Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

 

 

O Mundo a saque da aldrabice civilizada

 

 


Legenda 1: Bernard Madoff. Bem vestido, próspero, com charme e classe: a receita infalível de um bom impostor. Valor da fraude: 50 biliões de dólares.

 

 

 

Legenda 2: O banqueiro espanhol Mário conde, presidente do Banesto, preso em 1994 por envolvimento em fraude à Bolsa de Londres, juntamente com cinco cúmplices.  «Actuando de forma coordenada e calculada,  aproveitaram-se da boa fé dos compradores e investidores, a quem causaram danos no valor de 450 milhões de euros». Luto por uma época em que o porte e o aprumo correspondiam a certos valores de honradez e carácter. Hoje, o ar fiável está à venda nas lojas como o ar inteligente ou de vanguarda.


  

 

Legenda 3: «It's impossible to violate rules and go undetected» disse Bernard Madoff em Outubro de 2007,  na TV, quando já urdia a maior fraude financeira de sempre executada por uma só pessoa. «Yeah! That's why you’ll be in jail for the rest of your life, you bastard», escreveu um telespectador raivoso na caixa de comentários deste vídeo. 

 

 

Legenda 4: «Why didn’t you find him?» A humilhação infligida à comissão de investigação de fraudes durante o caso Madoff, em audiência pública, e a resposta trémula de um dos membros: «I understand your question and I can’t answer as the specifics (…)»


Num mundo em que o nosso

banco pode roubar-nos

as economias de uma vida

 

(e não só: em que as igrejas podem ser extorsionárias, os padres pervertidos, os cirurgiões talhantes gananciosos, ou, noutro plano, os filhos podem vir a abandonar-nos em lares desumanos e os próprios cônjuges podem manter-se ao nosso lado mais por interesse do que por amor, ou seja, em que parece ter havido um retrocesso dos valores que as sociedades ditas cultas ou civilizadas já representavam como modelo, é delas, desgraçadamente, que nos chegam os mais vergonhosos exemplos.)


 Em quem confia você?

 

 

