Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

 

Dinheiro, para que te quero?

 

 

Maquiavel, n’ O Príncipe, escreveu que os homens esqueciam mais rapidamente

a morte do pai do que a perda de património.

 

Napoleão dizia que os homens eram porcos que se alimentavam de ouro.

 

Quando era miúdo, Óscar Wilde pensava 

que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo;

anos depois, teve a certeza.

 

É violento, admitir que somos só isto.

 

Diderot ia mais longe: achava que qualquer país onde o talento e a virtude

não produzissem progresso o dinheiro seria a divindade nacional.

 

Pois muito bem, chegámos a esse ponto:

haverá lugar do Mundo onde o dinheiro se não tenha ainda tornado

a divindade nacional?

Ou que, sendo excepção à regra, não corra o risco de desaparecer do mapa?

 

 E agora aparece-nos este caramelo a dizer que a nossa riqueza ficará ainda mais ameaçada se não entendermos as razões da crise.

 

Mas qual riqueza?

Para muitos, riqueza ainda é ser-se amado.

Ou isto é patético

porque já nem o amor resiste à penúria? 


 

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publicado por Ana Vidal às 09:30
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61 comentários:
De JdB a 22 de Abril de 2009 às 09:40
Podia começar o comentário por uma frase simples, que alguns acharão o esplendor do lugar-comum. "rico não é aquele que tudo tem, mas aquele a quem nada falta". Discutirmos isto daria pano para mangas.
Já uma vez o escrevi: a passagem por dificuldades económicas dá-nos um sentido de enorme liberdade, porque comprovamos que muito do que temos não nos faz falta - muito menos nos fará a caçada desalmada e consumidora por um carro ligeiramente melhor, uma aparelhagem estereofónica que usaremos tão bem como a outra, umas roupas com uma marca suavemente mais chic.
Parabéns pelo post. Se se proporcionar, pede à dona deste estabelecimento um euro por comentário. Que festa farias!
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 12:11
Fiquei a pensar no que me dizes e nisto também: não achas que ter amizade (sincera e desinteressada) e amor (verdadeiro) e (genuína) independência e (suficiente) vida interior, para só citar alguns dos muitos trunfos que se opôem ao dinheiro, não pode ser ainda mais difícil de obter do que ele próprio? Sei que não é novidade, mas ocorreu-me...
De JdB a 22 de Abril de 2009 às 17:44
O problema, como referia alguém nos comentários abaixo, é que se vive muito da aparência. As pessoas querem saber se tens um bom carro, cartão de crédito da companhia, se vais à neve, qual o telemóvel, onde passas as férias. Ninguém te pergunta se és feliz, se tens amor, amigos, vida interior. E as pessoas querem ter, mais do que ser...
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 18:00
É a falta de tempo, João. Não te rias, é mesmo! Num relance, o que vês delas? Sinais, indicativos que te informem! Se pudessem provar-se, talvez preferissem ser do que ter. Ou seja: talvez preferissem demonstrar-se do que mostrar-se. Mas não podem: a avaliação é instantânea e fulminante e, na maior parte dos casos, definitiva. Não têm outro remédio se não mostrarem cartões de visita que os abonem. Coitadinhos dos humanos: tão humilhantemente subalternos, não é? Até faz dó...
De Ana Vidal a 22 de Abril de 2009 às 14:22
A dona do estabelecimento autoriza, mas, claro, retendo a devida comissão. Que é negociável, consoante o montante envolvido...
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 17:52
Ok, pronto, Ana: fazem-se contas no fim. (Ó Mike, venha cá, já viu isto? A anfitriã diz que isto é uma espécie de blogue cultural e agora aqui descaradamente a fazer-se ao piso à guita....)
De luis eme a 22 de Abril de 2009 às 09:52
pois o dinheiro, sempre ele...

de certeza que não é coisa mais importante do mundo, embora todos sejamos levados a pensar que é, até por uma questão se sobrevivência. porque sem dinheiro é impossivel sobreviver com dignidade.

sem ter qualquer preconceito, por exemplo, viver nas ruas, ao deus dará, não é viver, é mais vegetar...

