Domingo, 24 de Maio de 2009

Adivinhe quem vem jantar?

Luísa

 

É um dos enigmas da vida compreender por que é que a natureza nunca é incondicionalmente generosa; por que é que dá com uma mão e tira com a outra; por que é que, seja com homens, seja com mulheres, regateia ao esplendor físico o brilho intelectual e vice-versa. Há, certamente, excepções à regra, mas os casos conhecidos no domínio público tendem a confirmá-la. A nossa convidada é um exemplo dela. Visualmente acarinhada pela fortuna, alta, jeitosa, sensual, «pulpeuse», numa palavra grata aos aficionados, tem sido, por isso, solicitada a emprestar a sua imagem a quanto evento social, fortemente mediatizado, aposta - ao jeito imitativo que caracteriza a produção nacional - num «glamour» à Hollywood. No entanto, é evidente o seu drama íntimo. Sente-se que conhece e repudia o estigma da mulher bonita e que vive em ânsias de provar que há mais nela do que aquilo que os olhos vêem. O casamento, que pôs termo a uma fase curricularmente descuidada, poderá ter representado, no plano das intenções subliminares, uma primeira demão de «patine» cultural. Seguiram-se-lhe uns programas televisivos sobre «letras», nos quais o seu empenho e as demonstrações meio erotizadas de apego aos livros quase fizeram esquecer o desinteresse das intervenções, pontuadas de lugares-comuns… Note-se que não somos críticas e antes apoiamos e nos emocionamos com os esforços genuínos de desenvolvimento pessoal. São os nossos, de resto. Mas pensamos dever aconselhar alguma moderação verbal numa etapa do percurso que, a julgar pelas aparências, não está longe do ponto de partida.   


Pois é para lhe manifestar isso mesmo, a par do nosso incentivo - mas também, já agora, para clarificar um conceito que tem obviamente mal apreendido - que aqui a teremos entre nós. Tencionamos «aclimatar» a conversa com uma ementa que faça justiça às nossas «intemporais» tradições gastronómicas: «o caldo verde, verdinho, a fumegar na tigela», a pingue sardinha assada, as iscas com elas e o arrozinho doce, para além do «pão e vinho sobre a mesa», que «fica bem numa casa portuguesa»… E não deixaremos de ter, em fundo musical, uma selecção evocativa dos melhores fados da nossa «intemporalíssima» Amália.
 

O conceito, já perceberam, é a «intemporalidade». E o nosso fito, fazê-la entender que a intemporalidade se ganha com o génio, apenas e só com o génio, esteja ele presente numa cozinha de inspiração e sabores simples, mas únicos, que se apuraram ao longo de séculos, esteja ele contido na arte inimitável de uma voz de raras força e expressão. E explicar-lhe, ainda, que a intemporalidade não joga com reproduções ou reaproveitamentos musicais feitos em linha com as tendências do momento, por arrojados e sofisticados que sejam. Nem vai com grandiloquências publicitárias, lançadas do palco de um Coliseu sobre uma plateia menos comovida do que consternada. Nem vai sequer com o corpinho bem feito, escultural e «pulpeux» que as lançou, porque a intemporalidade, muito injustamente, não tem sagrado corpinhos, nem partes deles… Reteve, é certo, para a História, o nariz da Cleópatra, mas porque era comprido, adunco e sinal de um «génio» dos diabos. 

 

 

