Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Pocket Classic (Lolita)

Marie Tourvel

 

(Para ler este pocket ouça a música. Não tem nada a ver, mas tem tudo a ver. Eu amo Nabokov, eu amo os Kinks, então... ouça, cante e não reclame).

 

Lola, The Kinks

 

 

Conversava eu noutro dia com um homem muito inteligente, muito culto, desses que sabem ler e escrever direito, que não são idiotas, sabe? e ele perguntou-me qual seria meu pocket da próxima terça. Eu disse: “Lolita, Lo, Dolores...” Ele respondeu: “Mas Lolita já é considerado um clássico da literatura?” Fiquei pensando por uns segundos e respondi: “Pra mim é”. E basta. Demorei algum tempo para tascar o pocket de Lolita depois de minha conversa, pensando no que o rapaz culto me perguntou. Sou insegura mesmo. Demoro a decidir. Vladimir Nabokov é clássico da literatura e é bom de entrevista. Aliás, as maiores delícias de Nabokov estão em suas entrevistas concedidas. Vamos ao resumo, bilionário:

 

Humbert Humbert é um tiozão europeu que vai morar nos Estados Unidos. Mora na casa de uma tiazona que tem uma filhinha de 12 anos, Dolores, Lo, Lola, Lolita, Lo-li-ta, Lo.li.ta.O tiozão casa-se com a tiazona, mas está de olho mesmo é na filhinha dela que é uma fofa. Pro tiozão, uma gostosa. Já sabe a merda que vai dar, né?

 

Sei que você, bilionário, está pensando na nefasta e nojenta pedofilia. Muitas editoras recusaram-se publicar o livro na época em que ele foi escrito. Mas Nabokov é tão elegante, esteta que é impossível não se deleitar com a obra. Leia este trecho:

 

 "Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial. Num principado à beira-mar. Quando foi isso? Cerca de tantos anos antes de Lolita haver nascido quantos eu tinha naquele verão. Ninguém melhor do que um assassino para exibir um estilo floreado. Senhoras e senhores membros do júri, o item número um da acusação é aquilo que invejavam os serafins - os desinformados e simplórios serafins de nobres asas. Vejam este emaranhado de espinhos."  (Tradução de Jório Dauster, Cia das Letras – Obrigada, Janaína Leite, do Arrastão. Foi onde peguei o trecho traduzido).

 

Você pode decorar o trecho e repetir aos intelequituais da rodinha. Fica bonito, garanto. Lembra-se do Joyce? Do James Joyce? Sim, aquele do Ulisses. Então, saiba que os leitores de Nabokov são semelhantes aos leitores de Joyce, mas Nabokov, embora admirasse o irlandês, tinha uma certa rivalidade com ele. Chegou a chamar o livro de Joyce “Finnegans Wake” de “Punnegans Wake”. Eu gosto de Joyce, mas o Punn... quer dizer, o Finnegans é de doer mesmo. Não tenha medo de falar isso na rodinha, ninguém vai execrá-lo tanto assim. As grandes diferenças entre o dois –e isto você pode falar de boca cheia, eram no estilo e na concepção de literatura. Enquanto Joyce nos faz viajar pela palavra, Nabokov também nos faz viajar pela imagem. Para Nabokov a linguagem não deve se sobrepor à narrativa. Bem, pode citar tudo isso, mas não esqueça de citar que a diferença de idade entre os amantes representa também a velha Europa e a nova América. A alta cultura e a cultura de massas. É um livro que por mais que o tempo passe, mantém a perturbação, a comoção e o frescor. É isso aí, bilionário. Tudo o que eu disser sobre o romance Lolita  fica raso. Ouça o que Nabokov tem a dizer. Ele sim é do balacobaco:

 

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 07:30
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35 comentários:
De fugidia a 29 de Julho de 2009 às 11:41
Gostei muito, Marie :-)
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 14:21
Ei, fugidia, querida, que prazer tê-la por aqui. Fico contente que tenha gostado. :)

Beijos!
De João Paulo Cardoso a 29 de Julho de 2009 às 11:46
Ui!

Este tinha mesmo que comentar!

Mas só consigo escrever... "Ui!".

A obra de Nabokov é deliciosamente perversa, mas antes que me censure a mim próprio, só posso dizer...