o engraçado, é que somos nós é que damos a importância (exagerada) ao dinheiro, ao poder económico, etc, Rita...
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 12:12
É verdade, Luís. Entre outras coisas, o dinheiro é o que aos outros parece felicidade...
De Luis Serpa a 22 de Abril de 2009 às 09:54
O dinheiro tem mau nome, nalgumas culturas. Parece-me contudo preferível ser pobre numa sociedade monetarizada a rico numa não monetarizada - e isto inclui os países pobres.
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 12:16
Não sei, Luís: entre as duas venha o diabo e escolha! Parece-me preferível, sempre, conseguir o suficiente para não ter que incomodar os outros. Mas isso, por vezes, custa-nos a vida! E há só uma, não é?
De José António Barreiros a 22 de Abril de 2009 às 10:04
Uma economia de produção foi deglutida pela economia financeira. Os invisíveis correntes passaram a ter valor em si, desligado do valor das mercadorias que deveriam apenas simbolizar. Surgiu a desregulação dos mercados, as relações fudiciárias no mercado de capitais, a especulação em bolsa, a ganância. Estes ventos cruzados geraram um furacão de euforia e de ganho fácil. Um dia, o desastre!
Ante isso, e isso é uma das clássicas disfunções do capitalismo, eis as injecções de dinheiro público na banca e nas empresas, as nacionalizações, a política de intervenção estadual. Tudo o que o socialismo tem como receita é agora aplicado pelo capitalismo para se salvar. Fantástico!
Faltava só esta. Um professor de Harvard com pinta de entertainer de TV a mostrar como é que o capital financeiro comanda tudo. É a lógica do marxismo: a superstrutura ideológica, nisso englobando a arte, a cultura, e tudo quanto resume a espiritualidade, é comandado pela estrutura económica. Karl Marx disse-o em 1859 na sua «Crítica Sobre a Economia Política»!
Coitado do capital! Tão contraído e envergonhado, sem ilusões nem soluções! Coitados de nós, à mercê destes ilusionistas, vendendo como lebre nova gato velho!
Como explicou cinicamente Vladimir Ilitch Oulianov (Lénine) o capitalismo é que haveria de inventar a corda na qual seria enforcado. Ei-lo a espernear!
Não haverá entre os liberais, neo-liberais, monetaristas e outros «golden boys» quem tenha, já não direi remorsos, mas ao menos vergonha?
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 12:18
Receio que não. Só mesmo quando são algemados, Jab:-)))
De Patricia da Cunha a 22 de Abril de 2009 às 11:21
Minha Querida,
Infelizmente temos que concordar que, para além doutras razões que não consigo entender e uma delas é o dinheiro há quem entregue e deixe difamar quem mais ama.
O pior é quando depois disso até o dinheiro se vai todo.
Aí nem dinheiro, nem amor. Queria isto para ti?
Para mim o amor acima de tudo!!!!! O dinheiro logo se vê. Não preciso de muito. DE AMOR SIM!
Beijos
Patricia
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 12:23
Não sei, até eu já tenho dúvidas, Patrícia! Fazes alguma ideia de quanto custa hoje o paradigma d' «o amor e uma cabana»? Não te metas nisso, Patrícia! Mais de dez mil euros mensais, sem internet! Querias para ti?
De marie tourvel a 22 de Abril de 2009 às 13:42
Eu já acho que dinheiro não traz felicidade... Compra.
-Quanto é esse nicho de momento feliz? Cinco? Pode ser 4? Pago à vista.

De amor e cabana ninguém vive mesmo. Mas ter dinheiro suficiente para não passar vontade é um dádiva. Dinheiro acaba? Acaba. Amor também. Parece meio cruel dizer que somos o que temos. Mas é exatamente isso o que acontece. Mas, veja, ainda prefiro assim a ter que viver numa Cuba, por exemplo. Deixa a crise, deixa o materialismo, deixa quem quer amor. O mais gostoso da liberdade é poder escolher o que se quer. E onde quer ficar. Ainda que pobre. Ainda que rico. Ainda que fora dos padrões.

(Acha que estou sendo meio corporativista com meus alunos bilionários? :))))) )

Como sempre, um belo texto da nossa Rita-Maravilha. Sempre nos deixando refletir.

