Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Primavera Poética

Deixei passar em branco o Dia da Poesia (deste até gosto, apesar de achar que todos o são igualmente) e o dia da chegada da Primavera. Tudo é recuperável, sobretudo as comemorações, seja lá do que for. Aqui se recordam ambos, hoje, porque tudo é quando um homem quiser. Ou uma mulher, neste caso.


FLORES

Era preciso agradecer às flores
terem guardado em si,
límpida e pura,
aquela promessa antiga
duma manhã futura.

Sophia de Mello Breyner

(Nota: Um dos meus pintores preferidos e uma poeta que adoro, escolhas de sempre. A repetição de Sophia em dois posts seguidos diz bem da minha preferência).

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publicado por Ana Vidal às 21:11
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19 comentários:
De av a 27 de Março de 2008 às 10:33
Seja bem-vindo, Victor.
De Victor L. a 26 de Março de 2008 às 22:50
Tão belo, é a eternidade. Ninguém como ela escreveu assim.
De av a 26 de Março de 2008 às 01:03
Júlia, entendo-te muito bem. Acho a Sophia uma escritora iluminada. E a luz que vem dela faz-nos melhores, por isso é tão bom lê-la.
Este poema é lindo e diz tudo em muito poucas palavras, e isso só os grandes poetas conseguem.
Beijinhos
De Júlia Moura Lopes a 26 de Março de 2008 às 00:47
Ana,

já fui uma autentica paranóica pela poesia de Sophia. Já passei tants poemas dela nas listas literárias que nem sei. Em adolescente, dormia e acordava agarrada a uma antologia que agora está toda esfarrapada. Comprei outras, entretanto mas é aquela que eu gosto :-)
Agora passou-me um pouco a paranóia, não o gosto pela poesia dela, porque contino a gostar e a achar que nunca tivemos nem me parece tão cedo teremos poesia ao nivel dela.
Há poemas dde Sophia que eu daria a vida para os ter escrito.

beijinho

ps- isto para te dizer que me surpreendi pq não lembrava deste. Trai sophia. Obrigada por me lembrares
De av a 25 de Março de 2008 às 23:24
Sofs, esta é mesmo ao teu estilo, realmente. Tem tudo a ver contigo.
Ainda não sei se vou a Lisboa amanhã, mas se for apareço por lá.
Beijos
De Sofia a 25 de Março de 2008 às 22:57
Que entrada maravilhosa... perfeita, linda! Vou roubar para a minha memória. Posso?

Um sorriso da Primavera antes da Menina do Mar ir para a caminha!

beijos miúda

p.s. Amanhã, se quiseres, passa a lanchar cá em casa, não devo ir trabalhar!
De av a 25 de Março de 2008 às 22:56
Paulo,
Também em mim Ghirlandaio e Fra Angelico, por exemplo, exercem esse fascínio. Todos os primitivos, afinal, com aquela visão luminosa da vida e das coisas. Os frescos do convento de S. Marco são de cortar a respiração. Mas Botticelli é o meu preferido, não sei exactamente explicar porquê. E, dele, esta Primavera deslumbrante.
Acho que foi um autêntico choque que me paralisou, a primeira vez que a vi ao vivo.
Um beijinho
De O Réprobo a 25 de Março de 2008 às 21:06
Querida Ana,
é curioso, a sensação que relata experimentei-a por duas vezes, em Florença, diante de obras de arte. Nos Uffizi, justamente, mas diante de um quadro de Paolo Uccelo. E numa igreja perto da Livraria Francesa, perante as pinturas de Ghirlandaio. Mas Bottcelli é muito grande e o único pintor italiano de que tenho uma reprodução no escritório, da «Madona del Libro».
Beijinho
De av a 25 de Março de 2008 às 15:54
Bom sinal e bom gosto, acrescento eu. Estou à vontade para dizê-lo, até porque não tenho o menor mérito nisso.
De miguel a 25 de Março de 2008 às 14:41
A minha irmã acaba de fazer desta tua entrada , tema de mail para partilhar com amigos. Bom sinal!

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