Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Amor # Paixão (1)

Começa hoje, aqui no Porta do Vento, uma série de curtas a que chamarei AMOR # PAIXÃO.
Podem ser lidas como pequenas provocações, ou apenas como matéria para reflexão. Vou ilustrá-las com músicas que venham a propósito (não será difícil encontrá-las, já que o amor e a paixão devem ocupar, seguramente, 90% das letras das canções, desde sempre). Gostava muito que os meus leitores/comentadores não fossem preguiçosos e contribuíssem com as suas sempre sábias opiniões para este debate. Pode ser? Aqui fica a primeira, então:
O amor é um estado de alma.
A paixão é um estado de corpo.
(Rita Lee - Amor e sexo)

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publicado por Ana Vidal às 11:32
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18 comentários:
De rv a 16 de Novembro de 2007 às 01:10
Isto já está praticamente uma "rave", não acham?

Olá Hucleberry Friend! Haja alguém que não me dá graxa para ver se prova a empada! LOL

Estava a brincar, Sofia! O meu filho - um cozinheiro de mão cheia - vai achar lindo que alguém me "conheça" por causa dos meus "dotes culinários"! Obrigada pela confiança, e, quem sabe, talvez ainda nos conheçamos à mesa para os provar e comprovar.

E agora que já dançámos juntos, beijinhos para os dois
Rosarinho
De Sofia a 15 de Novembro de 2007 às 01:14
Mas que grande baile este! E pelo que já vi, lá em cima também já se dança...

Mas como eu aqui já dei o meu pézinho, passo só para dizer que gostei muito do que disse a RV...
(olha eu a ver se ela me faz uma empada!) LOL

beijinhos
(vou ver se danço ali na pista de cima!)
De Huckleberry Friend a 15 de Novembro de 2007 às 00:15
Marta, embora não esteja de acordo, esta conversa tem sido um prazer. Prolonguemo-la nas próximas provocações da Ana.

Ana, continuo a acreditar que a amizade pode fazer parte do amor em várias fases, incluindo a da paixão, sem que tal seja obrigatório.

Rv (prazer!), gosto da ideia de nos apaixonarmos e reapaixonarmos várias vezes por aquela pessoa. É mais uma forma de vermos, sentirmos e experimentarmos vários ângulos de alguém que amamos.
De rv a 14 de Novembro de 2007 às 22:04
Vou entrar nesta dança. Amor é paz e paixão é "guerra", mas "guerra santa", se partirmos do princípio que há guerras santas. E como depois da tempestade vem a bonança, e depois da guerra a paz, o amor pode ficar, e é bom que fique, depois da paixão, em tempo de paz. Contudo, como também há "paz podre", é bom que a paixão vá aparecendo para que nunca estagnemos. A paixão é o motor da "pica". Por isso devemos apaixonar-nos muitas vezes, por pessoas, ou por coisas, pela vida, por uma música, sei lá. E muitas vezes ao longo do tempo, ao longo dos dias, dos meses ou dos anos, por aquela pessoa, para que a paz que temos nunca apodreça.
E agora vou ali acima entrar no cruzeiro ou fugir das bombas...
De av a 14 de Novembro de 2007 às 21:01
Marta, essa não percebi. Nem todos os amores/paixões acabam em traição, e, consequentemente, em ódio. O mais vulgar é ser o desgaste e o desinteresse a acabar com a paixão, e não o ódio, acho eu. Além disso, quando há ódio há ainda paixão (mas não amor).
Quanto à amizade, acho difícil integrá-la na fase da paixão, mas não me repugna nada tê-la a par com o amor. Pelo contrário, acho o ideal que existam ambos numa relação "em velocidade de cruzeiro". E com esta já estou a comentar a nova provocação...
De marta a 14 de Novembro de 2007 às 18:04
Não estou de acordo HF


A paixão coabita sempre com o amor, por isso se equlibram.
Mas a paixão, acaba sempre por passar.

Penso que estão a chamar paixão ao amor, ou então estão a chamar paixão só ao estado de corpo.

Ora, para mim, são as minhas vivências, a paixão já passou, quando o homem amado já não nos faz ficar de pernas bambas, quando já não ficamos ansiosamente a olhar para o relógio e para a o telefona, quando passa a hora que disse em que telefonava.

Ah! e nem pensar falar-me em amizade relacionado com o amor.
Sabes porque é que não há amizade?
porque no momento em que se sabe que se foi traído aparece o ódio, antítese do amor, mas que nada tem a ver com a amizade e esta nunca resiste.

Jamais amizade com o homem com quem viverei.
De Huckleberry Friend a 14 de Novembro de 2007 às 15:39
A paixão pode ser da alma antes de passar (nem sempre passa) para o corpo, como diz a Sofia. O amor também (e começa mesmo na alma).

Muitos amores e paixões não chegam a tal encarnação, e tão-pouco somos donos absolutos dessa escolha. Ainda bem.

A passagem de estado de alma a estado de corpo é importante para se viver o amor e da paixão. São melhores juntos do que separados. Sem isso, Ana, claro que a vida é uma treta!

Mas roçam-se, Marta. A paixão exige onde o amor concede. É sôfrega onde ele é paciente. Apimenta-o de forma deliciosa, por vezes é-lhe combustível para a tal passagem de alma a corpo, mas é por natureza suicida. O amor tem outra solidez, mérito da massa de que é feito (e que pode incluir a amizade). Equilibrá-los continua a ser, para mim, o grande desafio, o grande mistério. O que dá vontade e o que tira o medo. O que vale a pena!
De av a 14 de Novembro de 2007 às 02:28
Ainda bem, Sofia. E gostei muito do "estado aluado de alma". Assim meio desalmado, não é? Lol
De Sofia a 14 de Novembro de 2007 às 02:13
Agora estiveste bem... és bom pé de dança, estou a ver... LOL Desculpa lá mas a anónima era eu, nem tinha reparado que tinha saído assim! Mas assumo aqui os meus dizeres... e aproveito para dizer que gosto desta tua nova rúbrica...

beijinhos
De av a 14 de Novembro de 2007 às 02:07
Será? Caro anónimo, estou aqui para aprender, e não para classificar a vossa sabedoria sobre o assunto. Aliás, quem é que terá autoridade para fazer isso?? Andamos uma vida inteira a tentar encontrar respostas para isto, não é? Mas se não amarmos apaixonadamente e não nos apaixonarmos pelo amor, a vida é uma treta.
Pronto, já dancei também.

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