Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

A serpente foi uma má ideia

 

Uns, dizem que derivamos dos macacos;

outros, de um rasgo divino;

num caso ou noutro houve evolução:

gerou exemplares generosos como São Francisco,

geniais como da Vinci,

belos como Nicole Kidman

e divertidos como Ricky Gervais

que, descobrindo o criacionismo,

prova que pode troçar de Deus e mesmo assim fazer-nos rir.

 

 

 Perante isto, arrisque a sua teoria:  

 

Quem criou o Homem?

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 10:00
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37 comentários:
De Helena Sacadura Cabral a 16 de Setembro de 2009 às 11:07
Quem criou os meus, fui eu. Quem me criou a mim, foram os meus Pais. Quem nos criou a todos nós foi, de certo, Deus!
Mas quem me ajudou a ser quem sou, foram os amigos e as magníficas pessoas que, ao longo da minha vida, tive a oportunidade de encontrar. Algumas nem sequer cheguei a conhecer, mas por uma razão ou por outra, marcaram a forma como me encaro e o modo como vivo. Estou-lhes eternamente grata!
De Rita Ferro a 16 de Setembro de 2009 às 12:08
Do que depreendo do teu texto é que acreditas na existência de Deus e, por via Dele, na nossa, enquanto filhos de um deus maior. Penso também que sim, mas acreditar é uma luta. Será sacrílega ou simplesmente idiota a ideia de separar as duas coisas? Ou seja: separar a Fé do Evolucionismo, como se uma não tivesse necesarimente de excluir o outro?

Parabéns pela intrepidez de teres estreado os comentários de uma questão que, embora grostescamente simplificada, é das mais complexas que se conhecem!

Um beijo grande
De Helena Sacadura Cabral a 16 de Setembro de 2009 às 19:18
Rita querida vês a electricidade? Mas ela existe
Vês um protão? Mas ele existe
Vês a alma ou o espírito? Mas ela/ele existe
Então porque havemos ve ver tudo para explicar a nossa existência?
Acaso o criacionismo e o evolucionismo são incompatíveis? Olha: criei os meus filhos. Tu criaste os teus. Qualquer deles evoluiu. Deixaram de ser meus ou teus?
Nunca percebi muito bem essa querela existencial. Posso ter nascido, há séculos macaca - deliciosa, com certeza - e hoje estar mais espigadita com o evolucionismo. Mas fui sempre eu...o problema é que não me lembro. E estou grata por isso!
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 19:47
Responde à minha pergunta idiota: serias outra se não houvesse Deus, se não acreditasses Nele? Muitas vezes penso nisso. Sabes? Não é só a questão de conseguir acreditar no que não é visível.Há pessoas que dizem e fazem coisas - e não estou a falar de homicídios nem de aberrações - que me deixam a pensar: «Só disse (ou fez) isto porque não tem Deus. Se tivesse não diria assim, não faria assim.» Penso, sim, que a crença em Deus nos modera. Nos modera muito. Não é tanto, como troçam os ateus, temê-Lo e, com ele, temer o Inferno, a punição. É respeito. Penso que O amamos tanto que não queremos magoá-Lo...
De luis eme a 16 de Setembro de 2009 às 11:09
eis a questão...

não faço ideia, nem me questiono muito sobre isso. mas não tenho dúvidas que fomos evoluindo, embora nem sempre se note...

questiono-me mais sobre coisas so género, porque razão cometemos tantas vezes os mesmo erros, sendo uns animais especiais (segundo consta, mais inteligentes que os outros)?

abraço Rita
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 12:16
Desconfio, Luís, que não sejam sempre, exactamente, os mesmos erros. E que o que varia, drasticamente, são as resposta e soluções que vamos servindo a cada problema aparentemente semelhante. E essas sim, não se repetem :-))
De José António Barreiros a 16 de Setembro de 2009 às 11:29
Quando vi a palavra criacionismo » lembrei-me do Leonardo Coimbra, essa portentosa e ostensiva criatura, que deu vida a tal filosofia e com quem a filosofia portuguesa deu os seus primeiros e decisivos passos. Depois, recordei o drama existencial daquele homem «inactual», deslocado no tempo - como dele disse Sant ' Anna Dionísio - , e a sua conversão religiosa em condições trágicas, já para o fim da vida, após a morte de um filho. Um dia, passeando pela rua disse: «qualquer dia dou por írrito e nulo tudo o que tenho feito e começo de novo». Num momento desses compreende-se Deus. Foi assim que se criou a vida e com ela o Homem.
Bom dia Rita, minha querida.
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 16:32
Criacionista também a (tua) poesia. Vivam os criadores!
De João Paulo Cardoso a 16 de Setembro de 2009 às 11:40
Cara Rita,