"Ui!"
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 14:23
Ah, João Paulo, querido, Nabokov é delicioso mesmo. E como diriam os Menudos -conhece?, "não se reprima". :)))))))

"Ui!"

Beijocas
De Ping-pong a 29 de Julho de 2009 às 13:02
E pensarmos que Lolita correu o risco de não ser publicado e deve a sua vida a Vera, mulher de Vladimir, que salvou o manuscrito das chamas.
Ela sabia que o seu marido trabalhava numa bomba ao retardador, um livro incendiário.
Numa carta à cunhada "...longe de ser ponografia é uma exploração incrível e muito subtil da personalidade dum horrível maníaco e a descrição do destino trágico duma criança indefesa. Mas é um grande romance."
Na altura da sua publicação
'LA NOUVELLE REVUE FRANÇAISE`escreve
"Lolita não é um escândalo, é uma obra prima. É um clássicco da literatura moderna".
Partilhou a sua vida com uma grande mulher e dizia-se que "se elevaram como casal ao nível de obra de arte".
Estou consigo na admiração Marie Tourvel
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 14:26
Pois é, ping-pong, já pensou se os originais fossem queimados? Nos privariam do prazer de ler esta obra prima. ;)

Beijos!
De mike a 29 de Julho de 2009 às 14:07
Ui!... e quase me ficava por um comentário como o do João Paulo. Mas tinha o wisky à mão e ele deu-me balanço. Deixa eu ser puxa-saco, posso? Hum... é que eu já estava com saudades dos seus crássicos, menina. :)
Sabe uma coisa? gosto dessas histórias controversas e preversas de Lolitas em que, normalmente, a sociedade e os "bons costumes" julgam antecipadamente, sem nunca quererem saber a verdade que está por trás da história. E não sei porquê, ao ouvir os Kinks lembrei-me da Mel Lisboa... (risada preversa). :)))
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 14:31
Mike, Mike... você sempre generoso. Tava com saudades, é? Acho que é o uísque, né? :))))

Lembrou da "Presença de Anita"? Eu prefiro lembrar do José Mayer na mesma minisérie. :)))))) A Mel Lisboa envelheceu, teve filho e só não digo que embarangou porque faz tempo que não dá o ar da graça em obras televisivas. ;)

Beijocas e saudades de você, também. ;)
De agenor a 29 de Julho de 2009 às 14:33
Lembro-me de ver o «Lolita» nas estantes da pequena biblioteca do meu pai, quando era criança, ao lado do «Guerra e Paz». Folheei-o, mas depois vi o extraordinário filme do Stanley Kubrick e acabei por nunca o ler.
Quando percebi que o Pocket Classic de hoje era sobre a «Lolita», pensei que estaria ilustrado pelas imagens do Kubrick, mas a Marie surpreendeu-me com a entrevista ao Nobokov e ainda bem que o fez porque, depois de assistir, fiquei com vontade de ler o livro. Obrigado, Marie. :-)

O que retive do filme foi a natureza extraordinariamente subversiva da história [como acontece, aliás, em todos os filmes do Kubric]. Sob uma aparente «normalidades» os personagens vão evoluindo para a «anormalidade» total, e tudo se passa num ambiente vulgar, mostrando até que ponto a «loucura» está «no meio de nós». Não admira, por isso, que o Nobokov tenha sentido necessidade de esclarecer, na entrevista, que o Humbert Humbert não é um alter-ego. Ignorava que o manuscrito tinha sido salvo das chamas pela mulher dele, mas não admira: a história é magnífica e ela, mais que ninguém, tinha obrigação de saber distinguir o criador da criatura.

