Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Observatório

Pedro Silveira Botelho

 

 

Amen! 

 

 

Desde já declaro que sou católico de prática irregular, isto é, só vou à missa quando sinto um qualquer apelo que me leva a ir ouvir a Palavra, saindo normalmente tranquilo depois daquela pausa de reflexão.

 

Mas as (poucas) missas a que me proponho assistir são escolhidas, não vou a qualquer uma. Detesto beatices e ladainhas. Detesto a missa de púlpito. Detesto a prelecção que nos faz sentir pecadores sem remissão, que nos aponta o dedo de cenho arreganhado.

 

Gosto de uma missa descontraída, vivida, sentida, em que a Palavra nos é transmitida com naturalidade e proximidade e que exalta o que de bom há em nós, fazendo-nos perseverar nesse caminho. Gosto da Missa do Padre Alberto, na Paróquia do Paço do Lumiar, onde, não raro, nos faz sorrir, mesmo rir, com a humanidade e fraternidade com que nos fala.

 

Quanto mais gosto dos Padres Albertos que tenho conhecido, poucos, menos gosto do actual Papa Bento XVI, cuja frieza me decepciona e as posições retrógradas me chocam e me afastam. Já no seu tempo de anterior alto dignitário do Vaticano, achei despropositada e desactualizada a sua condenação, por bula, das manifestações de alegria na missa (como o bater palmas e o uso de música ligeira, por exemplo) e o regresso das femininas cabeças cobertas por véu ou lenço.

 

Agora, em Angola, a sua continuada condenação do uso do preservativo, afirmando ao mundo que pode mesmo ser causa de agravamento do problema da sida, para uma plateia onde pontuam 70% dos infectados do momento, deixa-me de boca aberta.

 

A excomunhão, pelo bispado da diocese brasileira, da mãe e dos médicos que assumiram e perpetraram o aborto a uma mãe-menina de 9 ou 10 anos, alvo de violação e que, naturalmente, ainda não tinha o corpo preparado para ser mãe, deixa-me atónito. Porventura terá escapado da excomunhão ela própria, pois, o mais certo, é nem sequer ter feito ainda a primeira comunhão. Será mais que provável que nunca queira vir a fazê-la, como é provável que estas atitudes e tomadas de posição afastem cada vez mais fiéis da Igreja Católica, como tem vindo a acontecer e não é para admirar, pois sentem-se desiludidos e não há Fé que ultrapasse a hipocrisia.

 

De tantos homens da batina de hoje, homens comuns como nós, mas tão longe de nós.

