Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

 

 

É uma fotografia histórica.

Foi tirada em 1996,

no enterro de François Mitterrand,

tendo merecido à viúva do Presidente

(na foto de cachecol branco, ao lado do filho do casal, Jean-Christophe)

duríssimas críticas por parte do povo francês,

ao ter permitido a seu lado a presença da amante do marido,

Anne Pingeot (na foto com um pequeno chapéu preto),  

e da filha ilegítima, Mazzarine

(de cachecol preto na foto).

 

Como resposta, Danielle Mitterrand

escreveu uma carta dirigida aos franceses

que aqui se reproduz

em português do Brasil 

e que, na altura, dividiu a França.

 

"Antes de mais nada devo deixar claro que não é um pedido de desculpas. Muito menos um enunciado de justificativas vãs, comum aos covardes ou àqueles que vivem preocupados, em excesso, com a opinião dos outros.


Aos 71 anos, vivendo a hora do balanço de uma existência que é um sulco bem traçado e profundo, já não mais preciso e nem devo correr atrás de possíveis enganos. Vivo o momento em que as sombras já esclarecem, e que as ausências são lindas expressões de perenidade e criação. Sombras e ausências podem ser tudo, ao passo que luzes e presenças confundem os mais precipitados e os mais jovens.


Vivi com François 51 anos; estive com ele em muito desse tempo e me coloquei sempre. Há mulheres que não se colocam, embora estejam; que não se situam, embora componham o cenário da situação presumível.

 

Uma vida de altos e baixos. Na época da Resistência, nunca sabíamos onde passaríamos a noite -- se na cama, na prisão, nos bosques, ou estendidos por toda a eternidade. Quando se vive assim em comum cria-se uma solda, e a consciência de que é preciso viver depressa.

Concentrar talvez seja a palavra. Por isso tentei entendê-lo, relacionar-me com sua complexidade, com as variações de sua pessoa e não de seu caráter. Quem entende, ou pelo menos luta para compreender as variações do outro, ama realmente. E nunca poderá dizer que foi enganada, ou que jamais enganou. Não nos enganamos, nos confundimos quando nos perdemos da identidade vital do parceiro, familiar ou irmão. Ou jamais os conhecemos, o que também não é um engano. Quem não conhece não tem enganos!


Nas variações do outro, não cabe o apaziguador que destrói tudo antes do tempo, em forma de tranquilidade. Uma relação a dois não deve ser apaziguada, mas vibrante, apaixonada, e não enfastiada. Nessa complexidade, vi que meu marido era tão meu amante quanto da política.

 

Vi também que, como um homem sensível, poderia se enamorar, se encantar com outras pessoas, sem deixar de me amar.


Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que o ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém, e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente. Não somos o centro amorável do mundo do outro. É preciso aceitar também outros amores, que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d'água que se incorpora ao nosso lago.

 

Simone de Beauvoir dizia bem que temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida.


Aceitei a filha de meu marido e hoje recebo mensagens do mundo inteiro de filhos angustiados que me dizem

 

'Obrigado por ter aberto um caminho.

Meu pai vai morrer,

mas eu não poderia ir ao enterro

porque a mulher dele não aceitava'.

 

É preciso viver sem mesquinhez, sem um sentido pequeno, lamacento, comum aos moralistas, aos caluniadores e aos paranóicos azedos que teimam em sujar tudo. Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas, fragilidades, divisões e pequenas paixões.

 

Isso é amar por inteiro e ter confiança em si mesmo.

 

Danielle " 

 

 

 

E a pergunta fica, como convite à reflexão:

 

Qual de nós, apesar da mágoa ou da humilhação,

seria capaz de protagonizar uma tal excelência?

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 09:30
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94 comentários:
De Luis Serpa a 13 de Maio de 2009 às 10:00
Não partilho de todo as opiniões politicas de Danielle Mitterrand, nem muitas das suas opções. Mas essa carta é das melhores definições que conheço do que é, mais do que ser Mulher, ser uma Pessoa, com um P grande (onde antigamente haveria um "h", mas paciência).

(Aliás, o mesmo se aplicaria ao François lui-même).

