Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Sussexo


 

"Sucesso não é termos muitos parceiros (sexuais), é termos aqueles que escolhemos".

 

Ou seja, exactamente aqueles que queremos ter - sejam muitos ou poucos - e não outros.

 

Esta foi a melhor frase, para mim, de um aceso e divertido debate num jantar de amigos, ontem. Não posso concordar mais com ela: é a sempiterna questão da qualidade e da quantidade, da oposição ou da intersecção entre esses conceitos, aplicados ao sexo. Se, por um lado, quanto mais alargarmos o universo exploratório maior será (diz a mais elementar lógica matemática) o conhecimento e a experiência que acumularemos, por outro lado a verdadeira e completa intimidade só se consegue com tempo, muito tempo dedicado a uma única pessoa. A intimidade é uma conquista lenta, valiosa e insuperável, que vai muito além do sexo propriamente dito. Até que um cheiro, um gesto, um hálito ou uma prega de pele se nos tornem familiares a ponto de serem já "nossos", muito tempo é preciso. O resto pode ser óptimo - e é, frequentemente - mas não passa de uma ilusão de intimidade e de sucesso.

 

Não existem (salvo as inevitáveis excepções para os dois extremos) pessoas "boas" ou "más" na cama. Há, isso sim, "boas" ou "más" conjugações. Basta fazer meia dúzia de perguntas cirúrgicas, individualmente, aos membros de um clássico triângulo amoroso casal-amante, e as respostas serão, com toda a certeza, contraditórias. Aquele(a) que um(a) descreve como uma "bomba sexual", pode ser visto pelo(a) outro(a) como um monumento à frigidez. Toda a magia está na conjugação.

 

É claro que a tão aclamada "química" é quase sempre perceptível nas primeiras impressões (ou existe ou não existe, é simples), mas ela é apenas o "abre-te sésamo" para uma caverna de Ali Babá cheia de labirintos insuspeitados, repletos de tesouros que só o tempo - e um bom mapa - revelarão.

 

 

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publicado por Ana Vidal às 22:22
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40 comentários:
De baterdeasas a 6 de Outubro de 2008 às 23:28
Concordo absolutamente com tudo o que diz. Mas para haver susexo tem de haver sexo ... Parece óbvio mas não é: Há quem pense que apenas com palavras e nenhuma acção se alimenta uma relação a vida toda.
De Luísa a 7 de Outubro de 2008 às 04:59
Essa é uma indicação que não me canso de dar à minha filhota adolescente, Ana. A de que o sucesso não está em fazermos muitas conquistas, mas em conquistarmos aquilo que queremos conquistar. Claro que isto só faz sentido para quem já tenha ultrapassado a fase dos sonhos de conquistar o mundo e de ir a Vénus, a Marte e a Plutão. :-)
Sobre a acumulação de conhecimento (pelo alargamento do universo exploratório), dizia-me, em tempos, alguém com bastante «conhecimento acumulado» que a realidade desse universo alargado é um pouco repetitiva e que o melhor é investir numa relação que seja satisfatória, de modo a torná-la muitíssimo satisfatória. A ideia pareceu-me (e ainda parece) interessante… ;-)
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 09:31
É verdade, Luísa, esse conhecimento só virá com a idade. Querer conquistar "o mundo" é muito saudável e natural na que ela tem agora.
Quanto à repetição, parece-me que decorre exactamente da superficialidade desse tipo de relações. O que acaba, ao contrário do que seria de esperar, por tornar-se monótono. :)
De baterdeasas a 7 de Outubro de 2008 às 09:44
Julgo que só em Marte, esse planeta com nome bélico é que se tem procurado Vida sem Sucesso. Pó cósmico é tudo o que se tem encontrado.
A Vida existe no Planeta Terra.
De Pedro a 7 de Outubro de 2008 às 09:38
Eu acho que tenho de discordar. Até posso concordar de a qualidade ser mais importante que a quantidade - isso não há dúvidas. Agora quer-me parecer que toda a gente tem os parceiros que escolhe, independentemente de serem muitos ou poucos. Acho que ninguém no seu perfeito juízo vai para a cama com quem não quer... ou vai?
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 12:44
Pedro, a palavra "escolher" tem neste contexto um alcance mais abrangente. Há muita gente que não escolhe, no sentido em que aceita apenas - por mil e uma razões - quem lhe calha em sorte, quem está mais à mão ou quem acha que pode ter, dentro de um "possível" que não é o que gostaria que fosse. Sem considerar isto relações forçadas, evidentemente, também não lhes chamo exactamente "escolhas".
De pedro a 7 de Outubro de 2008 às 12:56
Aceitar, não é já de si uma escolha? Porque me parece de somenos achar que cada um apenas tem os parceiros que consegue...
De Luísa a 7 de Outubro de 2008 às 15:06
Eu julgo que percebo bem a sua ideia, Ana. Tem a ver com uma atitude activa e não passiva perante a vida. Uma escolha leva-nos a definir um alvo e a empreender uma conquista, estabelecendo uma estratégia para a conseguir, para atrair a atenção, para vencer as resistências… Claro que, se nos sucede sermos também o alvo do nosso alvo, é ouro sobre azul. A estratégia pode então ser esperar, simplesmente. Mas se a espera se revela inglória, estamos dispostas a bater-nos… até aos limites da nossa dignidade, claro! ;-)
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 15:28
É isso mesmo, Luísa: a inacção pode ser uma escolha, mas tem de haver algum voluntarismo nisso. Posso "escolher" deixar-me seduzir, por exemplo. Mas o que digo é que nem sempre isso acontece, infelizmente. Admito qualquer critério (mesmo diferente do meu), o que me impressiona é a ausência de critérios.

