Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

A duas mãos

 

Vou dizer-te uma coisa, e tu vais prometer-me que não a dizes a ninguém, a ninguém.  Vou dizer-te uma coisa, e tu juras que não acreditas nela, ou não acreditas em toda ela. Vou dizer-te uma coisa, porque tenho uma indomável vontade de te dizer coisas, muitas coisas, de dia, de noite e entre os dois. Todos os dias.

 

Vou contar-te um segredo, e tu vais prometer-me que o guardas para ti, só para ti. Vou contar-te um segredo, e tu juras que fazes dele um rio, um mar, um mundo. Vou contar-te um segredo, porque tenho uma indomável vontade de transformar palavras em flores, para que as uses ao peito num ramo colorido, de dia, de noite e entre os dois. Todos os dias. E quero que só tu saibas que essas flores são palavras, e que essas palavras são o meu segredo.

 

(Nota: O primeiro parágrafo não é de minha autoria,. Faz parte de um texto  poético, lindo, que me foi dedicado. O segundo é uma resposta a esse texto, e espero que façam sentido juntos.)

 

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 22:00
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26 comentários:
De Cristina Ribeiro a 2 de Outubro de 2008 às 22:15
Um texto poético a responder a outro...; um diálogo perfeito.
Beijinho
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 00:30
Beijinho, Cristina.
De fugidia a 2 de Outubro de 2008 às 23:29
Pois...
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 00:31
Já montou todas as prateleiras com o seu sherpa, Fugi? ;)
De mike a 2 de Outubro de 2008 às 23:46
Sempre me disseram que não era bonito dizer segredos... ;-)
Mas nunca ouvi dizer que não era bonito ler segredos... :-)
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 00:36
Acho que tem razão, Mike, também nunca ouvi dizer que ler segredos era feio... sobretudo quando são publicados... :)
De Luísa a 3 de Outubro de 2008 às 03:26
Mas lemos algum segredo, Ana e Mike? Lemos muitas intenções de contar segredos, mas segredos propriamente ditos, nicles! :-(
P.S.: Os dois textos fazem todo o «sentido» juntos, Ana. Sugerem o encontro das duas mãos que os escrevem sobre a mesa de um jantar de sussurros românticos à luz de velas. :-)
De fugidia a 3 de Outubro de 2008 às 07:33
llololololololololololo
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 20:34
Uma imagem muito bonita, Luísa.
Quanto a segredos... nicles, transformaram-se em flores! ;)
De mike a 3 de Outubro de 2008 às 20:56
Segrredos que se tranformam em flores, Ana? Hum... se foi um príncipe... (risos)
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 21:16
Só tenho segredos com príncipes, Mike... os sapos não percebem as minhas palavras.
De Pedro a 3 de Outubro de 2008 às 11:28
Há coisas que só fazem sentido juntas
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 20:31
Gosto mais das que fazendo "mais" sentido juntas, não perdem por isso o seu sentido individual.
Não é o ideal? Eu gosto de ideais...
De Pedro a 4 de Outubro de 2008 às 12:17
:) essa é a grande questão com que nos debatemos diariamente. Acho que se for de livre e espontânea vontade... se calhar é melhor esquecer os ideais - em prole de quê?
De CNS a 3 de Outubro de 2008 às 13:05
A poesia torna-se bela assim: quando tudo faz sentido de uma forma harmoniosa...


um beijo
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 20:28
Outro, Cristina.
De Paulo Cunha Porto a 3 de Outubro de 2008 às 19:58
A Flor do Teu Segredo?
Com a vantagem intangível das congéneres, de impregnar as vizinhanças de Delicado Aroma.
Beijinho, snif snif.
De Ana Vidal a 3 de Outubro de 2008 às 20:27
:) Beijinho, Paulo.
De lucubrina a 5 de Outubro de 2008 às 20:30
Isto de andar de malas de lá para cá, dá sempre algum transtorno principalmente para uma "eterna viajante", como eu.
Cabe-me a mim, agora dizer o meu segredo.
Muito bom este blog Porta do Vento.
Vou tentar não andar em tanta corrente de ar e cumprimentá-la mais vezes.

Até breve.
De Ana Vidal a 6 de Outubro de 2008 às 01:28
Muito obrigada, Lucubrina, e gosto muito que passe por cá, sempre que quiser. :)
De JuliaML a 5 de Outubro de 2008 às 20:59

:-)

são flores,Ana!,são flores!

lindo!
De Ana Vidal a 6 de Outubro de 2008 às 01:25
Beijinho, Júlia.
Estas são para ti:
De tcl a 5 de Outubro de 2008 às 23:25
Fazem todo o sentido e, se não o dissesses, nunca pensaria que não tinham ambos sido escritos por ti. Não há dúvida que Magritte te inspira! (ou quem te dedicou o primeiro parágrafo?) Adorei. :-)
De Ana Vidal a 6 de Outubro de 2008 às 01:23
Obrigada, TCL. Dito por ti tem ainda mais valor.
Gosto de ver-te por aqui. :)

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