"Para ser grande sê inteiro
Nada de ti exagera ou exclui...
...
Assim em cada lago a Lua toda
brilha, porque alta vive".
De João Pedro Lucena a 13 de Maio de 2009 às 10:27
O testemunho mexe connosco e demonstra uma capacidade de enorme de amar e entender o quão fragil é a condição humana. No entanto fica-me uma pergunta: e Danielle, será que também ela terá tido paixões?
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:22
Viva, João Pedro, muito folgamos em recebê-lo aqui! Sente-se, instale-se, beba um refresco connosco! Só não sei se tudo isto indica fragilidade ou força, fiquei a pensar nas suas palavras. O próprio adultério e a cedência à tentação: será pecado ou conhecimento? Poderá discorrer-se sobre a vida sem antes a conhecermos? Poder-se-á julgá-la antes de a sofrermos? E, tratando-se de amor, e mesmo que ele envolva engano, será crime? Enfim, quantas bibliotecas se não escreveram já buscando esta resposta! Quanto à Danielle, não é preciso viver tudo para se chegar a este grau de grandeza, mas como mulher arriscar-me-ia a dizer que só quem já experimentou, dentro de si, ambiguidades desta natureza, poderá atingir, como diz em baixo a Dalhegas, um tão elevado grau de compreensão humana. Volte sempre: escrevo às quartas-feiras, mas os meus colegas são melhores do que eu! Beijo da Rita
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 10:58
Querido Luís, diz e diz muito bem: é mais do que ser mulher, pois todos somos, no paradigma, bem menos do que isto, condicionados que estamos pela irracionalidade (ou dor) do ciúme, a inferioridade da insegurança ou o terror da desvalorização ou da chacota social. Agradeço o seu contributo. Gostava de lhe transmitir até que ponto aprecio, através do seu blog, a sua forma apaixonada de observar o amor e as suas icógnitas. Obrigada.
De luis eme a 13 de Maio de 2009 às 10:03
embora não saiba até que ponto a carta será sentida, ou se é apenas literatura, vou tentar esquecer esse pormenor, Rita.

era bom que conseguissemos amar assim, de coração aberto como a senhora, mas é muito difícil, assim como partilhar os amores e os seus frutos proibidos...
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:27
Luís M, obrigada pela presença amiga e infalível! Tb as tuas palavras me fizeram pensar: o que estará aqui mais «aberto», para utilizar a tua expressão? O coração ou a inteligência? Com a idade dela, não sei. É que não sei mesmo... Um abraço além-Tejo
De DaLheGas a 13 de Maio de 2009 às 10:11
Todos somos capazes, quando a consciência amorosa chega a este nível. Só é preciso lá chegar, e chegando, só pode ser assim, não há outra forma...
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:31
Não sei, Dalhe, há o orgulho. Já vi as pessoas mais generosas e as mais inteligentes e as que chegaram ao topo de todos os níveis, no derradeiro momento, soçobrarem e amesquinharem-se por causa dele. É uma besta, um demónio. O demónio!
De DaLheGas a 13 de Maio de 2009 às 14:38
Nem inteligência, nem generosidade. Aqui entra desapego, aceitação e amor incondicional aos seres. Pode o orgulho eclodir, pode o ego gritar, num momento mental, mas um espírito evoluído ri e manda os dois passear.
Essa senhora escolheu "colocar-se" como diz o texto, sem condições. Escolheu a paz. Deve ter feito um caminho sinuoso, deve ter questionado tudo. O amor dele, a moralidade, a sua dignidade, a sua fraqueza... deve ter descoberto que são só conceitos inventados pelos homens que não servem, muito menos se sobrepõem à causa maior.
De Capê a 13 de Maio de 2009 às 10:12
Concordo em absoluto com a carta. Por outro lado, também acredito que nem todos os tipos de temperamento possam cumprir esses princípios. Boa sorte a todos e cada um!
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:34
Está bem, Capé. Compreendi-te. Quiseste ser simpático e escreveste qualquer coisa para despachar. Mas vales mais do que isto. És escritor e dos seres mais luminosos que conheço. Mas está bem. Deves ir a caminho do ginásio e não quiseste deixar de marcar presença. És generoso e é isso que retenho. Mas podias ter-te esforçado mais, OU NÃO PODIAS?? Calão!
De Manuel Bobone a 13 de Maio de 2009 às 10:21
não simpatizo nada com o grupo Mitterand, e talvez por essa razão as situações internas daquela família me passaram rigorosamente ao lado.
Tenho que admitir no entanto que, a carta que tive o gosto de ler, tem a virtude de estar bem escrita ser objectiva, e sobretudo de dar uma tremenda pancada na opinião pública que é quase sempre o fruto das divagações de uma cáfila amorfa que blatera rasteira e arrogante.
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:38
És tão pictórico no teu português, Mané adorado, que a gente imagina logo uma cáfila a blaterar. E logo nós que estivemos juntos no Cairo a andar de camelo, lembras-te? Pois a metáfora é excelente e a contradição também: rasteira e arrogante, como toda a estupidez que se preza! Volta sempre, a Porta do Vento precisa das tuas correntes de ar!
De fugidia a 13 de Maio de 2009 às 10:27
Receber e acarinhar a filha de quem amo? Sempre, sem qualquer dúvida. teria feito o mesmo.

