Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Lapsus Linguae

João Paulo Cardoso

 

As Europeias

 

Pedem-me uns senhores que eu nunca vi, mas que se assumem como paladinos da democracia, que este domingo, dia 07 de Junho, não fique sentado no sofá e vá votar nas Europeias.

Como sou bem mandado resolvi votar já hoje.

 

Votaria nas espanholas que se vestem para matar, gastam duas horas do serão, frente ao espelho, antes de sair de casa mas, por outro lado, votar em "nuestras hermanas" é desaconselhável.

Os negócios de família costumam dar mau resultado, basta olhar para o Boavista. Além disso, as Carmens têm muito 'salero', prejudicial para o coração.

 

Voto então nas francesas, que ascendem na horizontal a lugares de poder, sobretudo se forem afinal italianas, modelos, cantoras e mais altas que os consortes para impor respeito.

Rainhas da líbido sem rédeas, as Michelles, assim que chega o Verão, colocam as mamocas de fora, fazem rimar ménage com bavaroise e beijam com mais sucção que o aspirador lá de casa.

Afinal também não voto aqui.

 

As italianas são de sangue quente e curvas perigosas.

Apresentadoras, actrizes, deputadas, embaladoras de chouriços, tudo ali transpira sensualidade.

Infelizmente a irascibilidade das Giovannas, que gritam "putana" a cada 30 segundos, deita tudo a perder.

Próximas...

 

Alemãs e inglesas só mesmo no Algarve, com o Zezé Camarinha.

As Ingrids têm mais cabedal que o Mercado do Pinhal Novo e as Margareths são muito deslavadas e eu gosto de bifas mais bem passadas.

Passo.

 

As suecas são altas, louras e de olhos azuis.

Um pouco frias e de difícil comunicação, a menos que cantem os êxitos dos Abba.

Dífícil dizer que não às Vilmas, a não ser pelo facto de gostar de dormir com as luzes apagadas, algo impossível no país do sol da meia-noite.

 

Restam, entre outras, as belezas de leste, que sucedem a espanholas, primeiro, francesas, depois, italianas a seguir e, nos anos 80 as suecas, como perdição dos machos europeus.

Checas, húngaras, polacas - generalizando uma vez mais - são aparentemente perfeitas, traços delicados, olhos claros, formas perfeitas e adeptas de umas boas palmadas, a avaliar pela mãe da pequena Alexandra, alías Sandra, aliás Pequena Matrioska.

Como são dadas a desvios de personalidade, vou ter que passar.

 

Feitas as contas, ficamos com as portuguesas.

Por isso votamos mais nas legislativas e mais ainda nas autárquicas, onde conhecemos todas.

Todas as candidaturas, claro.

 

Há uma outra razão para a elevada abstenção, especialmente masculina, esperada este domingo.

Com tantas e tão boas escolhas, as nossas mulheres nem querem falar na possibilidade de exercermos "o nosso direito" nas Europeias.

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 07:30
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4 comentários:
De Luísa a 5 de Junho de 2009 às 11:33
Vejo, João Paulo, que a sua aposta nas «europeias» passa por um saudável entendimento «à Berlusconi». Pois eu gostava de, num entendimento afim, poder fazer uma aposta nos «europeus». Mas infelizmente, mudado o «género», a visão torna-se desanimadoramente sombria. Não há dúvida de que a riqueza humana da Europa se revela no feminino. ;-D
De Ana Vidal a 5 de Junho de 2009 às 17:15
Ora, ora, Luísa... estará a esquecer-se dos italianos? Para não falar nos portugueses, que, salvo raríííííssimas excepções ;-), são de uma beleza arrasadora!

JP, a tua crónica é absolutamente deliciosa...

De ritz_on_the_rocks a 5 de Junho de 2009 às 19:38
...concordo...
nada a acrescentar !
bj
R
De Luísa a 5 de Junho de 2009 às 23:01
Ana, não esqueci, não. É que os italianos bonitos, as más-línguas costumam inseri-los num «tertium genus». E os portugueses, não estou segura de que devam considerar-se propriamente «europeus»… ;-D

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