialmente cara aos portugueses (à excepção de Saramago, claro, mas esse felizmente não tinha voto na matéria quando tivemos invasões). Porquê este "assobiar para o lado" quando se trata do Tibete, tenha a opressão chinesa os anos que tiver?
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publicado por Ana Vidal às 20:59
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13 comentários:
De ana vidal a 18 de Setembro de 2007 às 20:47
Ora essa, vizinho, por quem é...
De RAA a 16 de Setembro de 2007 às 15:49
Obrigado pela atenção, vizinha.
De ana vidal a 16 de Setembro de 2007 às 03:13
Estou a um passo de mudar de ideias e de não deixar entrar aqui quem não se identifique. Liberdade e responsabilidade são inseparáveis, para mim. Gosto pouco de anonimatos.
De pedro sanchez a 16 de Setembro de 2007 às 02:23
"É verdade Portugal como sempre, nestas coisas da diplomacia Internacional e em tantas outras, tem sempre demonstrado pequenês, contrariamente ao grande povo que somos.

É pena muita pena que nos tenhamos que sujeitar às pressões externas em vez de nos guiar-mos pelos princípios de condutas mais condizentes com Humanismo e Espiritualidade, que este Santo Homem vem apreguando ao Mundo.

Esqueceu-se o Mundo que o que aconteceu no Tibete foi uma ocupação territorial tal como a que aconteceu com Timor.

Estamos mais preocupados em receber Robert Mugabe, para a cimeira UE, União Africana, querendo forçar os Ingleses, que tambem não são flor que se cheire, mas que neste caso tem carradas de razão para não quererem sentar-se à mesa com esse senhor.

Mas infelizmente é assim e por isso a Democracia, tal como dizia Churchil é uma merda mas que não existia nada melhor, está como está em plena queda de nações que são as nossas. É a queda do império ocidental tal como o conhecemos, e ou se dá uma mudança de sistema e acima de tudo de líderes, ou não sei para onde caminhamos".

Beijos, pp.

12 de Setembro de 2007 18:58

Isto foi o que escrevi anteriormente sobre o Dalai Lama e julgo não ser preciso retirar uma vírgula.

Mas enfim as opiniões incomodam muita gente, uns que não dão a cara, eles lá sabem porquê, certamente são muito feios, coitados tenho pena deles.

Outros como o Luis que embora com algumas afirmações corretas sobre a China, tais como: "Mas quando se tratou de levar à prática a libertação do povo do regime feudalista, a separação da igreja do Estado e de pôr fim aos latifúndios e ao regime de escravatura", diz que Dalai Lama "emigrou". Sabe como foi a sua saída do Tibete? Sabe que se tivesse permanecido para lutar pela autonomia, que ainda hoje defende, estaria neste momento morto com uma bala que teria que ter pago?