Já agora deixo-lhe o «caminho» para o espantoso início do filme do Kubrick, que descobri aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=zBobDr3Egnc
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 14:58
Agenor, querido, o filme de Kubrick é realmente muito bom -eu gosto naturalmente de Kubrick, mas é mais um daqueles inúmeros casos em que o livro é melhor que o filme rodado. Leia, sim, Agenor. Vai gostar muito. Achei importante colocar os vídeos do Nabokov. Gosto de aprender com ele. Pena que não sou uma boa aluna. :(

Um grande beijo e obrigada pelo linque do vídeo. :)
De agenor a 29 de Julho de 2009 às 17:18
Querida Marie, foi óptimo ter decidido colocar os vídeos do Nobokov. Por exemplo eu não fazia ideia que a inspiração para o livro foi uma notícia de jornal sobre um macaco que, ensinado a usar um giz, desenhou as barras da sua própria gaiola. Aliás, o Nobokov define o seu personagem Humbert Humbert como sendo um babuíno, porventura genial, mas ainda assim um babuíno (julgo que é isso que ele diz). Quem diria, não é? :-))
Obrigado, uma vez mais, e um grande beijo para si também :-)

PS: um dia vai ter de explicar a história de ser má aluna, porque essa não dá para acreditar não... ;-)
De agenor a 29 de Julho de 2009 às 17:22
Errata:
... é NAbokov (e não Nobokov, como por lapso escrevi). As minhas desculpas.
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 17:35
É uma delícia ouvir Nabokov, não é mesmo, Agenor? E saiba que antes de ler o primeiro livro de Nabokov eu o chamava Nobokov. Faz tempo isso, mas lembrei. :)
Humbert é um babuíno mesmo. ;)

Quanto a ser uma má aluna... digamos que estou na média. Uma medíocre? :))))))))

Mais beijos!
De Ana Vidal a 29 de Julho de 2009 às 17:35
Querida, que boa lembrança! Lolita é um livro imperdível, que nos ensina como nada é linear: nem a miúda é completamente inocente (há uma perversão inata na adolescência, mesmo que seja semi-inconsciente) nem o padrasto é o pedófilo típico, que podemos condenar tranquilamente sentados no nosso sofá confortável e ficando de bem com as nossas consciências. Todos temos um bocadinho de ambos, na verdade, e o livro dá-nos uma lição de humildade a esse respeito. O filme de Kubrick faz-lhe inteira justiça. Já o remake mais recente, por muito que eu adore o Jeremy Irons , fica a anos-luz do original porque está cheio de truques e clichés que o desvalorizam.

Gostei muito da escolha desta semana.
Beijos
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 17:51
Isso mesmo, Ana. Temos um pouco dos dois. Adolescentes podem ser mais perversas do que imaginamos. Nabokov é um craque.
Também amo Jeremy Irons, mas o "Lolita" dele achei pobrezinho, também. Um viva a Kubrick. Um viva a Nabokov.

Beijos!
De mike a 29 de Julho de 2009 às 19:39
Se é menina, é preversa! (muitos risos)
De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 20:34
Por isso que você me chama de menina, Mike? :)))))

Beijinhos
De ritz_on_the_rocks a 29 de Julho de 2009 às 17:36
Belo Post


De marie tourvel a 29 de Julho de 2009 às 17:52
Bela presença da Rita. ;)

Beijinhos
De Luísa a 30 de Julho de 2009 às 14:27
Querida Marie, mais um excelente «post». Este com o interesse adicional de nos colocar uma questão a que não sei responder. Fiquei cheia de curiosidade em saber as razões da dúvida do seu amigo sobre o «classicismo» da obra. E as razões por que a Maria a considera um clássico. Em suma, o que define ou como se reconhece um clássico da literatura contemporânea? ;-)
De marie tourvel a 30 de Julho de 2009 às 17:14
Luísa, minha querida, confesso que fiquei dias pensando na pergunta do rapaz. Afinal, o que faz uma obra ser um clássico? Eu tenho minha opinião, ainda que diletante. Eu nomeio de clássico uma obra que me toca. John Cheever me toca, por exemplo. É clássico? Pra mim é. Nabokov, pela forma que apresenta suas histórias, pela elegância, é um clássico. Quem falaria com tanta poesia e elegância sobre uma paixão de um senhor por uma pré-adolescente? Autores de hoje? Vamos pegar Saramago. Eu particularmente não gosto dele, mas sei de pessoas que o idolatram. Muito provavelmente, para essas pessoas, Saramago é clássico. Porque a obra os toca de alguma forma. Mas confesso a você que poucos autores contemporâneos merecem ser chamados de clássico na minha concepção. Nasci velha neste sentido. Se você leu meu primeiro "Pocket", reparou que foi Joyce. Joyce é clássico para mim. Ele trabalha muito bem a linguagem e eu gosto disso. Outro contemporâneo que acho clássico é o Fitzgerald, que aliás, em breve farei um "pocket classic" com uma obra dele. "O Grande Gatsby" ou "Suave É A Noite", estou em dúvidal, ainda. Se considerarmos clássicos somente os escritores do século XIX para baixo, talvez não estaríamos sendo justos com os do século XX.
É um assunto complexo que adoraria debater para ouvir opiniões diversas. Quem sabe não colocamos essa questão nesta caixa de comentários e surja comentaristas dispostos a nos responder ou debater. ;)