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publicado por Ana Vidal às 07:30
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134 comentários:
De Jorge Antunes a 1 de Julho de 2009 às 09:14
Olhe Rita Ferro... A bem dizer, em quem eu gostava de confiar era no meu discernimento, para:
- poder identificar o trigo e o joio nos padres, nos cirurgiões, na Igreja, nos bancos, nas empresas, nos gestores, nos advogados, nos engenheiros, etc.
- poder educar os meus filhos e ter com eles uma relação que não os leve a despejarem-me num lar desumano.
- acreditar que há honestidade e a sua inversa em tudo.
- saber que nome, sangue, origem, educação já não são, infelizmente, carta de garantia.
- mas para saber que ainda há gente que não transgride, no matter what.
Por vezes, quando não sei o que fazer ao meu dinheiro e o corpo me pede chatice, penso contratar um detective para investigar fulano A ou sicrana B. O seu post repôs-me a verdade: vou antes investir em alguém (médicos, padres, pêndulos, santa da ladeira, multiopticas) que me ajude a ver bem e a discernir que por trás de um gel ou de um ar afável pode haver um aldrabão. Ou não. Por trás de um nome sonante e antigo pode haver um crápula. Ou não. Por trás de um fato de marca pode haver desonestidade. Ou não.
Em que confio eu? Acima de tudo gostava de confiar no meu juízo. Mas ele há dias...
PS: uma provocaçãozinha. As mulheres têm menos apetência para a fraude ou é uma questão de tempo?
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 09:27
Em relação à provocação sexista: sabe-se que a Dona Branca foi a Quinta Essência inspiradora de muitos destes bandidos... LOL
De Jorge Antunes a 1 de Julho de 2009 às 09:33
É verdade, esqueci-me dela. Coitadinha...
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 09:48
Não esquecer também a Bonnie Parker que, juntamente com o Clyde Barrow , roubava animadamente bancos nos EUA, durante a Depressão, foi considerada das maiores criminosas do século, tendo morrido com o companheiro há 75 anos numa emboscada da Polícia. Depois de se conhecerem, só puderam viver quatro ou cinco anos juntos. Para variar, a América tornou-os estrelas de cinema, protagonizados por Faye Dunaway e Warren Beatty , como fará certamente com Madoff . E depois queixam-se :-))
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 09:53
Um jogo dentro do jogo: a quem entregará Hollywood o papel de Madoff? Aceitam-se apostas.
De GJ a 2 de Julho de 2009 às 03:28
Robert de Niro, sem sombra de dúvida.
De Rita Ferro a 2 de Julho de 2009 às 06:14
De Niro? E a semelhança física, GJ? Vão saltar? Hummmm... Não sei... Beijo grande
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:54
Olhe, Jorge Antunes, aqui estou eu com mais tempo a responder-lhe. É por si e pelo JdB que, normalmente, afiro a sanidade dos meus posts. A pergunta final é provocatória, mereci o seu sermão. Mas, atenção! Primeiro: sou pela transgressão moderada. Não propriamente a palmar dinheiro da algibeira dos outros, mas por todas as outras que não lesem cobardemente o parceiro. Segundo: quem vê caras não vê corações, e isso de saber separar o trigo do joio é mais metafísico do que se pode imaginar. Pois se às vezes nem um filho se descortina, quanto mais! Terceiro: vc tem alguma dúvida de que a maioria dos pais abandonados em lares ou hospitais, durante anos, sem visitas nem cuidados nem amor, teve para com eles, como você com os seus filhos, «uma relação que não os levasse a serem despejados em lares?» Garanto-lhe que sim. Quanto à propensão feminina para a fraude, sossegue: é idêntica. Só que as mulheres são mais astutas: beneficiam sem se arriscarem tanto :-))
De Jorge Antunes a 1 de Julho de 2009 às 14:37
Olhe, Rita Ferro. Senti um orgulho infantil ao saber que também é por mim que afere a sanidade dos seus posts. Comove-me, mas preocupa-me porque, no que me diz respeito, estou em crer que sou fraco calibre. Mas enfim. O seu comentário arrasou-me e levou-me ao tapete, tal a sapiência da argumentação. Aqui estou eu, estendido, num knock-out honroso, porém definitivo. Sou rapaz teimoso, no entanto. Se me perguntar em quem confio eu, darei a mesma resposta: no meu discernimento, porque não vejo alternativa. Mas, assim como assim, vou perguntar o que acham os meus filhos dos lares de hoje em dia. E que opinião têm eles de mim como pai. Acha que me safo?
I rest my case, como diria o nosso amigoJAB se fosse inglês.
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 18:59
Que quer você que os seus filhos lhe respondam, Jorge, agora que está bem fisicamente e que os ajuda? Falaremos daqui a trinta anos, directamente da arrastadeira, sem dentes, memória, equilíbrio, continência, graça, alegria, simpatia e dinheiro :-)) (Fogo, agora vai aparecer-me algum dos seus filhos aqui a dizer «Oiça, dona escritora, nem pense que alguma vez abandonarei o meu pai num lar, ouviu, sua ressabiada?» Você poupe-me, Jorge, ouviu? Eu cá sei o que digo, tenho visto muiiiiiiiito.....
De imprevistoseacasos a 1 de Julho de 2009 às 10:04
Olá Rita
Acredito nos meus. Acredito sempre em quem amo. .. até prova em contrário. Quanto ao resto, é a natureza humana, imperfeita a falar mais alto, não achas? Tornamo-nos sobreviventes tentando adivinhar o próximo engano.
Um beijo
Fernanda
De rita ferro a 1 de Julho de 2009 às 10:18
Não sei, Fernanda, confesso-lhe: eu não acredito verdadeiramente na constância das virtudes de ninguém porque também não acredito na das minhas. Agarremos no exemplo da seriedade com dinheiros: nunca experimentei nem a vertigem do aliciamento - diz-se que é orgânica e pode quase medir-se - nem o aguilhão da necessidade extrema, que nos corrompe o carácter. Como posso saber o que valem as minhas virtudes nesse campo se nunca fui realmente tentada? Há, na minha atitude para com os outros, uma profunda condescendência: acredito nas pessoas até me provarem o contrário, como em tudo na vida. Mas, se me decepcionarem, penso «é humano». Como uma coisa possível e prevista. Beijo para ti!
De rita ferro a 1 de Julho de 2009 às 10:19
(No fundo, Fernanda, dissemos a mesma coisa...)
De imprevistoseacasos a 1 de Julho de 2009 às 10:42
Pois foi... :-)
Mas fiquei a pensar no que disseste. Até que ponto podemos confiar em nós... Sabes que sempre achei muito interessante o desafio porque ele permite revelarmo-nos, surpreendermo-nos com a nossa resposta e isso é do mais interessante que pode haver. Narcísico ou não, este olhar também nos ensina a ler as contradições ou inperfeições do outro. ..
De rita ferro a 1 de Julho de 2009 às 10:45
Também adoro :-))
De David Ferreira a 1 de Julho de 2009 às 11:11
A barbárie e a civilização enfrentam-se permanentemente. No final dos anos 80, a chamada desregulação dos mercados (Reagan e Thatcher) acreditou que para melhor optimizar a força vital do egoísmo valia a pena deitar fora um conjunto de equilíbrios conseguidos em quase dois séculos. Abriu-se a caixa de Pandora...

