Domingo, 21 de Junho de 2009

Adivinhe quem vem jantar?

 

Luísa

 

Não espero grande afluência a este jantar. Na verdade, conto que sejamos dois, ele e eu. Desde logo, porque a canícula promete convocar aos areais e às esplanadas um povo sedento do seu esquivo Sol, e retê-lo em «outdoors» até horas tardias. Depois, porque julgo que a nossa anfitriã tem outros compromissos inadiáveis, e delega em mim a empreitada. Finalmente, porque o convidado, não desprovido de competência profissional, exerce a actividade numa área que é pouco popular e pouco concorrida, e – sabemo-lo agora - pouquíssimo interessante para quem gere os destinos do país. Refiro-me à negligenciada «Cultura» e ao pobre teatro nacionais. O convidado, um discreto trintão de origem angolana, barba rija e olho cândido, tem revelado, ao que consta, potencialidades em palco. Mas é sabido que os palcos sérios não transportam a alma revisteira do português contemporâneo. Parece que tem tido, igualmente, boa participação no cinema. Mas sobre cinema, não haverá conversa que não seque na aridez ou na transcendência dos enredos, na pobreza dos meios técnicos ou na proverbial falta de ritmo. Pessoalmente, posso testemunhar uma prestação positiva no pequeno ecrã, quer nuns apontamentos publicitários, quer numa série apresentada como o maior empreendimento de sempre da nossa televisão. Mas também aqui, há notas de ridículo que tendem a obnubilar a qualidade do seu desempenho no papel de herói. Assim sendo, falamos de quê? De mexerico? O convidado tem todo o ar de lhe ser alérgico… Este jantar - confesso-o tristemente aos nossos habituais convivas - será um mero cumprir de agenda. Não alterem, por isso, os vossos planos, nem se apressem a abandonar as praias. Eu me encarregarei de levar o barco a bom porto.

 

E uma vez que vou estar sozinha, em «tête-à-tête», tentarei que a ementa e o arranjo da mesa permitam superar os vazios que antevejo. Tenho orçamentada uma refeição simples, sem luxos e à luz do par de velas que a poupança de energia recomenda. A entrada será de camarão (do congelado) salteado sobre puré de mandioca e guarnecido com uma humilde folhinha de hortelã da ribeira. O prato principal, um trivial bacalhau fresco, corado sobre batata-doce, com vinagreta de frutos secos. A sobremesa, uns sonhos de abóbora sem pretensões, perfumados com infusão de laranja e anis. E a acompanhar o conjunto, um vinho branco qualquer, talvez o alentejano Conventual Reserva 2007, que parece cumprir os requisitos: serve-se fresco, muito fresco, aquecendo, não obstante, o corpo; é terno, sedoso e alegre na boca (não opondo obstáculos de acidez ao consumo abundante que a atmosfera impõe); tem um final brioso e em claro ascendente; e apresenta boa estrutura e melhor persistência. Tudo indica que consiga aliviar as tensões do serão, aqui na Porta, e me aliene docemente dos problemas do mundo… Embora espere conseguir lembrar-me amanhã do que fizer hoje!...

 

 

publicado por Ana Vidal às 10:30
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78 comentários:
De fugidia a 21 de Junho de 2009 às 10:43
Não queria mais nada!
Lá porque a Ana anda a mouros... a banhos... hã... o calores pelo norte... ou whatever, não quer dizer que não tenha a minha companhia: alguma vez a deixaria sozinha, Luisa? Nunquinha :-)))

(já agora, um ar condicionado, nem que fosse portátil, dava jeito: a nós, ao convidado e.. à Ana, se ela resolver aparecer - risos abafados)

Boa semana :-)
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 11:19
Fugi, não sejas chata... a Luísa QUER SER DEIXADA SOZINHA!! LOL
De fugidia a 21 de Junho de 2009 às 11:23
Ora essa, mas precisa de quem leve o repasto à mesa, lave a loiça, confirme se está tudo bem... essas coisas...
:-D
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 11:39
Pensando bem, talvez tenhas razão... acho que vou aparecer para a sobremesa, nem que seja para ver se o café é de balão e o charuto de qualidade. O que acha, Luísa?
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 13:23
Querida Fugi, pela sua rica saúde, não se prive deste magnífico dia de praia, para se vir enclausurar no espaço – hoje, excepcionalmente, um pouco abafado - da «Porta», em que três já fazem uma multidão! ;-D
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 13:35
E Ana e Fugi, compreendendo embora a vossa preocupação, e apreciando a generosidade, as questões do serviço encaro-as com o optimismo de um escape, nos momentos – que adivinho muitos – de embaraçoso silêncio. Mas se fizerem questão de vir dar uma ajuda (muito pontual), por favor, não tragam sandálias abertas… e menos ainda com salto em agulha! :-S
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 13:56
Nada disso, Luísa, se eu for é de botas da tropa... e só para arrancar de lá a cusca da Fugi! ;-)
De fugidia a 21 de Junho de 2009 às 17:11
Humpfrt!
Eu só vou de sandálias abertas, unhas pintadas de vermelho e salto de agulha porque estou com o meu pirata, pois...
:-)))))))

