Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Sou sincera

Rita Ferro

 

Gabriel Byrne

 

Sim, simpatizo com ele.

Talvez pela discrição, sobriedade e subtileza do desempenho,

talvez pela categoria física e pessoal.

Até há pouco tempo, dei-me ao trabalho de seguir pacientemente a série

«In Treatment», em simultâneo com a emissão americana, em fragmentos de dez minutos, através do Youtube, até que me trocaram as voltas e começaram a publicar sínteses de capítulos mais reduzidas, de menos de três minutos cada.

Isto acabou por me fazer desinteressar, claro, porque o cinema, para mim, tem que oferecer o mínimo de condições e já estava a ceder demasiado.

 

Mas a série, não sendo nada de extraordinário, tem todos os condimentos para agradar a uma mortal como eu, corruptível pelas maiores menoridades:

Byrne faz de psiquiatra, oferecendo-nos uma sessão por semana e a possibilidade de irmos seguindo uns tantos enredos intrigantes, todos eles cruzando-se, de alguma forma, com a sua vida privada, que é, em certos lugares-comuns, um pouco a de todos nós.

 

O excerto do episódio que aqui vos trago é um exemplo.

 

Entre portas e ventos, deixo um abraço a todos.

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 09:30
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18 comentários:
De Luísa a 11 de Março de 2009 às 14:05
Não conhecia, Rita, e fiquei interessadíssima na série. Pelo tipo de problemas que aborda (aproveitei para ver mais uns excertos), mas também pela intervenção dos psicólogos, cujo profissão é, para mim, tão intrigante, quanto aliciante. Como diz, Byrne, num capítulo seguinte, «If I was into astrology, I would say there was something cosmic going on, the planets colliding». Este nosso pequeno mundo de planetas em colisão permanente desperta-me imensa curiosidade… – embora, claro, só no plano muito «digno» e distanciado do estudo e da compreensão da natureza humana! ;-D
Pelo que vi, Gabriel Byrne vai, de facto, bem. Mal consigo rever nele o mesmo actor, ligeiramente «pastelão», dos filmes em que o tinha visto antes. Acho que é o papel; parece-me que se ajusta melhor a este género de personagens menos activas e mais introspectivas.
De RF a 11 de Março de 2009 às 14:42
E ainda, Luísa: a paciente de nome Sophie, nesta série, a actriz-adolescente eslava de nome Mia Wasikowska's , é absolutamente FENOMENAL! Essa sim, dá avanço a muitos dos senhores da meca, incluindo aqueles por quem tenho fraquezas :-)) Só por isso valeria a pena ver isto! Quando tiver tempo espreite o fenómeno:
http://www.youtube.com/watch?v=5sGCxPFzfDQ
E, se gosta de esgravatar mentes e perfis, diga-me: não perdeu o Capote, não?
Beijos, obrigada!
De Luísa a 12 de Março de 2009 às 00:26
Perdi, Rita, mas é situação que vou remediar até ao final da semana. ;-)
Além de cozinheira frustrada, também sou «profiler» frustrada, apesar de me arrepiar com o mundo do crime. Fui compensando com trabalho desenvolvido na área do recrutamento de pessoal, de que sempre tirei imenso gozo, não só na parte da análise dos currículos (folhas aparentemente secas, que podem indicar muito mais do que a cronologia de uma carreira), mas também – ou sobretudo - na parte das entrevistas.
A Sophie parece muito convincente. Já vi que tenho material com que me entreter por uns tempos. Obrigada pelas sugestões. :-)
De Ana Vidal a 11 de Março de 2009 às 22:40
Já fui espreitar também. Gostei, mas é chato ver, seja o que for, assim aos pinguinhos... :-)

Mas ele é bom, sim. E, tal como a Luísa, continuo a achar que este irlandês podia ser francês, pelo menos fisicamente.
De RF a 11 de Março de 2009 às 22:57
Eu acho que ele ser poderia ser nosso, Ana :-))
De Ana Vidal a 11 de Março de 2009 às 23:06
Nosso... meu e teu? lol
Olha, acho que lhe saía a sorte grande!!
De RF a 11 de Março de 2009 às 23:32
Ahahah! Perdia a classe, ficava um pato bravo, exibia-nos como um ministro exibe um BMW platinado!
De Ana Vidal a 11 de Março de 2009 às 23:40
Caramba... é isso que fazemos aos nossos homens?? lol
De RF a 12 de Março de 2009 às 00:25
Não é isso!!! Foi só ante a perspectiva de imaginá-lo, como tu disseste, a ganhar a sorte grande e a ficar peneirento e novo-rico :-))) Já agora aproveito: a Amélia já confirmou o jantar de amanhã? Tenho aqui o Pedrinho com varicela, achas normal? E o filho da Ala a dormir! Outra coisa urgente: encontraste a Erika?
De Ana Vidal a 12 de Março de 2009 às 00:55
lololololololololol

o que não acho normal é esta converseta aqui na caixa de comentários... não queres também trocar receitas culinárias, já agora?

Mas enfim: já encontrei a Erika, sim. Levo-ta amanhã. De jantares ainda não sei nada de concreto.

(gostava de ler as mentes dos nossos comentadores habituais, neste momento...)
De Luísa a 12 de Março de 2009 às 01:41
...... (silêncio discretamente «cusco») ......
De Ana Vidal a 12 de Março de 2009 às 01:57
A "Erika", Luísa, é uma maquineta supostamente milagrosa que eu e a Rita partilhamos, e que nos dispensa de horas de ginásio... não com iguais resultados, claro, mas acalma-nos as consciências e isso já não é mau. Já não me lembro porque é que lhe demos este nome, mas parece-me que era como se chamava a demonstradora. A dita demonstração, em casa da Rita, foi de antologia! :-)
De mike a 11 de Março de 2009 às 22:53
Sou sincero... gostava de saber como ele soube que ela se encontrava com o outro, durante 1 hora, que se movia de maneira diferente e que fazia com ela não se esquecesse da maneira como ele a olhava. Se ela lhe disse para, sob o pretexto de ser verdadeira mas que na verdade não conseguia viver com o peso na consciência, então ela é... incompetente? ;D
Muito bom post, Rita. :D
De RF a 11 de Março de 2009 às 23:00
As mulheres são muito generosas, Mike :-)))
De mike a 12 de Março de 2009 às 00:06
Ah pois é, Rita... esqueci-me, por momentos. ;)
De RF a 12 de Março de 2009 às 00:26
(Sonso... :-))
De mike a 12 de Março de 2009 às 08:25
Sincera! (gargalhada)
De RF a 12 de Março de 2009 às 12:15
Touchée :-))

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