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 09:30
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27 comentários:
De Pedro Barbosa Pinto a 26 de Março de 2009 às 10:25
Pelo que li, e gostei, fico com ideia que o Pedro será um bom cristão, mas católico não me parece. E ainda bem para o Pedro, pois assim não terá que despender um bom par de horas genuflectido a rezar ladainhas à Virgem para além de, dada a gravidade do acto (Bento XVI ainda é mais importante que o Victor Pereira!), poupar num chorudo donativo à Santa Madre Igreja caso estivesse interessado em ver a pena de condenação ao Fogo Eterno no Inferno suspensa.
De psb a 26 de Março de 2009 às 20:01
Caro Pedro
Se serei ou não um bom cristão não sei, mas tento ser o melhor que consigo. Quanto ao resto, já me chegaram alguns anos de educação em colégio jesuíta. Para esse peditório já dei.
Um abraço
De Si a 26 de Março de 2009 às 10:43
Oportuníssimo e verdadeiro este texto, com o qual concordo em absoluto.
Dizia eu, há poucos dias, noutro blog, que a postura dos representantes da Igreja Católica, cada vez mais se afasta de si mesma, das Escrituras que a regem, para optar, como sempre, pela perseguição e condenação de comportamentos.
Questionei, como aqui, o porquê de não serem utilizados os infindáveis recursos da mais poderosa Igreja do mundo, para, juntamente com a Palavra, combater corpo a corpo com a doença, a miséria e a fome, como tantos missionários invisíveis e desarmados fazem, quando se internam nas profundezas dos continentes africanos, asiáticos ou sul americanos.
Discuti, então, a falta de seriedade com que se apelam aos mandamentos de castidade, como combate à epidemia de Sida, enquanto se dá uma interpretação diferente, convenientemente ignorando, de mãos já lavadas, um outro que diz 'Não matarás'.
E penso: o que diria Cristo sobre estes Homens que têm o desplante de afirmar que o representam na Terra?
De psb a 26 de Março de 2009 às 19:19
É verdade Si, tanta hipocrisia. A condenação da expressão natural da sexualidade do ser humano rotulando-a de pecado, por exemplo, é tão aberrante, que desafia a honestidade de qualquer pessoa séria. Se tiverem relações sexuais antes do casamento (facto natural) será que dois jovens (ou não jovens) já não serão bons católicos?
Pedro
De Si a 26 de Março de 2009 às 21:04
Muito sinceramente, Pedro, essa questão até a acho de somenos importância, a classificação de pecado para essa atitude, tão generalizado é o uso dessa palavra, que tanto define o esquecimento da beata na última confissão, como o uso do preservativo no combate à Sida.
Sou católica por baptismo e por casamento, mas, de facto, há muito que questiono tudo isto, com a interferência que a ambição humana tem tido na estrutura eclesiástica. Tem tudo a ver com poder, ascensão hierárquica, tráfico de influências e muito pouco com vocação, especialmente quanto mais nos aproximarmos da cúpula. Não há gentileza, não há compaixão, não há generosidade, apenas condenação, sempre condenação.......
De Ana Vidal a 26 de Março de 2009 às 14:54
Há atitudes na Igreja Católica que me desgostam e são completamente incompreensíveis para mim. Ultimamente têm sido bastantes e de uma gravidade que não posso desvalorizar. Vou-me afastando - consciente de que o problema é meu, por não aceitar as explicações que me dão - e faço-o sem remorsos, mas com alguma pena. Foi no catolicismo que me formei e moldei o meu carácter, mas, sem prejuízo de acreditar na mensagem de Cristo (que continua a fazer todo o sentido para mim), a Igreja Católica já não me diz muito. Demorei a entender isto, mas hoje em dia está perfeitamente claro na minha mente.

Gostava de ver o Vaticano ser tão compreensivo e tolerante com os comportamentos "desviantes" do seu rebanho como o é com os dos seus representantes, que se apressa a justificar e, quantas vezes, a encobrir.