Beijos!
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 15:29

Viva, Marie, desde ontem! Hoje à volta do dinheiro, com pouco no bolso e muito na imaginação! Enfim, concentrando-me nas suas palavras: não sei se o pobre escolhe, hesito nisso. Mas a grande ironia é que, a partir de certa altura, não sei se o rico também não perde a capacidade de o fazer... Que me diz? Beijo da Rita
De marie tourvel a 22 de Abril de 2009 às 23:54
Rita, querida, digo que o pobre não escolhe ser pobre, mas ele sempre terá a condição de ganhar o seu num país verdadeiramente democrático. O rico? Esse também, se não fizer muita porcaria, tem condição de manter a fortuna no mesmo país. :)

Mais beijos!
De Patricia da Cunha a 22 de Abril de 2009 às 18:16
Claro que não me vou meter nisso Prima querida.
Isto foi só a raiva a sair. Raiva pura e muito sentida para que todos saibam.
Sem internet até passava, mas tinha que ter mais de 10 mil eutos mensais. Muito mais.
Quanto ao amor fará sempre parte da minha vida. Sou uma eterna apaixonada. Pelo quê? Por quem? Logo se vê.
E com esta me vou.
Patricia

De Rita a 22 de Abril de 2009 às 21:41
Não vás já, Patrícia! Mandei vir jantar para toda a gente! Pedi ao Olivier um jantar digno de todos e encomendei Barca Velha e Monte de Oiro! Não tinha dinheiro, mas não resisti e avancei com o cartão de crédito!
De Luísa a 22 de Abril de 2009 às 14:13
Rita, realmente, a ambição do dinheiro e do associado poder têm sido – a par da curiosidade científica que financia – o motor do desenvolvimento do mundo. Nesse sentido, felizmente que há pessoas com ambição. Uma coisa diferente é a ganância (que, como ganância, não costuma financiar nada de jeito, na ânsia do lucro imediato, e parece mesmo ser, como se tem visto, destrutiva). Ao nível individual, diria que a espiritualidade e (lamento…) o amor não são opção sem dinheiro. O que julgo é que temos, em geral, dificuldade em distinguir o que, no que toca a capitais, é essencial do que é supérfluo. E aí subscrevo o que escreve o JdB. As experiências de crise são, muitas vezes, úteis e até excitantes, quando, de repente, percebemos que conseguimos prescindir de uma série de coisas que julgávamos «essenciais», que conseguimos viver romanticamente com muito pouco dinheiro, que não precisamos de ser «banqueiros anarquistas» para nos libertarmos (parcialmente) dessa grande, senão maior ficção de todas. :-)
De Anónimo a 22 de Abril de 2009 às 17:35
É inteiramente verdade, Luísa... Mas a experiência do luxo e da opulência, por outro lado, permite-nos sonhar e efabular e desejar a um nível único. Lembro-me de, na adolescência, o meu pai nos oferecer, à minha irmã e a mim, um cruzeiro ao Mediterrâneo. Os cruzeiros não eram o que são hoje nem tinham este ambiente calisto de colégio interno. A companhia era inglesa, o navio espanhol, a tripulação grega. Uma coisa inesquecível! Os bailes a que assisti, os lustres, o arranjo das lagostas nas baixelas, o aprumo dos criados, as toilettes das senhoras, os cocktails oferecidos pelo comandante, os torneios no deck, etc... Enfim: foram quinze dias que povoaram o meu imaginário de maravilhoso e de fantástico para sempre! Lembro-me que a filha do comandante era tão bonita que durante muitos meses a imitei a vestir-se e a pintar-se, parecia uma estrela de cinema e todos os rapazes a queriam convidar para dançar! Bom, Luísa, aquilo que eu disse há pouco, num comentário: todos deveriam ter uma experiência de pobreza obrigatória, mas também de luxo, entende? São duas dimensões que fazem igualmente falta a um ser humano, eu acho! A fantasia, sabe? Tão essencial como vitaminas ou sais minerais!
De Rita Maria a 22 de Abril de 2009 às 18:20
Rita
De Ana Vidal a 22 de Abril de 2009 às 14:39
En casa dos meus pais nao se falava de dinheiro, pura e simplesmente. Fui habituada a não lhe dar grande valor, e isso custou-me uma falta de ambição material que não lamento, mas que, reconheço, não me traz grandes vantagens no contexto em que vivemos hoje em dia.

