Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Abrigo

 

A casa respira.

Aqui se pariu…

 

A casa conspira.

Aqui se sonhou…

 

A casa transpira.

Aqui se amou…

 

A casa suspira.

Aqui se morreu…

 

 

(Imagem: O Império da luz - René Magritte)

 

publicado por Ana Vidal às 00:29
link do post
14 comentários:
De Luis Serpa a 27 de Outubro de 2008 às 01:23
É muito bonito, esse poema, Ana. Toca-me muito, essa dieai que nós transmitimos vida às coisas onde, ou em que, ou com que vivemos.
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 18:37
Obrigada, Luís e Luísa.
De Luísa a 27 de Outubro de 2008 às 03:20
Concordo inteiramente com o Luís, Ana, na apreciação e nas considerações. Em relação às casas, sobretudo, que espelham muito do que somos. :-)
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 08:55
Sempre senti isso em relação às casas. Como se tivessem vida própria, feita de retalhos das vidas de quem por lá passou. Entro numa casa e sinto essa "vida", ou, se não sinto, é mau sinal...
De mike a 27 de Outubro de 2008 às 14:15
Muito giro, Ana. Parece que dá para continuar sem lhe adivinharmos o fim. :-)
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 18:33
E acho que daria mesmo, Mike... :-)
De Paulo Cunha Porto a 27 de Outubro de 2008 às 18:12
Não pude deixar de pensar no que me dizias no outro dia, a Casa como Extensão da Mulher...
Bj.
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 18:33
E o carro como Extensão do Homem... nem mais, Paulo!
Bjs
De mike a 27 de Outubro de 2008 às 23:25
Mas a extensão da Mulher na Casa não é a cozinha? (risada provocadora)
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 23:41
Não, Mike, a cozinha é uma das extensões que a mulher usa com sabedoria para que o homem, por sua vez, use com mais entusiasmo uma das suas... extensões. Percebido? ;-)
De luis eme a 27 de Outubro de 2008 às 18:47
eram coisas tuas...

agora também são nossas...
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 23:42
São coisas de todos nós, Luís, não são?
De fugidia a 27 de Outubro de 2008 às 20:53
A casa ninho... como entendo...
:-)
De Ana Vidal a 27 de Outubro de 2008 às 23:44
Como ninho, como palco, como confidente, como abrigo, como prisão, como liberdade... uma casa pode ser tudo isto e muito mais. Mas eu também gosto de considerá-la um ninho, Fugi. :-)

Comentar post

brisas, nortadas e furacões, por


Ana Vidal
Pedro Silveira Botelho
Manuel Fragoso de Almeida
Marie Tourvel
Rita Ferro
João Paulo Cardoso
Luísa
João de Bragança

palavras ao vento


portadovento@sapo.pt

aragens


“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."

(Jean Cocteau)

portas da casa


Violinos no Telhado
Pastéis de Nada
As Letras da Sopa
O Eldorado
Nocturno
Delito de Opinião
Adeus, até ao meu regresso

Ventos recentes

Até sempre

Expresso do Oriente (3)

Expresso do Oriente (2)

Expresso do Oriente (1)

Vou ali...

Adivinhe quem foi jantar?

Intervalo

Semibreves

Pocket Classic (A Educaçã...

Coentros e rabanetes

Adivinhe quem vem jantar?

Moleskine

Lapsus Linguae

Semibreves

Sou sincera

favoritos

O triunfo dos porcos

Livros



Seda e Aço


A Poesia é para comer


Gente do Sul

E tudo o vento levou

Perfil


ver perfil

. 16 seguidores

Technorati Profile

Add to Technorati Favorites

Ventos do mundo

Ventos de Passagem


visitantes online

Subscrever feeds