Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Embustes olímpicos

 

Vou começando a dar razão a quem diz que estes Jogos Olímpicos chineses são uma caixinha de surpresas, quase sempre pouco simpáticas. Já nem falo das questões políticas e do aproveitamento que se tem feito de um ideal olímpico que deveria ser sagrado. Esse é outro campeonato, bem triste por sinal. Refiro-me a pormenores à margem do desporto, mas muito significativos e reveladores: primeiro, foram os fogos de artifício sobre Pequim, que nos deixaram maravilhados e afinal eram puramente virtuais, simulados em computador com quase um ano de antecedência; agora, descobre-se que a boneca de voz maviosa que comoveu o mundo era também um embuste.

 

A China não brinca em serviço, nem poupa esforços para nos atirar aos olhos o pó dourado da perfeição absoluta. Nem que seja à custa de batotas, ou da humilhação de uma criança. Mas... porquê estranhar isto, se é a anulação de um povo inteiro que está por detrás de todo este esplendor?

 

Etiquetas:
publicado por Ana Vidal às 22:43
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26 comentários:
De JuliaML a 12 de Agosto de 2008 às 23:26
ihihih

adorei!

Chegaste lá, já esperava! que chegasses a essa conclusão.

Tudo artificial, para americano ver...

De Ana Vidal a 12 de Agosto de 2008 às 23:41
Mas tenho pena, Júlia. O espectáculo foi deslumbrante, detesto saber as trapaças de bastidores e detesto ainda mais as razões que levaram a elas.
:(
De JuliaML a 14 de Agosto de 2008 às 16:25

onde andas?...
De Ana Vidal a 14 de Agosto de 2008 às 17:33
Ando a tratar de mil coisas antes de me ir embora, Júlia...
beijinho
;)
De JuliaML a 14 de Agosto de 2008 às 18:01
:-(

beijo !
De Cristina Ribeiro a 13 de Agosto de 2008 às 00:32
A sua pergunta final mostra o quanto de perverso podemos esperar desses lados.
Beijinho, Ana
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 00:40
Infelizmente, Cristina. Mas nós também não estamos inocentes nesta história...
De JuliaML a 13 de Agosto de 2008 às 01:38

claro...eu também tenho pena, mas não me iludi...talvez por intuir que não havia autenticidade, não te sei explicar.

De Rita Ferro a 13 de Agosto de 2008 às 06:58
May I say que o teu blogue está cada vez melhor ou podem acusar-nos de nepotismo mútuo? Lol
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 10:18
Podem acusar-nos de tudo o que quiserem, quero lá saber! Respeito a liberdade de expressão...
Retribuo o elogio e acrescento que acho uma delícia a tua partilha pública e gratuita de técnicas de escrita. Vais pôr os teus leitores a escrever, hein? É bonito, isso. Generosidade é coisa que nunca te faltou.
De Rita Ferro a 13 de Agosto de 2008 às 14:45
Ora. Pára. Olha que me ruborizas, pázinha....
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 16:26
LOL
De espumante a 13 de Agosto de 2008 às 10:53
Aproveito a boleia da RF para expressar também aquilo que de algum tempo a esta parte eu vinha sentindo. Há efectivamente progressão no Porta do Vento. Costuma ser ao contrário. Falo por mim que gosto muito mais do meu blog de há dois anos do que do de hoje. No PV há uma dinâmica clara de progresso que o torna já hoje um dos melhores. Em conteúdo, diversidade, humor e grafismo.
Está dito. :))) Beijinho e parabéns
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 11:16
Ó meu amigo Espumante, esse elogio soube-me bem! Sou vaidosa, admito. Um blogue "vale o que vale", como se diz agora. Ou seja: vale bastante para quem o faz, alguma coisa para quem o lê, absolutamente nada para a esmagadora maioria dos pensantes e dos analfabetos, que passam muito bem sem ele... mas, como sou eu quem o faz, repito que me sabe bem ouvir (ler) isso.
E logo agora, tem graça, que eu achava que estava a ficar errática nos temas e no estilo (se é que um blogue tem que ter um determinado estilo...).

