Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Ventos Amigos (22)

 

De portas e ventos

 

O vento é a alma invisível do mar. O amor é o mar; nós somos o vento.

Não duvide nunca que você ama. O amor como o mar nos abarca, imenso, e perde-se para além de nossa vista. Ambíguo e imprevisível, o mar como o amor, ora nos encanta com sua calma, ora nos assusta com sua fúria. Ora é ciúmes, ora é compaixão; ora é medo de perder, ora é quase indiferença. Mas é amor sempre - sem que lhe saibam o fim, sem que lhe conheçam origem.

Deduzimos do ritmo de suas ondas, que o mar como o amor, se contrai e dilata, e intuímos que seja incessante espelho do universo. E então por um instante me convenço que a lei do mundo é o amor: está escrito no mar, está escrito no vento.

Amemos, pois nada nos resta senão amar. Amar o melhor possível com toda a força de nosso vento.

Porque o vento é alma invisível do mar e somos nós o vento, o vento que torna incerto o mar.

Deixo minha porta aberta e que venha você o vento me matar a saudade do mar.

 

Texto enviado por: Antônio Caetano

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 21:30
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1 comentário:
De Ana Vidal a 23 de Fevereiro de 2009 às 19:41
Obrigada, Antônio, pelo belo texto. E fico à espera da Tabacaria comentada, como prometeu.
Um beijo.

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