Ou lutamos sempre pelo progresso e pelo equilíbrio ou a barbárie ocupa todo o espaço que lhe cedermos

De David Ferreira a 1 de Julho de 2009 às 11:14
Tudo bem?

Beijos
David
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 11:37
Sim, é verdade. Mas que canseira, já viste? Olha, David, respondo-te com uns versos do teu Pai que são também uma adivinha. Nada como opôr a Poesia à ganância, não achas? Olha, não sei, pareceu-me boa ideia :-)) Tudo óptimo, não tenho dinheiro para perder na Bolsa :-)) Beijos e o maior sucesso para a tua nova editora! Aparece sempre!

A escada em caracol

É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
Mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
Mais estragados estão,
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
A escada sem corrimão.

Poema de David Mourão Ferreira
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 12:21
Na mouche, Rita. Bem escolhido o poema (só não concordo com o verso que diz que quem tem sonhos não sobe a escada da vida, acho que é mesmo quem corre mais perigos).
Quanto aos gananciosos, sobem-na depressa de mais e acabam quase sempre por descobrir que menosprezaram a ausência do corrimão e a queda lhes foi fatal.

Um beijo para ti e outro para o David.
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 12:39
Penso que esse verso pode conter uma velada ironia, Ana, na mesma linha de que A.F. escreveu «Falhar é ter um ideal tão alto que não se atinge»: ou seja, a vida castiga quem sonha; não no sentido de sonhar a obra, o empreendimento, o invento... Mas talvez no seu sentido onírico de maravilhoso e fantástico, de voo, de utopia de liberdade, da essência da própria Poesia... Um beijo para ti, coração!
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 12:51
Sim, a vida só castiga quem sonha. Quem não sonha não corre riscos, mas também não vive. É por isso que não concordo com o verso do David, mesmo com ironia.

E continuo a confiar nos outros até prova em contrário. Ingenuidade? Talvez, mas só concebo a vida assim... se um dia desconfiar de tudo e de todos, a vida deixa de me interessar.

