Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Chinoguês


Isto é um restaurante chinês. Fica no Estoril. Mais um, entre tantos que há por todo o lado, mas com uma particularidade: uma faixa de publicidade, escrita numa língua estranha (chinoguês, suponho) que ocupa toda a fachada da casa, "convidando" os clientes a entrar, com uma frase que os donos acharam apelativa:
NÃO SE FAÇA EM SI COM FOME.
Pergunto-me se terão ido ao Google fazer a tradução automática chinês-português.
Nota: Dão-se alvíssaras a quem souber o que isto quer dizer.

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publicado por Ana Vidal às 12:46
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13 comentários:
De ana vidal a 25 de Outubro de 2007 às 22:05
Seja bem vinda, Sobe e desce. Espero que não.
De SOBE E DESCE a 25 de Outubro de 2007 às 21:39
Será que ainda temos de modificar o português e escrever em "chinales".
Não me admiro.
E digo-lhes que há por aí muito mais.
Não basta o comércio!...
De JP a 25 de Outubro de 2007 às 17:51
Concluindo, os chineses sabem-na toda.

Lá diz o ditado:
"A nessecidade agussa o engelho"

Boa talde pala todos.
De ana vidal a 25 de Outubro de 2007 às 14:05
Nah... não acredito nisso. É simplesmente um iluminado chinês que acha que já sabe português com fartura. O pior não é isso: é a Câmara deixar estar aquilo ali.
De Mad a 25 de Outubro de 2007 às 13:10
Já passou pelas vossas cabecinhas não-chinesas que isto se calhar é de propósito para aparecer, por exemplo aqui e noutros blogs? Será possível que daquelas cabecinhas de olhos em bico tenha nascido uma estratégia de marketing tão retorcida?

Não, parece-me elaborado demais. Nem a mim me convence.
De ana vidal a 25 de Outubro de 2007 às 01:39
LOL. Não, nada disso.
Nem me lembrei desse pormenor: a Câmara tem que aprovar, não é?
A fotografia foi tirada por mim, porque passo por lá quase todos os dias e acho inacreditável como é que ainda ninguém fez alguma coisa. Fica na Av. do Bombeiros Voluntários, mesmo no centro do Estoril, e está à vista de toda a gente. Mas parece que todos acham normalíssimo...
De rv a 25 de Outubro de 2007 às 00:26
Engelhei-se-me só de ver isto e também não se me faço a mais mínima ideia do que se lhes passou pelas cabeças chinesas para se nos tentarem aliciar-se-nos com tamanho disparate. E aproveito-se-me para se vos dizer que se me apetecia imenso em mim chatear a Câmara de Cascais para se me descobrir quem se me foi o energúmeno que se nos aprovou esta pérola. Isto não será mais uma daquelas coisas do Portugal no seu Melhor? Estas coisas irritam-me!

Rosarinho
De ana vidal a 24 de Outubro de 2007 às 20:07
JP,
gostei dessa da publicidade "engelhosa" - uma gralha que vem dar mais ideias aos chineses que se fizerem em si com fome. A próxima faixa já está na gráfica:

"Não se engelhe em si com fome"

Anónimo,
Pelo menos uma multa devia haver, mas era preciso que quem a passasse soubesse onde estão os erros de português...
De Anónimo a 24 de Outubro de 2007 às 19:41
Não sei se em Portugal existem leis que proibam, em espaços públicos, o uso incorrecto da língua. Se não existem, é forçoso criá-las e fazer com que sejam cumpridas.

O grande problema nem sequer é criado pelos estrangeiros, o grande problema é criado pelos próprios portugueses, muitas vezes com o aval de instituições públicas.

Olhemos com atenção para ofícios e despachos enviados de Secretarias de Estado e Ministérios ou, pasme-se, em grande destaque, placas toponímicas e outras indicações nas estradas.

Quem responsabiliza estes analfabetos incompetentes? O meu receio é que quem tem poder para fazê-lo não tenha a mínima noção de que a língua que falam possui regras.

Alás, penso que a dificuldade está em saberem o que são regras, nomeadamente as de educação e civismo.
De JP a 24 de Outubro de 2007 às 19:30
Eu faço-me minhas próprias e pessoais as suas palavras vossas, porque também achei em mim que, em si, a publicidade estava, nela, muito engelhosa.

"Não se faça em si com fome", é a frase publicitária do ano, bem melhor do que o enjoativo "Worten Sempre" ou o parvalhão e, vá lá, estúpido, "Há Coisas Fantásticas Não Há?"

Há.
O restaurante "chinoguês" no Estoril onde não me faço ideia de ir lá comer, mesmo que me faça em mim de fome.

Beijos.

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