De psb a 26 de Março de 2009 às 19:13
Ana
A minha sintonia é total. Ofende-me também o fausto e o luxo associados ao alto clero, nomeadamente neste périplo africano, em que foram gastas fortunas para acomodar o príncipe, que melhor destino teriam na ajuda aos milhões que vivem nesses países abaixo de qualquer limiar de pobreza.
Beijinhos
De João Bragança a 26 de Março de 2009 às 18:25
Como a Ana Vidal, que me dá o gosto da sua amizade, calcularia, não posso concordar com o teor do post - por mais respeito que me mereça - nem com os comentários.
Sou aquilo a que se chama um católico praticante. Sinto-me bem "nesta" Igreja, não apesar dos seus defeitos, mas exactamente pelos seus defeitos. Sinal de que é composta por homens que erram, que caiem e se levantam, que não desistem de procurar um caminho melhor.
A Igreja é mais do que o Vaticano, com todas as suas incoerências, ou o Papa, com a sua divisão de opiniões. A Igreja é, também e sobretudo, os milhares e milhares de pessoas que, pertencentes à instituição que tanto se critica, estão na linha da frente da solidariedade e da caridade; são os padres e os missionários incógnitos e confiantes; são as freiras / frades que se dedicam (compreenda-se ou não) à oração; são os voluntários nos hospitais, nos lares, nas noites dos sem-abrigo. São, ainda, as "igrejas domésticas" compostas por gente simples e anónima que educa os filhos em determinados valores.
Poderia dizer mais, mas não é o tempo nem o espaço.
Por último, estou certo de que Cristo, se viesse à terra, abraçaria todos por igual, começando pelos que falham. Tal e qual como nós faríamos aos nossos filhos, porque não distinguimos entre os que erram e os que acertam.
De psb a 26 de Março de 2009 às 19:06
Caro João
Concordo em absoluto com os 2 últimos terços do seu comentário: a Igreja Católica é bem mais do que o Vaticano, a sua corte e o seu jogo de intereses e influências tão mundanas. É feita pelos homens e mulheres que prezam valores, se importam com o outro e desenvolvem acções que minimizem o infortúnio dos desafortunados, pondo-o em prática diária com a sua atitude e acção. É neste patamar que me situo, sem aceitar, no entanto, os dogmas que considero retrógrados.
Mas não estamos a falar do mesmo?
Um abraço
Pedro
De João Bragança a 26 de Março de 2009 às 19:35
Caro Pedro,
Como dono de um sítio a que chamo pomposamente blogue, sei que nada pode haver de mais estimulante para arejar do que uma discussão. Vamos ver no que isto dá...
Para quem quer aceitar, a infalibilidade do Papa "resume-se" às questões da Fé. Os dogmas situam-se nesse domínio e são inquestionáveis: a Santíssima Trindade, a Imaculada Conceição, a Assunção de Nossa Senhora, etc. Nada, portanto, que mexa com o nosso dia-a-dia, pelo que presumo concordância quanto à não classificação de retrógrado.
Quanto ao resto - e que de alguma forma nos divide - a Igreja tenta, pela voz do Papa, orientar a nossa vida segundo aquilo que entende ser a mensagem de Cristo. Muitas vezes erradamente desfasada da realidade, muitas vezes desafiadoramente desfasada da realidade - porque não segue o facilitismo, o egoísmo, a procura do fácil, a ambição do ter. É uma igreja de Homens, não de Iluminados.
O preservativo é, no conjunto de tudo isto, um elemento importante - mas não é mais do que um elemento na vastidão dos "coisas" boas da Igreja. Dizem-se me ser impossível em África, mas talvez seja mais importante passar a mensagem do sexo responsável do que a do sexo seguro.
Também eu estarei desfasado da realidade. Erradamente ou desafiadoramente?
Um abraço, e peço desculpa pela dimensão da resposta.
João

De psb a 26 de Março de 2009 às 19:58
Caro João
Não há respostas demasiado longas ou curtas. Há a salutar expressão de opiniões.
E tenho que concordar consigo em 2 pontos: o 1º é a questão da Fé. Ou se tem ou não se tem, e, tendo, tudo aceita, tudo explica, tudo compreende. Serei, portanto, um homem de pouca Fé. O 2º é a questão da infalibilidade do Papa (entroncado no 1º) e da sua interpretação da mensagem de Cristo. Não gosto de muitas das suas interpretações e não me revejo nelas. Insuficiência minha, certamente. Não me chegaram 10 anos de educação em colégio jesuíta. Serei um mau católico (estou certo) mas um bom cristão (espero).
Um abraço
De Ana Vidal a 26 de Março de 2009 às 19:16
Mas, João, é exactamente isso que eu digo: se Cristo viesse à terra, tenho a certeza de que não iria desatar a excomungar meninas violadas ou médicos, como se fossem vendilhões do Templo! São as cúpulas que me decepcionam, e não esse exército de boa vontade de missionários incógnitos e confiantes, gente de bem que está no terreno a acudir a todos os fogos e vê o seu trabalho de anos e anos comprometido por uma frase irreflectida (ou propositada, o que ainda é pior) do seu mais alto representante. Mas a Igreja Católica tem regras muito claras e essas regras são definidas pelas cúpulas, que estão - na minha opinião - muito afastadas da realidade. Esse "perdão dos que erram, porque são humanos" devia ser aplicado a todos sem excepção, e não só aos padres e bispos que metem o pé na argola.