(e praia foi ontem, Luísa; hoje estamos mais na sorna... e posso levar o meu aparelho de ar condicionado portátil, que tem feito maravilhas cá por casa... :-p)
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 20:44
…… (silêncio pensativo) ……
(Nota de rodapé em letra de tamanho «smallest»: se a Fugidia trouxer o seu «pirata» e a Ana o seu «mouro», ponho seis lugares na mesa)…
De fugidia a 21 de Junho de 2009 às 21:39
Combinado!
(risos cúmplices)
;-)
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 00:55
Ooops... só cheguei agora. Atrasei-me, ou ainda há para aí um copo de vinho branco para um final brioso e em claro ascendente? ;-)
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 11:16
Querida Luísa, só porque sou sua amiga e as amigas são para as ocasiões - a Fugi é uma amiga da onça!! - vou deixá-la em tête-a-tête com este convidado especial. Espero que aprecie este meu gesto, que é de uma abnegação sem limites... ;-)

Sendo assim, desejo-lhe um jantar terno, sedoso e alegre, daqueles que nos fazem alienar docemente dos problemas do mundo. Enfim, que seja inesquecível... e, sobretudo, com um final brioso e em claro ascendente!

E se amanhã não se lembrar do que fez hoje, não se preocupe. A sobremesa pode sempre repetir-se... :-)
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 13:45
Ana, não vou esquecer-me deste seu gesto! :-D
P.S.: A descrição do vinho, incluindo o tal «final brioso e em claro ascendente», não é minha, Ana, mas de uma revista que faz apreciação de vinhos. Praticamente «ipsis verbis»! Não é uma coisa extraordinária? Passo até a publicidade à marca, porque acho que todos devíamos testá-la. ;-D
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 13:54
Subscrevo, Luísa. E qualquer coisa que tenha um "final brioso e em claro ascendente" merece a minha atenção! ;-)
De mike a 21 de Junho de 2009 às 17:57
Ana... enlouqueceste? Que raio de amiga és tu? Não vês que a Luísa, de tanto andar a pé por Lisboa com o sol destes, não está a passar bem? Lê lá bem o final do post. Não vai nada sozinha ao jantar. Só por cima do meu cadáver. Vais dar-me um tiro, é?
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 18:16
A Luísa está a passar muuuuuito bem e vocês são todos uns empatas... :-)
Dou-te um tiro, sim, se continuas a querer protegê-la daquilo que ela não quer ser protegida! Ou uma estalada de mata-moscas, se também tencionas armar-te em insecto...