Claro que também sei que desprezar o dinheiro é um luxo, e só pode fazê-lo quem o tem em quantidade suficiente para não viver a pensar nisso. Quem não tem nenhum, ou quem tem muito, acaba sempre por fazer dele o centro das suas preocupações. O segredo é esse tal qb, quase utópico porque vai variando com as necessidades que criamos, inevitavelmente, quando ele existe.
Apesar disso, sei viver com muito pouco (e ser muito feliz mesmo assim) ou com muito (e ter imaginação para transformá-lo em alguma coisa que valha a pena).
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 15:38
Também fui educada assim. A minha avó que também escrevia e, nos primeiros anos de casada, passou graves dificuldades, organizava reuniões de escritores e só servia chá. Para acompanhar, comprava bolos-de-arroz que cortava em fatias transparentes e servia em pratos bonitos, como iguarias. Nos últimos anos de vida, lembrava aquelas tardes como acontecimentos refinados, comparados a alguns que promoveu mais tarde, já com outras facilidades. No outro dia, ao ler a entrevista que o MEC deu à Ler, achei piada vê-lo a confessar sem complexos que atravessava um período de dificuldades e que estavam sem empregada, acrescentando: «Ser pobre é uma experiência. Quando se vai à praça comprar um nabo, compra-se o melhor nabo!» É um pouco como o João Bragança diz lá em cima, aqui nos comentários. Passa-se a estimar as coisas de outra maneira. É uma experiência por que todos deveriam passar, um serviço disciplinar obrigatório :-)))
De Ana Vidal a 22 de Abril de 2009 às 21:26
Essa história da tua avó lembrou-me os meus tempos de recém-casada, no Alentejo, com pouco mais que 20 anos. Vivia numa casa deslumbrante (um antigo convento, meio em ruínas) e não tinha um tostão. Mas tinha uma horta, um forno de lenha e bicharada sortida para oferecer jantares aos amigos, coisa que não dispensava nem por nada, naquele isolamento. Nunca recebi tão bem nem me diverti tanto como nessa época, com a conta praticamente a zeros. Lembro-me de um jantar que dei para gente com quem fazia uma certa cerimónia, com a sala (que era de um tamanho impressionante porque já tinha sido um celeiro) ainda quase sem mobília. Espalhei tocheiros altos de talha dourada com velas por todo o lado, decorei o espaço com balanças e tachos antigos de cobre, cheios de flores do campo, fiz umas almofadas enormes com lenços saloios antigos (que comprei numa loja que vendia trajes para ranchos folclóricos, baratíssimos) e cobri o chão com elas. Cortei os pés a uma mesa velha, pintei-a, pu-la no centro das almofadas e servi o jantar à marroquina, à luz das velas e com todos sentados no chão. Ainda hoje me falam nessa noite, e nunca mais tive tanto êxito numa festa. :-)
A necessidade faz disparar a imaginação, não há dúvida.
De RF a 22 de Abril de 2009 às 21:43
Não sei se não amue, não me convidaste! Bandida!
De Ana Vidal a 22 de Abril de 2009 às 21:58
Só porque ainda não te conhecia... terias adorado, tenho a certeza: a fina flor do Alentejo sentada no chão, de pernas cruzadas e à luz das velas, como no Asterix!
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 22:11
Feérico!
De meunikaki a 22 de Abril de 2009 às 15:03
Há dinheiro e dinheiro com o há mar e mar (dizia O'Neil, que até dizia mais). O dinheiro é pode ser menos que o limiar de sobrevivência, o da sobrevivência, aquele que quase sempre chega, o que às vezes não dá, o que vai dando, o que não sobre ou vai sobrando, e por aí adiante até à inconsciência de sabermos que ele existe e não é necessário porque está sempre lá que é necessário.
É como o amor, mas em sentido inverso: faz sempre falta mais amor quando há menos dinheiro, porque a vida é mais difícil. Curiosamente, ou talvez não, essa aparente relação inversa desaparece perante a óbvia constatação de que sem amor não se vive. ou, sequer, sobrevive.
