Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Lapsus Linguae

João Paulo Cardoso

 

 

As patarecas e a etiqueta

 

A probabilidade de uma rainha do jet-set vir a ser a primeira capa da Playboy portuguesa, confesso aqui na "Porta do Vento", tem sido, ultimamente, um dos meus pesadelos recorrentes.

 

Felizmente os jornais de ontem, sempre atentos ao que de mais importante se passa no mundo, anunciaram que seria a bela Mónica Sofia, ex-Delirium, a capa de tão histórica publicação. Só que, com esta escolha da editora em Portugal da revista do coelhinho, tem-se como garantida a inexistência de poses socialmente correctas, como a nudez integral da estrela de capa sentada num sofá a ler Emily Brontë.

 

O desprezo pelas regras de etiqueta, na ânsia da captura de imagens da patareca, é uma das eternas lacunas deste mundo mais... ann... lascivo. Apesar da minha condição de depravado-mor lá do bairro, considero que a imagem de uma patareca pode e deve ser enquadrada à luz dos mais elementares ensinamentos dos gurus da boa educação social.

 

Difícil será mostrar a bela Mónica aos pulinhos numa exposição de pintura no Centro Cultural de Belém, até porque vivemos numa sociedade em crise de valores, machista e deprimida, ávida de delírios obscenos com suecas, russas, brasileiras ou odaliscas. Se bem que, para as odaliscas mostrarem mais do que as pestanas, seja necessária uma transacção envolvendo camelos e isso é difícil de obter longe de Portugal.

 

Valerá a pena? Claro que sim.

 

A avaliar pela elegância, estilo e sensualidade que a Rainha da Jordânia transmite nas suas vestes ocidentais, não será difícil imaginar a classe com que Rânia mostrará a patareca.

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 15:38
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7 comentários:
De Luísa a 27 de Março de 2009 às 20:43
Caro João Paulo, uma consulta ao dicionário informou-me de que a palavra «patareca» não conhece (oficialmente) senão o género masculino, onde adquire o significado de - passo a reproduzir - «tipo de feijão verde». Feito este esclarecimento - de que não disponho de todos os dados necessários à cabal interpretação do seu «post» – tendo, de facto, a subscrever a sua tese de que um corpo exposto num contexto cultural ou artístico ganha redobrado interesse, porquanto parece ser na dicotomia virtude-vício que reside o segredo das mais poderosas exaltações da líbido. ;-D

De Ana Vidal a 27 de Março de 2009 às 21:56
Também tenho estado aqui intrigada com o significado da palavra, Luísa... lembra-me a maga patalógica, mas não me parece muito lógico...

Mas acho que tem que ver com patos, definitivamente. Não tem, JP? ;-)
De JuliaML a 27 de Março de 2009 às 22:20

eu já ouvi uma vez chamar-lhe "Tonicha", daí que tenha estranhado o nome :))
De Ana Vidal a 28 de Março de 2009 às 00:14
Tonicha???? Essa nunca tinha ouvido... coitada da Tonicha-cantora, ninguém merece tal sorte!

(juraria que é uma das palavras com mais sinónimos, na língua portuguesa! :-)
De JuliaML a 28 de Março de 2009 às 08:11

é do melhor, Ana, foi num hospital, mulher do povo. Nuncamais esqueci!!!

beijo e bom fim de semana!
De maria a 28 de Março de 2009 às 09:24
esta deixou-me assarapantada até ao fim do post... ruiva burra é assim.
Mas lá perecebi e para mim é mais uma designação a juntar a algumas bem cómicas....)
obrigada por mais esta lição:)
bom fim de semana
maria de são pedro
De Mad a 28 de Março de 2009 às 09:56
Para mais sinónimos da dita patareca, vejam este engraçado post do Pedro Aniceto:

http://caoepulgas.blogspot.com/2009/02/as-vaginas-da-catrina.html

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