Pois é, é fácil falar em controvérsias quando se está longe dos problemas e pelo prazer do só falar para contrariar.
De ana vidal a 16 de Setembro de 2007 às 01:59
Bem vindo, Luis. Mesmo que seja para "bater", aqui todos são livres de dizer o que quiserem.
De Mario Cordeiro a 16 de Setembro de 2007 às 00:32
O apartheid acabou com a ajuda do boicote internacional - seria este legítimo? Os atletas sul-africanos deveriam pagar pelos erros do estado?
Mas o que é certo é que a queda do regime (embora para um ANC que é mais que duvidoso) foi realidade.
Vale a pena defender dez milhões de portugueses e passar por cima de um milhão de tibetanos?Justifica-se? Não sei...
Mas, onde está o cut-off point? Qual a fasquia?
Perplexidades da condição humana, mas por mim não pode haver cedências.
Vejam a história do Gunter Grass... deve ser-lhe "retirado" ou "reiterado" o Prémio Nobel?
De Luis a 15 de Setembro de 2007 às 23:56
Claro que o facto de o décimo quarto Dalai Lama ser um especialista em virar o bico ao prego quando lhe convém não interessa. Ele foi não apenas membro da Assembleia popular da China como um dos Vice-presidentes do seu Comité Permanente e até o deputado responsável pela elaboração do Estatuto de Autonomia do Tibete. Mas quando se tratou de levar à prática a libertação do povo do regime feudalista, a separação da igreja do Estado e de pôr fim aos latifúndios e ao regime de escravatura, “emigrou”, deu luz verde à constituição de uma organização política e de um exército que lançou ataques terroristas e provocou uma guerra civil. Sabendo agora que tais métodos já não resultariam por lá, retoma o paleio da autonomia que antes ele próprio abandonara a favor do separatismo puro e duro. Obviamente que em todo o mundo todas as regiões autónomas querem melhorar a sua autonomia, (na China há cinco regiões autónomas), mas as coisas melhoram-se estando lá, lutando lá e não andando pelo mundo como nabado como continua a andar o décimo quarto Dalai Lama.
De Mario Cordeiro a 15 de Setembro de 2007 às 23:55
Existem cerca de sete biliões e seiscentas mil pessoas no mundo.
Sou apenas uma. mas creio-me úncia e imprescindível.
Por isso quero deixar aqui bem claro o meu statement:
- abaixo todas as ditaduras
- abaixo os que pactuam com elas, seja por que motivo for, e sejam elas quais forem - Angola, Zimbabwe, China, Cuba (a lista é longa, infelizmente)
- a vergonha que sinto ao ver o governo do meu país a pontapear os direitos humanos e, sobretudo, as suas vítimas, por "interesses óbvios" - e aqui digo ao Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros: "Puta que o pariu!".
- relembro o filme "O Julgamento de Nuremberga" - onde está a fronteira? Um morto, dois mortos, dez mortos, dez milhões de mortos?
- o Bem e o Mal não são passíveis de "blocos centrais" ou de "politicamente correctos". São entidades individuais, incompatíveis. Não pode haver consensos, negociações ou enredos.
Porquê então termo-nos libertado do Salazarismo? À uz do "óbvio", então o regime fascista estava justificado.
Uma voz em sete biliões não é nada. Mas é tudo.
Lembrem-se de Aristides Souza Mendes, e do que está escrito no seu memorial, em Israel.
De Anónimo a 15 de Setembro de 2007 às 23:45
Quem sabe, sabe: uma resposta
[1380] -- Caro Francisco Almeida Leite, o seu elogio a Angela Merkel -- na minha opinião, claro -- é francamente excessivo e resulta em larga medida da sua vontade de criticar o Governo português. Sejamos claros: Merkel também não terá coragem para ir até ao fim da linha, i.e. receber o Dalai Lama a título oficial. Ocorrerá apenas de um encontro de carácter privado -- uma conversa privada -- com um líder religioso. (O Dalai Lama é apenas um líder religioso? Não sabia...)
Dirá que é mais do que fez José Sócrates. Sem dúvida, mas a Alemanha também tem outros recursos de poder para fazer frente à China e, no entanto, tal como nós, ficou-se por uma solução de compromisso. Tendo em conta que Portugal não tem o poder da Alemanha, não percebo por que motivo o compromisso alemão merece elogios sem reservas e nosso compromisso -- i.e. a audiência privada com a segunda figura do Estado português, Jaime Gama -- só merece crítica pública.
Acresce que o seu elogio à coragem alemã, passa uma esponja conveniente no facto de ser a primeira vez que o Dalai Lama é recebido em Berlim. Digamos que o track record não é propriamente um exemplo digno de nota.

http://bloguitica.blogspot.com/
De ana vidal a 15 de Setembro de 2007 às 09:58
É verdade. Uma mão feminina que dá uma bela bofetada de luva branca, mostrando que nem toda a Europa dobra a espinha à toda poderosa China. Gostei.

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