publicado por Ana Vidal às 07:30
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66 comentários:
De Si a 24 de Maio de 2009 às 10:17
Hoje sou a primeira!!
Reservo o lugar, ansiosa que estou de, em dia de descanso, poder afiar a má língua sobre assuntos menos sérios, como por exemplo o conceito de estilo em cerimónias de gala, dar-me ao luxo de despoletar um certo burburinho entre os convivas do sexo feminino, já que os do sexo masculino passarão, concerteza, a noite, entre o babados e o queixo caído, a tentar rivalizar com a convidada na altura, esquecendo e perdoando qualquer risco na 'patine' se ela, depois desse caldo verde susculento de chouriço, se atrever a cantar.
E aconselho, Luísa e Ana, a que reservem um lugar a mais.
Sózinha que ficou em Portugal, com a ida do marido para França, diz-se por aí que já arranjou um substituto, de saxónico nome próprio, um Sam qualquer, pelo qual passa a vida a chamar.
Ah!
E guardanapos de tamanho extra, por favor, recicláveis e em quantidade suficiente, já que as quantidades de baton, nos generosos lábios da BG, exigem constante renovação!
De Luísa a 24 de Maio de 2009 às 13:09
Vamos a uma «noite de má-língua», Si? Só entre nós, mulheres? Maravilha! ;-D
Não conheço pessoalmente a nossa convidada – e até julgava que ela acompanhava o marido na sua deslocação parisiense. Mas mulheres como ela, se se vêem sozinhas, recrutam imediatamente uma corte de admiradores. Todas gostamos de ser apreciadas, Si, mas sempre há as que apenas gostam e as que realmente precisam.
De Si a 24 de Maio de 2009 às 13:36
Vamos a isso, Luísa!!
Não desperdicemos esta oportunidade de desopilar vesículas, num exercício de purga absolutamente necessário para se receber sem risco de mais uma 'crise', os pingues da sardinha, o azeite do caldo verde, o leite e os ovos do arroz doce!!
E ai, que se me varria mais uma recomendação!!
Nós não somos de cerimónia, mas com os tiques habituées que a mocinha tem, vai ter que equipar a sala com uns biombos, pois ou eu muito me engano, ou vai haver mudas de roupa entre o caldo e as sardinhas e entre as sardinhas e a sobremesa. Há que ser práticos, portanto, e acelerar estas exigências, não vá a comida ficar fria nos entretantos!! :-)
De Luísa a 24 de Maio de 2009 às 13:45
Não tenho muita confiança na solidez dos biombos, Si. Não com certos «diabinhos» à solta. Acho que a nossa convidada terá, desta vez, de renunciar às «mudas». ;-D
De Si a 24 de Maio de 2009 às 13:49
:-D :-D
De ulisses a 24 de Maio de 2009 às 23:48
Também já por aí ouvi dizer que as preferências do «substituído» vão mais para outro lado. Má língua, claro! :-)

[ Quem diz que os homens não têm jeito para a má língua, hein? :-)]
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 00:24
Meu caro Ulisses, se antes já estava sempre convidado, passa agora à condição de verdadeiro «must» dos nossos jantares! ;-D
De ulisses a 25 de Maio de 2009 às 01:32
Não há dúvida que, em matéria de sedução, as Senhoras desta Porta conseguem bater as sereias por muitos pontos! Como eu compreendo o Mike!... :-)))
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:40
...... (silêncio corado e agradecido) ......
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:31
Ah, querido Ulisses, com essa é que está definitivamente aceite no inner circle da Porta do Vento! Veremos se terá de amarrar-se a um mastro, uma vez mais... :-)

(o Mike já desistiu de resistir-nos há muitas marés, embora seja um pirata experimentado...)
De ulisses a 25 de Maio de 2009 às 23:34
UAAAAAAAAAU!
Agora fiquei como o Eddie Valiant/Danny de Vito, aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=c14qe7wMKZA

:-)))))))



De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:20
Que pena eu tenho de ter falhado este jantar, Si!
Tinha umas coisitas para dizer à nossa convidada... mas o que mais me entristece é ter falhado este imperdível mexerico sobre o saxónico substituto. Conte-me lá, que eu não sei de nada: QUEM É ELE ?????????
;-)
De Si a 25 de Maio de 2009 às 21:40
Não me diga que ainda não o conhece, Ana!!
É que a rapariga chama por ele, alto e bom som, todos os domingos à noite, em frente a milhares de espectadores!!!
Por tudo e por nada é 'Sam' para cima, é 'Sam' para baixo.....:-D :-D
(Ai que eu vou ser mesmo trucidada por ser tão mázinha!!! - Mas pronto, eu confesso e reponho a verdade: A menina BG apresenta semanalmente o programa da Sic 'Atreve-te a Cantar', que inclui, entre outras 'barbaridades' um suposto computador que avalia a normalmente pouca afinação dos concorrentes. O nome desse computador é Sam!)
E pronto, já me podem injuriar pela enoooooooorme má língua, mas eu avisei!! ;-D
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:02
Oooooohhhhhhhh! E eu que estava já a afiar a língua para um suculento mexerico saxónico... que decepção! Então o nosso pavoníssimo parisiense foi trocado por um mísero computador inglês? Tss, tss. Lá se vai a intemporalidade da cultura...