Beijo, provocadora-mor.
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:05
Eu também continuo a confiar nos outros inteiramente, nem saberia ser doutra forma. Mas também já fui roubada, traída, defraudada, difamada, abusada, vilipendiada e abandonada, como toda a gente. Mas atenção à nuance: confiar arriscando é diferente de acreditar sem restrições. Uma coisa é ser boa, já dizia a minha mãe; outra é ser parva. E a malta sabe que o ser humano é (também) isto: estômago, sexo e ambição :-))
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:38
E sim, sou provocadora, mas gosto sobretudo é de animação! Desalojar as pessoas das cadeiras e pô-las todas a falar e a discutir! Preferia dançar com elas, mas como não há pista restam-me as palavras, não é? E um e dois e três, virou! Tenho um amor em Viana, ou ai, outro em Ponte de Lima... Que é feito da Dalhe? Tá parva? E da Si? E da Fugi? E da Patti? Zangaram-se comigo? Meninas, vamos ao vira, ouVIRAm?
De Manecas a 1 de Julho de 2009 às 15:39
Com estas propostas de entradas no vira...convenci-me...!!!

Só para acalmar as sonhadoras, não sei se repararam que comentam um pequeno poema do David Mourão Ferreira, ou seja, mesmo a eventual penalização de quem sonha é dita em poesia, que em si mesmo faz parte da ilusão e do sonho...

Já deitei umas achas, agora vou-me embora...eh, eh, eh...!

Beijos para ambas!
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 19:01
É verdade, Manecas, e obrigada pelas achas! Com este calor preferíamos cubos de gelo, orchatas on the ice, mas, vindas de si, até sabem bem! Um grande beijo e volte sempre, mesmo sem viras!
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 16:02
Acho que VIRAram todas meninas em férias... em TaVIRA!
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 16:04
E para o Manecas... touchée!
De DaLheGas a 5 de Julho de 2009 às 15:04
Estou aqui! Entre as centenas de olhos postos em ti, nestas tuas Feiras Novas das quartas. Jesus que multidão.
De rita ferro a 5 de Julho de 2009 às 18:45
DaTeNeura?
De Ana LA a 1 de Julho de 2009 às 12:28
Eu até sou certinha, direitinha, honrada, honesta, mas desculpa lá!!!!!!!!! Não te deixavas enganar pelo Mário Conde?
Pois, ele há coisas que não nos deixam ver a realidade dos nossos mundos. Filtros, construções imagéticas e conceptuais que nos toldam, que nos limitam a perspicácia e nos dobram os valores e a estrutura óssea.
Beijos e obrigada por nos lembrares que andamos todos á deriva, porque nos falta tempo e pachorra, para activar o que verdadeiramente interessa.
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 12:55
Sabes tão bem como eu, miúda: quando as mulheres se deixam enganar por um homem... é porque querem mesmo estar enganadas durante uns tempos. Por outro lado, também sabemos: o poder, o risco e a própria transgressão são poderosos afrodisíacos. As pessoas sabem o que esperam, embora possam iludir-se ou fazerem acreditar-nos que se iludiram. Olha a mulher do Madoff e as de tantos outros gangsters: não há inocentes, baby. O maior cego...

Obrigada pela fidelidade, amiga querida!
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:13
Mas ok, admito: aceitaria jantar com ele uma dourada ao sal, em Madrid, no Terraza del Casino. Na condição de ele mandar limpar a seco a nódoa incrível que tem na banda do casaco :-))
De Patricia da Cunha a 1 de Julho de 2009 às 12:41
Prima Querida.
Ao ponto a que as coisas chegaram, já nem em mim confio.
Sinto que sou a minha pior inimiga!
Beijos
Patricia
De Patricia da Cunha a 1 de Julho de 2009 às 12:48
Prima Querida,
Peço desculpa
Em ti confiarie atè à morte. És a única mesmo
Patricia
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 12:56
É histericamente recíproco, prima da minha alma!
De Patricia da Cunha a 1 de Julho de 2009 às 13:18
Ah é verdade e confio plenamente no Dias Loureiro, no Sócrates e outros que tais. Não vão eles sentir-se diminuidos com o meu desprezo.
Patricia
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:40
Deixa, são portugueses, é chato...
De marie tourvel a 1 de Julho de 2009 às 13:07
Rita, querida, eu tenho o que, talvez, seja o defeito mais grave: acredito em pessoas. Vivo me lascando. Acho que jamais me farão mal. E me lasco. E sigo confiando. Burrice? Acho que é, sim. Gostei demais do seu post. :)