Ainda bem que elabora uma questão dessa complexidade, permitindo-me responder com a boçalidade que caracteriza os meus textos.

A minha teoria, fundamentada no regadio da minha laringe com sete shots de Whisky, antes das oito da manhã, aponta para a seguinte resposta:

Quem criou o Homem, foram as crianças.

Não se trata de uma intrincada permissa do género "o ovo e a galinha", onde os mais pequenos (as crianças) geram os maiores (os homens), mas sim a mais que provada prática fonética de todas as manhãs.

Repito, quem criou o Homem/Ó Mãe foram as crianças.

Qual de vós, mães de hoje ou de outrora, não somaram manhãs de birras e desejos, sempre com esse doce e apelativo ruídozinho de fundo:

"Ó, Mãe!!!"

E assim deconstruo a sua complexa questão com a ajuda de uma destilaria algures a norte de Glasgow:

Quem criou o Homem foram as crianças, os "Ó, Mães" de ontem, hoje e amanhã, já cantava o José Cid, esse absurdo desvio da Teoria de Darwin.

Beijos.
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 16:35
Bom, JP, hoje estás (ainda mais) inspirado! Acreditas que me arrepiei e senti muito este texto? Que belo poema!
De JdB a 16 de Setembro de 2009 às 12:31
Estou certo de que não há incompatibilidade entre Fé e Ciência, pelo que acredito que foi Deus que nos criou. Vivo satisfeito assim, mesmo reconhecendo a minha incapacidade intelectual para o explicar. Não faz mal...
"Olhando" a graça deste Ricky Gervais - que provoca gargalhadas por onde passa - talvez a resposta dos pais dele seja, orgulhosa: "quem o criou fomos nós..."
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 16:39

Sim, claro, há o criacionismo evolucionista, como tão bem demonstra o Ricky Gervai s:-))

Hoje tou a poupar palavras porque estou constipada e diminuída por uma mimite.

(Mimite = crise de mimo)

De Ana Vidal a 16 de Setembro de 2009 às 13:00
Também não vejo nenhuma incompatibilidade entre a teoria do criacionismo e a evolução das espécies. Aliás, o próprio Darwin acabou por reconhecer isso, no fim da vida. Mesmo que se acredite que foi Deus (um qualquer deus, tanto faz) a criar o homem, resta sempre a pergunta: e quem foi que criou esse deus? Por outro lado, mesmo que se saiba - como se sabe - que as espécies evoluíram a partir da mais ínfima nano-molécula viva, resta sempre a pergunta: e quem foi que deu vida a essa molécula?
O big bang não exclui a intervenção divina, portanto. Mas também não a prova.
Quebra-cabeças engraçado, este.
Um beijo, miúda.
De Rita Ferro a 16 de Setembro de 2009 às 16:41

E como se passa da molécula ao soneto de amor de Camões??

Outro, não menos miúda!
De Ana Vidal a 16 de Setembro de 2009 às 22:18
Como? Ora, evoluindo...
:-)
De rita ferro a 17 de Setembro de 2009 às 04:35
Hummm.... assim como os peixes ganharem asas?
De meunikaki a 16 de Setembro de 2009 às 13:39
Há duas versões, obviamente!

A 1ª, que me dispenso de copiar por inteiro por ser pública e notório, consta do Genesis 5.1., «So God created man in his own image, in the image of God he created him; male and female he created them...».