(Não consigo ver esse atentado aos tímpanos, Si. Até acho que o programa devia chamar-se "Não te atrevas!")
De Si a 25 de Maio de 2009 às 22:18
Ohhh, perdoe-me, Ana, não queria desiludi-la!!! Mas que este 'sururu' animou o jantar, isso animou... hoje ainda se rapam os pratos da sobremesa!! :-D
E não, eu também não vejo, exactamente pelas mesmas razões!

De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:59
Bem me parecia... ;-)
De mike a 24 de Maio de 2009 às 11:10
Caldo verde com chouriço de porco preto (este acrescentei eu), sardinhas assadas com salada de tomate e pepino, com muita cebola, temperados com azeite e ainda mais vinagre, sem dispensar o sal grosso... alinho no jantar mas sem o arroz doce. Por momentos pensei que era a Bárbara Guimarães, mas com uma ementa tão "pé no chão" acha que ela iria? Ela só deve ir a jantares com aquelas ementas com palavras francesas (êscargôs, consumê, vol ou vans e por aí adiante). Por isso acho que a Luísa nos quis pregar uma partida e a convidada é a Helena Coelho, aquela moça que faz publicidade a lingerie. E é uma bela partida! Conte comigo para o jantar. (muitos risos)
De Luísa a 24 de Maio de 2009 às 13:30
Mike, a Bárbara, na exaltação de um CD de música ligeira, inspirado na obra da Amália e recentemente lançado no mercado, deu um grande tropeção, dizendo qualquer coisa como que eram trabalhos como esse que lançavam a Amália na intemporalidade. A rapariga está, claramente, equivocada acerca do que é ou como se alcança semelhante intemporalidade. A razão do menu é, portanto, ilustrar-lhe o conceito na perspectiva da gastronomia portuguesa – recorremos, de resto, à letra de alguns fados da Amália para escolher estes pratos que são de hoje e de sempre. Se a Bárbara não gostar, é porque, definitivamente, «intemporalidade» não é com ela.
P.S.: A propósito de «pés no chão», ela anunciou que vinha de sandálias abertas. ;-D
De mike a 24 de Maio de 2009 às 18:23
... sandálias abertas? hum... (silêncio pensativo)
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:26
Querida Luísa, o remorso de tê-la deixado sozinha a receber a nossa espampanante convidada só é atenuado por saber que se divertiram e que esteve, afinal, muito bem acompanhada pelos nossos comentadores de luxo, que já não dispensamos.
Estou roída de inveja. Diga-me, por favor: qual a toilette que a "pulpeuse" (delícia de classificação!) resolveu trazer? Não me diga que veio de miss tutankamon... ;-)
De Luísa a 26 de Maio de 2009 às 02:05
Ana, informámos logo a «pulpeuse» que, para além da sandália aberta, não eram permitidas outras aberturas. E ela esteve discreta, consciente de se encontrar entre mulheres que, viesse ela com grandes «flausinices», a tiravam da sandália e a metiam num chinelo. ;-)
Mas fez-nos cá muita falta, Ana. Comigo na cozinha, os nossos convivas podem ter-se sentido um tanto «descalços» e a «pulpeuse» é bem capaz de ter saído como entrou, sem a noção de que precisa de ter algum tento na língua. :-D
De Ana Vidal a 26 de Maio de 2009 às 10:57
Aqui para nós que ninguém nos ouve, Luísa, não me parecece que ela vá mudar muito... mas enfim, não se pode ter tudo. E convenhamos que ela já tem MUITO! A chacun sa gloire.

Quanto a nós... a terra a quem a trabalha, não é? ;-)
De Grande Jóia a 25 de Maio de 2009 às 00:08
Caldo verde com "torinha" tudo bem e fio de azeite crú, por favor. Tem alguma coisa contra os enchidos da zona das Beiras, Mike?

