Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

 

Estudante norte-americana

de 22 anos

leiloa virgindade na Net

para pagar os estudos

 


 

Nathalie Dylan (um nome falso por questões de segurança),

natural de San Diego, Califórnia,  

diz que não tem problemas de consciência por ter feito o que fez

até porque a irmã, na sua opinião, foi mais longe

(ou mais perto?):

bastaram-lhe três semanas  trabalhando como prostituta

para se financiar os estudos completos.

 

Dylan só se oferece por uma noite e poderá, ela também, deixar de trabalhar:

parece que 10.000 homens já fizeram lances e o mais alto, até agora,

ascendeu a 3,7 milhões de dólares.

 

Interessante:

depois de, finalmente,

se romperem todos os tabus

e corromperem todos os valores

no sentido de a vulgarizarem ou até escarnecerem, 

a virgindade tornou-se um fetiche,

uma fantasia sexual exótica

como os pés, os sapatos ou a roupa íntima. 

 

Ou estaremos perante um caso

– este sim –

de hímen complacente?

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 09:30
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17 comentários:
De Ana Vidal a 18 de Fevereiro de 2009 às 12:51
O mais irónico é que a virgindadae tenha voltado a ser um bem precioso, depois de tantas lutas para desvalorizá-la como sendo o "preço alto" de uma mulher. Irónico e perigoso, diria eu.

Complacentes parecem.me os basbaques que estão dispostos a pagar à menina Dylan por uma coisa que já se consegue reconstruir facilmente num bloco operatório...
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 09:11
A ilusão é tudo, Ana :-))
De Pedro Barbosa Pinto a 18 de Fevereiro de 2009 às 15:42
Gosto sempre de ver um nome falso, por questões de segurança, por baixo duma fotografia verdadeira. Ou será a fotografia também falsa e a menina poderá até ter bigode?

A irmã precisou de três semanas para financiar os estudos completos? Fosse portuguesa e com a 4ª classe já nem na lavoura arranjava emprego!

Bem, fosse esta menina portuguesa e o Cardeal D. José Saraiva Martins era capaz de abrir uma excepção para o casamento com mulçumanos.
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 10:30
Sempre a marcar pontos, Pedro! Além dos seus, há outros verdadeiramente cardeais...
De Luísa a 18 de Fevereiro de 2009 às 21:06
Na que julgo ser a nossa geração, Rita, a virgindade era o terror de qualquer jovem metido a conquistador. E creio que continua a ser para os jovens metidos a conquistadores dos tempos que correm. Já os fétiches são fétiches, por natureza elementos de atracção muito peculiares. A virgindade sê-lo-á para alguns, como são, para mim, cabelos compridos e rebeldes num homem - saudosismo hippie? ;-D
O que acho extraordinário é que haja quem ofereça tanto por uma experiência deste tipo com uma pessoa perfeitamente comum e, a aferir pela fotografia, sem nenhum especial atractivo. O que faz temer pela qualidade dos licitantes e, especialmente, do mais generoso.
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 10:32
A minha virgindade foi trocada por anos de penúria, Luísa :-))
De Luísa a 19 de Fevereiro de 2009 às 15:38
:-D
De patti a 18 de Fevereiro de 2009 às 22:24
De certeza que o dinheiro era para estudar na universidade ou para comprar Stanford ou o M.I.T.?
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 10:37
Não sei, Patti: virgens são os trapos :-))
De patti a 21 de Fevereiro de 2009 às 23:01
Já deve ter passado os 3,7 milhões, o que prova que algo não mudou com o tempo: a virgindade não tem preço.
:)
De mike a 19 de Fevereiro de 2009 às 01:34
Complacente ou resistente? Rentável é concerteza. ;)
Eu sou sincero: até nisto as mulheres têm sorte, caramba. Nós nem um hímenzinho que renda uns euritos... Raios!
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 12:51
Vocês têm sorte em nos ter. Quer mais, Mike? LOL
De Calma Karma a 19 de Fevereiro de 2009 às 14:33
Não entendo a sua admiração. Há quantas décadas se compram virgens? Arranje algo mais interessante.
De Rita Ferro a 19 de Fevereiro de 2009 às 16:09
Calma, Karma! Se se refere a certas tradições e civilizações não pode falar em décadas, mas em milénios! Ora isto, transposto para as nossas, sobretudo em cenários liberais como os EU, é sociologicamente interessante, sim! Mas tem graça o seu trocadilho, é verdade. Quase tanta graça como o ar virgem da Nathalie :-))
De psb a 19 de Fevereiro de 2009 às 18:08
Ora, Rita, as velhas leis do mercado sempre tornaram os bens escassos em bens de valor acrescido. Não sei se é o caso e, por acaso, até me parece que voltou a ser um 'bem' (valor) a conquistar adepto(a)s, não sei se é da crise (que parece não ter chegado aos licitantes, ou então já não sabem em que 'bens' seguros investir). O que me parece é que a prostituição (neste caso, mal de família, pelos vistos) já não é o que era e há que ter um espírito criativo, capacidade de iniciativa e abrir (as perninhas) às novas tecnologias... Parece que é negócio. Olhe se a moda pega por cá? Era capaz de resolver algum desemprego e agitar a economia, trazendo bem estar às famílias (algumas)...
O bicho homem é mesmo parvo...
Um beijinho
De Rita Ferro a 20 de Fevereiro de 2009 às 01:13
Não é o bicho homem que é parvo, Pedro. Nós é que vos damos a volta à cabeça :-))
De psb a 20 de Fevereiro de 2009 às 11:45
Grande verdade, Rita.

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