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 15:44
Sim, meunikaki, há um paralelismo nas duas indigências. E, na falta de qualquer dos dois, mata-se e morre-se....
De Jorge Antunes a 22 de Abril de 2009 às 16:04
Olhe, Rita Ferro...
Hesitei se devia comentar agora ou esperar que houvesse mais comentários. Sou pragmático: quem tem dinheiro não quer deixar de ter, mesmo que isso lhe proporcione mais qualidade de vida - tempo, sobretudo. Quem é rico quer sê-lo, e só alguns vendem o seu Ferrari. Ter dinheiro dá trabalho, e as pessoas preferem ter esse trabalho a serem conotadas com falta de sucesso porque, de facto, é (também) disso que falamos. Os que descobriram as virtudes libertadoras da "necessidade" (como o JdB - e estou a presumir) descobriram-no à força, isto é, foram forçados a.
Ao longo dos vários comentários que leremos, todos teremos uma visão teoricamente equilibrada do vil metal. Mas quantos de nós optamos, quantos de nós prescindimos da empregada, do gigi, do último modelo de carro, da roupa que se substitui com uma periodicidade imoral, dos jantares ao fim de semana para ver e ser visto?
A verdadeira qualidade de vida sai cara. Talvez não estejamos dispostos a pagar esse preço.
Nota: há algum prémio para o comentário maior? É que talvez me habilite...
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 17:19
Eu, por exemplo: o riso e a preguiça, a autonomia e a liberdade horária, a vender o corpo ao caixão em troca de carros e hotéis de luxo, viagens e contas na suiça, previdência e reforma segura. Pagarei o meu preço, claro está, e alto! Mas vivi e fruí e gozei o máximo que pude, dentro das possibilidades que me ofram oferecidas! Na extrema pobreza não se pode optar, mas a um certo nível creio que sim, que nos é dada essa escolha... Ou não? A pergunta não é irónica, é sincera...
De Jorge Antunes a 22 de Abril de 2009 às 17:29
Olhe, RF:
Alguma vez teve conta na suiça? Em hotéis de luxo? Se calhar não, e é por isso que vive invejavelmente bem assim, com o seu riso e a sua preguiça. Eu falo dos que têm e se queixam da p... da vida, porque são escravos. A esses - a todos nós, na generalidade - é que falta a coragem de cantar como cantava a gloria gaynor: enough is enough.
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 17:50
Sim, eu percebi: mas no comentário de cima faltam-me letras e palavras e não se percebe o que quis dizer... Snif, snif, snif... você é tão precipitado... (Faltou-me dizer «sempre preferi o riso e a preguiça (...) a vender... ») Olhe, não sei, já me perdi. Vc é muito exigente, Jorge Antunes, já me pôs nervosa. Ó Ana, tens aí um Kleenex?
De Mariana J a 22 de Abril de 2009 às 17:22
Eu talvez tenha uma visão mais ingénua - será utópica? - do dinheiro.
Acredito que, dentro dos limites do bom-senso, o que temos tem de ser posto a "render". Ou seja, nada é verdadeiramente nosso, mas deve ter uma componente de ajuda ao próximo. Falo do dinheiro, mas também falo de outros "talentos".
É isto, no fundo. Obrigada.
De Rita a 22 de Abril de 2009 às 17:46
Mariana, querida Amiga, viva quem é uma flor! Ao tempo que não «ouvia» essa sua voz sempre sábia e lúcida! Claro que sim, mas sabe... nada há de mais rentável do que um ser humano suficientemente motivado e realizado. Sozinho, produz maravilhas! Espalha amor à sua volta, desdobra-se em criatividade, ajuda quem estiver perto (ou longe), forma filhos que serão bons adultos, cuida bem dos velhos e doentes. Os talentos vêm de outras fontes, por vezes do desamor. E, tem graça, mesmo quando nascem do ódio ou da raiva ou do desespero têm sempre o condão de atenuar os dos outros...
De Ana Vidal a 22 de Abril de 2009 às 22:01
"Desdobrar-se" é a palavra certa... lol

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