Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Thank you, guys!

Escrevi isto há cerca de um mês:

 

"Gosto de Barak Obama, e gosto dele de uma forma espontânea, que tem pouco que ver com políticas concretas. Não sou ingénua ao ponto de acreditar que Obama seja um herói romântico, impoluto e incorruptível, mas deixei-me arrebatar pelo sonho, pelo símbolo, pela mudança de mentalidades que a sua eleição significaria. Gosto da ideia de imaginar a alegria de Luther King com essa vitória, e gostaria de presenciar a de Nelson Mandela."

 

Hoje tenho a alegria de saber que Mandela ainda presenciou esta vitória. Merece-a ainda mais que Obama, e acredito que ela tenha justificado muitos dos imensos sacrifícios pessoais que fez pela paz no mundo, pelo entendimento entre as pessoas, pelo fim dos preconceitos raciais.

 

Apetece-me agradecer a todos os que ajudaram a fazer do sonho realidade.

 

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publicado por Ana Vidal às 21:27
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18 comentários:
De CNS a 6 de Novembro de 2008 às 00:02
A vitória de Obama materializa o sonho de mudança. Revela a vontade de um povo. Relembra que é possível Sim, nós podemos. Nós devemos acreditar.

bjs
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 00:27
Queremos acreditar, sim, Cristina. E acabámos de constatar que não é impossível. As utopias acontecem, às vezes. :-)
Beijo
De Luísa a 6 de Novembro de 2008 às 00:03
A vitória de Obama, Ana, para além de tudo o que diz, é também uma excelente bofetada sem mão nessa intelectualidade ocidental de esquerda que, desde sempre, manifesta desprezo pelos americanos e pela sua democracia. Claro que ela não sente a bofetada. E está toda contente… se calhar por isso. ;-D
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 00:39
Nisso estamos de acordo, Luísa: foi uma lição que a América deu ao mundo, e veio em boa hora. Esquecemo-nos por vezes (e eu faço mea culpa, pelo meu lado) de como a democracia americana é de facto um excelente exemplo. E de como o povo americano assume totalmente as suas responsabilidades na hora de votar, ao contrário da Europa blasée, que prefere criticar a fazer o sacrifício de levantar-se do sofá para cumprir o seu dever cívico.
De Luísa a 6 de Novembro de 2008 às 02:37
Ana, essa do sofá também me atingiu.
Enfim, somos europeias! ;-D
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 08:29
Pois somos, Luísa... ;-)
De miguel a 6 de Novembro de 2008 às 07:28
Ana: o parágrafo a azul reflecte exactamente aquilo que me vai na alma, a respeito da eleição de Barack Obama.
( não percisas de responder :D )
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 08:27
Claro que não preciso, mas respondo. Há que sublinhar uma das raríssimas vezes em que estamos de acordo, não te parece? :-)
De Mad a 6 de Novembro de 2008 às 09:50
Tem graça, tive exactamente a mesma ideia a propósito de Mandela.
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 12:28
A nossa forma é a mesma, miúda... :-)
De Manecas a 6 de Novembro de 2008 às 10:35
Não quero ser desmancha prazeres mas sublinho que o essencial está para vir e ver, isto é, de que modo será diferente a actuação deste novo presidente face aos factos e aos acontecimentos em concrecto, tanto em termos internacionais como na resolução dos gravíssimos problemas que sofre a sociedade americana (foco a saúde a que muitos não têm sequer acesso).

Acreditei desde o início que as probabilidades de vitória eram grandes, e a crise veio dar uma ajuda, tanto mais que a resposta republicana foi desastrosa.

Três últimas notas:
1. Julgo que é pelo menos permaturo, por ao mesmo nível Obama e Nelson Mandela. É preciso que a euforia não nos torne injustos.

2. Outra nota, para chamar a atenção para a pessoa em si, as suas ideias, as suas politicas, o seu dom oratório, a sua serenidade, as suas convicções, enfim a sua totalidade como ser humano de excepção.
É completamente acessório a raça e a cor da pele, e por isso nem deve ser referido senão estamos na realidade a colocar-nos numa posição racista.

3. Destaco o discurso da derrota do McCain, e sublinho a contenção a que obrigou uma multidão que apupava o nome do presidente eleito.

Beijinhos e parabéns a todos!
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 12:26
Manecas, não me percebeste... jamais poria no mesmo plano Obama e Mandela. Um deles ainda não provou quase nada a não ser uma enorme coragem pessoal, o outro é uma referência mundial com uma vida inteira a prová-lo!
O que digo é que esta vitória deve ser um bálsamo e um orgulho para um homem que dedicou a vida toda à luta contra o preconceito racial. E também já disse aqui que a verdadeira mudança será no dia em que a cor da pele nem sequer for notícia.
Quanto a McCain, já o louvei aqui também. Penso que não seria um pior presidente, mas Obama cumpre o sonho americano como ninguém...