Já viu isto, Luísa? Serei a única que a compreende???
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 20:47
Ana, é verdade, minha amiga, que só em si vejo verdadeira compreensão. Mas fico muito sensibilizada com os instintos protectores do Mike. Até vou guardar um sonho (de abóbora) para ele. ;-)
De mike a 21 de Junho de 2009 às 20:58
És uma sonsa endiabrada, é o que tu és!
De mike a 21 de Junho de 2009 às 20:59
Claro que este comentário é para a Ana.
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 00:56
E claro que eu considero isso um elogio!
De Rita Ferro a 21 de Junho de 2009 às 13:30
Eu que, desde já, me confesso voyeuse, irei vestida de mosca - posso, Luísa?
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 13:57
Rita, vou estar muito atenta, não vá o convidado – que pode ser permeável aos exemplos de cima (todos o somos mais ou menos) – armar-se em «matador» e tentar fazer prova de manha felina e de mão certeira. Enfim, se quiser fazê-lo, que não seja com a mosca… quer dizer, com a Rita. ;-D
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 13:57
NÃO!
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 13:58
(o NÃO é a minha resposta à pergunta da Rita, claro)
De Rita Ferro a 21 de Junho de 2009 às 15:18
Tem de ser, Ana! Quando ela começar a deixar-se desvanecer preciso de zumbir bem perto para lhe lembrar quem seduz quem :-))
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 16:23
Ora, o que é que interessa quem seduz quem? Se for em simultâneo, tanto melhor... e se não for, é ainda melhor ser-se seduzida do que seduzir!
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 17:10
Ana e Rita, na condição de representante da Ana, com competências delegadas, devo e saberei comportar-me com distanciamento e dignidade. O convidado não será factor de perturbação, assevero. O perigo é o branco! Com o calor que está e com aquele «final de boca», é possível que, nalgum momento, deixe de conseguir responder por mim. Mas nessa altura, não haverá zumbido que me safe, Rita… ;-D
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 01:01
Se quer mesmo representar-me, Luísa, deixe-se de distanciamentos e ceda alegremente à boa estrutura e melhor persistência do convid... do branco. Consigo, a dignidade estará lá sempre, faça o que fizer. :-)
De mike a 21 de Junho de 2009 às 21:00
Estás muito saída da casca, Ana. A Rita tem razão.
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 00:58
De mike a 21 de Junho de 2009 às 17:58
Se pousar na vela que eu teri na mão, prometo não obamizá-la, Rita. ;)
De ritz_on_the_rocks a 21 de Junho de 2009 às 14:33
... cá para mim com essa conversa toda arriscam mas é, deixar o convidado a falar sózinho
ah ah ah
lol

bjs às pekenas todas

às que andam a banhos
às que vão para fora cá dentro
e
às que sem sair de casa ... ainda conseguem viajar mais, que as restantes!

bjs

De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 17:18
Sim, Rita, deixar o convidado a «falar sozinho» é que não pode ser. Estamos só a tentar ordenar-nos, para que não haja confusões de papéis e precedências no momento da verdade.
P.S.: Espero que a Rita não me apareça por aqui na versão Walter, porque a essa não conseguiria fechar a Porta. :-D
De Grande Jóia a 21 de Junho de 2009 às 14:57
Será que o conviva aparece, neste dia de calor?
Eu vou vestida borboleta já que a Rita vai de mosca e assim sempre me safo.
Apesar de tudo, antes viva que morta por caçadeira.
De Rita Ferro a 21 de Junho de 2009 às 15:20
Ah, pois, GJ, você estonteante e eu um esfregão - bolas, nem como insecto me safo!)
De Grande Jóia a 21 de Junho de 2009 às 15:29
É mais fácil esquecer uma borboleta que uma melga. Porque o que ele vai ter é uma melga disfarçada de mosca.
De rita ferro a 21 de Junho de 2009 às 16:16
Sim, mas pelas piores razões :-((
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 17:21
GJ, como presumo que venha de borboleta nocturna, desconfio de que o risco de «flitada», palmada ou caçadeira não será muito menor. ;-)
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 17:27
Mas estou vendo que não vamos ter uma, mas duas melgas, uma disfarçada de mosca, outra de borboleta nocturna…

(Mnemónica: às sete horas, ligar o Baygon à tomada).
De Grande Jóia a 21 de Junho de 2009 às 20:36
Estou a ver que temos de arranjar outro disfarce. Ou então vamos no ombro do Mike:))
De mike a 21 de Junho de 2009 às 21:02
Podem vir no meu ombro, GJ. :)
Menos a Ana que está toda compreensiva com a Luísa. (risos)
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 01:03
Eu também não quero ir no teu ombro, menino Mike. Nem quero que o teu ombro vá, aliás...
De imprevistoseacasos a 21 de Junho de 2009 às 16:07
Olá Luísa
A Porta está sempre entreaberta para uma aragem fresca, com um bom vinho branco, por exemplo do Novo Mundo . Penso que o seu convidado iria gostar de uma salada colorida com frutos silvestres e com um simples sorvet no final. Espaço para conversa, degustação e silêncio. Que tal?
É um prazer estar por aqui aos domingos, acredite.
Bom domingo! Fernanda
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 20:57
Fernanda, e é um prazer recebê-la por aqui todos os Domingos, mesmo se hoje abrimos uma excepção, dado o «relativo desinteresse» do convidado. Falar dos temas soturnos da cultura, do teatro e das telenovelas portuguesas não é, reconheço-o, o melhor programa para um dia tão alegre e soalheiro. Enfim, resigno-me ao silêncio que pontuará este serão… e talvez aproveite para pensar na ementa do jantar do próximo Domingo. :-D
De imprevistoseacasos a 21 de Junho de 2009 às 21:14
O convidado não me parece nada desinteressante, até porque aceitou o seu convite. Sinal de bom gosto :)
beijinhos
Fernanda
De Anónimo a 21 de Junho de 2009 às 16:27
Gosto de tête-à-têtes, gosto de supresas à sobremesa (ia dizer suspresas inesperadas, mas seria uma redundância, embora fique bem) .
Os tête-à-tête têm a enorme vantagem de nos confrontar, sem saída, mas dou uma pista caso se preveja algum constrangimento "sem saída", ainda que momentâneo, durante o dito: não se sente mesmo de frente, sente-se ligeiramente desviada; esta posição relativa permite que os olhos se olhem ou não mesmo de frente (experimente ao espelho...)
Quanto às surpreesas, fazem parte podem ser oportunas (são sempre -mesmo que no momento errado, se a coisa vai bem é porque pede repetição, pelo que se não for agora é depois....) ou inoportunas (nunca são, pela razão inversa)
Have fun tonight
mm
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 16:51
Não ligue às cautelas do mm, Luísa: um tête-a-tête quere-se com olhares profundos e sem desvios, mesmo que sejam também "sem saída"... :-)
Mergulhe de cabeça e de improviso, que é o melhor, sempre! O resto é conversa.

