Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Ventos Amigos (31)


 

E a tempestade que não amainava.


A chuva caía que Deus a dava, que bem a ouvia cantar nas velhas telhas.De quando em quando um clarão entrava pela janela e iluminava o quarto que há muito ficara às escuras, quando um trovão mais forte desligara a electricidade. Ainda bem que, aos primeiros sinais de borrasca, trouxera fósforos e velas...


O vento a assobiar, lembrando-lhe os uivos dos lobos, por entre as negras árvores fazia-a estremecer, e puxar os cobertores até aos olhos - sentia-se mais segura...

Quando tudo parecia que ia ficar mais calmo, ouviu um estrondo que quase a fez saltar da cama; com medo, mas decidida, acendeu uma vela, lançou um xaile pelos ombros e foi ver...


Desceu as escadas e logo deparou com a porta escancarada. Esquecera-se de deitar a tranca, e uma rajada mais forte metera-a dentro. Mas, pelo menos, os uivos tinham parado. Colocada a tranca, voltou a deitar-se - agora sim, agora iria dormir...

 

Texto enviado por: Cristina Ribeiro

 

 

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publicado por Ana Vidal às 00:56
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6 comentários:
De Ana Vidal a 4 de Março de 2009 às 01:53
Grande susto, hein, Cristina?
Obrigada pelo texto e um beijinho.
De Cristina Ribeiro a 4 de Março de 2009 às 19:44
E hoje está outro dia assim, Ana, esperemos que os lobos não uivem :)
Obrigada pelo acolhimento.
Beijinho
De Luísa a 4 de Março de 2009 às 14:13
Querida Cristina, e os uivos tinham cessado? Tem a certeza de que, quando ela fechou a porta, os lobos não ficaram do lado de dentro da casa? Eu acho que já não dormia descansada sem fazer uma ronda. ;-D

De Cristina Ribeiro a 4 de Março de 2009 às 19:46
Os lobos tinham ido uivar à lua, que entretanto aparecera, Luísa :)
De mike a 5 de Março de 2009 às 00:18
Não era o vento que uivava, eram mesmo lobos, Cristina. E comeram o capuchinho vermelho. Bem feito para não se esquecer de fechar a porta. :)))
De patti a 5 de Março de 2009 às 00:21
Cenário de filme de suspense, isso sim!

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