Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Pocket Classic (Alice no País das Maravilhas)

Marie Tourvel

 

Eu sou sonhadora, caro bilionário. Às vezes sonho que tenho amigos sinceros. Tenho alguns, sim. Mas são pouquíssimos. Valorizo-os, portanto. Você? Você eu sei que não cai no velho truque do “sou seu amiguinho, vem cá e me conte sua vidinha”. E você está certíssimo, amigo. Posso chamá-lo assim? Afinal, já criamos uma relação bacana de amizade. Hoje falarei sobre o mundo que Lewis Carroll criou. Não é um livro só para crianças. Os adultos se deliciam com ele, também. Resumo:


Menina muito louca segue um coelho de colete através de sua toca. Lá encontra um monte de seres viajantes. E olha que Alice está caretíssima, tá?

 

Bem, agora chega a parte bacana de vomitar todo seu conhecimento nos intelequituais. Fale um pouco sobre a sátira bizarra que Carroll faz no livro. Fale que a história é um sonho, mas que tem um lado negro, também. E que o jogo e a linguagem são marcas registradas do mundo poético do autor. Diga que gosta especialmente do papo que Alice tem com a Lagarta que fuma “um” durante a conversa. Lá tem tanta filosofia. Da pergunta “Quem é você?” vai um ensaio filosófico. Carroll questiona a existência antes de Alice se autodefinir. Não entendeu? Não faz mal. Continue assim que os fofos vão adorar. Diga que Alice é ingênua e afetiva. E ela tenta confrontar loucura com lógica. Mais ou menos como eu. Meu nome poderia ser Alice, mas é Marie, sempre às ordens.

 

Musiquinha dos Kinks para acompanhar a leitura:  

 

The Kinks - Where Have All The Good Times Gone

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 07:30
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20 comentários:
De lord broken pottery a 21 de Julho de 2009 às 12:18
Cheguei aqui pensando em Alice, sério, talvez transmissão de pensamento, embora não acredite. Tenho uma relação afetiva com ela, algumas certezas que me ensinou, uma delas muito presente:
"it's always tea-time, and we've no time to wash the things between whiles."
Kisses
De marie tourvel a 21 de Julho de 2009 às 15:04
Acredito, sim, meu querido Lord. Há algumas semanas eu pensei no pocket sobre Alice, mas eu sempre adiava. Só posso ter escolhido nesta semana por considerar, inconscientemente, que você visitaria este espaço e comentaria. A tal sincronicidade, sabe?
Levo comigo este ensinamento, também. :)

Kisses!
De rita ferro a 21 de Julho de 2009 às 13:04
Tenho uma personagem que representa esta Alice, numa récita escolar, no dia em que o pai lhe mata o namorado, escondido entre os convivas da festa que o colégio organiza, nesse dia. Esta simples referência obrigou-me a estudar o Caroll e esta estranha fábula, que acabou por seduzir-me ao arrepio de alguma preguiça. Mas esta tua síntese está brilhante! Seu nome poderia ser Alice, Marie; mas o meu também :-))
De marie tourvel a 21 de Julho de 2009 às 15:10
Rita, querida, quero saber mais sobre sua Alice. Gostei. :)
Fico feliz que tenha gostado da síntese. No começo achei curtinho, mas depois fui gostando. Afinal, não dá pra ser muito prolixa com Alice. Só estudando Carroll por inteiro, né? ;)

Somos Alice, Rita. Pronto!

Beijos!
De Ana Vidal a 21 de Julho de 2009 às 15:26
É um daqueles livros mágicos que nos ensina alguma coisa de novo sempre que lhe pegamos, seja em que idade for. Talvez porque somos todos seres viajantes, Marie.
Um beijo, querida.

Que bom ver milord por aqui de novo!
De marie tourvel a 21 de Julho de 2009 às 15:41
Não tenho nenhuma dúvida de que somos viajantes, Ana, querida. E que bom que somos, né? ;)

Também fiquei muito feliz e honrada com a presença de milord. :)

Beijos!
De agenor a 21 de Julho de 2009 às 17:02
A Alice louca? Nãaaaa....
Louco, louco, era o Gato. Aliás, o Chapeleiro. Ou seria a Lebre? Desconfio que eram todos. Tudo gente maluca!
http://www.youtube.com/watch?v=3JRqui-8r4w
:-)

PS: Bjs para as Alices :-)
De Ana Vidal a 21 de Julho de 2009 às 17:47
Tudo "gente" deliciosamente maluca, Agenor.
Mas na vida real não há menos malucos, há só gente com menos piada, não é? :-)
De agenor a 21 de Julho de 2009 às 18:36
Na vida real há malucos que se levam a sério. São os piores de todos... :-)
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 00:10
Todos somos maluquinhos, Agenor, querido. Mas você tem razão, gente que leva suas esquisitices e maluquices a sério são os piores. Nada como rir de nossas mazelas, não é? :)

Beijos!
De mike a 21 de Julho de 2009 às 19:08
Marie, como disse a Rita Ferro, este seu crássico está brilhante! Eu sempre achei a Alice meio biruta e acho que com esta história você confundiu o amigo bilionário, meu bem. Os intelequituais vão zoar dele, Marie. ;D
Ah, e gostei dos Kinks, menina. :)))
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 00:12
Acha que eu os confundi, Mike? Mas eu estou aqui para confundir, não para explicar. ;)

Eu tinha certeza que ia gostar dos Kinks. Eu, como você já sabe, sou fã número um. :)

Beijocas!
De Luísa a 21 de Julho de 2009 às 20:57
O livro sempre me meteu muito medo (ou muitos nervos), Marie, numa idade em que não alcançava para além dos factos da aventura; nem enigmas, nem filosofias. Não voltei a pegar-lhe depois. Mas se a Marie, a Rita e a Ana são «Alices», eu também quero ser. Vou, portanto, abalançar-me a uma releitura sob este olhar agora maduro… ;-)
De mike a 21 de Julho de 2009 às 22:11
Luísa (shiuuu ,é para ler em silêncio)... é que a Alice era biruta...
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 00:16
E desde quando birutice exige silêncio, Mike?
Quero panelaço já! :))))))

Mais beijos, querido.
De mike a 22 de Julho de 2009 às 00:19
Já está aprontando, né? Você é uma agitadora, Marie. (risos)
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 02:46
Sou uma agitadora, Mike. Adoro uma boa bagunça. :))))

Mais beijos
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 00:14
Luísa, minha amiga, releia que eu tenho certeza que terá um olhar diferente desta vez. E como nós, vai se sentir a birutinha -no bom sentido, Alice. :)

Beijos!
De marie tourvel a 22 de Julho de 2009 às 02:47
A Ana disse tudo, Luísa, querida. ;)

Beijos!
De Ana Vidal a 22 de Julho de 2009 às 02:03
Vale a pena, Luísa. É uma espécie de viagem iniciática a um mundo de fantásticas metáforas sobre... o nosso mundo. E todos somos Alices, ajustando o tamanho ao que temos pela frente, adaptando-nos, aprendendo. Um livro fascinante, cheio de personagens parecidas connosco ou com alguém que conhecemos...

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