Beijos!
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 13:17
Querida Marie: a Laureen Bacall, que era uma moça judia quase tão gira e elegante como nós - quase! - dizia que podíamos ser inteligentíssimos à vontade que não adiantava: o coração é cábula e não aprende lições. Bem-aventurada seja, pois, a nossa burrice! Join the club, you... passionate woman!
De Pássaro a 1 de Julho de 2009 às 13:45
Viva! Sempre fui uma pessoa confiante, que prefere o risco da desilusão à desconfiança permanente. Mas realmente este mundo actual, assim por si descrito Rita, parece ter perdido o sentido da verdade, da decência, da necessidade acima de tudo da conduta e da reflexão sobre o carácter.
Há uma rendição ao interesse pessoal e egoismo a todo o custo e neste caos não parece haver restrições ao comportamento humano. Talvez esteja em questão a história da consciência?
E eu que entendia a vida em função dos seus movimentos verticais e horizontais, agora mais velho, são os perfumes e as cores das flores que me revelam o sentido das acções e emoções. Confio em si e noutras pessoas que fazem parte da minha vulgaridade gloriosa.
"Prefiro os pássaros porque são o oriente do oriente quando voam e adornam e não há carácteres que os imobilizem." Bj
De mike a 1 de Julho de 2009 às 14:31
Sou sincero, Rita: em ninguém, só em mim. E e...
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 14:34
E e... sabe Deus, não é, Mike? As vezes que vc já se traiu!... Pois é, Mike, o mesmo aqui. E as vezes que eu já me dei uma última oportunidade? LOL
De mike a 1 de Julho de 2009 às 23:07
Ui!... então e eu, Rita? Pelo menos não somos sonsos. (muitos risos)
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 23:23
Pelo menos (mais risos ainda!) LOLOLOLOLOL!
De patti a 1 de Julho de 2009 às 21:53
Pois claro, um anjinho destes ia lá agora confiar nas diabas todas que o rodeiam (e estou a citar)!
De mike a 1 de Julho de 2009 às 23:09
Confiar nas filhas de Lúcifer? Nem pensar, Patti. Estou a ver que a menina também é sonsa, como a Ana... (risada)
De patti a 1 de Julho de 2009 às 23:12
Ai Ana, este teu blog às vezes, tem cá umas interferências... ventanias, rajadas, quiçá furacões...olha coisas do demo!
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 23:18
Ora, Patti, mera turbulência inofensiva. Não se pode dar muita confiança... lol
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 23:22
Não vão começar, PLEASE!!
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 23:22
LOL!!
De Rita Ferro a 1 de Julho de 2009 às 23:24
(Patti, não digas isso: ele ADORA diabas!!)
De patti a 1 de Julho de 2009 às 23:30
Pronto, agora já disse! Tarde demais.

O que vale, é que ele vem com aquelas peúgas turcas brancas e de noite topa-se logo a sua chegada.
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 23:35
além do dente de ouro, que também brilha à noite...
De mike a 1 de Julho de 2009 às 23:50
Então e as crocks, suas Diabas? Esqueceram-se das crocks?... humprffttt!!!! Esta porta não é do vento, é diabólica. Ó Riiitaaaa... olha elas!!! Pestes!
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 23:54
As crocks não ficam bem com meia branca turca. Tem de ser um sapatinho afiambrado, bem polido e de preferência com um tacão respeitável.
De Ana Vidal a 1 de Julho de 2009 às 23:55
"Afiambrado" também é uma palavra gira, Patti... não achas?
De patti a 2 de Julho de 2009 às 09:08
Afiambrado é magnífico e então a adjectivar esse tipo de sapatinhos é do melhor!

Esse calçado tem sempre à frente, uma plaquinha de metal 'doirado', não é?
De Ana Vidal a 2 de Julho de 2009 às 11:56
Sempre, é obrigatório. Uma plaquinha a dizer Pierre Cardim. :-)
De Rita Ferro a 2 de Julho de 2009 às 07:12
Você adora pestes, Mike. Assuma!

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