Obrigada, querida, por seus comentários sempre ricos. ;)

Beijos da Marie
De Luísa a 30 de Julho de 2009 às 18:10
Marie, a sua palavra «elegância» toca-me. Se clássico é universal, será clássica uma escrita elegante, bem estruturada, expressiva, rica, que consiga projectar tipos humanos e enredos frequentemente localizados e datados para um domínio que nos arrebata para além do tempo e do espaço. O nosso gosto é um critério, sem dúvida. Mas deve haver, ainda assim, alguns factores de apreciação objectiva, que intuímos, porque o belo, não sendo um absoluto, também não se define pela opinião de cada um.
P.S.: Espero que, pelo menos, a nossa anfitriã não deixe de nos dar o seu parecer. ;-D
De Ana Vidal a 30 de Julho de 2009 às 18:23
Não sei exactamente o que define um clássico, Luísa. Diria que é um livro (ou um autor, o critério é o mesmo) que influenciou gerações e lhes serviu de referência, e que por isso ganhou um estatuto especial numa estante ou biblioteca. Ou então um livro que tenha marcado uma viragem significativa, política, social, cultural, etc. De qualquer forma, acho que tem de passar algum tempo sobre uma obra para poder chamá-la de "clássica".
Não me parece, Marie querida, que se possa classificar como clássico um livro que nos toca mas que, por absurdo, ninguém mais conheça. Parece-me que um clássico tem de fazer parte de um património colectivo... mas admito que tudo isto é muito subjectivo.
:-)
De Ana Vidal a 30 de Julho de 2009 às 18:25
E faz um pocket sobre o Gatsby, sim! É um livro fascinante, que retrata maravilhosamente uma época e uma certa maneira de viver.
De agenor a 30 de Julho de 2009 às 19:44
Não entendo nada de literatura, não sei definir o conceito de «clássico», sou apenas um leitor compulsivo, mas se me pedissem para dar um exemplo talvez optasse pelo pequeno livrinho do Lev Tolstoi, «A Morte de Ivan Ilitch» [ http://amortedeivanilitch.blogs.sapo.pt/ ]
Porquê? Porque conta tudo o que interessa sobre a vida de alguém, sem uma vírgula a mais, uma palavra fora do sítio. Por isso o considero um clássico [ou seja, um modelo, um arquétipo]. Estou enganado?
Desconfio que a Marie não concorda comigo, porque já escolheu a «Anna Karenina», do mesmo autor, para o seu Pocket. Será?
De marie tourvel a 31 de Julho de 2009 às 01:04
Como não concordar com você, Agenor? Eu acho "A Morte De Ivan Ilitch" uma das melhores obras que já li. Tens toda razão. Minha opção por Anna Karenina -livro que adoro, foi pelo embalo do momento em minhas postagens. Eu estava há algumas semanas postando sobre mulheres adúlteras. De Tolstói, aliás, eu iria tascar um resumo de Guerra e Paz em primeiro lugar, mas diante dos temas que estavam sendo postados optei por Karenina. Mas não me impede de fazer "A Morte De Ivan Ilitch", claro. Farei com todo o prazer. Mas meu primeiro Pocket de setembro será "O Grande Gatsby". Anotei a sugestão da Aninha. E depois virá o outro Tolstói.