Sei que "o ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém, e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente. Não somos o centro amorável do mundo do outro".
Mas não sei (nem sei se serei alguma vez capaz de) amar assim, compreendendo "as variações do outro", aceitando "outros amores, que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d'água que se incorpora ao nosso lago".
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:43
Ah, Fugidia, eu falo, falo, falo, mas também não sei como reagiria a isto! Para já, limito-me a admirá-la, mas precisava de ser posta à prova! Talvez ainda venha a descobrir uma irmã «ilegítima»! Ou um meio-irmão de filhos meus, concebido em contemporaneidade! Qualquer coisa que me prove que não sou só garganta, entende? Tenho uma amiga que acabou por se tornar amante da amante do marido e encontrar assim uma solução de desforra. Acho graça a estas coisas, sabe? São tão cinéticas...
De JdB a 13 de Maio de 2009 às 10:51
Acho a forma da carta de excelência. Muito bem escrita. Tenho mais dúvidas quanto ao conteúdo.
Já não me lembro se ela soube da vida dupla do marido na hora da morte. Dificilmente poderei encontrar grandeza no Sr. FM - independentemente dos aspectos políticos. Uma vida a enganar quem connosco vive é uma vida sem honra, porque é uma vida de mentira.
Podemos compreender e, inclusivamente, perdoar as faltas dos que nos estão próximos, amando com a mesma intensidade a fragilidade e a força. Mas encontrar virtude ou encanto no engano?
É-me indiferente a opinião pública. E separemos o político do homem. Uma pessoa que enganou (repetidamente? continuadamente?) a mulher inclui-se nesse Olimpo dos que vivem sem mesquinhez, sem sentido pequeno, pardacento, como diz a viúva referindo-se aos caluniadores?
Quanto à aceitação da filha, percebo-a e elogio-a.
De Luis Serpa a 13 de Maio de 2009 às 11:44
Ele não enganou ninguém, J. Era do conhecimento público - vá lá, semi-público - que ele tinha outra família. E Danielle sabia-o (e de certeza desde muito antes do semi-público).

É um problema difícil de resolver, o da realção entre as Pessoas e a Moral (o qual não se põe, por exemplo, nas relações com a lei).

Talvez aliás seja isso uma das formas, ou definições, da grandeza: ter padrões morais diferentes dos da maioria - e mesmo assim ser Moral.

(Declaração de interesses: politicamente tenho mais do que um asco profundo pela família Mitterrand. O que me interessa é apenas a sua dimensão humana).

PS - Há pouco surgiu uma pergunta sobre as paixões de DM. Diz-se que sim, que teve muitas. Mas eu sofro, infelizmente, de uma deficiência auditiva profunda ao que se diz, pelo que não ouvi nada, nunca.
De JdB a 13 de Maio de 2009 às 12:00
Talvez encetássemos aqui uma discussão - sobre a Moral - para a qual não tenho sapiência.
A mim não me faz confusão que DM soubesse da vida dupla do marido, que a aceitasse, ou com ela pactuasse. A moral e os princípios, dentro de limites, são pessoais.
O que já tenho dificuldade em aceitar é que se elevem à grandeza alguns comportamentos, reduzindo o respeito, a contenção, a não cedência, a verdade a uma espécie de ave rara de almanaque.
Sou muito judaico-cristão, sabe... Presumo que não faça mal, já que me sinto, na generalidade, confortável.
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 11:56
Talvez vc ache mais moral abandonar uma mulher que ama para amar uma outra; e se eu lhe disser que há preteridas que não pensam como você? Ah, JdB! Se a moral fosse tão simples como vc a coloca havia só bons e maus, mas não é assim. Todos somos bons e maus: os que enganam e os que não enganam. E quando o engano ou a mentira são melhores, incomparavelmente melhores, do que certos sentimentos vis que os casais contraem por excesso de convivência? E quando, apesar disso, os filhos ou mil outras coisas apesar de tudo boas ainda justificam que permaneçam juntos? Ah, pois é... O adultério pode ter, muitas vezes, o efeito de uma bombada de oxigénio para angariarmos forças para nos mantermos ao lado de quem realmente amamos e com quem firmámos um compromisso sério. Cínico? Hipócrita? Abjecto? Não leu os russos, JdB?
De JdB a 13 de Maio de 2009 às 12:11
Por mais que me honre, espero que o post , tão interessante, não se quede neste combate aos meus argumentos. Irei ao tapete ao 3º ou 4º round...
De facto, todos somos bons e maus, todos cometemos erros, todos prejudicamos o próximo, seja por actos, palavras ou omissões. Mas não me parece que estejamos a comparar falhas - o engano é melhor do que certos sentimentos vis? O adultério é melhor do que a violência continuada? A conveniência mascarada é melhor do que a honestidade?
Nunca defenderia o adultério. Compreender, perdoar, reconhecer que depois de uma queda o erguer pode ser mais forte. Mas não mais do que isso.
De facto, RF , não li muitos russos. Mas li o Eça, e não será por isso que acho que todos os Padres Amaros podem ter a sua Amélia, nem todos os Basílios se arrogam o direito à sua Joana (ou será ao contrário?).
De Rita a 14 de Maio de 2009 às 06:21
Caro João, desculpe só agora responder, mas em tantos comentários perdi-me deste, pendurado que ficou na primeira página. E depois há outra coisa: como não tenho blog, não sou, como vocês, avisada quando chega um novo comentário! Assim, tenho sempre que rodar todos para saber se estou atrasada em relação a algum, compreende? Desculpe, pois: não foi de forma alguma desinteresse.

