Domingo, 30 de Setembro de 2007

Praça do Geraldo



«A Praça é, para eles, o centro do mundo. Chegam com as sombras compridas da manhã. Sonolentos e sorrateiros. Um de cada vez, como bailarinos ensaiados. Serenos. De mansinho para não acordar de forma brusca nem o granito nem a cal que despertam aos estalidos com os primeiros raios de sol.(...)»
Belíssimo, e muito verdadeiro, este texto do Jorge Rosmaninho, no seu Africanidades. Um olhar poético, mas também muito lúcido, sobre a realidade dos nossos reformados. Neste caso, os que ainda têm a sorte de ter uma Praça do Geraldo para passar o dia. Vale a pena ler o resto.
publicado por Ana Vidal às 17:27
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5 comentários:
De ana vidal a 1 de Outubro de 2007 às 21:26
E mais turistas com decotes, não?
;)
De João Paulo Cardoso a 1 de Outubro de 2007 às 19:51
Às vezes, acho que tenho um avô dentro de mim, o que me leva a escrever, tremelicando, "quem me dera ser reformado na Praça do Giraldo"!!

Mas tudo iria depender da reforma, claro.

A permissa só é válida com mais reforma e menos bicos de papagaio...

Beijos.
De ORIANA a 30 de Setembro de 2007 às 20:01
Que texto bonito, pelas praças e pelos reformados. Sempre gostei das praças e dos largos de igreja, são o ponto de encontro das nossas terras. Gosto dos reformados porque me lembram aquelas figuras que faziam de cenário às minhas idas aos baloiços, quando era miúda. Estavam sempre ali a jogar às cartas ou a ver quem passa. Lembram-me os bancos onde se sentam a olhar o mundo e lembram-me o meu avô. Um senhor bonito, de passo largo, fato escuro, mãos atrás das costas, o pouco cabelo todo branco e uma careca perfeita. Quando se reformou, ia para o Jardim da Estrela passear e ver a realidade acontecer, era como se ele já não vivesse naquela vida e fosse apenas um espectador. Sentava-se num banco, sempre o mesmo, apreciava a paisagem e deixava-se perder em histórias antigas, já que a vista não o deixava ler as novas. Gostava de o ouvir contar histórias e gostava de o ouvir falar das pessoas que conhecia, todos os dias, àquelas horas. Conhecia-as de as ver passar, mas sobre todas havia algo a dizer. Os reformados vêem a vida fugir, mas ela passa por eles tão devagar, que parece haver tempo para tudo… e nessas praças a vida não corre, passeia!

Un beso
ORIANA
De ana vidal a 30 de Setembro de 2007 às 19:46
Boa semana para si também, Adelaide. E um beijo.
De adelaide amorim a 30 de Setembro de 2007 às 19:16
Um bonito texto, Ana. Uma bênção para os reformados (nossos aposentados), e um pouco da poesia que eles trazem a nosso mundo convulsionado. Um beijo e uma ótima semana.

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