De mike a 25 de Maio de 2009 às 00:12
Nada mesmo, GJ. Nem de Trás-os-Montes, de onde tenho uma costela. :)
Mas neste caso prefiro o porco preto. ;)
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 00:40
Meus caros GJ e Mike, vejo que falo com especialistas. Importam-se de me traduzir a palavra «torinha» e explicar as virtudes dos enchidos das Beiras? (As dos enchidos de Trás-os-Montes conheço bem, que tenho da região não só uma costela, como meia caixa torácica). ;-D
De Grande Jóia a 25 de Maio de 2009 às 02:08
Luísa, com todo o gosto.
A "torinha" do Porto é a rodela de "chóriço" de Lisboa.
Os enchidos das Beiras são idênticos aos de Trás-os-Montes, um pouco mais picantes talvez.
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:33
Este fim-de-semana fui eu que estive sob o efeito de "torinhas" e afins, GJ! E não tenho nada contra os enchidos das Beiras, garanto-lhe... :-)
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:04
Quem é essa bela Helena, Mike?? É alguma coisa ao Jorge Coelhone?
Ai, as coisas que vocês sabem...
De mike a 27 de Maio de 2009 às 00:04
Oh, é a ninfeta (a idade é relativa e parece que a moça até já é mãe, mas que importa isso?), que dá a cara (ou o corpo?) pela Triumph... sabes, aqueles outdoors? :D
De Ana Vidal a 27 de Maio de 2009 às 11:08
Ah, já sei. Não deve ser nada ao Coelhone, a rapariga é bem mais bonita do que ele. :-)
De fugidia a 24 de Maio de 2009 às 13:47
Querida Luísa,
altas somos nós; ela é mais baixita (risos abafados).
E há sempre a excepção que confirma a regra; connosco a naturaza foi generosa e, além de sermos muito giras, somos inteligentes, espirituosas etc. etc. etc. :-)))

(eu dispenso as sardinhas e os extras do Mike: faço refeições saudáveis, que a natureza não consegue fazer tudo sozinha, pois :-p)

Bom resto de Domingo e boa semana :-D
De mike a 24 de Maio de 2009 às 20:52
Mas não dispense as sandálias abertas, Fugidia. ;)
De fugidia a 24 de Maio de 2009 às 21:09
Não se apoquente, Mister: uso-as sempre no tempo mais quente e os meus pés ficam sempre bem de sandalitas abertas ;-)
De Grande Jóia a 25 de Maio de 2009 às 00:04
Fugidia, a querida sempre apareceu aqui no Ourigo?
Olhe que estava divino e as sandalitas, tirando a terra que os tios das obras nos ofereceram, devem ter feito furor :)
De fugidia a 25 de Maio de 2009 às 00:26
GJ, é no próximo fds :-D

(e espero que esteja sol por aí, que o meu pirata gosta de me ver de sandalitas - risos)
:-)))
De Grande Jóia a 25 de Maio de 2009 às 02:12
Sol é quase que nunca falta no Porto!
Não vê as raparigas que saem nas revistas :))
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:11
Oh, GJ, então errei no fim-de-semana... o sol esteve tímido e até choveu... mas o milhafre continua lindo, mesmo ferido na asa e sob o nevoeiro! ;-)
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:07
Por pouco não nos cruzámos na Inbicta, Fugi... espero que tenhas mais sorte com o tempo, no próximo fds. :-)
De fugidia a 25 de Maio de 2009 às 23:09
Também eu, que quero usar as sandalitas de 12 cm (é desta que o pirata de rói todo de ciúmes) :-)))
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 23:42
LOL... vais arrasar os tripeiros, Fugi!
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 00:45
É verdade, querida Fugi, pelo que tenho visto e adivinhado, os convivas desta Porta são a excepção que confirma a regra. E eu também sou, quase… ;-D
Uma excelente semana!