A conversa já derivou do post, e ainda bem. É bom discutir ideias. Obrigada a todos pelo vosso contributo.
De JuliaML a 7 de Outubro de 2008 às 10:11

mas todos temos os parceiros que escolhemos, ora!! mesmo quando são muitos...

a questão é escolher melhor, haver mais critérios.
olha, estou mais com o Pedro, não embalei na frase
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 12:47
Acho que te respondo na resposta ao Pedro, Júlia. A questão não é se são muitos ou poucos, é se esses são realmente "escolhas". E nem sempre o são, para muita gente.
De Paulo Cunha Porto a 7 de Outubro de 2008 às 14:58
Querida Ana,
concordo inteiramente com a frase, mas olha que já constatei que a escolha assenta que nem luva à quantidade, em algumas pessoas. E não falo de deixar-se ir, mas sim de um genuíno apetite multi-direccionado, muito mais sério do que o caricatural D. Juan e, hoje, presente em ambos os géneros, apesar de ainda mais constatável nos homens.
Sobre a aptidão e ineptidão para o acto é que não me pronuncio. Há cada história, mesmo fora dos casos-limite em que me parece estares a pensar...
Beijinho
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 15:10
Nesse caso É uma escolha e não tenho nada a dizer. Posso considerá-la uma fuga (ainda que em frente) mas isso é apenas aquilo que eu penso, claro.
Bjs
De sem-se-ver a 7 de Outubro de 2008 às 15:27
«"Sucesso não é termos muitos parceiros (sexuais), é termos aqueles que escolhemos".»

eu leio a frase assim:

nem sempre temos quem escolhemos ter; por isso, só temos sucesso quando conseguimos ter quem escolhemos ter.

e isto sim, para mim, campeã de amores platónicos em suas variadas matizes, faz-me imeeeenso sentido.
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 15:33
Querida SSV, eu não a leio exactamente assim: acho que a frase pretende dissociar o sucesso de uma ideia de quantidade em favor da qualidade (se tivermos quem queremos ter, isso sim, é sucesso), e para mim isto faz todo o sentido.

Mas é engraçado ver as várias leituras que se podem sempre fazer das mesmas palavras.
De sem-se-ver a 7 de Outubro de 2008 às 15:48
eu sei que sim, que foi essa a leitura que fez e, estou em crer, era a intenção de quem a proferiu. mas como outros comentadores disseram antes, se se escolher ter muitos parceiros (quantidade), sucesso será tê-los todos (qualidade).

sucexo, contudo, é mesmo aquilo que afirma depois: haver conjugação de peles, química e tudo o resto que lhes é consequência.

é aí, com muitos ou poucos parceiros que escolhamos, que me parece que o nível de sucexo se mede...
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 15:56
Não posso estar mais de acordo.
De Rita Ferro a 7 de Outubro de 2008 às 16:49
Mas que frase tão interessante!
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 22:33
A m'na acha? Ai, que bom! :)
De Anytime a 7 de Outubro de 2008 às 20:35
Cara Ana Vidal,

Essa frase é, realmente, muito interessante, como diz a senhora Rita Ferro.