Obrigada pelo debate e pelos ensinamentos. Você, Agenor, diz não entender nada de literatura -entende muito na minha opinião. Eu é que não entendo tanto assim. Vou lendo no estilo "deixo me levar". O gostoso é esse "ler compulsivamente". Eu já escrevi noutro dia por aqui que ler não forma caráter de ninguém e muito menos cria bom senso nas cabeças. Mas é um prazer e uma diversão. :)

Beijo!
De marie tourvel a 31 de Julho de 2009 às 00:53
Ana definiu bem o "clássico". Patrimônio coletivo. Tens razão, querida. Acho que tenho os meus clássicos, os que me tocam. Mas a pergunta da Luísa é em relação ao todo. O que faz uma obra ser considerada um clássico é principalmente a referência que se tem dele no geral. Como considerar, mesmo daqui a cem anos, Paulo Coelho um clássico? Livros mal escritos, pensamentos tacanhos... mas übervendidos. Deve tocar alguém. E alguém considerará um clássico. Admito que minha opinião é subjetiva além da conta.

Gostei do debate e adoro aprender por aqui. Obrigada Luísa, Aninha e Agenor (sua resposta vem logo abaixo, querido)

Beijos a todos.
De Catarina a 30 de Julho de 2009 às 17:59
E porque não fazer dois blogs, um sobre o Grande Gatsby e outro sobre o Terna é a Noite? Com intervalos, é óbvio, para não perdermos as nuances de um e do outro...
Gosto sempre de ler os seus Pocket clássicos.
De marie tourvel a 31 de Julho de 2009 às 01:07
Catarina, querida, ótima sugestão. Farei primeiro o "Gatsby" e depois de um tempo o "Suave".

Fico muito contente que goste de meus posts.

Um grande beijo e comente sempre. :)
De Teresa a 31 de Julho de 2009 às 23:58
A culpa de eu me ter metido em mais despesas é exclusivamente tua, querida Marie :)

Ora espreita (foi há dois dias:

http://gotaderantanplan.blogspot.com/2009/07/resposta-madame-de-tourvel-marie.html
De Ana Vidal a 1 de Agosto de 2009 às 00:12
Já lá fui espreitar as compras, Teresa, e digo-te sem qualquer hesitação: o do Kubrick, o do Kubrick ... apesar da presença inolvidável do nosso Jeremy no outro.
:-)
De marie tourvel a 1 de Agosto de 2009 às 04:30
Aversão do Kubrick é infinitamente melhor, mas o Jeremy... ai, o Jeremy me faz vibrar. :)))))

Não é gasto, mas investimento. Pense assim, Teresa, querida.

Beijos!
De Teresa a 1 de Agosto de 2009 às 08:47
É investimento, evidentemente! Não levaste a minha reclamação a sério, pois não?

«O que faz uma obra ser considerada um clássico é principalmente a referência que se tem dele no geral. Como considerar, mesmo daqui a cem anos, Paulo Coelho um clássico? Livros mal escritos, pensamentos tacanhos... mas übervendidos. » — gostei desta tua definição, com a qual não posso concordar mais.

Sobre a tua amada (também minha) Anna Karenina, tenho uma magnífica tradução por Saramago (que me intriga um bocadinho, não sei ele sabe russo, provavelmente terá traduzido do francês).

O nosso único Nobel da Literatura (o grande Vergílio Ferreira, de quem tive o privilégio de ser aluna, teria merecido bem mais o prémio, tal como o teu/nosso Jorge Amado, que a Academia deixou morrer ignorado, teria merecido) detesta que lhe lembrem o seu passado como tradutor.

Outra coisa: ias deliciar-te com o penúltimo número do Jornal de Letras (a Ana deve ter lido). Grandes finais de romances. Fiquei muito feliz por lá aparecerem dois que também eu poria no topo da lista. Os Maias (ainda o apanhamos! — e nem sonhas o significado que estas palavras têm para mim) e O Primo Basílio (que ferro, devia ter trazido a Alphonsine!).
Tenho-o no gabinete, vou ver se posso digitalizar para te enviar.
De marie tourvel a 1 de Agosto de 2009 às 14:42
Não, Teresa, querida, claro que não levei a sério sua reclamação. :)

Não li a tradução de Saramago para a Anna Karenina. Mas acredito que ele tenha traduzido do francês, sim. Há algum tempo li o livro em inglês. Preciso encontrá-lo, já que não me lembro quem foi o tradutor. Lembro que estava muito bom.

Não consideraria justo um Nobel para o Jorge Amado. Não consigo gostar de suas obras. Implicância, sei lá.

Por favor, Teresa, se conseguir digitalizar , eu adoraria receber. Muito obrigada, querida.

Beijos!

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