Não estamos de acordo, portanto, mas a nossa amizade não está em causa nem por um minuto.
Um beijo
De JuliaML a 26 de Março de 2009 às 22:09
concordo o mais possível consig, Pedro...sinto o mesmo!
De psb a 27 de Março de 2009 às 00:36
Obrigado, Júlia. Mas acaba por ser uma tristeza...
De Cristina Ribeiro a 26 de Março de 2009 às 22:53
Felizmente, por cá ainda se vão encontrando Padres Albertos, mas também há os outros, e certas atitudes da Igreja são-me totalmente incompreensíveis, de tão obscuras...
De psb a 27 de Março de 2009 às 00:35
Felizmente que os há, Cristina. Porque são esses que ainda me convencem a ir à Igreja. Não sei se conhece 'este' Padre Alberto, a cuja Missa vale a pena assistir.
De ana a 26 de Março de 2009 às 23:08
mas nuiguém se insurge neste caso de o violador não ter sido preso. Parece que foi a igreja que fez mal à criança.
De psb a 27 de Março de 2009 às 00:33
Ana, mas fez: à criança, à Mãe da criança, aos médicos que tiveram o bom senso da opção que tomaram e a todos que não nos revemos em posições que sobrelevem a falta de humanidade.
De mike a 26 de Março de 2009 às 23:52
Já foi practicamente tudo dito, Pedro. Um post bem escrito, cirúrgico e sentido. Um abraço.
De psb a 27 de Março de 2009 às 00:29
Outro para si, Mike. Obrigado.
De maria a 27 de Março de 2009 às 08:33
para mim só ha uma palavra que define tudo isto - hipocrisia.
De psb a 27 de Março de 2009 às 11:33
Nem mais, Maria.
De Manecas a 27 de Março de 2009 às 12:16
Confesso que me questionei se deveria interferir na discussão, mas aqui deixo uma achega, esperando que possa contribuir para sobretudo fazer pensar...

Como alguns dos que aqui expressaram a opinião sobre a Igreja, a Fé, a Doutrina, a prática de vida, etc., fui também educado nos ensinamentos, na prática, do catolicismo.

Também sou antigo aluno dos Jesuítas e "last but not the least " sou católico.

Acrescentaria que mantenho aqueles ensinamentos como um activo sempre presente na minha vida, e assim sendo assumo serenamente, sem traumas e sem qualquer perturbação esse legado.

Outro pressuposto, muito do que construo no meu quadro teórico de referencia, em termos de religião como em termos de valores, deriva de reflexões próprias, integradoras de leituras opiniões seleccionadas, mas de muita "conversa" interior para excluir alguma espuma e alguma demagogia.

Posto isto, resumiria o meu legado a este fórum , dizendo que muito do que está dito deriva de uma dificuldade que é perturbadora da nossa adesão a uma religião.

Enquanto católico adiro a uma instituição e todo o seu quadro doutrinal e hierárquico ou posso individualizar o legado humanista dessa religião, assumindo que não necessito da instituição porque pratico a meu modo os ensinamentos de vida católica que sempre me ensinaram?

Para mim a resposta é, a este nível clara, embora a mais difícil .

Enquanto católico adiro a uma instituição, uma hierarquia, um quadro dogmático, para além dos ensinamentos "práticos" coerentes com aqueles.

Julgo portanto que não vale a pena simplificar tornando-me aderente a uma religião individual, expurgando dela o que não me interessa, o que é mais difícil, e ficando sinteticamente com a minha relação "pessoal" com Deus.

Mas o católico "total" não poderá questionar as mensagens, a postura, a atitude da Igreja perante casos concretos ?

A minha resposta, embora questionável, é clara também, evidentemente que posso!

Diria mesmo que tenho essa obrigação, embora por mim o faça em fóruns onde a elevação e o respeito seja um dado adquirido, sob pena da banalização dos conceitos conduzir a uma conversa de banalidades...

Avançando para os casos concretos , e mantendo a dicotomia da instituição Igreja Católica com a prática da Doutrina Católica.

Que a Igreja rejeite o aborto ao seu nível doutrinal parece-me respeitável, explicável e obtém de mim a total concordância racional, filosófica, etc .