É interessante porque faz cismar muito, a mim pelo menos. Na verdade, a última vez que conseguir seduzir a senhora que queria - e queria mesmo, com toda a força dos meus 15 anos - foi justamente aos 15 anos. Era uma criada (na altura dizia-se sopeira, mas acho que a palavra já não se usa), de seu nome Preciosa, que os meus avós tinham lá em casa, na avenida 5 de Outubro, mesmo à frente da Feira Popular.

Era muito gira, a Preciosa, pelo menos tanto quanto eu me lembro - e lembro-me muito. (Hoje acredito que se a consegui foi devido à influência benéfica do meu Avó, que Deus tenha, mas não tenho a certeza. Durante muito tempo pensei que fosse devido à minha Avó, que coitada também já Lá está, porque o meu Avô tinha uma maneira esquisita de olhar para a jovem criada e... enfim, não sei). Poupo-lhe os pormenores, a si e às e aos gentis comentadores deste tão bom blog.

Depois disso, nunca mais consegui interessar por mim a senhora alvo da minha concupiscência, nunca mais. Transformei-me eu no alvo delas, e que elas! - Só me calhavam na rifa, por azar, senhoras feias, ou então muito burras. Ao princípio eu lá ia dizendo que sim, derivado à idade; mas agora tornei-me um bocadinho mais difícil (a última chamou-me: "Estúpido!") e a verdade é que há três anos, veja lá, não tenho o prazer dos prazeres da carne.

Isto para lhe dizer que no que me diz respeito, a "química" de que fala me continua uma ciência tão estranha como o era no Liceu, nos tempos do Padre Alegria, que o Diabo o tenha, espero ( e Deus me perdoe).

Ou seja: acha que ainda tenho alguma chance? Eu acho que há três anos até nem fui muito mau, a senhora pelo menos perguntou-me "Já acabaste?" como quem estava com pena, mas não sei. A verdade é que agora tenho o olho (o olho salvo seja, claro; quero dizer, a vontade, o apetite, a fome, o desejo, como se diz nos livros) apontado para uma senhora que não me liga nenhuma. Ontem convidei-a para ir comer um gelado Ben & Jerry, que eu acho muito melhores que esses nacionais Santinhi de Cascais, mas ela dise que não. Ia ao cinema, com o primo, que é guarda redes num clube da terceira divisão, diz ela. Eu não acredito, porque ela é muito bonita, bonita demais para um mero guarda-redes da terceira divisão. Aquilo é, perdoe-me cara Ana Vidal, material de primeira, de primeiríssima divisão (como eu, desculpe a imodéstia). Enfim, eu lá vou tentando, agora mais animado com a sua explicação sobre a química e sobre a gramática (não sabia que era preciso saber conjugar verbos para seduzir uma senhora, mas prontos, cá fica a informação e olhe que não cai em saco roto).

As minhas desculpas a si e a todos por este desabafo, mas a verdade é que ouvir o Quim Barreiros e ler coisas destas (o seu post é muito giro) tem logo este efeito, fico a cismar na senhora (a outra, a que foi ao cinema com o "primo", claro) e depois é uma vontade que me dá de pôr isto tudo cá para fora, ainda bem que se pode.

Espero que não me leve a mal e agradeço-lhe a atenção e peço desculpa outra vez a todos e a todas.
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 22:31
Meu caro Anytime,

Confesso que estava com pena de si e dos seus infortúnios amorosos, até metade do seu desabafo... mas um homem que despreza os gelados do Santini em favor de outros com nome de desenho animado da Disney, não merece outra resposta a não ser um "não" de qualquer senhora, mesmo que ela seja muito feia! Foi mais isso que a desanimou, tenho a certeza, e não a história do primo guarda-redes da terceira divisão. Para a próxima vez não hesite, rume a Cascais com a sua conquista e reze para que o Santini esteja aberto...

Já agora, e porque sou uma pessoa caridosa, dou-lhe ainda outro conselho: não é só a palavra "sopeira" que foi banida, "criada" também passou a ser uma espécie de granada pronta a explodir na boca de quem a usa. Just in case, experimente dizer "técnica de higiene" ou, arriscando já bastante, "empregada doméstica".

E boa sorte para as próximas conjugações químicas, gramaticais e matemáticas, que lhe desejo venham a ser um enorme sussexo. Depois de três anos, acho que já merece!
De Anytime a 7 de Outubro de 2008 às 23:21
Querida Ana Vidal (posso dizer assim, não posso?),

Quero começar por agradecer-lhe o conselho, a próxima vez que ela não tiver que ir ao cinema com o tal guarda-redes - não é nada primo dela, eu sei que não é - vou com ela a Cascais, apesar daquilo ser muita longe, ainda há dois anos lá fui.