A 2ª, não sendo (tão) pública e notória, merece ser transcrita:
«1. In the beginning Man created God; and in the image of Man created he him.
2. And Man gave unto God a multitude of names,that he might be Lord of all the earth when it was suited to Man
3. And on the seven millionth day Man rested and did lean heavily on his God and saw that it was good.
4. And Man formed Aqualung of the dust of the ground, and a host of others likened unto his kind.
5. And these lesser men were cast into the void; And some were burned, and some were put apart from their kind.
6. And Man became the God that he had created and with his miracles did rule over all the earth.
7. But as all these things came to pass, the Spirit that did cause man to create his God
lived on within all men.
8. And man saw it not.
9. But for Christ's sake he'd better start looking.».

O resto é uma questão de fé :-) e quem tiver boa memória e alguma idade sabe a origem da 2ª versão :-) outra vez
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 16:45

Fez-me bem relembrar tudo isso, Meunick: chegou-me cá uma paz! Ah, Deus, Deus, porque te abandonei?

(Ps: E aqueles que dizem «graças a Deus sou ateu»?)
De meunikaki a 16 de Setembro de 2009 às 19:13
a mim?! lol
De rita ferro a 17 de Setembro de 2009 às 04:33
Querias!
De mike a 16 de Setembro de 2009 às 18:52
Eh pá, Rita, sou sincero: este tema é complexo e eu sou um homem básico. Não tenho a certeza sobre quem criou o Homem. Mas sei que foi Deus que criou a Mulher.
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 19:47
Lindo!
De mike a 16 de Setembro de 2009 às 20:33
És uma querida e encantadora. Só uma mulher inteligente, perspicaz e, acima de tudo, paciente e com um sentido de humor refinado e acima da média, compreende e bem-trata um homem básico.
De ritz_on_the_rocks a 16 de Setembro de 2009 às 20:43
ah ah ah
bjs
De rita ferro a 16 de Setembro de 2009 às 21:22
Haja alegria, Ritz!
De Raúl Mesquita a 17 de Setembro de 2009 às 01:21
Rita, o tema voltou à baila por causa do aniversário de Darwin. Não sei responder à tua pergunta, mas sei que a linguagem bíblica é intrínsecamente simbólica e que não se pode levar à letra como querem alguns "cidadãos" do Religious Belt. Sei também que o evolucionismo de Darwin irritou-me sempre, quer pelo seu simplismo, quer pela premissa que dá ao mais forte a supremacia: é injusto, mas se verdadeiro, cabe a nós Homens, que pensamos, olhar pelos mais fracos. Tenho dito. Bjs do Raúl.
De rita ferro a 17 de Setembro de 2009 às 04:36
E disseste muito bem! Abraço grande, já viste as horas?
De Luísa a 17 de Setembro de 2009 às 13:57
Rita, toca muito perto de uma questão que, desde há uns dez anos, me preocupa profundamente, sobretudo porque julgo que me está, também, a fazer evoluir num sentido menos interessante. Sobre o Criacionismo «vs» Evolucionismo, julgo que há um razoável consenso no sentido de que são teses compatíveis. Sobre se Deus existe, o mistério adensa-se, mas penso que há falhas na explicação das coisas, ou pelo menos, do princípio dos princípios que nos convidam a aceitar a existência de um Criador supremo, mesmo que seja na versão panteísta de uma auto-criação. A questão para mim difícil é sobre a bondade de Deus. Enquanto acreditei nessa bondade, ou tive fé, fui uma pessoa optimista e feliz. Depois, deixei de acreditar e o pessimismo começou a insinuar-se-me a par de uma estranha sensação de abandono e solidão. Hoje sinto, dentro de mim, um espaço vazio que estou desejosa de preencher com essa fé que me fugiu. E não quero pensar que, se Deus criou o homem, foi o homem que criou o Deus bom. Continuo, portanto, à espera de sinais. Ou, mais relesmente, à espera da «necessidade que faz a fé». :-)
De rita ferro a 18 de Setembro de 2009 às 08:51

Compreendo, Luísa. Um dia, perguntei ao meu pai - que se converteu ao catolicismo aos 40 anos, depois de estudar profundamente todas as religiões - como se conciliava a ideia de um Deus bom com o consentimento de tanto sofrimento e injustiça. Respondeu-me com duas palavras, que ainda hoje ressoam no meu espírito: Deus não interfere. Levei muitos anos a digeri-las e a perguntar por que motivo teria de ser assim. Mas vou percebendo, Luísa. Vou percebendo...

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