Aconselho é que tenha sempre à mão um spray bem mortífero para insectos, porque já vi que vai estar rodeada de uma horda de cuscos esvoaçantes que não fazem lá falta nenhuma.

Depois quero é o relato, claro...
De Anónimo a 21 de Junho de 2009 às 17:14
E lá temos um dilema: frente a frente certamente, com ou sem um ligeiro desvio...lol (eu quero é ser mosca)
mm
De Rita Ferro a 21 de Junho de 2009 às 18:41
Alto, MM! Primas a ser mosca! LOL
De Anónimo a 21 de Junho de 2009 às 21:23
primas e afins
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 19:31
errata: quer, e não quere
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:21
MM, sabe que não é a primeira vez que oiço esse conselho? E não tendo eu a descontracção e o «charme» da Ana, que lhe arranjam saída para todos os constrangimentos, se calhar vou fazer como me diz. Em vez da táctica do «tête-à-tête» em linha recta, vou adoptar a táctica do «tête-à-tête» em ângulo recto, que reduz a tensão romântica, mas propicia o tom cúmplice (e um pouco malandro). Na verdade, reconheço que o meu peculiaríssimo «charme» é feito mais à custa de olhares enviesados. :-D
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:28
Ana, já quase me via com uma auréola na cabeça, que não seria de santidade mas de mosquinhas a zelar por ela. Mas não se preocupe. Às sete em ponto, liguei à tomada o Baygon, repelente de insectos. :-D
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 01:06
Muito bem, Luísa! E... enviesado ou não, não deixe é de olhar...
De mike a 21 de Junho de 2009 às 17:53
Alto e pára a festa!
... "Embora espere conseguir lembrar-me amanhã do que fizer hoje!"... Como??? Não Luísa, lamento, mas não vai sozinha. Não sei quem é o mangerico, estou atordoado como estas suas supostas amigas nem se deram conta do final do seu post (ou deram, mas a leviandade tomou proporções inimagináveis), e devo dizer-lhe que não vai ao jantar sozinha, não senhora! Cá agora "têtes-à-têtes" com vinhos frescos de corpos ternos e sedosos e alegria na boca... isso é que era bom! Vou e seguro a vela. Aiii! Podem chamar-me chato, corta-o-barato, desmancha-prazeres... a isto chama-se competência, meninas... competência na amizade! Ora, querem lá ver...
De fugidia a 21 de Junho de 2009 às 18:00
Pois, pois...
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 18:19
Eu logo vi que a coisa metia competência... e a competência, neste caso, chama-se EMPATA!!!!
De GJ a 21 de Junho de 2009 às 20:45
Está decidido! Se o Mike vai, nós mosca a borboleta também.;)
Volta-se o feitiço contra o feiticeiro e vamos ajudar a Luísa a enxutar o empata.
Mas cuidado com os delírios, Luísa. Eu já deixei um alerta:))
De mike a 21 de Junho de 2009 às 21:04
Neste caso um alerta não chega, GJ. Há que ter uma posição resoluta. É necessário um pulso firme, ora. (muitos risos)
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:31
Nesse caso, GJ, retiro já o Baygon da tomada. ;-D
Muito agradecida!
De mike a 21 de Junho de 2009 às 23:24
Empata competente. Com todo o gosto, menina Ana. ;)
De GJ a 21 de Junho de 2009 às 20:49
Alto e pára a festa? Ainda se fosse o baile....
que falta de competência.
De mike a 21 de Junho de 2009 às 21:05
... pára a festa porque eu não vou deixar sequer que haja baile, ora!... humprffttt!
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:45