Que a Igreja não admita que um médico no âmbito do seu dever deontológico decida pela interrupção da gravidez duma menina violada, que por esse facto corre perigo de vida, e adicionalmente excomungue o autor de tal decisão limite, peço perdão mas discordo, totalmente!

A Igreja não questionaria por esse facto a doutrina que se mantém.

O valor supremo da vida, defendido pela Igreja acerrimamente para lutar contra o aborto, não ficaria engrandecido com a defesa dum médico que em sua consciência salvou a vida duma criança violada?

Bom, é muito difícil tratar o tema com tão pouco espaço...

Deixo-vos a todos com um depoimento de um padre jesuíta com quem tive sempre as mais longas conversas teológicas e mesmo que me ministrou várias vezes o sacramento da confissão.

Este depoimento quer somente significar, o cuidado com a tentativa que temos de julgar, de discernir o bem do mal, os santos e pecadores...

Dizia-me ele (infelizmente já morreu...) num dia no Colégio em conversa que não tem mais que 4/5 anos:

"Manel , os encontros que mais me ensinam e que mais me elevam enquanto sacerdote são os que tenho regularmente com um grupo de ateus...aqui no Colégio".

E acrescentou: "Talvez a maioria das pessoas que aqui também vem à missa aos Domingos, não esteja tão perto de Deus como este grupo"

Desculpem o sermão.

Tento perceber e integrar as duas dimensões do Catolicismo, tentado ser consistente tanto na componente doutrinal, como na componente humana, tentando...

Só Deus, é que se pode definir como o Caminho, a Verdade e a Vida.

Bjs e Abs
De Ana Vidal a 27 de Março de 2009 às 13:01
Tocas num ponto importante, Manecas: um bom católico é o que aceita e acata sem discussões tudo o que faz e diz a Igreja? Talvez seja, sim. E isso só vem reforçar a minha crença de que não sou uma boa católica, porque sou incapaz de ser acrítica e acéfala. A falta de humildade é o meu maior defeito, admito (humildemente?). Consola-me o facto de acreditar nisto: se foi Deus que me criou como Sua criatura, também foi Ele que me deu um cérebro. Para fazer uso dele, naturalmente, porque não me parece que haja peças supérfluas num ser humano.

Seja como for, a "Igreja" é uma interpretação humana da mensagem de Cristo, com toda a carga de falibilidade dos humanos. Ao contrário do Pedro, eu não questiono os dogmas (acredito neles, ou não). O que questiono são as práticas, em nome de um Deus que nem sempre me parece ter sido o seu inspirador.

Beijos para ti, que és um ser humano muito mais completo do que eu (mesmo que não o fosses, mandava-te beijos na mesma!) :-)

De Manecas a 27 de Março de 2009 às 13:48
Não quiz dizer que o bom católico é que o aceita e faz sistematicamente o que a Igreja diz e faz.

Chamei aliás a atenção para a minha discordância com um facto.

Quiz também dizer com a chamada de atenção para a conversa final, que não julgo ou sequer catalogo alguém como bom ou menos bom cristão ou católico.

Foi com esse conceito de evengelização e de razão total que a Igreja dizimou "não crentes" e tem agora de se desculpar da sua própria história.

Já agora não me elogies assim que me afastas.

Eu não sou nem bom nem mau, sou assim...E gosto muito da diversidade de pensamentos e de causas.

Já agora, há muitos aspectos humanos que nos elevam, e constituem para mim pessoalmente uma oração...que pode substituir a ida a uma missa (sou um bocado original nas minhas tiradas religiosas...).

A leitura duma poesia, ou a audição duma sinfonia, é muitas vezes uma prece.

Já pensaste no dom que tens naquilo que escreves?

É por isso que eu de vez em quando te chamo...Bom fico-me por aqui...!!!

Um beijinho e estás sempre perto de mim.


De Ana Vidal a 27 de Março de 2009 às 15:14
Sei que não quiseste dizer (nem disseste) isso. A reflexão é minha. :-)

Dou-te razão: a poesia e a música (e também outras formas de arte) tocam muitas vezes o divino.

beijinhos

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