Obrigada, mesmo. E como não conheci o Espumadamente de há dois anos, gosto muito do actual e já não perco um post!
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 16:25
Estou intrigada: como é que se muda a cor do texto numa caixa de comentários????
De marilia a 13 de Agosto de 2008 às 13:32
Todo mundo sabe que não tenho espírito olímpico nenhum. Não vejo motivo pra ninguém pular cinco metros ou se equilibrar aos pulos numa trave de cinco centímetros. E tudo isso se passando na China, com toda essa canalhice por detrás piora e muito toda a situação.
Podem me chamar de mal-humorada, eu não ligo...
De JuliaML a 13 de Agosto de 2008 às 15:10

Que mal humorada? A mim já me apeteceu dizer coisas piores ácerca do assunto.

Eu bato palmas CLAP ,CLAP

De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 16:24
Mal-humorada! LOL
(eu gosto de ver gente aos pulos em cima de traves de cinco centímetros, mas percebo muito bem o mau humor...)
:)
De João Paulo Cardoso a 13 de Agosto de 2008 às 17:17
E não saberás tu, cara Ana, que o maior dos embustes chineses está na cara?

É mais de um bilhão de habitantes com poucas diferenças fisionómicas.

Acho que só uns 100 serão originais.
O resto são fotocópias, hologramas e aplicações 3D.

Beijos.

P.S: Hoje fala-se sobre a Soraia Chaves, Salazar e cavalos no "Eldorado", num texto interdito a menores de 18 anos.
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 18:13
Neste caso, JP, o problema foi esse mesmo: pelos vistos esta criança não correspondia ao protótipo considerado "perfeito" e não a deixaram aparecer, apesar de lhe aproveitarem a voz... azar dela, que era um desses 100 originais, mas dos não clonáveis. Ou um clone com defeito, talvez.

Ah, e eu não leio textos interditos a menores de 18 anos... tenho uma reputação a manter! ;)
De Luísa a 13 de Agosto de 2008 às 19:03
O que é assustador nestes regimes, Ana, é que os critérios de competência podem, em qualquer momento e por qualquer razão (de imagem, de favor pessoal ou familiar, de simpatia política, do que quer que seja), ser pura e simplesmente reduzidos a pó. Para além do autoritarismo, há a muito pior arbitrariedade. Coitados dos chineses!
P.S.: Ainda bem que têm a «alienação» dos jogos, como nós tivemos, há pouco, a do futebol… ;-D
De Ana Vidal a 13 de Agosto de 2008 às 20:06
Também tenho pena dos chineses, Luísa. São um povo com uma história milenar obrigado a despersonalizar-se totalmente, em nome de um ideal que nunca entendeu nem escolheu. A chamada "revolução cultural" (o nome é uma anedota...) obrigou-os a policiar e a denunciar família e amigos, a renunciar a qualquer espécie de sonhos pessoais, a viver num regime de medo e desconfiança que nunca mais os deixou levantar a cabeça. Tornaram-se autómatos e reagem como robots, por isso são tão perigosos, por serem altamente manipuláveis. Vale-lhes as Olimpíadas, agora, como anestesia para uma vida de muito trabalho e pouco prazer. :)
De Luísa a 14 de Agosto de 2008 às 23:03
Ana, não consigo ver a sua imagem. Mas, se calhar, sou só eu.
De Ana Vidal a 14 de Agosto de 2008 às 23:13
Não é, Luísa. A imagem deste post já desapareceu por várias vezes, não sei porquê. Mas acho que agora resolvi o problema de vez. :)
De Nuno Castelo-Branco a 14 de Agosto de 2008 às 22:53
Lembra-se dos mise en scène dos tempos do maoísmo? São exactamente a mesma coisa. Com uma diferença: o mundo perdoa, porque em vez do Estaline, surge o neo-capitalismo em toda a sua glória.
De Ana Vidal a 14 de Agosto de 2008 às 23:04
Tenho que dar-lhe razão, Nuno. São considerados meios que justificam os fins, meros pormenores...

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