Sábado, 27 de Setembro de 2008

A importância de se chamar Ernesto

 

Inebriado (ou enciumado?) pelo gesto magnânimo de Sócrates em relação às escolas portuguesas, o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, reclama agora a necessidade de uma distribuição de computadores Magalhães pelos efectivos da polícia. Tento seguir-lhe o raciocínio para ver se percebo a lógica do pedido, mas confesso que não a encontro. Que a Polícia precise de  modernizar-se informaticamente, parece-me perfeitamente compreensível. Mas porque carga de água  há-de ser através de portáteis (ainda por cima criados para crianças), se toda a burocracia se desenrola nas esquadras? Será que o argumento de que os portáteis são "uma arma ultra-leve" sugere que Magalhães tenciona usá-los para... atirar à cabeça dos ladrões, numa perseguição policial?

 

Nah, não me parece... estamos todos a enlouquecer, mas Magalhães não pode ser tão lunático. Mas então... esta obsessão de Magalhães pelos Magalhães só pode ter uma razão: a oportunidade única de ver o seu nome perpetuado na História como o homem que fez a Polícia transpor a modernidade informática... nem que seja gravado na tampa de um laptop!

 

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publicado por Ana Vidal às 00:56
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11 comentários:
De Luísa a 27 de Setembro de 2008 às 04:32
Ontem vi o Magalhães (o computador) na FNAC, Ana, e não consigo imaginar um agente das forças policiais, com a sua robustez, a sua farda, o seu quépi e a sua severidade, de Magalhães (de novo, o computador) em punho. O Magalhães (ainda o computador) tem todo o ar de um brinquedo para crianças de instrução primária, assim como umas pianolas de dez teclas que me lembro de ter tido em miúda. Desconfio de que o Magalhães (o secretário de Estado), mais do que perpetuar o seu nome, que não sairia nobilitado perante o tamanho do brinquedo, deve estar a querer retribuir à Polícia alguma humilhação ou ridículo sofrido no decurso das recentes operações/confusões de combate à criminalidade violenta. :-)
De Ana Vidal a 28 de Setembro de 2008 às 03:09
Quem sabe, Luísa... um polícia de Magalhães debaixo do braço é mais ou menos o mesmo do que levar uma pistola de água... :)
De João Paulo Cardoso a 27 de Setembro de 2008 às 10:59
Parece que já estou a ver algumas crianças mais problemáticas encontrarem-se às escondidas com alguns polícias sem escrúpulos, que os há por aí, como em todas as profissões.

-Sr. polícia: troco o meu Magalhães pela sua Glock automática, porque tenho que roubar umas gomas e quero ir armado.

-Pode ser, mas olha... se cometeres um crime desses ficas na minha base de dados, ann?

Beijos e bom fim de semana.
De Ana Vidal a 28 de Setembro de 2008 às 03:07
:)) Beijos, JP
De fugidia a 27 de Setembro de 2008 às 17:10
Infelizmente, patético.
Só para nos fazer sorrir... se formos capazes de ainda ter algum humor.

Beijinho.
De Ana Vidal a 28 de Setembro de 2008 às 03:06
Espero que sim, Fugi. Precisamos de humor mais do que nunca!
beijinho
De SC a 27 de Setembro de 2008 às 17:33
Venho em defesa dos Magalhães. Todos eles ;)
Penso que o Secretário de Estado (SE) disse portáteis-tipo-Magalhães (ou seja, baratos, montados em Portugal, etc, etc) mas adaptados às necessidades das forças de segurança. Consigo perceber o "sonho" do SE, com polícias a acederem a uma base de dados funcional e a resolverem os assuntos de forma célere. Se é sonho ou utopia..., bom, é preciso tentar antes de desistir.

Beijinho, bom fim-de-semana!
De Ana Vidal a 28 de Setembro de 2008 às 03:04
Registada a defesa, Cristina. Isto aqui é uma democracia!
(mas ninguém me tira que o SE gostou do nome dos portáteis...) ;)
De mike a 27 de Setembro de 2008 às 20:58
Ó Ana, é para os filhos dos polícias...
De Ana Vidal a 28 de Setembro de 2008 às 03:04
:)
De JuliaML a 28 de Setembro de 2008 às 10:13
é de rir!

ontem comentei aqui e pelos vistos o comentário não ficou registado.


beijinho d bom domingo

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