Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Discurso político

Qualquer expressão listada na primeira coluna pode ser combinada com qualquer uma das outras colunas, permitindo sempre um discurso coerente. As variações possíveis são cerca de dez mil.

 

Senhores candidatos a políticos, façam o favor de usar e abusar deste quadro utilíssimo.

 

Portugueses,

a execução deste projecto

nos obriga à análise

das nossas opções de desenvolvimento no futuro

Por outro lado,

a complexidade dos estudos efectuados

cumpre um papel essencial na formação

das nossas metas financeiras e administrativas

Assim mesmo,

a expansão de nossa actividade

exige a precisão e a definição

dos conceitos de participação geral

Não podemos esquecer que,

a actual estrutura da organização

auxilia a preparação e a definição

das atitudes e das atribuições da directoria

Do mesmo modo,

o novo modelo estrutural aqui preconizado

contribui para a correcta determinação

das novas proposições

A prática mostra que,

o desenvolvimento de formas distintas de actuação

assume importantes posições na definição

das opções básicas para o sucesso do programa

Nunca é demais insistir, uma vez que

a constante divulgação das informações

 

facilita a definição

do nosso sistema de formação de quadros

A experiência mostra que,

a consolidação das estruturas

prejudica a percepção da importância

das condições apropriadas para os negócios

É fundamental ressaltar que,

 

a análise dos diversos resultados

oferece uma oportunidade de verificação

dos índices pretendidos

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

o início do programa de formação de atitudes

acarreta um processo de reformulação

das formas de acção

 

 

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publicado por Ana Vidal às 00:24
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16 comentários:
De Rosarinho a 28 de Novembro de 2008 às 00:49
Bem me parecia que havia uma matriz, qualquer coisa onde os políticos fossem "beber". E desconfiava que houvesse milhares de formas/fórmulas para não dizer nada. Agora, sim, sabemos que há pelo menos 10000!
Bjs
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:28
O politiquês é uma língua riquíssima...
Bjs
De fugidia a 28 de Novembro de 2008 às 06:53
Ah, agora sim, Ana, podemos preparar a sua candidatura em força, para as próximas eleições!

De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:28
Já estou a treinar, Fugi! :-)
De JuliaML a 28 de Novembro de 2008 às 10:53


De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:29
:-)
De João Paulo Cardoso a 28 de Novembro de 2008 às 11:39
Finalmente a Sebenta que faltava!!

Falta um espaçozinho para fazer o deve e haver das contas da corrupção.

Beijos e bom fim de semana.
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:30
Isso não caberia num espaçozinho, JP. Era preciso outro quadro, com o dobro do tamanho deste...
bjs
De Paulo Cunha Porto a 28 de Novembro de 2008 às 18:57
Grande prontuário de politiquês! Tão vazio como a retórica do Conselheiro Acácio, mas sem a desculpa de bem estar em Sociedade.
Beijinho, Querida Ana
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:30
Beijo, Paulo.
De patti a 28 de Novembro de 2008 às 20:51
Totalmente de acordo, aliás não podemos esquecer que o desenvolvimento de formas distintas de actuação, cumpre um papel essencial na formação, dos índices pretendidos.

Resumindo, qualquer um pode ser político.
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:31
Ora vês, Patti? Tu, por exemplo, já estás prontinha para a AR... e eu voto em ti. :-)
De carlosbarbosaoli a 28 de Novembro de 2008 às 22:46
Excelente manual para melhor interpretarmos o discurso "fast food" do politiquês
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:33
Precioso, não é? E de fácil utilização, como se vê. Os políticos até podem guardá-lo na manga, numa cábula discreta. É só deitar um olho disfarçadamente, e... brilhar na bancada!
De Mialgia de Esforço a 29 de Novembro de 2008 às 00:19
Apostaria que foi tirado dos discursos de Jorge Sampaio. Tem aquela faculdade de falar, falar e de não dizer absolutamente nada. O que é mais triste é que fez escola. Os seus discípulos servem-nos diariamente a cartilha.
De Ana Vidal a 29 de Novembro de 2008 às 11:36
Mialgia, não seja injusto. A política sempre foi a arte de falar sem dizer nada... não foi o Sampaio que inventou a cartilha. Mas concedo que foi um dos seus mais fervorosos utilizadores, por absoluta ausência do dom da palavra.

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