Obrigado também por me ensinar que não é Santinhi. Ainda no outro dia estava eu a teimar com um compadre que dizia Shantini, e eu dizia-lhe que não era Shantini, era Santinhi porque aquilo o nome deles é Santos de certeza e Santinhi vem de santinhos , e ele teimava que não, e agora vejo que afinal é Santini e estávamos os dois muito bem enganados olá se estávamos.

Já quanto ao "criada" da minha Preciosa não sei. Eu tinha técnicas, claro que tinha, mas não dá para as descrever aqui, apesar de serem muito rápidas e muito simples, muito directas; e ela era uma granada, lá isso era, explodia por tudo quanto era lado, mas "técnica"? Não sei. E de higiene, isso sim, nem sei como é que adivinhou, mas não posso falar disso aqui, que isto é lido por muitas senhoras, isso já vi.

Aliás ali em cima há uma senhora que fala de inacção e eu até podia dizer uma coisa ou duas sobre a inacção, porque também já me saiu na rifa, aliás até muitas vezes, mas não digo nada, não vão as senhoras pensar que o inactivo era eu, quando não sou (ou não era. Agora sou, mas é por via da outra, mai-lo primo guarda-redes).

Bom, querida Ana Vidal (desculpe lá o tratamento, mas dá mesmo vontade, depois destes conselhos), eu agora cá por mim, vou ali e volto amanhã de manhã, que isto é pessoal trabalhador e cada vez há mais caixotes na rua, esta gente fala em crise mas vá lá contar os caixotes na sua rua e vai ver que todos os dias aumentam, isto não pára.

Por acaso tenho sorte, tenho um condutor que dá uma volta muita rápida, a gente aliás deixamos metade dos caixotes, os burgueses que se lixem, mas lá que cada vez há mais, isso há. Aliás ainda no outro dia houve um senhor que disse na televisão que havia 99 blogues que não prestavam para nada, e eu tenho cá para mim que há muitos mais, apesar de só ler dois ou três, o seu e o de uma senhora que tem umas fotografias de Lisboa muito bonitas, apesar de só olhar para o ar. Ela havia também de fotografar a rua e os caixotes de lixo, olhe que os há muito bonitos, não acha?

bom, então até amanhã e muito obrigado outra vez e as minhas desculpas.


De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 23:34
Querido Anytime Almeida, vá lá trabalhar e nada de fazer batota com os caixotes... se os despejar todos e não deixar lixo na rua, talvez lhe ofereça um Santinhos um dia destes.
De fugidia a 7 de Outubro de 2008 às 23:25
Sucesso é termos o parceiro que escolhemos e conseguirmos com ele uma química e uma conjugação que nos leve, aos dois ao céu!

Pois...
De Ana Vidal a 7 de Outubro de 2008 às 23:35
Falou e disse, menina Fugi! (onde é que andou, hein?)
De fugidia a 8 de Outubro de 2008 às 07:26
Ora,
no céu!
(gargalhada sonora)
De mike a 7 de Outubro de 2008 às 23:52
Depois de tudo o que aqui foi dito, só me resta dizer que acho curiosa esta associação de sussexo a um trângulo amoroso... hum...
De Ana Vidal a 8 de Outubro de 2008 às 00:04
Há alguns que são verdadeiros sucessos, Mike... :)
De mike a 8 de Outubro de 2008 às 00:15
Sussexos, quer a Ana dizer... (risos)
De Ana Vidal a 8 de Outubro de 2008 às 00:21
Desde que o triângulo seja equilátero... ;)
De mike a 8 de Outubro de 2008 às 01:23
Mas não desses triângulos amorosos... só os que têm dois lados iguais e um diferente...
;-)
De mike a 8 de Outubro de 2008 às 01:23
Não há... assim é que é. :-)
De Ana Vidal a 8 de Outubro de 2008 às 01:27
Pois é, Mike... esse é que é o problema!
De Ana Vidal a 8 de Outubro de 2008 às 01:42
A coisa só se equilibra outra vez quando se transforma num quadrado... :)
De Luis Serpa a 8 de Outubro de 2008 às 01:54
Num quadrado, Ana? Como as legiões romanas, ou os campos de girassol no sul de França?
De Ana Vidal a 8 de Outubro de 2008 às 01:58
Como as legiões romanas e a velha Ala dos Namorados da estratégia portuguesa, Luís. Um quadrado é imbatível.

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