De Rita F a 24 de Maio de 2009 às 17:09
Minha querida Luísa, diz-me que a B. lançou um disco? Sou mesmo atrasada, não sei de nada! Ainda agora avistei o Diniz na Nova Gente, minúsculo mas já envergando um colete de estilo armani (!), passeando com os pais - também ele estará presente no jantar? De qq forma, acho graça a este wonder-couple: não representará o que Portugal tem de mais próximo com a lendária dupla marilyn-kennedy? É tudo uma questão de escala :-)) Reserve-me então um lugar, com todo o gosto. Mas mais por causa do pôpas do que por ela; apesar dos canudos, é incomparavelmente mais pretensioso do que a mulher, acredite!
De Si a 24 de Maio de 2009 às 18:05
Mas então, Rita, vai querer a presença de uma distracção masculina, quando estávamos tão bem encaminhadas para uma degustação de vários pratos de 'Langue Mauvaise' só no feminino???
Ai, não me faça essa desfeita, de pedir à anfitriã que a convidada traga os acompanhamentos do jantar!!
Não seria melhor reservá-lo, só a ele, para uma próxima, onde pudessemos, a toda a brida, soltar as nossas acutilâncias culturais???
Adorava ver uma discussãozinha entre a Rita e ele, quem sabe, até lhe revelasse alguma cartita que por lá tivesse escondida e esquecida num bolso??? ;-D
De Rita F a 24 de Maio de 2009 às 19:14
Não faça caso, Si, distraí-me e não li os vossos comentários! Retiro o que disse, o Pôpas e o herdeiro! Só nós e um arraso antológico! Tudo de sandálias abertas e o Mike a ver navios! Pode vir jà de madrugada, lá para as cinco da manhã, provar um bocadinho de sopa de tomate que levarei para ele, de propósito, num tupperware! (Entretanto, estafadas, já todas nos descalçámos) Mas só se se portar bem, ouviu, Mike? E se prometer dizer a todas nós que somos bem mais giras do que a BG, ouviu? O cuidado de mentir revela, pelo menos, respeito :-)) Hummm....Vou para casa pensar se prefiro seduzir ou inspirar respeito... Hummmm.... O que acham, girls?
De Si a 24 de Maio de 2009 às 19:35
Arrasemos, Rita, arrasemos, na forma e no conteúdo!!
As sandálias abertas e a temperatura amena exigem roupas frescas, um tudo nada ousadas, nem que seja pela nudez de uns braços torneados ou pelo decote discreto recortado num colo ainda não bronzeado, que estas modernices de solários ou esguichos amorenados, não me convencem.
Junte-se-lhe uns acessórios generosos, como se usa agora, e teremos o Mike e outros convivas que ainda aparecerem, rendidos ao conjunto respeitoso deste domingueiro círculo.
Mas que não se rendam por muito tempo, é o objectivo, ou lá estaríamos a estragar os planos de uma noite perfeitamente 'atesourada' ;-D
De mike a 24 de Maio de 2009 às 20:51
Seduzir, não é, girls?
E prometo... aliás digo já: são todas mais giras que a BG.
De Rita F a 24 de Maio de 2009 às 21:15
Olhem o nariz do Mike a cresceeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrr........... LOL
De Si a 24 de Maio de 2009 às 21:44
Estará a competir com o da Cleópatra, de que a Luísa fala????