Meu caro Mike, reafirmo o meu apreço pelo seu espírito cavalheiresco e protector. Mas não vou permitir que fique a segurar na vela. Primeiro, porque vai atrair sobre si, não apenas a atenção de uma mosca e uma borboleta nocturna bem intencionadas, mas também o apetite do milhão de mosquitos mal intencionados, que costumam andar em frenesins nestas noites quentes de Verão. Segundo, porque acabará por se queimar. Receio que, entre picadelas e queimaduras, lá se vá a competência… mesmo na amizade! ;-)
De mike a 22 de Junho de 2009 às 00:00
Luísa, nem pense que me demove com a sua prosa enleante e manipuladora. Vou estar nesse jantar e até ao fim. (risos)
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 01:11
Luísa, a sua única esperança é que apareçam sandálias de salto alto com pés bonitos empoleirados nelas, a distrair a atenção deste amigo com excesso de zelo... talvez a nossa Fugi consiga o milagre. Se não for ela, só alguma ajudante de cozinha... se for "modelo Botero", é claro.
De Cristina Ribeiro a 21 de Junho de 2009 às 18:16
Luísa, eu vou espreitar a chegada do convidado, porque confesso a minha curiosidade pela personagem, mas prometo desaparecer logo em seguida :)
De Ana Vidal a 21 de Junho de 2009 às 18:20
Boa, Cristina. Isso sim, é ser amiga! E olhe que a mim também custa desaparecer (depois de vislumbrar o convidado), mas pelas amigas faz-se tudo... :-)
De mike a 21 de Junho de 2009 às 21:08
Promete coisa nenhuma! A menina fica lá comigo a segurar a outra vela que a cera de duas velas queimam-me as mãos e quero garantir ter uma livre para intervir quando e se for preciso (tenho essa firme esperança que não será necessário). ;)
Cristina, não vá na conversa liberal da Ana. :)
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:52
Cristina, com esta confusão toda, e perante o desabafo da Ana e os «infundados» receios do Mike, estou quase a propor à nossa anfitriã que se abra a ceia aos nossos convivas habituais, nas seguintes condições:
a) entrada livre para todos os cavalheiros:
b) entrada livre para todas as senhoras que se apresentem com par consolidado numa afeição exclusiva. ;-D
Que lhe parece, Ana?
De mike a 22 de Junho de 2009 às 00:03
Hum... já estamos a falar como deve ser... e eu respondo pela Ana, que Ela um dia disse que eu me sentisse aqui como se a casa fosse minha. Perece-me muito bem, Luísa. (ar compenetrado de quem não está disposto a aceitar um não)
De fugidia a 22 de Junho de 2009 às 00:24
Tanto paleio, Mister e afinal, «parece-me bem» o quê?!?,
a alínea a) ou a b)?
(olhar verde furioso, enquanto bato o pé...)
De mike a 22 de Junho de 2009 às 01:11
... alínea b), claro... (sorriso cândido)
A Luísa não pode é ir a esse jantar desacompanhada, ora. ;)
De Ana Vidal a 22 de Junho de 2009 às 01:13
Não vá nisso, Luísa... lute até à morte pelo seu tête-a-tête com tendência para um final claramente... digamos... ascendente. :-)
De Luísa a 22 de Junho de 2009 às 04:50
Ana, as aberturas propostas são só para a ceia... ;-)
De JdB a 21 de Junho de 2009 às 20:41
Desintereesei-me do jantar quando percebi a sua vontade de um tête-a-tête. Espero que se divirta, mesmo sentindo que fomos escorraçados. Vou tomar uma orchata e regresso para a semana. Parto - mas sem ofensa.
De Luísa a 21 de Junho de 2009 às 23:59
Escorraçados, nunca, João! Já estou a rever o problema, na busca de uma solução de compromisso. Afinal, pensando bem, os amigos valem muito mais a pena. :-)
De JdB a 22 de Junho de 2009 às 00:03
Ufa! Estou mais descansado...

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