Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Receita de Natal

 

 

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Pegue num punhado de lembranças de conserva e leve a lume brando em água de memórias, deixando ferver lentamente até que todas venham à superfície.  Aromatize com humor e ternura em partes iguais, junte imaginação qb. para dar colorido e deixe que ganhem volume. Reserve por algum tempo, mas não demasiado.

Deve ficar uma massa delicada mas consistente, branda e sensível ao tacto. Não deixe esfriar, e vá moldando pequenos instantes (ou grandes, conforme a preferência e o apetite) de formas variadas, recheando-os a gosto com surpresas e inspirações de momento.  

 

Tudo fica bem como recheio: picante, doce e agri-doce, dependendo do gosto dos comensais. Sirva quente, polvilhado de fantasia para decorar (os enfeites são essenciais para o êxito desta receita).

 


(Nota: "Receita" recuperada daqui. Não é para cozinheiros preguiçosos e exige muita dedicação e conhecimentos profundos de arte culinária. Mas compensa tudo. Experimente. Faça uma surpresa a alguém, este Natal.)

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 11:50
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17 comentários:
De João Paulo Cardoso a 18 de Dezembro de 2008 às 11:54
É a minha receita natalícia de sempre.

Beijos.
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:50
E a minha, JP.
Bom Natal!
De mike a 18 de Dezembro de 2008 às 13:24
Punhado de lembranças, ainda por cima em conserva, água de memórias e recheio a gosto com surpresas... e tive a certeza que esta receita não era para mim. Contudo a "nota" menciona que a receita não é para cozinheiros preguiçosos e fiquei a pensar que o recado era para mim. (risos)
O post está giro, Ana. :-)
De Ana Vidal a 18 de Dezembro de 2008 às 13:40
O recado dos "cozinheiros preguiçosos"? Claro que não é para ti, Mike, embora eu saiba que és um deles (mas na cozinha real, não na simbólica). Eu refiro-me aos preguiçosos da imaginação...

Estas palavras, como quase todas, têm muitas leituras. Para mim fazem todo o sentido, para ti podem não fazer nenhum. Sei que gostas de viver exclusivamente o presente, eu gosto de temperar o meu com uns pozinhos de passado e uns cheirinhos de futuro.

Todos diferentes, todos iguais! (um bom slogan da Bennetton, não acha, senhor publicitário?) :-)
De mike a 18 de Dezembro de 2008 às 15:26
Acho. E gostei de ler o teu comentário. :-)
De Paulo Cunha Porto a 18 de Dezembro de 2008 às 17:04
E como digestivo, acrescente dois dentes de Continuidade. Vai ver que conseguirá evitar as perturbações no processo subsequente, garantindo sabor que dure o ano todo.
Beijinho, Querida Ana
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:52
Boa ideia, Paulo. Dois dentes de continuidade muito bem conservados, para não perderem rapidamente o prazo de validade...
Beijinho
De Cristina Ribeiro a 18 de Dezembro de 2008 às 19:23
Receita de cozinheira de mão cheia. A experimentar em todas as épocas.
Beijinho, Ana
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 14:14
É verdade, Cristina, é uma receita para todo o ano e sabe sempre bem.

Beijinho!
De patti a 18 de Dezembro de 2008 às 19:38
E se quiserem, afinal todos sabem cozinhar.
Feliz semana de Natal que aí vem Ana.
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:52
E para ti também, Patti.
Um beijo
De fugidia a 18 de Dezembro de 2008 às 20:40
E o repasto é onde e quando?
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:53
Tal como o Natal, é quando e onde um homem quiser! (ou uma mulher, claro)
De Luísa a 19 de Dezembro de 2008 às 00:54
Por momentos, Ana, senti a falta de um ingrediente de futuro. Mas é verdade que o Natal tem mais a ver com família e recordações e o Ano Novo com amigos e projectos. Vocações diferentes. E a surpresa e a fantasia fazem a «ponte». Vou já copiá-la para o meu dossiê de receitas a tentar. ;-)
De Ana Vidal a 19 de Dezembro de 2008 às 11:49
Mas, Luísa, se a receita sair bem e a digestão for bem feita, o futuro está lá também... :-)

De bento a 20 de Dezembro de 2008 às 00:01
Infelizmente esta receita anda a cair em desuso...
De Ana Vidal a 20 de Dezembro de 2008 às 21:20
Anda? Acho que não, Bento. Enquanto houver amor, haverá quem a cozinhe.

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