(De uma forma ou de outra, ficaria sempre para a história... rsrsrsr)
De mike a 25 de Maio de 2009 às 00:14
Safa, que é-se preso por ter cão e por não ter. Ou se correr o bicho pega e se parar o bicho come...
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:10
Seduzir ou inspirar respeito, Rita? Cruel dilema! ;-)
Acho que só consigo responder perante o homem objecto… :-D
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:12
looooooool
Grande resposta, Luísa. :-)
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:07
Não, Rita, a BG [ainda] não lançou nenhum disco! :-D
Apenas tentou promover um disco alheio com umas tiradas geralmente consideradas um tanto infelizes, senão ridículas. A comparação com a Marilyn está perfeita. Já o «pôpas», vejo-o, naquilo que deve representar para a BG, como um misto Kennedy (promoção político-social)/Arthur Miller (promoção intelectual). Quanto a pretensiosismos, não tenho dúvidas de que é como diz. Ela parece-me bastante mais simpática, acessível e até educada (no sentido de delicada). :-)
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:13
Parece-me que ele ficaria mais contente com a comparação marilyn-miller, Rita... mas ambas estão muito longe dos originais, não é? ;-)
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 22:15
Olha que giro, Luísa... parece que tivemos o mesmo pensamento sobre comparações. :-)
De José António Barreiros a 24 de Maio de 2009 às 21:29
Boa noite Luísa. Faço sempre um esforço por ouvir o que de bom dizem mesmo quando a bela aparência distrai. No caso, a dita tem tido momentos felizes e quase sempre presenças agradáveis. Que mais posso dizer que valha a pena saber-se? Quanto ao jantar se o marido for recordaremos o tempo de Viseu, do Colégio de Santo Agostinho, na Avenida que já foi do 28 de Maio, hoje não sei o que é, mas creio que será sempre a Avenida do Caroço. Foi lá o meu quarto e quinto ano, antes de terminar o secundário no Liceu Nacional.
De Grande Jóia a 24 de Maio de 2009 às 23:53
Pelos vistos nesse Liceu passaram as raparigas mais belas de Portugal. Lembra-se duma tal de Elisa, uma bela morena, de Viseu e recém-chegada de Luanda?
O Manel gostava das morenitas ...
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:30
Concordo consigo, Jab. Para além de considerações estéticas, a BG tem uma boa presença, com à vontade e até com gosto. Às vezes, por exigências do espectáculo, caiu numas solenidades vagamente ridículas. Mas se não caísse ela, caía outro qualquer: espectáculo é espectáculo. Quanto ao marido, acho-o um bocadinho enfatuado e irritante, mas oiço dizer que tem ideias muito acertadas sobre política cultural. Claro que no panorama «desertificado» na nossa actual política cultural, sem ideias, ter uma ideia garante-lhe logo algum acerto… :-)

De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:32
Errata: Onde se lê: «caiu numas solenidades», deve ler-se: »cai numas solenidades».
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 08:00
Errata 2: Onde se lê: «panorama desertificado na nossa», deve ler-se: «panorama desertificado da nossa».

(Espero que, às vezes, haja duas sem três.)
:-)
De Cristina Ribeiro a 24 de Maio de 2009 às 22:37
Felizmente o " papá " não se candidata à Câmara de Lisboa, ou então, Luísa, ainda iria ter de aguentar aquela coisa de " queremos que o papá ganhe, não é? "; só isso já alivia um bocadinho o jantar...
De Rita F a 24 de Maio de 2009 às 23:25
Superlol!
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:37
Valha-nos isso, Cristina!
P.S.: Espero que o pequeno Diniz vá, entretanto, ganhando o juízo que, nessa matéria, faltou aos pais. Ou que, pelo menos, vire filho rebelde. ;-D
De Ana Vidal a 25 de Maio de 2009 às 21:16
Alivia mesmo, Cristina!
Valha-nos o caldo verde, verdinho, a fumegar na tigela... :-)
De Grande Jóia a 24 de Maio de 2009 às 23:57
Vamos ao que interessa. Esse jantar deve ter dado cabo da nossa bárbara rapariga. Depois do evento anterior só nos resta pendurá-la na cruzeta.
Se bem se lembram a moça disse que tinha uma costela do Norte e as sardinhas de Lisboa não lhe devem ter caído nada bem.
Ainda se fossem as do Senhor de Matosinhos ...
De Luísa a 25 de Maio de 2009 às 01:52
Querida GJ, vejo com algum desgosto que não aprecia a boa culinária «alfacinha» ou «moura». Pois saiba que estou certa de que todos daqui sairemos a espirrar saúde!
Quanto à nossa Bárbara, talvez fique um pouco abalada quando compreender que, para alcançar a intemporalidade, vai precisar de génio (mal ela sabe que, segundo o entendido naturalista Buffon, «Le génie n'est plus qu'une grande aptitude à la patience».) :-D
De Grande Jóia a 25 de Maio de 2009 às 02:21
Eu gosto muito da comida "moura" se bem que a minha avó paterna tenha ficado muito aflita quando soube que o filho se tinha encantado com uma alfacinha. "Pobre, filho, dizia, ela. A partir de agora só vai comer peixe frito e salada de alface"... :)

Quanto à BG vai precisar de mais génio e menos genica ;)

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