Beijinhos
De Manecas a 6 de Novembro de 2008 às 16:03
Estamos de acordo quanto às tuas palavras sobre Mandela - Obama , nos termos em que o expressas, e de acordo quanto à emoção que lhe terá por certo invadido a alma.

Creio, no entanto que Obama será melhor presidente que MacCain , por tudo quanto atrás deixei dito. Espero que a minha crença se torne realidade, porque partilho valores e ideais que são expressos por ele.

O que tentei foi acalmar os Hossanas e as passadeiras vermelhas.

Espero que me percebas...e um beijinho para ti.. OhAna !!!
De Paulo Cunha Porto a 6 de Novembro de 2008 às 12:46
Eu ainda vou ser mais desmancha-prazeres do que o Manecas:
o pobre do Obama faz tudo o que pode e o que não pode, para se demarcar das lutas pelos direitos cívicos dos anos 1960, embora reconhecendo-lhes o mérito, ao dizer que os problemas de hoje nada têm com os dessa fase. Mas há sempre uma certa intelectualidade esquerdista europeia que lhe cola à pele, por causa de meia-cor, esse rótulo. Esses Vultos da Cultura que metem politicamente o pezinho delicado na poça (e não me refiro à Praia) têm nome. São duas grandes Bloguistas e minhas Amigas, para mais. Há que denunciá-Las, chamam-se Ana Vidal e Luísa. As mesmas que acham que a Democracia triunfa quando ganham aqueles de quem gostam. Estais boas para o Dr. Louçã.
Beijinhos agoniados
De Ana Vidal a 6 de Novembro de 2008 às 13:09
Meu caríssimo Duro (de mais, às vezes...),

rejeito vigorosamente o epítetos de "intelectualidade esquerdista europeia" e de "Vulto da Cultura". Não porque me envergonhassem, mas porque um é claramente excessivo e o outro me espartilha num pensamento político que me limita, coisa de que nunca gostei. Sou livre, Paulo. Inconsciente e ignorante, talvez, mas livre!
A Luísa não precisa das minhas defesas, é sempre muito eloquente nas suas argumentações. :-)

Quanto à Democracia, gosto sempre quando triunfa, mesmo quando resulta na eleição de alguém de quem eu não goste (o que não seria o caso, mesmo que tivesse ganho McCain)

Acordaste mal disposto, hoje... espero que melhores da agonia (que tal um Kompensan?)
Beijinho, ó Vulto das Lamentações!
De Luísa a 6 de Novembro de 2008 às 14:42
Meu caro Paulo, tenho muito gosto em enfiar a carapuça da «grande bloguista»; e sou, indiscutivelmente sua amiga. «Vulto da cultura», hesito… mas é uma aspiração. Agora «intelectualidade esquerdista europeia», nunca! Não estou particularmente feliz com a eleição de Obama – apesar de lhe atribuir o significado positivo da vitória sobre um preconceito – porque, na minha condição de membro de um remoto «eleitorado» português, ainda surpreendente e indecentemente sem voto! – apoiava McCain, com a sua «antiguidade» e o conforto das suas credenciais. Mas – permito-me reproduzir aqui uma parte do comentário que deixei no Mike - dá-me gozo que a América tenha, mesmo que só momentaneamente, calado a boca aos porta-vozes do «anti-americanismo primário» (que tão bem conhecemos), que tantos palpites e preferências manifestaram nestas eleições: provando, simultaneamente, que é uma genuína democracia (e até é capaz de corresponder a essas preferências); e que o mundo (incluindo os «anti-americanistas primários») está pendente - e dependente - dela.
P.S.: Nisto tudo, Paulo, fico um pouco chocada com os «beijinhos agoniados»… :-(
De Hetie a 6 de Novembro de 2008 às 20:38
Aqui estão todos contentes. A Nação inteira acordada ate a madrugada do dia 5 para ver os discursos. McCain foi um gentleman. Não sei se vcs ouviram todo o discurso dele (foi curto). Disse que iria se unir ao seu presidente para ajudar o pais ao qual os dois amam tanto. O discurso de Obama tb foi muito comovente. Ele estava muito compenetrado e com ar de "e agora meu Deus!!!". Demorou uns 5 minutos para sorrir um pouco. Ele sabe que sua missão agora eh muito mais difícil do que as palavras tão oportunas que ele sabe usar tão bem. Eu, que amo demais este pais, e nos envolvemos demasiadamente a tudo que diz respeito a ele, me uni a todos os votos e esperanças de que seja para o bem de todos. Todas as diferenças ficaram de lado e esquecidas, na ânsia do bem desta Nação .
O amor que o povo tem por sua pátria aqui eh indescritível e contagiante e nossos corações estão todos batendo agora num só ritmo.
Abracos carinhosos a todos.
De Ana Vidal a 7 de Novembro de 2008 às 02:51
Hetie, issoé o que é mais fascinante nos americanos: o que eles gostam do seu país e dos seus símbolos, caramba!

Beijinhos

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