Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Quero lá saber!


Porque será que temos sempre que ser mesquinhos quando se trata de reconhecer os nossos talentos, apoucando-os com ninharias "ao lado", que não têm nada a ver com o que está em causa?
Falo de Aquilino Ribeiro, claro. E da sua mudança para o Panteão Nacional, aonde pertence por mérito próprio e incontestável. Aquilino foi um escritor e um pensador de importância inquestionável para a nossa cultura, e a sua obra tem um valor que transcende absolutamente as questões ideológicas.
Quero lá saber se conspirou ou não contra o regime, se era de esquerda ou de direita, se vestia fatos azuis ou pretos, se gostava de ovos quentes ou de torradas ao pequeno-almoço! É um nome Grande das LETRAS portuguesas, caramba! Quem é que se atreve a negar esta afirmação? Mal "acomparado", é como dizer que a voz do Frank Sinatra não valia nada só porque ele pertencia à Máfia...
Etiquetas: ,
publicado por Ana Vidal às 19:03
link do post
13 comentários:
De ana vidal a 26 de Setembro de 2007 às 10:10
Ah, já sei quem é!
De Mad a 26 de Setembro de 2007 às 04:56
Ana:
Luís + X = Aveiras + Porto + Marvão...
De ana vidal a 20 de Setembro de 2007 às 11:04
Alguém pediu que uivassem os lobos? Pois nem de propósito: soltei as lobas hoje mesmo, para uivarem à vontade!
De ana vidal a 20 de Setembro de 2007 às 10:36
AQ,
Eu adoro o meu país, mas parece-me - pelo que ouço pelas esquinas, quando o tema da conversa não é o futebol - que todos andamos com vontade de fugir daqui para fora. É inevitável: vive-se mal, o ambiente está pesado, e tudo o que temos de pior (como a mesquinhez e a inveja) vem ao de cima nestas alturas. É triste.

Mad,
Mas eu conheço o moço?

Luis,
Por mim, podemos "tutearnos", como dizem nuestros hermanos!
De African Queen a 20 de Setembro de 2007 às 10:18
100% de acordo Ana. E só consegue arranjar desculpas para diluir a qualidade dos outros quem é mediocre, mesquinho e feio. E não se trata de gosto pessoal, por exemplo eu não gosto por aí além do Saramago, não me identifico nem com ele nem com a obra, mas não posso deixar de reconhecer o valor do trabalho do homem... e há tantos exemplos. Mas é o país que temos, infelizmente... cada vez mais pequenino, feio, mediocre (desculpem-me este último desabafo mas é que ando com vontade de imigrar).
De Mad a 20 de Setembro de 2007 às 03:19
Ai, tratam-se por você... Não posso!
De ana vidal a 20 de Setembro de 2007 às 01:26
Não se preocupe, Luís. A constância nunca foi sinónimo de qualidade.
E seja muito bem vindo.
De Luis Castilho a 20 de Setembro de 2007 às 01:21
Mesquinhez, subscrevo, é a palavra certa. Corrói boa parte da alma lusa. A alguns nem depois de mortos, quando normalmente os entronizamos, a intelectualidade nacional verga. Que uivem os lobos!

p.s Ana, thanks pelo estímulo. A minha inconstância ditará o destino do dito sítio.
De ana vidal a 20 de Setembro de 2007 às 00:24
É uma discussão antiga, essa de dissociar ou não o criador da criação. Para mim não há grandes dúvidas: quando é realmente superior, a arte liberta-se do artista e vale por si própria. Escolhi o Frank Sinatra de propósito, porque nem sequer gosto muito dele. Mas tenho que reconhecer que, ainda que não fosse muito o meu género, a voz dele era fantástica. E mesmo que tivesse ligações com a Máfia isso não a fez pior.
E mesmo noutros campos que não envolvem a arte (até nos da moral), o velho ditado "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" diz-nos que a mensagem não perde a força mesmo quando o mensageiro não é um bom exemplo. Às vezes até pelo contrário, torna-se mais clara pelo exemplo do que NÃO se deve fazer.
Para mim é simples, isto.
De RAA a 19 de Setembro de 2007 às 22:44
Mesquinho é a palavra. Graças ao episódio Aquilino, apimentado pela estúpida imprensa, já apareceram por aí alguns anões em bicos dos pés.

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

Rosa dos Ventos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds