Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Sophia


Passaram anteontem, dia 2 de Julho, 3 anos sobre a morte de SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN.
Perpetuando a efeméride, o O P.E.N Clube Português - em colaboração com a Editora Caminho - decidiu homenagear a grande poeta e sua sócia fundadora, com a edição de um livro de poemas a ela dedicados. Foram muitos e de todas as idades os sócios do P.E.N que aderiram à iniciativa, entre amigos, colegas e simples admiradores de Sophia.
O livro foi lançado na Caminho e teve a presença de muitos desses autores, que leram pessoalmente os seus textos. Foi uma homenagem bonita e sem espavento social, como penso que Sophia teria gostado.
Também eu fiz um poema em seu louvor, mas, com grande pena minha, já não foi a tempo de integrar esta colectânea. Está no meu livro Seda e Aço e aqui fica, em jeito de despedida àquela que será sempre, para mim, o Nobel português.

ADEUS, SOPHIA

Por fim, Sophia
desatados os laços
vencidos os limites
estende-te o mar o seu tapete de ondas
como quem estende os braços
Respondes ao convite?

Guardou, só para ti
na tua metade maresia
prodígios, espantos, maravilhas
estranhos como Giocondas…
Esperam-te as ilhas
que sonhaste
E esses corcéis que nunca cavalgaste
sacodem já as crinas
em desafio

Segue o teu fio
de praias extasiadas
de manhãs cristalinas
até que se te acabem as areias
e te venham buscar
breves, aladas
as vagas por que anseias

Vai, ruma ao Norte
desprende-te do Sul
que a tua sorte
não é daqui, é de outro azul

Vai, habitar para sempre o Mar da Poesia

Adeus, Sophia.
Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 10:02
link do post
5 comentários:
De av a 9 de Julho de 2007 às 11:19
Pode postar, claro. O poema está publicado e é mesmo para partilhar, esta homenagem.
Obrigada.
AV
De Poesia Portuguesa a 9 de Julho de 2007 às 10:59
Se não se importar, vou postar amanhã, este seu Poema, dando os devidos créditos.
Grata pela partilha.
Um abraço ;))
De AC a 5 de Julho de 2007 às 00:47
Oi, Ana! Obrigado pela visita ao Café Impresso. Volte sempre e se por acaso desejar receber as crônicas por e-mail, por favor, me avise. Um grande abraço.
De AC a 5 de Julho de 2007 às 00:47
Oi, Ana! Obrigado pela visita ao Café Impresso. Volte sempre e se por acaso desejar receber as crônicas por e-mail, por favor, me avise. Um grande abraço.
De João Paulo Cardoso a 4 de Julho de 2007 às 16:19
Uma boa poetisa (a melhor de sempre em Portugal) merece sempre uma boa efeméride.

Beijos.

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

favoritos

O triunfo dos porcos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil


ver perfil

. 16 seguidores

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds