Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Ventos Amigos (1)

 

 

I. Meninos e Ventos


A coisa mais linda do mundo

É quem acredita em vida

Dá asas a sonhos

Como uma lufada de vento.

 

Quando penso em meninos lembro logo dos contos de aventura, de ilhas, tesouros e heróis. Meninos são assim. Crescem e trocam os cavalinhos de pau por conversíveis (imaginários ou reais) ou motos possantes, mas no fundo ainda guardam um tantinho dos meninos que foram (?) e das aventuras de cavaleiros andantes, onde tomam o lugar do herói e saem por aí a tentar mudar o mundo e as injustiças da terra. 

 

Menino que teve infância saudável, com muita corrida nas ruas, pés descalços nas férias em casa de avós, vira homem e não abandona a capacidade de se indignar com o que acha errado, contra as dores do mundo e o triunfo dos porcos. Emociona-se com fotos antigas, com imagens de filhotes, gosta de mandar flores em forma de palavras. Corre contra o tempo chega com o vento, ou é o próprio vento... 

 

Mas o que sei eu sobre meninos, lobos e ventos? Sinto mais que sei, mas os ventos são assim mais pra senti-los que pra sabê-los, ou não? Abri  as janelas da alma e a porta do castelo. 

 

Um vento passou aqui e me levou.

Já consigo deixar minhas asas soltas de novo...


 

 

II. Meloclimática

 

 

AdalorÁfricoAlísioAragemAuraAustroBrisaCicloneEspiroEuroFuracão 

Garbino

LariçoLestadaLevanteMareiroMistralMinuanoMonçãoNortadaOressa

Pampeiro

RafadaRajadaRedemoinhoSirocoSobreventoSuestadaTerralTornado

Tramontana

TravessãoTufãoVendavalViraçãoXamalZoeira

Tudo isso é vento

É desassossego em mim

 

 

 

Textos enviados por: Ana Paula Motta

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 23:56
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9 comentários:
De mike a 3 de Fevereiro de 2009 às 00:25
Um vento passou ali e levou a Ana Paula Motta. Ainda bem que lhe deixou asas soltas, para que volte. :-)
De Luísa a 3 de Fevereiro de 2009 às 01:48
É, uma infância verdadeira alonga-se um pouco pela vida toda, nessa candura de que fala, nessa sensibilidade, nesse aceso sentido de justiça. E num optimismo feliz, que solta e expande as asas. Gostei imenso, Ana Paula! :-)
De João Paulo Cardoso a 3 de Fevereiro de 2009 às 11:52
Uma postagem como esta vem mesmo a calhar neste Inverno interminável.

Por estas alturas recordo com saudade os "Capitães de Areia" de Jorge Amado.
Apesar das dificuldades, eram livres e filhos do sol.

Beijos.

Nova rubrica no "Eldorado":
"Este País é Fantástico".

De Ana Paula Motta a 3 de Fevereiro de 2009 às 12:09
Esse texto meio poema meio -prosa foi na verdade uma homenagem que fiz ao Luís Bento do Bento-vai-pra-dentro (http :// bento-vai-pra-dentro-bento.blogspot.com )que havia me presenteado com um conto de princesas muito bonito. Tentei retribuir, mas acho que não ficou a altura,mas de qualquer forma foi um texto que gostei de escrever.
De miguel a 3 de Fevereiro de 2009 às 13:36
Belíssimo texto . e belíssima, aliás, é a apresentação do blogue da Ana Paula Motta.
De Ana Paula Motta a 3 de Fevereiro de 2009 às 18:28
Obrigada,Mike,Luísa,João Paulo Cardoso e Miguel, os comentários estimulam quem gosta um tantinho de escrever...
De Cristina Ribeiro a 3 de Fevereiro de 2009 às 19:46
E do Brasil soprou este vento gostoso...
De bento a 6 de Fevereiro de 2009 às 16:05
É uma falha imperdoável não ter ainda tecido comentários...maus ventos arrastaram-me para maleitas típicas do inverno...Adorei a iniciativa da Porta do Vento. O texto da Ana está muito bom... no seu estilo próprio... Um vento de sensibilidade...levou-nos nas asas do sonho...Parabéns!
Beijos
De Ana Paula Motta a 6 de Fevereiro de 2009 às 20:24
Pois é Cristina os ventos aqui no Brasil andam quentíssimos. Obrigada pelo comentário.
Luís,sei que os ventos gélidos do inverno te jogaram na cama. Estás plenamente perdoado,rs.
Meninos que tiveram infância feliz são sempre cavalheiros. Beijos
Ana, obrigada pela oportunidade de trazer esse vento cá para tua Porta. Beijinhos

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