Domingo, 6 de Janeiro de 2008

Nada de novo a oeste


Onde anda a formosura dos gordos? E a sua mítica, e apreciada, bonomia? Sumiram para parte incerta, junto com os próprios gordos. O que há agora são obesos, um eufemismo que, em vez de atenuar, curiosamente acentua a ofensa. Os obesos são uma espécie doente, repugnante e indigna do convívio social. Pelo modo como são tratados, parecem, também, idiotas.


É bom afastarmo-nos algum tempo dos can-cans caseiros, para mudar de cenário e arejar as ideias. Mas, quando chegamos de viagem, temos a sensação de ter estado noutro planeta e de já nada saber do que se passa por cá.
Li hoje a longa crónica do Alberto Gonçalves, no DN, um óptimo resumo dos últimos acontecimentos que têm agitado o burgo. E fiquei mais ou menos esclarecida. Afinal, não há nada de dramaticamente diferente por cá (dramático é quase tudo o que toca à nossa economia, mas não é novidade). Tudo previsível: um primeiro ministro que continua a rir-se na nossa cara, à descarada; o costumeiro inchaço de certos egos nacionais; a pirotecnia inconsequente dos políticos, a disfarçar misérias; algumas intrigas e escândalos sociais em versão miniatural, a apimentar conversas de cabeleireiro.
Enfim, nada de novo a oeste. O meu país do costume, a ver a banda passar.

publicado por Ana Vidal às 15:46
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6 comentários:
De av a 9 de Janeiro de 2008 às 02:01
Drástica mesmo, Júlia!! :)
De JuliaML a 8 de Janeiro de 2008 às 21:59
vcs estão a escolher mal o sítio da banda. Se for no coração,ele não baterá mais ;-)

sou drástica :-)
De av a 8 de Janeiro de 2008 às 00:25
Boa ideia, JP: Uma banda no nariz do Sócrates, e já agora outra no cérebro. Só para não ter mais ideias...
Bjs
De JP a 7 de Janeiro de 2008 às 19:22
Eu cá acho a penca do José Sócrates assim como que para o obeso.

É quase como se ele não soubesse mentir.
O nariz de pau do Pinóquio crescia para a frente, fino e elegante.

O nariz deste cara de pau que nos governa cresce para os lados, tão cheio, mas tão cheio de si, que balofo se tornou.

Pergunto eu, enquanto a banda passa:
Se há bandas filarmónicas, porque não pode haver bandas rinoplásticas?

Beijos.
De av a 7 de Janeiro de 2008 às 01:55
Este governo é que é a nossa banda gástrica, Pantagruel: aperta-nos tanto que qualquer dia não entra nada mesmo, e morremos de fome...
De Pantagruel a 7 de Janeiro de 2008 às 01:09
É verdadeiramente uma desgraça. Até já consideram a obesidade uma doença... até já patrocinam a colocação de bandas gástricas... veja-se lá isto! Apesar de que tudo isto é só em relação àqueles que são mesmo, mesmo gordos. Até lhes chamam mórbidos...
Banda gástrica é o que deveria pôr o nosso das Finanças e sem comparticipação, de tão mórbido que já deve estar, qual sanguessuga omnipresente. E ainda hoje o ouvi comentar e elogiar o ânimo da nossa economia... É sim verdade, tudo na mesma como a lesma...

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