Retomando: somos todos judaico-cristãos por doutrina ou influência, não é isso que o tornará diferente dos demais; quando aludi aos russos, por provocação, quis apenas lembrar-lhe que eles, melhor talvez do que ninguém, nos lembraram que mesmo na patifaria pode haver grandeza e que até na grandeza pode coexistir patifaria.

E o resto é a tal coisa de que, penso, já falámos um dia: da existência de mentiras morais e de verdades imorais, complexidades que tornam a moral, por vezes, numa vulgata primária, impossível de aplicar-se à letra.

Obrigada e volte sempre, querido e insubstituível Amigo! Devo confessar que gosto particularmente das suas intervenções por considerá-las contra-corrente e, justamente por isso, enriquecedoras!
De Cat a 13 de Maio de 2009 às 11:09
Um dia teremos na sociedade aceites maneiras de estar que hoje não conseguimos sequer vislumbrar. Benditos os corajosos que ousam, porque nos abanam a todos para evoluir. Estamos muito melhor que há 10 anos, incomparavelmente melhor que há 50.

Errar fórmulas pelo caminho é certo nesse caminho incerto.
As fórmulas que um dia serão as certas para mim, porque dependerá de cada fase em que me encontre, imagino, terão tido experimentadores pioneiros para me guiar. A eles agradeço.

...é só...
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 12:06
Melhores numas coisas, piores noutras, tudo isso também faz parte do método tentativa-erro de que falas e que, no seu processo evolutivo e revolucionário - pois é disso que trata esse post, na verdade - tanta gente vai ofendendo, tantas pessoas vai libertando! Mas não há outra forma, de facto. Não há outra forma... Não há dúvida e lembras bem: a vida, tal como nós, é um trabalho para se ir corrigindo.

(E a alegria que senti ao ler o teu nome aqui, entre os amigos? Beijos para ti e para os teus alunos!)
De Grande Jóia a 13 de Maio de 2009 às 11:20
Danielle Miterrand fez o que já há muito tempo tinha decidido. Aceitar a relação do marido com outra mulher e a filha que era dele e por via da relação também dela.
Como mulher de um político que só teve coragem de assumir publicamente que não era perfeito na fase final da vida, Danielle mostrou aos franceses que afinal era ela a pedra que sustentava a areia movediça do qual os homens são feitos.
Não é por acaso que inicia a carta dizendo que esteve 51 ao lado e colocada para o que desse e viesse, sem saber no início onde ir dormir na noite seguinte, se na prisão se na cama.
Com esta declaração, que a viúva não tinha necessidade de fazer, ela manteve forte a imagem de um homem que afinal também era fraco.
Há decisões que não têm outra saída e Danielle mesmo depois da morte de François sabia qual era o seu lugar. Ao lado dele e com ele!

Penso que sei o que isto significa. Ser capaz de aceitar um lugar público de rectaguarda a maior parte do tempo, mesmo que em privacidade seja o contrário, é o passo mais difícil numa relação que se quer verdadeira.
Raros são os homens que o conseguem.
De Rita a 13 de Maio de 2009 às 12:38
GJ, sintonial total com as suas palavras: talvez me tenham lembrado o difícil que me foi conciliar a faceta pública com a «colocação» de quem me tem acompanhado tanto na carreira profissional como na literária, desconforto que, do lado conjugal, me conduziu sempre à ruptura. Beijo para si e a minha imensa admiração pela sua generosidade!
De Grande Jóia a 13 de Maio de 2009 às 11:21
51 anos

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